Cairn 2ª Edição – Resenha

Cairn 2ª Edição, que será trazido ao Brasil pela Nozes Game Studio Editora através de Financiamento Coletivo, é um daqueles RPGs que entendem exatamente a atmosfera que querem transmitir.

Cairn

Desde as primeiras páginas, o livro mergulha o leitor em um mundo de florestas antigas, caminhos esquecidos, criaturas estranhas e vilarejos onde sempre parece existir alguma história ruim sendo sussurrada perto da lareira.

Não existe preocupação em construir um cenário gigantesco cheio de datas e enciclopédias internas. O foco está na sensação de descoberta, perigo e mistério.

A floresta de Cairn não é apenas um cenário para aventuras. Ela parece viva, indiferente e constantemente ameaçadora. Sendo que o jogo passa muito da sensação dos contos folclóricos antigos, onde viajar alguns quilômetros mata adentro já significa entrar em território desconhecido.

Há algo quase melancólico no jeito como o livro descreve o mundo. Mesmo os elementos fantásticos possuem um tom desgastado, silencioso e muitas vezes triste.

O mais interessante é que o sistema inteiro trabalha para reforçar essa atmosfera.

Cairn não quer transformar personagens em heróis invencíveis. Pelo contrário. O livro deixa claro que combate é perigoso, que a morte está sempre próxima e que agir sem pensar normalmente termina mal. Isso muda completamente a mentalidade da mesa.

Os jogadores passam a observar o ambiente com mais atenção, discutir estratégias e pensar como pessoas tentando sobreviver, não como aventureiros destinados a vencer qualquer batalha.

Essa filosofia lembra bastante os RPGs old school clássicos, mas Cairn consegue transmitir isso de maneira muito mais acessível e elegante do que muitos jogos do gênero.

O texto é direto, simples e raramente se perde em excesso de regras. Existe uma confiança muito grande na criatividade do grupo e na conversa entre jogadores e mestre.

Personagens simples, mas cheios de identidade

Uma das maiores surpresas do livro é perceber como Cairn consegue criar personagens memoráveis com tão poucas regras.

O processo de criação é rápido, quase imediato, mas cada detalhe gera pequenas histórias que ajudam o personagem a parecer alguém real dentro daquele mundo estranho. Dessa forma, o jogo abandona completamente a ideia de classes tradicionais.

Em vez disso, os personagens possuem antecedentes que funcionam mais como profissões, experiências de vida e arquétipos narrativos. Isso dá muito mais personalidade ao grupo.

Criação de Personagem

Um personagem não é simplesmente “um mago” ou “um guerreiro”. Ele pode ser um Ourivex alquimista obcecado por invenções perigosas, um Barbeiro-Cirurgião que substituiu partes do próprio corpo por metal ou um Cata-Fungo acostumado a sobreviver em regiões úmidas e decadentes da floresta.

O Ourivex talvez seja um dos melhores exemplos do tom do jogo.

As tabelas do antecedente incluem experimentos que deram terrivelmente errado, como transformar um animal de estimação em uma criatura invisível ou desenvolver uma obsessão química capaz de alterar completamente a vida do personagem.

Existe humor sombrio nisso tudo, mas também uma sensação constante de decadência e improviso. E as características físicas e psicológicas ajudam bastante nessa construção.

O livro faz o jogador definir roupas, fala, rosto, vícios e virtudes através de tabelas rápidas. Parece algo pequeno, mas isso cria imagens muito fortes.

Descrição

Cairn é o tipo de jogo em que um personagem pode surgir como um sujeito alto, de roupas ensanguentadas, fala trovejante e comportamento vingativo.

Em poucos minutos já existe uma figura completa na cabeça do grupo.

Os vínculos são provavelmente uma das melhores partes do livro. Em vez de simples “ganchos de aventura”, eles parecem pequenos contos de horror e fantasia sombria.

Um personagem pode carregar metade de uma chave ancestral capaz de abrir qualquer porta, ter herdado um diário que escreve sozinho durante a noite ou abrigar um espírito travesso dentro do próprio corpo.

Esses detalhes fazem o mundo parecer muito maior do que realmente está descrito nas páginas. Cairn sugere muito mais do que explica, e isso funciona incrivelmente bem.

Um sistema que transforma objetos em decisões importantes

Talvez uma das maiores qualidades de Cairn esteja em como ele faz o jogador se importar com coisas pequenas.

Cordas, tochas, óleo, espaço na mochila e até comida viram elementos importantes da experiência. Dessa forma, o sistema de inventário é simples, mas extremamente eficiente.

Os personagens possuem poucos espaços para carregar itens, e excesso de peso reduz diretamente sua resistência. Isso faz cada escolha importar.

Levar uma barraca pode significar abandonar ferramentas importantes. Carregar armaduras pesadas exige sacrifícios. Por conta disso, o jogo cria tensão através da administração de recursos sem precisar transformar isso em algo burocrático.

O mercado reforça ainda mais essa proposta

A lista de equipamentos é cheia de objetos utilitários e específicos, muitos deles claramente pensados para incentivar criatividade.

Há armadilhas, óleo incendiário, lunetas, ferramentas de ladrão, repelentes e equipamentos de expedição. Cairn entende que exploração interessante nasce da interação dos jogadores com o ambiente.

Isso também ajuda a diferenciar o jogo de muitos RPGs modernos focados em habilidades especiais e poderes constantes.

Em Cairn, um espelho pode ser mais valioso do que uma espada. Uma corda bem usada pode resolver um encontro inteiro. Muitas vezes sobreviver significa simplesmente ter levado o item certo.

Outro detalhe importante é como o livro trata o combate.

Combates também são escolhas

Cairn nunca vende a ideia de batalhas heroicas.

Lutar parece sempre uma escolha desesperada.

Os personagens são frágeis, os confrontos são rápidos e as consequências podem ser permanentes. Isso cria sessões tensas, onde negociar, fugir ou enganar inimigos quase sempre parece mais inteligente do que sacar uma arma.

Um RPG pequeno, mas cheio de personalidade

O que torna Cairn especial é que ele nunca parece genérico. Mesmo sendo um sistema enxuto, existe uma identidade muito forte em cada página.

O jogo sabe exatamente o que quer transmitir: um mundo melancólico, perigoso e misterioso, onde pessoas comuns entram em contato com forças antigas demais para serem compreendidas completamente.

A escrita contribui muito para isso

O livro evita excesso de explicações e prefere apresentar ideias evocativas. Os presságios espalhados pelo cenário são um ótimo exemplo.

Flores que causam pesadelos, estátuas chorando sangue e animais fugindo da floresta criam imagens fortes rapidamente. Poucas linhas já bastam para o leitor imaginar campanhas inteiras.

Também chama atenção como Cairn consegue ser brutal sem parecer cínico.

Existe violência, decadência e horror, mas o jogo nunca cai naquela estética exageradamente cruel que alguns RPGs dark fantasy adotam. O foco continua sendo aventura, descoberta e sobrevivência.

No fim, Cairn 2ª Edição funciona porque entende muito bem a força da simplicidade. Ele não tenta competir com sistemas gigantescos cheios de suplementos e regras detalhadas. Em vez disso, entrega uma experiência muito específica e muito bem construída.

É um RPG sobre entrar em lugares perigosos, carregar lanternas na escuridão e perceber, aos poucos, que a floresta talvez esteja observando de volta.


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Cartapácio de Monstros – Resenha

Cartapácio de Monstros é um Bestiário de criaturas fantásticas e monstruosas para RPGs de fantasia medieval, investigação, sci-fi, fantasia contemporânea ou mesmo terror. Não, não é para crianças. Criado em território nacional, e por brasileiros, pela Editora Nozes Game Studio.

Foi lançado, em financiamento coletivo, com sucesso pelo catarse, em 18/04/2023. Biólogos, zoólogos, biomédicos e pesquisadores secretos, envolvidos na sua criação, até onde nossa investigação de risco biológico conseguiu apurar:

  • Escrito por: Jonas Picholaro;
  • Revisão: Adeir Ribeiro e Milton Diogo;
  • Edição: Nozes Game Studio;
  • Ilustrações: Felipe Faria, Ink Potion Studios, Carlos Castilho, Yuri Perkowski, Vinski, Rafaela Augusto, Dean Spencer, JEShields, Fat Goblin, Kim Holm, Shutterstock;
  • Capa: Dean Spencer;
  • Diagramação: Jonas Picholaro.

Ficha Técnica (Risco Biológico: Alto)

Cartapácio de Monstros
  • Editora original: Editora Nozes Game Studio;
  • Bestiário acessível, multi-sistema, padronizado para fácil entrada com regras para By the Sword, Old-School Essencials, DCC RPG, D20 age RPG, Old Dragon, Solo 10, Arcana Primária, For the Questões, Shadow Dark (Ufa!);
  • Livro colorido, mas ilustrações P&B;
  • Páginas: 146;
  • Formato: 16 × 23;
  • Monstros: 128;
  • E ainda um gerador de quimeras.

O Cartapácio em números

Arrecadou R$ 52.343, com 304 apoiadores, em 18/04/2023. E ainda teve um apoio tardio (late pledge), que arrecadou mais R$ 12.031, encerrado em 01/07/2023.

O que você precisa para usar o Cartapácio de Monstros

Você precisa do livro básico ou fast play de pelo menos 1 dos RPGs listados para o livro, ou adaptar para outros. Dados de 4, 6, 8, 10, 12 e de 20 faces (ou você pode usar um aplicativo de simulação de dados), papel e lápis. Além de pelo menos um jogador(a) Mestre, e mais um jogador.

Imaginação. E estômago forte…

Pontos fortes do Cartapácio

Inspirado em livros, filmes, RPGs, e videogames, como Alien, o Oitavo Passageiro, D&D, RPG Old School, etc.

  1. As regras estão já adaptadas para os diversos RPGs listados;
  2. Cada criatura toma uma página inteira, com ilustração, proporção da criatura em relação a um humanoide;
  3. Cada criatura citada tem um som, odor, ecologia e mesmo utilidades para manufatura de artefatos, roupas, poções, etc.;
  4. O já citado criador de pesadelos, ou melhor de quimeras.
  5. Como se não bastasse, o autor promete que tem mais cerca de 300 monstros esperando novos volumes. 
Minis 2D Cartapácio de Monstros

Entretanto, temos pontos fracos do Cartapácio?

Eu considero que o tempo de espera foi extremamente longo para os apoiadores, mesmo com os conhecidos riscos de financiamentos coletivos.

Algumas coisas só estiveram disponíveis graças ao financiamento, e têm poucas unidades sobressalentes.

Sim, estou para receber o meu, ainda hoje, em 07/05/2026 (esta análise, por hora, foi feita com o PDF, MAS atualizo quando chegar). 

Os temas abordados requerem atenção a segurança, sessão zero, e cuidado com gatilhos. Embora bem explicitado no livro, inclusive.

Se você é iniciante no nosso querido hobby, só entre nessa se tiver preferência por certas dose de terror e violência. 

Minha impressão pessoal

Preço por este bestiário para jogar, com todos os monstros ilustrados, e cada um já sendo motivo para uma aventura de investigação completa? (Sim, eu gosto da ideia…) Em pré-venda? Em 07/08/2026, Livro FÍSICO R$150,00 E PDF INCLUÍDO, ou somente PDF por 60 pila.

Caixa de colecionador, com:

Livro físico do Cartapácio de Monstros, minis 2D, livros: básico “By the Sword”, Crônicas de Gotsing, Porto Asteria, por 650 unidades monetárias de real.

Cartapácio de Monstros

Produto 100% nacional, para rechear todo o universo com novos e desconhecidos perigos para seus jogadores, que de repente, achavam que já sabiam tudo de monstruosidades, pela Editora Nozes Game Studio. Clica na editora aí pra conhecer o bestiário.

Mais uma vez, até breve, aventureiras e aventureiros, que os monstros no seu caminho sejam derrotados por sua perspicácia e inteligência, (ou, na falta destas, por uma espada afiada, e bolas de fogo, desde que vocês evitem virar alimento destes seres horrendos, tá valendo!).

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The Hero’s Journey – Ideias de Aventuras

Tranquilos pessoal? The Hero’s Journey é um livro escrito por James Spahn, publicado por Gallant Knight Games e Barrel Rider Games e trazido ao Brasil pela Nozes Game Studio. The Hero’s Journey é um sistema de fantasia OSR (Old-School Revival), combinando simplicidade dos primeiros RPGs com o design mais moderno. Além da se basear, fortemente no estilo de aventuras e na literatura tolkieniana.

Seja Clássico, mas não muito

Nada mais clássico do que realizar uma grande jornada para exterminar um grande mal que habita os ermos do mundo. Embora a tarefa seja árdua e até mesmo demorada, o grupo de heróis deseja ou necessita por fim a esse mal. Para evitar usar um copia e cola de Tolkien, o mal a ser evitado pode ser uma bruxa que vem lançando pesadelos em donzelas prestes a se casarem.

Algumas ficando tão mal que a saúde se debilita ao ponto de não conseguirem participar dos preparativos de seus casamentos. Apesar de isso parecer algo simples, tem gerado muito medo e grande desconforto na população campesina do reino. Provocando o rei a enviar seus mais destemidos e corajosos heróis.

A Doença Feérica

A Floresta Feérica sempre foi um lugar a ser evitado pela população comum. A região reflete o estado de sua governante, a Rainha Feérica. Entretanto, com a chegada da primavera e o findar do inverno a floresta não tem florescido como deveria, como se ainda fosse inverno. Com isso, parece que monstros, como goblins e gigantes parecem surgir da floresta de maneira espontânea. Demonstrando que algo terrível ocorreu com a Rainha. Visando proteger as vilas próximas, um grupo de cavaleiros e patrulheiros decide rumar à floresta e descobrir o que ocorreu com a soberana feérica.

Depois de passarem por muitos problemas e evitarem muitos monstros, inclusive fugindo de dezenas de goblins, o grupo descobre que a Rainha está enferma e de febre desde meados do inverno. A solução é encontrarem 3 itens raros: um flor azul que floresce somente à noite; as gotas de água misturadas à saliva de um unicórnio e um jaspe negro.  

O Herdeiro

Um dos heroicos aventureiros é herdeiro de uma linhagem real. Entretanto, para assumir seu posto precisará resgatar o cetro e a coroa que foram perdidas a muito tempo para um dragão e devem estar entre seus muitos tesouros.  

A Festa

Durante uma festa nos salões reais, o grupo deverá descobrir e expor um nobre que realizou um pacto com as sombras antes que ele realize um ritual e convoque o Senhor da Chama e da Sombra para essa festa.  


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Os Bons Costumes – Guia de Criação de Personagem

Esse texto é para você que quer criar um ser humano na condição de um nativo protetor das antigas tradições, ou um estrangeiro inocente que quebra um (ou vários) importantes tabus inadvertidamente. Os Bons Costumes é um RPG de Horror Folclórico (ou Folk Horror) do brasileiro pela Editora Nozes Game Studio. Idealizado pelo estúdio Rascunho, e está sendo lançado em 2026.

  • Escrito por: Fábio Campelo.
  • Revisão: Leonardo Dionizio e Alexander Santiago.
  • Edição: Nozes Game Studio.
  • Ilustração: Ajhart Studios, Rudez Studio, Yakubovicth, Katya, Kribbox Studio, Edignwn Graphic, Yermia Santiago.
  • Capa: Kim Holm.
  • Diagramação: Leonardo Dionizio.

Passo 1 – Juntando a Lenha

Defina se você será um nativo, ou um forasteiro, mas apesar de o personagem ser seu, a criação leva em consideração o narrador e seus colegas de RPG. É UMA CONSTRUÇÃO COMPARTILHADA.

Passo 2 – Desenhando o Círculo de Poder

Você precisa definir seu arquétipo, o cerne de onde seu personagem se desenvolve. 

Temos as seguintes opções:

  1. Armipotente – voltado para ação;
  2. Sobrevivente – auto explicativo (é mais difícil de matar que uma barata);
  3. Artesão – arte, arte, arte;
  4. Bilontra – malandro, bom de lábia;
  5. Devoto – vai na fé!
  6. Erudito – professor sabichão;
  7. Desportista – você não precisa correr mais rápido que o monstro, apenas mais rápido que seus companheiros, certo?;
  8. Gatuno – famoso ladino.

Passo 3 – Entoando os Cânticos

Com 4 atributos básicos (características inatas):

  1. Físico (FIS) = força física, resistência.
  2. Habilidade (HAB) = mobilidade, precisão.
  3. Poder (POD) = personalidade, espírito, vontade.
  4. Cognição (COG) = memória, inteligência.

Passo 4 – Escolha as Proficiências (Acendendo o Fogo)

Você pode escolher entre algumas opções até 16 pontos, como por exemplo:

  1. Armas Corpo-a-corpo – Habilidade para combater utilizando armas brancas (lâminas, porretes, espetos, etc.);
  2. Ataque à Distância – Habilidade para combater utilizando armas de disparo ou armas de fogo (arcos, bestas, zarabatanas, armas de fogo, etc.);
  3. Briga;
  4. Ladroagem;
  5. Reflexos;
  6. Sobrevivência;
  7. Artes;
  8. Liderança.

Até um total de 16!

Passo 5 – Aptidões

Você tem 08 pontos para distribuir! Agradeçam, irmãos e irmãs!

  1. Beligerância;
  2. Empático;
  3. Especialista;
  4. Linguista, etc…

Até um total de 8!

Passo 6 – Vantagens

Você pode escolher até 07 vantagens no total, entre elas, Autocontrole, Generalista e Hipermnesia.

Vocês conseguem sentir este tremor no chão? A eletricidade estática no ar?

Bom. Muito bom. Vamos prosseguir.

Passo 7 – Pontos de Vida

Some pontos de Físico + Poder, e o resultado, multiplique por 5. Será seu total de “pontos de vida”.

Façam o que fizerem, agora, não saiam de seus lugares!

E finalmente, o sol nasce! Você ainda está conosco, estranho(a)?

Se você nos acompanhou até aqui, então está vivo. Agora, tens um avatar no perigoso, mas fascinante, mundo de Os Bons Costumes. Tudo aqui está contra nós, porém conseguimos terminar o ritual, e seu personagem jogador foi criado. Talvez falte apenas escolher alguns feitiços, a depender de como as coisas foram.

Por exemplo: azarar, encantar, atrair pessoas, comunhão da luz… Hum… Você escolheu as artes arcanas, ou elas que te escolheram?

Se você é iniciante neste estranho mundo, tome cuidado. Entretanto, se você sobreviveu mais um dia, provavelmente agiu corretamente.

Creio que teremos uma resenha de “Os Bons Costumes”, na próxima lua cheia. Fiquemos atentos aos sinais.

Mais uma vez, até logo. Te esperamos no nosso próximo ritual de renovação. Afinal, depois de tudo isso, você agora é um de nós

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Os Bons Costumes – Resenha

Os Bons Costumes é um RPG de Horror Folclórico (ou Folk Horror) do Brasil pela Editora Nozes Game Studio. Idealizado pelo estúdio Rascunho, está sendo lançado, em 2026.

Ritualistas envolvidos na sua criação, até onde nossa investigação conseguiu apurar:

  • Escrito por: Fábio Campelo.
  • Revisão: Leonardo Dionizio e Alexander Santiago.
  • Edição: Nozes Game Studio.
  • Ilustração: Ajhart Studios, Rudez Studio, Yakubovicth, Katya, Kribbox Studio, Edignwn Graphic, Yermia Santiago.
  • Capa: Kim Holm.
  • Diagramação: Leonardo Dionizio.

Os Bons Costumes – Ficha Técnica

 

  • Editora original: Editora Nozes Game Studio;
  • Selo Rascunho: estúdio criativo, voltado ao desenvolvimento de RPGs acessíveis, padronizados e de fácil entrada, pensados tanto para quem está chegando ao hobby (fiquei na dúvida quanto a isto para este RPG específico) quanto para jogadores mais calejados que buscam novas experiências sem curvas de aprendizado excessivas.
  • P&B — 38 páginas;
  • Sistema Odisseia.

O que você precisa para jogar Os Bons Costumes (ou oBC, para os íntimos)

Você precisa de 2 dados de 6 faces e um dado com 12 faces (ou você pode usar um aplicativo de simulação de dados), papel e lápis. E o livro de regras, claro.

Sistema? O já citado Odisseia: Role 1d12, compare o resultado à dificuldade contra um número-alvo resultante da soma do atributo + proficiência + aptidão. Em casos específicos definidos pelo narrador, pode-se somar qualquer bônus à situação aplicável à RT (Rolagem de Tarefa).

O que você pode ser em “Os Bons Costumes”

Um humano “comum”, com um arquétipo básico:

  1. Armipotente;
  2. Sobrevivente;
  3. Artesão;
  4. Bilontra;
  5. Devoto;
  6. Erudito;
  7. Desportista;
  8. Gatuno.
  • Com 4 atributos básicos:

  1. Físico (FIS) = força física, resistência.
  2. Habilidade (HAB) = mobilidade, precisão.
  3. Poder (POD) = personalidade, espírito, vontade.
  4. Cognição (COG) = memória, inteligência.
  • Depois de definir atributos, escolha as proficiências como por exemplo: 

  1. Armas Corpo-a-corpo – Habilidade para combater utilizando armas brancas (lâminas, porretes, espetos, etc.).
  2. Ataque à Distância – Habilidade para combater utilizando armas de disparo ou armas de fogo (arcos, bestas, zarabatanas, armas de fogo, etc.).

Entre muitas outras…

E mais ainda, aptidões:
  1. Beligerancia;
  2. Empático;
  3. Especialista; e
  4. muitas outras.

Ainda tem vantagens:  generalista, hipermnesia (parece um palavrão, eu nem sabia que essa palavra existia), e muito mais.

O Tabu local e o jogo

Temos também bastante leitura para o mestre, aqui chamado de “Narrador”, com orientações e dicas sobre:

  1. Feitiços;
  2. Equipamentos;
  3. Regras de combate.

Temos um capítulo específico para o narrador, inclusive com 10 dicas, explicando as 2 opções de protagonismo, (Estrangeiros ou Nativos), oponentes,  (Animais ou humanoides)e até mesmo criaturas míticas.

Pontos fortes de Os Bons Costumes

Achei a criatividade de transformar filmes e livros de folk horror em RPG, simplesmente FENOMENAL. 

Achei ótimo os capítulos iniciais, que cuidam mais da ambientação, com exemplos imersivos, além de ter a leitura fácil e rápida.

As tabelas com as estatísticas de oponentes facilitam muito o trabalho.

Os “feitiços” são interessantes, muito voltados para a ambientação. São, em grande parte, rituais (ou talvez ritualísticos seja um termo melhor).

Entretanto, temos pontos fracos de Os Bons Costumes?

Eu discordo dos criadores do selo Rascunho quanto a ser acessível para iniciantes. Na verdade, este RPG me parece uma faca afiada para churrasco. Para quem sabe usar, vai fazer um ótimo churrasco.

Todavia, para quem não sabe, o risco de acidente consigo e com os outros, não é desprezível.

Os temas abordados requerem atenção, falando com segurança na sessão zero. E cuidado com gatilhos. Além de que acho essencial colocar um “não recomendável para menores de 16 anos”.

Um alerta para interromper a sessão com um sinal pré combinado, seria um ótimo acréscimo aqui. Eu chamaria o sinal de tabu.

Se você é iniciante no nosso querido hobby, tome cuidado.

Achei as regras para criação de personagens um tanto massivas, embora compensadas por agilidade nas rolagens de tarefa do jogo em si.

Finalmente, as ilustrações são boas, mas o fato de utilizar diversos artistas deixa as coisas um pouco estranhas, às vezes. Você tem de um lado uma ilustração com traços limpos, e por vezes, na mesma página, algo cheio de sombras e detalhes.

Também senti falta de uma aventura pronta.

Minha impressão pessoal

É um RPG com uma proposta original, em termos de preço, R$ 25,00 por um RPG físico completo de 38 páginas na pré-venda, (estamos em março de 2026), acho um ótimo negócio, desde que terror seja a sua praia. Mas, iniciantes, tenham cautela. Ah, por enquanto NÃO teremos PDF na compra. 

100% Do Brasil! pela Editora Nozes Game Studio. Clica na editora aí pra conhecer o RPG.

Claro, sinto falta de um modo Solo.

Mais uma vez, até breve, forasteiro, que sua curiosidade não te mate, como fez com o gato…

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Black Troopers – Guia de Criação de Personagem

Neste RPG frenético de guerra espacial, sci-fi horror, ou ficção científica – a seu critério -, homo sapiens podem ser criados em 5 minutos, como soldados prontos para (e ansiosos pela) batalha! Trazido ao planeta Terra pela Editora Nozes Game Studio, recruta!

Se quiser ler nossa resenha sobre o RPG original, clica em Black Troopers – resenha. 

Mas agora, atenção ao treinamento, soldado! Isto pode salvar a sua bunda! Vamos pelo início, com nosso passo a passo:

Passo 1

Pegue um dado de 20 faces (ou D20, para os íntimos), ou use um app de simulação de dados.

Jogue o dado 3 vezes – acelerado! E olha na tabela de talentos. Digamos que os três resultados são: 3, 7 e 9. Isto nos leva aos 3 talentos: sapador, carniceiro, e blindado.

Passo 2

Escolha equipamentos para a missão! (Achou que íamos te mandar pra guerra desarmado? Nada disso!) Atenção para o kit básico de uma missão:

Arma principal, arma secundária, armadura, 5 cartuchos de munição, 3 itens de lista de equipamentos (sugestão: capacete especial, bota de salto, jetpack), um medicamento e um comunicador local (até 500 metros).

Passo 3 – Vem comigo!

Jogue um dado de 6 faces (ou 1d6), e some 10 pontos, para definir os pontos de vida, e para cada nível que o Trooper tiver, mais um dado de 6 faces é jogado. Fui claro como cristal, soldado?

Passo 4 – Acelerado, soldado!

Defina a matriz de ataque na tabela T2 do livro de regras, recruta! No seu caso, que acabou de chegar, seria nível zero! E a classe de armadura do alvo, é número que você precisa tirar num D20: A20, B19, C17, D15, E13! 

DEFINA a matriz de proteção, na tabela T3 do livro de regras, mais uma vez, como você é um novato cheirando a leite, seria nível zero! L14, B15, M16, E17, P18 – já percebeu que você precisa jogar um D20, certo?

Passo 5 – Hora de conferir armas e amadura!

Anote sua classe de armadura, e arsenal.

Black Trooper arsenal

Passo 6

Jogue um dado e escolha codinomes na tabela, ou escolha, e dê toques finais. Pronto!

Tudo certo para o seu alistamento, recruta! A grandeza e a glória te esperam, quando você quiser!

Pode vir para:

  • Editora original: Editora Nozes Game Studio;
  • P&B; Páginas: 80;
  • Formato: A5;
  • Capa: Couchê 250g;
  • Miolo: Offset 80g;
  • Sistema BXP.

Inspirado em livros, filmes e videogames, como Alien, o Oitavo Passageiro, Tropas Estelares, Doom, Quake, Duke Nuken, Dead Space, X-COM, etc.

Taxa de alistamento? Por este RPG completo, com bestiário incluído? Em 01/03/2026, você precisará pagar no livro FÍSICO R$64,90. Já com PDF INCLUSO! 

Mais uma vez, te vejo do outro lado, quando acordarmos do criosono, soldado! Como? Você é pacifista? Ninguém é perfeito, soldado, nem eu, inclusive, e também sou um pacifista convicto e contra a pena de morte. Mas se tiver de escolher entre a sua pele, e a de um Alien, prefiro salvar a sua carcaça, mil vezes, a deixar um Alien te matar. Entendido?

Agora, que Deus abençoe e ilumine você e seu pelotão, que sua escopeta sempre acerte o alvo, e que sua motoserra não seja necessária, mas lembre-se deste antigo ditado:

“É melhor escapar fedendo, do que morrer cheiroso!”

Espera, você também quer uma resenha completa? Se afirmativo, aguarde novas instruções no máximo até o próximo ciclo de translação completo.

Ah, a Editora Nozes deve lançar um suplemento com aventuras novas em breve. Atualizo esta postagem quando ocorrer. Até lá, é tudo…

Top Secret

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7 Baladas do Oeste do Pacífico

O Oceano Pacífico, visto do outro lado do mapa, também tem o seu Oeste — e é exatamente dessa brincadeira geográfica que nasce 7 Baladas do Oeste do Pacífico, uma proposta para diversificar e expandir os cenários do RPG 7 Baladas do Oeste, da Nozes Game Studio, explorando o chamado Extremo Oriente como o grande oeste do maior oceano do mundo. Nesta adaptação com forte inspiração silkpunk, vamos além do livro original, que agrupa todos os povos asiáticos em uma única Origem, e apresentamos seis Origens distintas, cada uma com identidade própria, além das fichas completas de duas montarias míticas: o Longma e o Tulpar. Antes de seguir viagem, vale a pena clicar aqui para ler a resenha de 7 Baladas do Oeste e clicar aqui para conferir o guia de criação de personagem, para entender como essa expansão dialoga com o jogo base.

As Origens do Oeste do Pacífico

Han (Hànrén / Huaxia)

Os Han representam o coração civilizacional do Império Chinês: burocracia, tradição, estratégia e legitimidade cultural. São eruditos, administradores, generais e sábios, ligados à ideia de ordem, harmonia e ao Mandato Celestial que sustenta reinos e dinastias.

Astúcia +1, Vontade +1, proficiência em Administração
Manchus

Conquistadores do norte e fundadores da última dinastia imperial, os Manchus unem herança nômade e administração refinada. São líderes, oficiais e elites governantes que aprenderam a dominar um império vasto sem jamais esquecer suas origens estrangeiras.

Presença +1, Determinação +1 quando dá ordens ou instruções, proficiência em Liderança
Tibetanos (Böpa / Bodpa)

Povo das montanhas e da espiritualidade profunda, os Tibetanos trazem para o Oeste do Pacífico uma visão mística do mundo. Monges, oráculos e peregrinos, eles encaram a realidade como um campo de equilíbrio entre forças espirituais, onde fé e resistência caminham juntas.

Presença +1 (Atributo +1), Vontade +1, Sanidade +1, proficiência em Religião
Povos do Sul (Yue / Baiyue)

Habitantes das florestas, rios e costas tropicais, os Yue representam a fronteira viva do império: comércio marítimo, adaptação ambiental e culturas híbridas. Navegadores, mercadores e sobreviventes, são tão à vontade em selvas úmidas quanto em rotas fluviais perigosas.

Agilidade +1, Fortitude +1, proficiência em Sobrevivência
Mongóis (Yuan)

Filhos das estepes, os Mongóis são sinônimo de velocidade, conquista e guerra em movimento. Cavaleiros lendários e arqueiros montados, eles trouxeram o céu aberto para dentro do império, deixando uma marca profunda na história e na arte da guerra.

Agilidade +1, proficiência em Montaria, +1 dado de dano ao atacar montado ou durante uma investida surpresa
Uigures

Mercadores das rotas do deserto e herdeiros da Rota da Seda, os Uigures são viajantes, diplomatas e intermediários culturais. Sua identidade mistura tradição turcomana, fé e pragmatismo, fazendo deles especialistas em negociação, sobrevivência e deslocamento entre mundos.

Astúcia +1, Reflexos +1, proficiência em Negociação

Montarias do Céu

Longma, o Cavalo-Dragão Celestial

O Longma é uma criatura auspiciosa ligada à autoridade, à sabedoria e aos presságios. Associado principalmente aos Han, mas também reinterpretado por Manchus, Tibetanos e povos Yue, ele não é apenas uma montaria, mas um símbolo vivo de legitimidade, equilíbrio e favor celestial.

LONGMA

Animal Mítico, Grande, Leal

 

DV 7; PS 24; DEF 14; SG 16

PRO +4; VAL 9; XP 450; MOV 12

 

Ataques: 2x Garras +8 [18], dano 2d6+5 [12] corte; 1x Mordida +8 [18], dano 1d8+5 [9] corte

 

Talentos

Voo: voa em velocidade 15 sem carga ou 12 se estiver levando 1 passageiro.

Carga em Voo: ao atacar enquanto voa, causa +3d8 [12] de dano extra se o alvo falhar em Reflexos.

Passos sobre as Nuvens: pode se deslocar por superfícies instáveis (água, lama, neve, telhados ou até ar rarefeito) sem penalidades.

Aura de Presságio: aliados montados ou adjacentes recebem +1 em testes de Vontade. Criaturas hostis devem testar Vontade ao entrar em combate; se falharem, sofrem desvantagem no primeiro ataque contra ele.

Tulpar, o Cavalo Celestial das Estepes

Entre Mongóis e Uigures, o cavalo mítico não assume forma dracônica. O Tulpar é velocidade pura, espírito do vento e da liberdade, uma montaria celestial feita para investidas rápidas, longas jornadas e batalhas em campo aberto, refletindo a alma nômade das estepes e desertos.

TULPAR

Animal Mítico, Grande, Selvagem

 

DV 7; PS 22; DEF 13; SG 15;

PRO +4; VAL 8; XP 400; MOV 14

 

Ataques: 1x Coice +9 [19], dano 2d6+5 [12] contusão; 1x Mordida +8 [18], dano 1d6+5 [8] perfuração

 

Talentos:

Voo: voa em velocidade 18 sem carga ou 16 se estiver levando 1 passageiro)

Carga em Voo: ao atacar enquanto voa, causa +3d8 [12] de dano extra se o alvo falhar em Reflexos

Espírito do Céu Aberto: nunca sofre penalidades por terreno aberto, vento forte ou clima extremo. Além disso, possui vantagem em testes de Iniciativa.

7 Baladas do Oeste do Pacífico reúne tudo isso em uma proposta que amplia horizontes e convida jogadores e mestres a explorarem um silkpunk de fronteira, repleto de intrigas imperiais, mitos celestiais, rotas comerciais perigosas e culturas em choque. É uma chance de viver aventuras muito diferentes dos cenários já consagrados de 7 Baladas do Oeste como o faroeste tradicional, o horror, o espacial ou o jurássico, sem perder a essência do jogo. Prepare seus dados, sele seu cavalo celestial e parta rumo a esse novo Oeste, onde o sol nasce sobre o Pacífico e cada balada carrega ecos de seda, aço e lenda!


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Miríade Celeste – Resenha

Miríade Celeste – O Livro do Aeronauta é um cenário completo para RPG de mesa, criado pelo talentoso game designer Sérgio Gomes em parceria com a Nozes Game Studio, e já está disponível para venda no site oficial da editora. Neste livro você encontra um mundo inteiramente nas alturas – com ilhas flutuantes, portos aéreos e uma sociedade única chamada Povo do Céu – pronto para ser explorado tanto em campanhas solo quanto em campanhas longas do seu jogo favorito. Se você gosta de fantasia com um toque de inovação, convido você a clicar aqui e visitar a página de venda deste livro, descobrir detalhes e garantir o seu exemplar. Saiba mais sobre outras obras da Nozes game Studio clicando aqui.

Uma das escolhas mais acertadas de Sérgio Gomes foi utilizar o sistema Old Dragon (incluindo compatibilidade com sua 2ª edição), que combina perfeitamente com o conceito clássico de fantasia e a necessidade de um jogo fluido. A mecânica D20 do Old Dragon é simples de aprender e rápida de aplicar em mesa, sem sobrecarregar narradores ou jogadores com complexidade desnecessária – ideal para aventuras dinâmicas que envolvem viagens aéreas, perigos do céu e exploração de novas terras. Essa escolha também torna o livro altamente adaptável: além de poder ser jogado diretamente com Old Dragon, ele se encaixa facilmente em outros sistemas D20.

Miríade Celeste apresenta com elegância as raças tradicionais da fantasia medieval chamadas coletivamente de Povo do Céu, integrando-as à cultura e à ecologia de um mundo nas alturas. Entre elas, os elfos cinzentos se destacam por viverem em Galípoli – uma metrópole isolada dos céus – e manterem distância das demais raças, preservando uma sociedade introspectiva e singular no cenário. Já as arpyas são uma adição extremamente interessante: reinterpretadas como seres humanoides alados e civilizados, elas funcionam como habitantes naturais da Miríade e agregam profundidade ao mundo, ressignificando o conceito clássico de harpias para algo mais orgânico e jogável.

O livro também traz especializações focadas nas aventuras aéreas, cada uma com personalidade e função distintas. Os Aeronautas são navegadores e pilotos das vimanas, capazes de conduzir expedições pelo mar de nuvens; os Cavaleiros Avianos unem combate e montarias aladas em dinâmicas memoráveis; os Faz-Ventos exploram a aeromancia, magia específica do ambiente e clima celeste; os Volanteeiros são caçadores de volantes – criaturas voadoras gigantes e ameaçadoras; e os Sacerdotes da Velha Fé dedicam sua crença aos ancestrais e espíritos totêmicos – traçando uma conexão espiritual com o próprio céu e o passado dos povos da Miríade.

Miríade Celeste destaca-se por apresentar conceitos originais e instigantes que enriquecem qualquer campanha. Os Duplos, contrapartes misteriosas da alma que podem ser tanto dádivas quanto ameaças, e a Melancolia, um vazio emocional peculiar à vida nos céus, adicionam profundidade psicológica aos personagens. No plano antagonista, o dragão-silfo Aeolus figura como uma força destrutiva que influencia a criação da Igreja de Aeolus (uma organização furtiva e enigmática), de espectros conhecidos como Sombras Famintas e da horda imperialista chamada Presságio – grupos e entidades que podem ser usados como motivações narrativas poderosas. Além disso, as Vimanas – embarcações voadoras movidas por magia, tecnomagia ou combustíveis especiais – são uma das grandes inovações do cenário e oferecem possibilidades épicas de exploração e combate.

O lançamento de Miríade Celeste – O Livro do Aeronauta é uma adição esplêndida ao catálogo nacional de RPG, oferecendo um cenário recheado de criatividade, ideias ousadas e possibilidades quase incontáveis. Sérgio Gomes demonstra visão e originalidade ao construir um mundo que se sustenta tanto como cenário completo quanto como complemento a outras ambientações. Se você busca algo que eleve suas campanhas às alturas, visite o site da Nozes Game Studio, confira a página de venda e garanta já o seu exemplar deste livro inspirador.


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Homens-urso e homens-orca em O Reino

Urso e orca não são apenas animais, mas arquétipos que agora emergem como novas e poderosas linhagens de Dabale em O Reino. Os Medvedar, homens-urso senhores da guerra e mestres do armamentismo feudal, e os Makoroa, homens-orca controladores das rotas marítimas e fluviais, expandem o jogo para territórios e estratégias inéditas. Antes de se aprofundar nesses novos caminhos, vale entender melhor o cenário de O Reino clicando aqui e aqui, e seu sistema Nefastus, criação original da Nozes Game Studio, que combina intrigas, guerras de máfia e poderes sobrenaturais de forma única. Neste post, exploraremos como essas duas linhagens se inserem nesse universo e quais oportunidades narrativas e estratégicas elas oferecem aos jogadores.

MEDVEDAR

Os Medvedar são os homens-urso do Reino, senhores da guerra que florescem onde o Estado falha e a violência se torna moeda legítima. Sua origem é disputada entre antigas linhagens eslavas, clãs alpinos e povos das florestas do norte, mas todos concordam que eles surgem sempre em tempos de cerco, fome e colapso social.

Ao contrário de outras linhagens predatórias, os Medvedar não disputam cidades centrais nem grandes fluxos de informação; eles dominam zonas de passagem, regiões rurais, fronteiras esquecidas, estradas secundárias e comunidades isoladas. Nessas áreas estabelecem um poder quase feudal, oferecendo proteção armada, treinamento e suprimentos em troca de lealdade absoluta.

São mestres do armamentismo sobrenatural e mundano, produzindo armas, blindagens e máquinas de guerra que circulam por todo o submundo, muitas vezes sem que seus usuários saibam quem realmente as forjou. Para os Medvedar, a guerra não é um estado de exceção, mas um mercado contínuo, e eles prosperam mantendo conflitos vivos, ainda que jamais lutem diretamente por supremacia urbana.

Fisicamente, tendem a ser grandes e maciços mesmo em forma humana, com movimentos lentos e deliberados, como quem nunca tem pressa para atacar. Sua presença inspira respeito silencioso, pois todos sabem que um Medvedar raramente inicia uma guerra — mas quase sempre fornece os meios para que ela continue.

Poderes e Fraquezas. Medvedar podem aprender todos os poderes gerais e, caso obtenham um tutor, os poderes de outras linhagens com exceção a Caminho da Cidade e Mossala. Eles possuem seu próprio poder, Voyna.

Medvedar sofrem dano dobrado por armas feitas de prata ou abençoadas por rituais de consagração coletiva (exércitos, igrejas ou ordens), e devem ser bem-sucedidos em um teste de Vontade sempre que recusarem um pedido formal de proteção feito por uma comunidade sob sua influência.

MAKOROA

Os Makoroa são os homens-orca, uma linhagem antiga ligada aos mares, rios e grandes rotas aquáticas muito antes das cidades crescerem para dentro d’água. Para eles, a cidade termina onde o asfalto encontra o cais, e dali em diante começa um domínio onde poucos Dabale ousam confrontá-los.

Descendentes de piratas ancestrais, navegadores tribais e guardiões rituais do oceano, os homens-orca Makoroa veem as rotas marítimas e fluviais como artérias vitais do Reino. Seu poder não está em governar territórios fixos, mas em controlar o movimento, decidindo o que passa, quando passa e a que custo.

Em tempos de guerra mafiosa, atuam como forças paramilitares navais, escoltando cargas, bloqueando portos, sabotando travessias e desaparecendo com embarcações inteiras sem deixar vestígios. Muitos mantêm uma imagem de mercenários honrados ou protetores das águas, enquanto outros abraçam sem pudor a pirataria moderna, misturando contrabando, extorsão e domínio ritual dos mares.

Na forma humana, os homens-orca Makoroa costumam ter traços largos, olhar fixo e movimentos coordenados, como se nunca estivessem sozinhos, mesmo quando isolados. Entre eles, o indivíduo importa menos que o grupo, pois cada Makoroa age como parte de um cardume invisível, paciente e mortal.

Poderes e Fraquezas. Makoroa podem aprender todos os poderes gerais e, caso obtenham um tutor, os poderes de outras linhagens com exceção a Pele de Ferro e Realeza. Eles possuem seu próprio poder, Tangaroa.

Homens-orca sofrem dano dobrado por armas feitas de prata ou ferro frio quando afastados de grandes massas de água, e devem passar pelo menos uma noite por semana em contato direto com rios, lagos ou o oceano, ou perdem acesso ao seu poder próprio até cumprir essa exigência.


VOYNA (MEDVEDAR)

Voyna é o caminho da guerra estruturada, do cerco permanente e da violência organizada como sistema.

1 – Preparação: você e aliados a até 18 m recebem +1 em dano com armas enquanto estiverem defendendo uma posição ou escoltando algo designado por você.
2 – Logística: uma vez por cena, você pode ignorar penalidades por falta de munição, desgaste de equipamento ou terreno difícil para você e até dois aliados próximos.
3 – Doutrina: aliados sob sua coordenação recebem vantagem no primeiro ataque ou ação hostil realizada após um plano declarado por você.
4 – Cerco: inimigos a até 18 m têm desvantagem em testes para fugir, recuar ou romper combate enquanto você mantiver concentração.
5 – Senhor da Guerra: enquanto estiver consciente, todos os aliados a até 18 m recebem +1 dado de dano e resistência 2 a dano físico por um número de rodadas igual à sua Presença.

TANGAROA (MAKOROA)

Tangaroa é o caminho do fluxo, da rota e da supremacia sobre tudo que se move pelas águas.

1 – Leitura das Correntes: você sempre sabe a rota aquática mais rápida, segura ou lucrativa disponível na região onde se encontra.
2 – Maré Favorável: uma vez por cena, você concede vantagem a um teste de deslocamento, perseguição ou fuga realizado em ambiente aquático ou portuário.
3 – Bloqueio: ao gastar 1 ponto de Controle, você impõe desvantagem a inimigos que tentem atravessar, escapar ou manobrar em rotas aquáticas que você controla.
4 – Escolta: aliados sob sua proteção recebem resistência 2 a dano enquanto estiverem em embarcações ou estruturas sobre a água.
5 – Fluxo: você decide quem pode avançar, recuar ou permanecer em uma área aquática de até 120 m, forçando inimigos a testes de Vontade para agir contra sua determinação enquanto durar sua concentração.


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The Hero’s Journey – Guia de Criação de Personagem

Tranquilos pessoal? Hoje faremos meu personagem da Guilda dos Guardiões, o Cysgod, para o sistema The Hero’s Journey da Nozes Game Studio. The Hero’s Journey sendo um OSR (Old-School Revival) veremos como o elfo ranger Cysgod ficará adaptado a esse sistema com base tolkeniana.

Linhagens e Atributos

As linhagens são como o sistema chama as raças. E temos as clássicas anão, elfo, meio-elfo, halfling e humano, além do feérico, que se parece com um humano mas possuem algum traço exótico e até desconcertante. Cada linhagem fornece habilidades e restrições próprias, a forma de gerar seus atributos e quais arquétipos são melhor associados a linhagem e o limite para cada uma.

Cysgod, como inicialmente conceituado, é um elfo ranger. Assim, ele poderá chegar ao 7º nível como patrulheiro. Para sua rolagem de atributos terá:

  • Força: 3d6;
  • Destreza: 2d6+6;
  • Determinação: 2d6+1;
  • Perspicácia: 2d6+6;
  • Postura: 2d6+6;
  • Sorte: 2d6+1.

Feita as rolagens obtive Força 14, Destreza 14, Determinação 12, Perspicácia 8 (sim, rolei duas vezes 1 kkkk), Postura 11 e Sorte 11. Todas as rolagens deram na média e, portanto, não fornecem bônus nem redutores. Se fossem atributos escolhidos Cysgod teria menor Postura e Força e maior Destreza, Determinação e Sorte.

Além disso Cysgod recebe treinamento com Arcos e Espadas, Imunidade a ataques de mortos-vivos que paralisam e drenam Determinação. É considerado Andarilho e Amigo das florestas, assim, não deixa rastros e não é atacado pelas criaturas da floresta. Por fim seus Sentidos Élficos e Visão Estelar permite que ele veja claramente quando houve um mínimo de luz e percebe o mal e efeitos mágicos.

Arquétipos

Dentre os 8 arquétipos do livro (Bardo, Ladrão, Cavaleiro, Patrulheiro, Espadachim, Guerreiro, Mago e Campestre) escolheremos Patrulheiro para Cysgod. Entretanto precisamos verificar se ele cumpre seus requisitos, que são Força e Determinação 8. Por sorte verificamos que temos valores sobrando nestes atributos.

Olhando a tabela de Patrulheiro vemos que Cysgod recebe 8 de energia, nada de bônus de ataque no primeiro nível, tem como número alvo em algum teste de resistência o 16 e, por fim, recebe 2 em sua habilidade Selvagem.

Esta habilidade é testada sempre que Cysgod quiser rastrear, ficar furtivo ou interagir com algum animal. O Mestre rola 1d6 e se der 1 ou 2, Cysgod terá obtido êxito.

Em seu treinamento como patrulheiro Cysgod aprendeu a usar todas armas e algumas armaduras e escudos. Ele usará uma brigantina e um broquel. No níveis 4 e 8 Cysgod pode aumentar seu atributo e a partir do nível 2 passa a receber pontos míticos.

Matador de gigantes de de goblins: ao enfrentar esses inimigos Cysgod terá vantagem em seus ataques.

Também recebe vantagem em testes de resistência contra venenos e perigos naturais.

Como viajantes, patrulheiros não acumulam riquezas e só possuem aquilo que podem levar consigo.  Se Cysgod cumprisse os pré-requisitos de atributos poderia usar magia pela habilidade Viajante por Natureza ou lutar com duas armas por Dupla Empunhadura.

Profissão e Equipamentos

Antes de se aventurar, temos que definir sua profissão anterior dentre as 25 opções. Embora seu histórico é de um caçador experiente, em Hero’s Journey essa decisão também é rolada. então bora jogar um d100 e ver o que acontece.

Joguei e caiu um 50, colocando o Cysgod como um escriba. Adaptando a história de Cysgod ao sistema, podemos ver porquê ele se tornou um aventureiro, com atributos físicos bons e um fraco intelecto, ele deveria ser um escriba fraco ou ruim. Melhor mesmo é meter flechada em monstro!

Como escriba Cysgod pode copiar e traduzir textos. E, para isso, recebe um caderno em branco, tinta, 3 penas, e 100 (2d6 x 10) POs.

Primeiramente devemos escolher as armas e demais equipamentos de combate. Uma brigantina e um broquel custam, respectivamente, 20 e 5. Agora Cysgod precisa de uma boa espada e o melhor arco possível, portanto ele terá um arco grande com 20 flechas e uma espada longa, gastando 55 POs.

Assim, Cysgod terá ainda 20 POs para a compra de utensílios e equipamentos diversos. Comprando mochila, pederneira, saco de dormir, uma corda simples, 6 tochas, pedra de amolar e odre de água ele gastará 16 PO, restando 4 POs.

Ficha

Elfo, patrulheiro, ex-escriba.

Atributos: Força 14, Destreza 14, Determinação 12, Perspicácia 8, Postura 11, Sorte 11.

Energia 8, Ataque +0, TR 16, Desloc. 12 metros, Defesa 12, Valor de redução 2.

Habilidades: Lâmina e Arco, Eternos, Amigo do Mundo Floretal, Andarilho da Floresta, Sentidos Élficos e Visão Estelar. Selvagem 2, Matador de Gigantes.

Equipamentos: Brigantina (RD 2), Broquel, caderno em branco, tinta, 3 penas, mochila, pederneira, saco de dormir, uma corda simples, 6 tochas, pedra de amolar, odre de água e 4 POs.

Arco grande dano 1d8, Espada longa dano 1d8.


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RetroPunk – 10% – movimentorpg10
Bardo’s Shop – 20% – movimentorpg20
Jambô – 10% – mrpg10
New Order – 10% – movimentoneworder
101 Games – 10% – MRPG10

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