Alienígenas e RPG – Aprendiz de Mestre

Alienígenas e RPG, Aprendiz de Mestre! A verdade está lá fora, ao infinito e além ! Vamos ao espaço sideral, ou eles que venham a nós!

Após falarmos de Silvio Santos, que talvez, como dizem, assim como Elvis Presley, não tenha falecido, mas simplesmente ido para casa, junto com ET, o extra-terrestre.

Vamos explorar o universo. A vida fora do nosso planeta ainda está para ser confirmada pela ciência, porém, nas artes, literatura, filmes, esculturas, videogames e mesmo museus, isso já foi estabelecido há muito tempo.

E o nosso querido hobby de RPG NÃO ficou de fora nessa corrida espacial, claro!

A própria NASA já lançou um cenário de RPG em outro planeta…

Até fizemos uma resenha aqui, no movimento RPG!

Clica aqui!

Entretanto, eu vejo 2 formas mais importantes de abordar aventuras com Alienígenas.

Numa opção, alienígenas caem bem em cenários de investigação e terror, tanto em dias contemporâneos como num cenário futurista…

Como por exemplo,…

Delta Green

Delta Green, sendo trazido ao Brasil pela Editora Retropunk, após um financiamento de sucesso. Mistura elementos de terror de Lovecraft, com a paranóia e as teorias de conspiração de Arquivos X.

Você não sabe toda a verdade, e se soubesse provavelmente você seria morto, ou ficaria louco.

Tudo é numa situação de estritamente o conhecimento necessário para cumprir a missão. Ou nem isso.

Já está querendo saber demais, agente.

Alien RPG

Outro é o próprio Alien RPG, pela Free League, e trazido ao Brasil pela Editora New Order. Nem só de Aliens vive o terror espacial. A própria empresa para qual você trabalha, o espaço inóspito, a IA que rege a nave, e mesmo outros tripulantes podem não ser o que parecem. Os níveis de Pânico vão subir…

Agora, se você pensa em encarar algo como o Chupacabras, uma adaptação de Vaesen, também pela Editora Retropunk, cai bem!

Vaesen

 

Mas e os Alienígenas e RPG no Brasil?

Por outro lado, veremos a outra forma de lidar com invasões de outros mundos. Prepara que aí vem chumbo grosso! 

Black Trooper RPG

A partir de 06/09/2024, financiamento coletivo de sucesso no catarse como PDF, finalmente agora chega ao nosso planeta Terra o Blacktroopers RPG,  em pré-venda pela Editora Nozes Game Studios! 

Nada de extra-terrestres fofinhos com grandes olhos infantis. Nada de se esconder embaixo da cama e ficar com medo de ser abduzido.

Você aqui fará parte de um esquadrão Black Trooper, com objetivo de chutar bundas alienígenas até os confins do universo, como em jogos de videogame como Doom ou filmes como MIB e Tropas Estelares!

 

O RPG brasileiro Anomia, o fim, pela Editora Universo Simulado,  também aborda temas como apocalipse por invasões extra-terrestres.

Anomia

E tem adaptação de UFO-Team para 3DeT Alpha, aqui mesmo no movimentoRPG!

Quer adaptação para outros sistemas brasileiros? Que tal arquivos X, para o Urbana Bellica da Nozes Game Studio? (Agradecimentos ao Jonas Picholaro pelas imagens e adaptações abaixo) 

Arquivos X – Urbana Bellica

No Instagram da editora Nozes tem fichas completas da dupla de humanóides mais perseguida por aliens que a princesa Leia, de Star Wars. Mas segue um gostinho…

Dana Scully para Urbana Bellica
Fox Mulder, para Urbana Bellica

Agora que já vimos alguns RPGs muito focados em alienígenas, vamos para …

Alienígenas e inspiração para aventuras de RPG

Os monstros do espaço podem representar aspectos negativos da humanidade, nos usando como prisioneiros de guerra, caça por esporte, ou ainda alimento.  Poderiam, por exemplo:

  1. Serem metamorfos que assimilam os seres humanos, devorando-os e tomando seus lugares, como em Enigma de Outro Mundo e Invasores de Corpos. A paranóia joga pesado aqui.
  2. Estarem enterrados em nosso solo há milhares de anos, apenas esperando que a humanidade, com sua poluição, fizesse o trabalho de terra formação, para saírem de sua hibernação e nos atacar. As armas, Black Trooper! Isto não é um treinamento!
  3. Um concurso de cantores e talentos  está acontecendo. Mas acabaram de chegar uns concorrentes de última hora muito estranhos…
  4. Misteriosamente, os heróis recebem caixas com óculos escuros e um bilhete que diz : “use-me!“. E veriam alienígenas infiltrados por todos os lados . O que fazer? Conviver? Lutar? Expor?
  5. Competição de tiro ao alvo, ou “Olimpíadas Espaciais” em segredo, contra desportistas de outro planeta, para definir o futuro da Terra.
  6.  Recebem no trabalho uma caixa lacrada, mas ao abrirem, há um cadáver alienígena, e uma mensagem –” Escondam, e não contem a ninguém. Eles me acharam! “

 

A última fronteira…

É a sua imaginação. Tanto visitantes de outros mundos podem vir ameaçar nossa existência, como podemos nos deparar com inteligência literalmente extra-planetaria, em nossas incursões na vastidão do cosmo.

Todavia,  essa consciência pode nos considerar como  consideramos as traças e fungos que infestam nossos livros, por exemplo.

Por enquanto é isso, Aprendiz de Mestre. Tomara que a nossa Sonda Voyager não nos traga visitas indesejadas. Que X-Com continue sendo apenas um simulador de invasão alienígena, e não um treinamento contra intrusos estelares…

 


 

 

Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo PicPay, PIX ou também no Catarse. E com isso, torne-se um Patrono do Movimento RPG e tenha benefícios exclusivos! Ou então, apoie nossa revista digital, a Aetherica através deste link!

 

Silvio Santos e RPG – Aprendiz de Mestre

Silvio Santos e RPG. O homem-sorriso, uma figura icônica, o vendedor de bugigangas-mor, durante décadas foi sinônimo de domingo em frente a TV. Não é, Lombardi? Fala Lombardi!

— Alô, Silvio! — Sim! Depois de escolher um sistema para o meu cenário, falemos d’O Sr Abravanel (em hebraico: סניור אברבנאל; Rio de Janeiro, 12 de dezembro de 1930 – São Paulo, 17 de agosto de 2024) que comandava um programa de auditório que durava horas seguidas, entre jogar aviõezinhos de papel de dinheiro, fazer propaganda mesmo os intervalos, fazer piadas, às vezes entrevistas, e até fazia indicações de filmes que viriam logo após o seu programa!

Silvio Santos e RPG, o modelo de interpretação do grande vendedor

Carismático, muitos mestres de RPG já imitaram o Silvio Santos. Até o Fabulario, numa sequência de vídeos interativos do you tube em que interagimos com um vendedor, personificou  Silvio Santos num RPG.

Agindo como vendedor de bugigangas , imitado por muitos performistas, humoristas da TV, de stand up, e até ” baixando o Santo” .

Como você já deve saber a esta altura, Silvio Santos nos deixou aos 93 anos, em 17/08/2024, sábado (no momento que escrevo este POST).

Silvio Santos e inspiração para aventuras de RPG

Como forma de homenagem ao Silvio Santos, personagem multi classe:  vendedor, palhaço, contador de piadas, manipulador, imperador do entretenimento, camelô, bobo da corte, apresentador, podemos imaginar aluns plots de aventuras :

  1. Um camelô está sendo assediado por milicianos para pagar “proteção”  — mas o pagamento praticamente iria leva-lo a falência, e ele pede ajuda dos heróis, em troca de um baú, que diz ele, se chama, o “baú da felicidade”
  2. Um grande imperador do ramo de mídia e entretenimento teve sua filha sequestrada. Num caso excepcional para a história da polícia, ele mesmo está negociando o valor do resgate com os sequestradores. ( — Sr Abravanel, então o Sr vai oferecer 500.000 reais? — Não, doutor, estou negociando meio MILHÃO de reais!…) podem tentar ajudar na negociação, ou no resgate, ou na segurança…
  3. Um concurso de cantores e talentos para bardos está acontecendo. O Apresentador escolhe o vencedor de acordo com o voto dos jurados, de si mesmo, e do próprio auditório — os heróis podem tanto competir como bardos, na segurança do evento, ou fazendo testes como os torcedores mais entusiasmados
  4. Numa campanha mais infantil e educativa, há uma competição para soletrar palavras difíceis, como otorrinolaringologia, ou hexacampeão !
  5. Competição de luta desarmada em banheiras de lama, ou piscinas para procurar um objeto. Numa fantasia urbana, importa menos quem ganha, e mais quem cai ou fica em posições ridículas. (Faça um teste de interação social com vantagem se for mulher sexy…) 

Silvio Santos apresentou muitos cantores e mesmo outros apresentadores

“Quem quer dinheiro?” Silvio Santos!

Às vezes, usava “truques sujos”. Como diz o ditado, “no amor, na guerra, no movimento RPG, e na luta pela audiência, vale tudo” ( liberdade poética deste humilde bardo). 

O mesmo cantor estava cantando a mesma coisa, ao mesmo tempo, em canais diferentes. Se não podia vencer, ele usava as mesmas armas, para “empatar “.

A vice-liderança na audiência era mantida a unhas e dentes.

” O povo quer programa educativo? Vai ter programa educativo! O povo quer ver mulher pelada? Vai ter mulher pelada. …”

Ou seja, a audiência comandava o conteúdo. Todavia, tinha umas competições de transformistas também. Parece que havia alguma vontade de “chocar” as coisas mais tradicionais. Roberta Close que o diga, com diversas aparições, além de Dercy Gonçalves, com muitos palavrões, e alguns dos humoristas tiveram e mantiveram suas carreiras graças aos programas de domingo por muito tempo.

 

O céu pode esperar…

Alguns dirão que até esperou bastante, com longevos 93 anos, 2 casamentos, filhos e netos.

Será que haverão disputas judiciais pelo espólio do magnata da mídia? Como numa novela mexicana, o futuro dirá.

Como empresário, creio que cometeu poucos erros, como um banco/casa de crédito que estava muito negativo, ao invés de dar lucro. Quando comprou, pagou,  entretanto, ao que pareceu na época, os executivos haviam achado uma forma de falsificar os dados do sistema, fazendo parecer lucro o que era saldo negativo. Mais uma vez, as habilidades de negociador foram usadas para parcelar a dívida em 20 anos, sem juros.

E eu posso interpretar Silvio Santos?

Opa! Ah, se pode! Amar ou odiar o falecido empresário e apresentador multifacetado. É com você.

Pode até lançar uma (falsa?) candidatura a presidência do país. Creio que tornará sua mesa memorável, e como dizia o próprio, “… Falem mal, mas falem de mim…”, não é Lombardi? 

— É, sim Silvio! E que tal vermos agora aquela corrida de cavalos gravada?

— Ah, sim, vai! Corre, seu filho de uma égua!”

( Era o mais próximo que Sílvio Santos chegava de um palavrão no seu programa “familiar”).

Acho que uma personalidade como a de Silvio Santos iria preferir ir para o inferno ao invés do paraíso, e vender ar-condicionado, ventiladores, leques… Para os condenados.

Por enquanto é isso, Aprendiz de Mestre. Até a próxima. Sílvio, descanse em paz (ou vá apresentar o “topa tudo por dinheiro” em outro universo, outra dimensão…)

 


 

 

Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo PicPay, PIX ou também no Catarse. E com isso, torne-se um Patrono do Movimento RPG e tenha benefícios exclusivos! Ou então, apoie nossa revista digital, a Aetherica através deste link!

 

Videogames e RPG – Aprendiz de Mestre

Videogames e RPG. São duas mídias interativas, que têm muito em comum. E muitas diferenças. Vamos explorar as interseções de ambas, caro Aprendiz de Mestre! Sigam-me os bons! Press start!

O que é videogame?

Necessariamente, é uma mídia que precisa de uma tela e tecnologia para interação, seja somente com o ambiente virtual ou com outras pessoas através do ambiente virtual.

O mais importante, é uma mídia que te conta uma estória quando você agir/interagir. Ao contrário de filmes ou livros, em que você é um espectador passivo, aqui você precisa fazer algo para a estória avançar.

Pode ser uma experiência compartilhada (na maioria das vezes, competitiva), como em jogos de tiro ou de futebol.

Todavia, também pode ser uma experiência solitária, e mesmo assim memorável. Assim, temos jogos Blockbuster, bem como indies estrangeiros (Darkest Dungeon, Shadow of the Colossus, God of War, Inside, Little Nightmares) e, também, brasileiros, como Asleep e  Dandara, entre outros.

Certo, então…

O que é RPG?

Há mais respostas entre o Céu e a Terra do que supõe a nossa vã filosofia a esta pergunta.

Entretanto, vamos a esta definição: jogo de contação de estória, que pode ser solitário ou compartilhado, possuindo algumas regras e mecânicas, e pode ser improvisado ou se ater a um roteiro preestabelecido (é uma definição tão boa quanto qualquer outra).

Aqui, também temos uma mídia ATIVA, precisamos fazer algo para a narrativa avançar.

Videogames e RPG – onde se unem?

Fight! Ao encontro do mais forte!

Na necessidade de sua ação para desenrolar o enredo. Na possibilidade de explorar outros mundos, conhecer personagens como amigos (e inimigos) imaginários. Vivenciar outras “profissões”, desde pilotar carros de corrida a espaçonaves, até ser um atirador de elite, um mercenário, um guerreiro ou um caçador.

Conhecer heróis e monstros, exterminar o mal, salvar o(s) mundo(s). Mudar a estória de uma vila, de uma nação, de um continente, ou mesmo da galáxia.

Superar desafios e inimigos em maior número, mais fortes, maiores do que você. Desvendar mistérios e enigmas.

Videogames e RPG – Onde se dividem?

Bom, embora vc possa ter interação com outros jogadores em ambos, há a questão de tecnologia necessária para os videogames (digital, sempre), enquanto no RPG, os métodos são “analógicos” para os RPG “de mesa”, embora você possa ter encontros virtuais.

Papel, lápis caneta, cartas, dados, ou seus equivalentes, para “vivenciar” aventuras.

A “interpretação ” do personagem também só faz sentido em grupos. Não há porquê interpretar um bardo se você estiver sozinho (claro que você pode, mas cuidado para não acharem que você precisa ser internado ou exorcizado de alguma entidade).

E eu posso transformar um RPG num videogame, e vice-versa?

Opa! Ah, se pode! Vamos a um exemplo brasileiro e fabuloso: o sistema/RPG “videogame de papel“, da Editora Cantina dos Jogos, permite simular combates rápidos no estilo “beat them up”, (imagina você controlando uma tartaruga ninja e distribuindo bordoada a inúmeros capangas do clã do pé em segundos! Eita!).

Outro que está em financiamento coletivo é o “FIGHT – ao encontro do mais forte!” Usa o sistema Solo 10 (da Editora 101 games), e pretende adaptar QUALQUER personagem de jogo (e animes! ) de luta em personagem de RPG, desde Ryu, Ken, até os personagens de Naruto, com golpe especial , ou os Liu Kang e Sub Zero, de Mortal Kombat. Fatality!

Quer conhecer? Clica aqui!

 

Quer mais? “Press start to Power up!” , por Guilherme Moraes, (da Editora Retropunk), está no drivethrugRPG! Também na pegada de animes para pancadaria. Quer pegar no “pague quanto quiser”?

Clica aqui!

Press start to Power up!

Como dizemos aqui na Bahia, “a madeira vai deitchar!

E num exemplo internacional, Dark Souls começou como videogame, e também virou RPG!

Mas, e o caminho inverso? Algo que começa como um RPG de mesa ou jogo de tabuleiro pode se transformar num videogame?

Olha um grande exemplo: “Ordem Paranormal” pela Editora Jambo, iniciou como RPG de mesa, e se tornou um videogame nas mais diversas plataformas, via financiamento coletivo (FC, para os íntimos).

O RPG mais antigo e mais jogado, com Baldur’s Gate, só pra dar um exemplo gritante.

Curtiu a idéia de misturar RPG de mesa e Videogame?

Então, deixa te falar, a coluna QUIMERA DE AVENTURAS, aqui mesmo do movimentoRPG, faz um megacombo. Crítica de Filmes, séries e videogames, e ainda adapta para RPGs, dos mais diversos.

Por enquanto é isso, Aprendiz de Mestre. Até a próxima.

 


 

 

Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo PicPay, PIX ou também no Catarse. E com isso, torne-se um Patrono do Movimento RPG e tenha benefícios exclusivos! Ou então, apoie nossa revista digital, a Aetherica através deste link!

 

RPG Solo – Aprendiz de Mestre

‏‌


‎‎RPG Solo!‎ ‎‍Olá, aprendiz de mestre. Há momentos em que devemos desbravar sozinhos o que nos espera em florestas escuras, ruínas esquecidas ou desertos escaldantes. Vamos solo, mas juntos nesta aventura.Pegue seu livro de feitiços ou de orações, espada, ou lança. Tire a poeira da armadura. E vamos entender

Como é possível jogar RPG Solo?

Comecemos do passado longínquo. O próprio criador do RPG mais antigo, mais jogado, que tornou o hobby o que nós conhecemos hoje, criou um conceito de RPG solo, ou seja, jogar sozinho, sem amigos ou narrador, pois o D&D foi lançado em 1974, e em 1975, Gary Gygax lançou na revista “the Strategic Review”, o primeiro método oficial de RPG Solo:  “Solo Dungeon Adventures”. Que consiste, muito basicamente, em substituir o mestre por tabelas.

Isso quer dizer que você joga um dado, e consulta uma tabela. Exemplo: jogou dado de 6 faces, (nosso querido D6), e consultou a tabela como abaixo:

  1. Sala vazia
  2. Sala com armadilha
  3. Sala com monstro acordado e ativo
  4. Sala com monstro dormindo
  5. Sala com tesouro
  6. Sala com NPC

Repare que isso torna a exploração procedural, ou seja, a cada vez que você joga, pode ser um resultado diferente.

Isso também nos leva a possibilidade de criar um verdadeiro diário de aventuras, ou criar contos e mundos. De controlar mais de um personagem. Sortear eventos como o clima (dia chuvoso, ensolarado, com furacões, nublados…),  encontros com NPCs de “sidequests”,  basta manter um registro do que ocorre a cada dia.

Mas se eu jogo RPG para interagir com as pessoas, por que jogar Solo?

Sim, meus caros heróis, ou heroínas? Em nome de todos os deuses, porquê? Há muitos motivos.

  1. Para compreender melhor as regras e mecânicas de um RPG
  2. Para vivência do cenário proposto de um jogo
  3. Para entender a ambientação e NPCs, para criar personagens distintos.
  4. Para se deixar surpreender por uma narrativa ou desafios aleatórios
  5. Para criar aventuras que depois poderão ser utilizadas com grupos
  6. Também é uma forma de jogar de forma cooperativa, sem um mestre ou narrador, ou seja, com um grupo de jogadores. Todavia, sem um deles no papel de mestre

Isto quer dizer que …

Há vantagens em jogar RPG solo?

Muitas. Na verdade, é o que me mantém no hobby, em grande parte, ( falta de tempo e flexibilidade de horário). Vamos ver:

  1. O cenário que você quiser
  2. O sistema de regras que você preferir
  3. Com trilha e efeitos sonoros que mais te agradarem
  4. Sem riscos de atrasos ou faltas por parte de mestres ou outros jogadores
  5.  Experimentar cenários e regras novas, antes de apresentar a seus jogadores
  6. Total flexibilidade de horários (afinal, é só com você!)
  7. Tem muito material gratuito ou pague-o-quanto-quiser, criado por jogadores e comunidades de RPG Solo.
  8. Muitos vídeos explicativos e textos sobre jogar solo na internet

Mas é claro, nem tudo são flores quando você está sozinho no fundo da masmorra mais escura e tenebrosa que você puder imaginar, somente com arranhar de garras de monstros a espreita e teias de aranha como companhia. Há perigos e armadilhas, …

Desvantagens em se jogar Solo

Por atraente que possa parecer a idéia de não ter de dividir seus tesouros com ninguém, jogar Solo NÃO é para todo mundo. Nem todos vão imergir numa narrativa solitária, e apenas jogar dados para sortear eventos e inimigos em tabelas pode se tornar maçante para algumas pessoas.

Embora você possa adaptar qualquer RPG para jogar Solo, eu prefiro quando o material já vem com essa forma de jogo criada pelo próprio criador do projeto.

Mas será que temos muitos …

Exemplos de RPGs Solo e cooperativos? E jogos de tabuleiro?

Ah, sim, a lista é vasta como nossa imaginação, de criadores de jogos nacionais e estrangeiros. Citando alguns:

  1. 4AD – (4 against darkness) Dungeon Crawler e procedural, trazido ao Brasil pela Retropunk (que encerrou a licença enquanto escrevo este POST, mas você pode achar internacional ou em sites como o “sebo do RPG“, por exemplo.
  2. 4AD contra os grandes antigos, ( uma expansão “Stand Alone”) e sua expansão, Aurora do Horror.
  3. Aventuras na Era Hiboriana: 101 games
  4. A “linha de horror”:  vampiro, licantropo, bruxo e herança de Cthullu,: 101 games
  5. Notequest, trilogia Ronin, pelo Coisinha Verde 
  6. Sinistros & Monstros, Clube do Nunca e Anomia,‌ pela Universo Simulado
  7. Runa, trazido ao Brasil pela indievisivel press
  8. By the Sword, in to the Madness, pela editora Nozes Game Studios
  9. Ducado de Verona, pela editora Caleidoscópio
  10. Por último, mas NÃO menos importante, (Last, but NOT the least!), Jornada Espacial – pela editora TLHP – aqui tem muitas criações, sendo pioneiro em jogos de RPG Solo no Brasil…

E ainda alguns jogos de tabuleiro! Como:

  1. Monstros e Tesouros, pela Lord Zebulon Games (brasileiro!)
  2. Desconfronto, pela Nat 20Games (brasileiro!)
  3. For the Quest – 101 games (brasileiro!)
  4. Eldritch Horror, trazido pela Galápagos
  5. Elder Sign, trazido pela Galápagos
  6. E chegando Creepers, pela plataforma Meeplestarter, (brasileiro!)…

Notou como a lista é extensa? E olha, ainda tem livros jogos, como o Terra da Opressão, pela Mephirot,(brasileiro!) e os livros da série Fighting Fantasy, trazidos pela Jambo.

 

Enfim, tá esperando o quê pra jogar RPG Solo?

Espero ter te mostrado que você tem riqueza de opções de ambientações, cenários, regras e sistemas de RPG Solo, de criadores de jogos nacionais (que NÃO devem nada em qualidade) e “da gringa”. Que você pode usar pra jogar solo,  cooperativo ou para criar aventuras para os seus jogadores de forma mais tradicional.

Agora, com licença. Não preciso marcar com jogadores ou mestres, então vou pegar minha mochila, uma espada e um escudo. Esta entrada de templo abandonado e escura está cheia de tesouros me esperando, eu já escuto o barulho do vento e sinto o cheiro de umidade e musgo.

Se não nos virmos mais, diga aos aventureiros que fui atraído pela Fortaleza de Berdolock. Dizem que poucos voltam de lá…


 

 

Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo PicPay, PIX ou também no Catarse. E com isso, torne-se um Patrono do Movimento RPG e tenha benefícios exclusivos! Ou então, apoie nossa revista digital, a Aetherica através deste link!

 

Humor e piadas no seu RPG- Aprendiz de Mestre

Bom humor! Humor e piadas no seu RPG. Vamos rir juntos, exploradores! Hahaha.

Vamos ver algumas técnicas para divertir os jogadores (e o mestre!). Mas lembremos primeiro, a regra número 1:

Segurança. Rir com as pessoas, não das pessoas.

Jamais, nunca, em tempo algum, sob nenhum pretexto, ridicularizar jogadores, mestres, ou qualquer grupo de pessoas seja por religião, cor da pele, deformidades.

Isso seria bullying. “Rir e ridicularizar é a primeira arma do Mal. ” – não me recordo a fonte, mas foi um personagem fictício de uma série antiga. Que continua valendo.

É importante ter um jogo saudável, do início ao fim.

Mas vamos a algumas técnicas para rir.

Rir de si mesmo

Risadas e RPG

Se você é o narrador (ou aventureiro) que sempre chega atrasado, faça disso uma característica jocosa .

Invente as desculpas mais absurdas. Quanto mais absurdo, melhor. Exemplo:

“Desculpem o meu octagesimo quarto atraso, é que vivo numa dimensão temporal cerca de 55 minutos diferente da de vocês ”

“Como assim, atrasado? Eu estou adiantado 6 dias e 22 horas para a sessão da próxima semana”

” Perdão, meus fãs me impediram de chegar a tempo. É cansativo escrever 100 autógrafos “.

Se você sempre esquece a ficha de personagem, a carteira, as chaves de casa, e só faltou esquecer a cabeça porque está grudada no pescoço, idem.

“Perdão por esquecer as chaves, os livros, os dados, o celular a carteira. Eu esqueci mais alguma coisa, mas agora não lembro o que era. “

Exagere. Minta.

Lembre que sessão de RPG é tudo faz de conta. É tudo mentira. É tudo simulação. Você pode assumir determinada característica para um personagem, e exagerar em demasiado, falando nisso com frequência. Pode ser algo simples, como, estar sempre com fome, ou mentir  ou ainda pedir desculpas de maneira insistente ou grandiloquente.

Exemplo:

“– Está com fome ? Ainda?

Sempre. Desde que consigo me lembrar. Aliás, quando vai sair alguma comida aqui?

— Mas é o casamento da rainha. Você acabou de comer 2 frangos, batatas, arroz, milho salada, e repetiu o prato.

— E cadê a sobremesa? Mas que raio de casamento é este? ”

Ou ainda, aquele advogado que chega na audiência e fala:

“–Sr meritíssimo, bom dia, Sr cliente, bom dia, sr jurado, bom dia, Sra escrivã , bom dia, nobre colega bom dia, querido advogado da outra parte, bom dia zelador…

O juiz interrompe: “Mas que tanto bom dia é esse, advogado? Está de brincadeira? ”

O advogado: “Está vendo, excelência? Só de dar bom dia, o senhor se irritou. Imagine alguém chamá-lo de estúpido, todos os dias, manhã e tarde, ao passar na frente da sua porta? …”

(Baseado em fatos reais da Bahia…)

Humor e piadas por repetição

Sim, repetir sempre a mesma coisa pode ser engraçado, embora às vezes um pouco irritante. Grandes humoristas chamam uma frase repetida com frequência de “bordão“, uma palavra ou frase assinatura de um personagem. Pra relembrar alguns grandes nomes nacionais (que você pode copiar na sua mesa, hein, psssiiit? )

Cacildes! – Mussum

Ó da poltrona! Pssiit! – Didi Mocó

Garotas lindas do meu Brasil varonil ! – Zé Bonitinho

Mas será que alguns RPGs têm uma temática mais voltada para humor e piadas?

Será? Mas será mesmo?

  1. Toon RPG–  Lançado pela Steve Jackson Games e publicado no Brasil pela Devir em 1996
  2. Paranóia, um RPG de mesa com a temática futurista de ficção científica. Originalmente criado por Greg Costikyan, Dan Gelber, e Eric Goldberg, foi publicado pela primeira vez em 1984 pela West End Game em suas três primeiras edições, e a partir de 2004 sendo publicado pela Editora Mongoose. No Brasil a segunda edição foi traduzida pela Devir, em 1995. (Há rumores que voltará para o Brasil, ainda este ano de 2024, por outra editora. Você está feliz cidadão? O computador quer te ver feliz …)
  3. Super TV Show – Os antigos heróis dos desenhos da TV invadem sua mesa de RPG em aventuras onde você tem a força. Em breve, (previsão de 09/05/2024) pela Universo Simulado, em financiamento coletivo pelo catarse.me
  4. 3D&T, voltado pra animes e coisas exageradas, é um sistema que funciona bem para humor, até caça fantasmas, imagina! Pela Editora Jambo

Em breve, para mais humor e piadas no seu RPG

Fique atento conosco, aqui temos piadas rápidas. E para todos os gostos. Provavelmente atualizarei este post em breve, e se vc prefere ouvir sobre humor, ao invés de ler a respeito, fica ligado no MRPG podcast, na taverna do anão tagarela, aqui, no movimentoRPG!

Até breve, e por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo PicPay, PIX ou também no Catarse. E com isso, torne-se um Patrono do Movimento RPG e tenha benefícios exclusivos! Ou então, apoie nossa revista digital, a Aetherica através deste link!

 

– The Lost Universe – RPG lançado pela NASA- Resenha

Olá, astronautas de todas as idades.  É isso mesmo, a NASA lançou um RPG de mesa, The Lost Universe!

Se você sempre sonhou em ser astronauta, mas ainda não aconteceu, não priemos cânico! Pelo menos, qualquer um, inclusive você, pode jogar o RPG de mesa criado pela NASA, The Lost Universe, ( Ou, “O Universo Perdido) 

(Créditos de criação: NASA Goddard Space Flight Center

Adventure Design: Christina Mitchell

Graphic Design: Michelle Belleville

Development and Editing:

Kenneth Carpenter, Katy Cawdrey, Rob Garner, Karl Hille, Peter Jacobs, Jim Jeletic, Esben Jepsen, Paul Morris, Gage Taylor, Elizabeth Tammi, Lauren Ward)

Mas, neste RPG, nós seremos astronautas?

Bom, não e ao mesmo tempo, SIM! 

Se você espera uma aventura espacial, não, não é o que temos aqui.

Mas teremos elementos de uma aventura de fantasia medieval clássica com dragões, elfos, tavernas, guardas da cidade, magia, orcs, ruínas e feras que espreitam na escuridão.

Tudo isso misturado com o telescópio Hubble. 

Este telescópio, esta maravilha da tecnologia, tem papel central na estória, como é dito logo no início, na apresentação da missão. E todas as personagens jogadoras são pessoas que trabalharam com o Hubble, tendo mais tarde suas consciências transferidas para os corpos de personagens típica de jogos de RPG.

ISSO NÃO É SPOILER. É EXPLICADO LOGO NO INÍCIO PARA TODOS OS JOGADORES.

The Lost Universe RPG da NASA

The Lost Universe, ou O Universo Perdido…

..como NÃO poderia deixar de ser, usa muitos conceitos educativos e científicos durante a aventura. Típico da NASA.

Misturado com mapas, magias e monstros míticos, temos conceitos como matéria escura, energia escura, gravidade, citações a Albert Einstein, buracos negros, imagens e fotos do Hubble, e mais ainda.

Mapa de Aldastron

Agora, a NASA vem! Ah, se vem!

Sim, a NASA não só te convida a jogar The Lost Universe, como ainda quer que você reaja, se manifeste, compartilhe com #NASATTRPG em mídias sociais. Olha este vídeo!

Um RPG gratuito, oficial da NASA, compatível com diversos sistemas. Será que isso tem …

Pontos Fracos?

Alguns. Vamos lá, astronauta.

  1. Domínio de Inglês. Não foi lançada, (ou pelo menos eu não vi) uma versão em português.
  2. Apesar de se autointular “RPG de mesa oficial da NASA”, The Lost Universe está mais para uma “aventura oficial da NASA”. Pois NÃO tem um sistema de regras próprio.  Você pode adaptar, claro. Mas precisa de outro RPG para isso, ou seja,
  3. Não é um “Stand Alone” ( você só precisa deste produto para jogar? Não, precisa de algo mais).
  4. Não tem uma proposta RPG Solo “oficial”. Só dá para aproveitar em grupo.

Pontos Fortes

Ah, vários.

  1. Gratuito. Este é muito importante.
  2. Modular. Você pode adaptar a praticamente qualquer RPG de sua preferência. Vejamos alguns: Ducado de Verona, pela Editora Caleidoscópio,  Thordezilhas, pela Editora Universo Simulado, Pathfinder, pela Editora New Order, 3D&T, ou T20 pela Editora Jambo, By the Sword, Bárbaros da Lemúria, pela Editora Nozes Game Studio.     
  3. Educativo, como tudo que a NASA faz.
  4. Belas ilustrações do espaço e da tecnologia do Hubble.
  5. Eu achei que não ia funcionar esta associação de magia e fantasia medieval com tecnologia, mas achei que combinou, e ainda abre espaço para mais aventuras nesta ambientação. Ganchos de aventuras prováveis.
  6. Dicas de interpretação dos personagens do mestre (ou NPC, non player characters), auxiliam o narrador do jogo.

Enfim, NASA lançou um RPG de mesa, the Lost Universe, e você com isso?

Felizmente, a NASA não lança somente foguetes e satélites. Também estimula uma cultura de ensino, pesquisa e compartilhamento de conhecimentos.

Achei uma ótima oportunidade para associar entretenimento, socialização e educação com conceitos científicos. É uma agradável aventura curta (one shot), com um exercício de imaginação interessante. Se a aventura segue um caminho um pouco “clichê”, após a surpresa inicial, os conceitos científicos e belas ilustrações compensam bastante, e ajudam na imersão.

Te vejo na exploração de “O Universo Perdido” (The Lost Universe). Ou no próximo post…

 


Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo PicPay, PIX ou também no Catarse. E com isso, torne-se um Patrono do Movimento RPG e tenha benefícios exclusivos! Ou então, apoie nossa revista digital, a Aetherica através deste link!

RPG e Culinária – Aprendiz de Mestre


A experiência de jogo pode melhorar muito, se unirmos RPG e Culinária. Então, cozinheiros & RPGistas, bem vindos a RPG e Culinária, parte 1: Entrada

Pensando no que podemos oferecer aos jogadores (e  a/ao Narrador(a), claro) como entrada. Algo que seja:

  1. leve,
  2. permita petiscar,
  3. não suje muito,
  4. Com mínimo risco de acidentes,
  5. Saudável
  6. Seja fácil e rápido de fazer

Mas será que existe alguma comida com esses requisitos?

Pensou em Pipoca?

Apesar de sujar um pouco os dedos, nada que um guardanapo não resolva. Se houverem acidentes, não suja muito. Só colocar no centro da mesa, ao alcance de todos. Claro, pipoca doce é por sua conta e risco. É uma meleira só.

Outras opções rápidas são lanches industrializados, mas já não tão saudáveis, como Chips de queijo, batatas fritas, etc. Também com risco um pouco maior de acidentes e sujeira. Claro, o seguro morre de velho, então é sempre bom perguntar:

Alergias? Restrições alimentares?

Antes de planejar um “cardápio”, leve isso em consideração. Hipertensos? Restrição de sal. Diabéticos? Restrição de açúcar. Intolerância a lactose ou alergias? Se forem crianças, alimentos muito doces no início da sessão tende a deixar os menores inquietos, mais propensos a sair da mesa

Isso nos lembra, também há questões de convicções Alimentares como …

Veganos ou Vegetarianos

Que podem recusar o alimento, ou reclamar que não foram levados em consideração. Olha que o exemplo da pipoca, lá em cima, pode atender essas demandas todas.

Mas há outras opções, que você pode levar em consideração também a depender da região do país e época do ano (frio ou calor, úmido ou seco).

Pão de Queijo

Originalmente mineiro, mas bem aceito em qualquer região do Brasil, pode ser quentinho, ajuda naquela coisa de alimento acolhedor e ativa lembranças. A depender da marca e tipo, não é tão gorduroso, e nada que um guardanapo não resolva. Em caso de tigelas virando, também não é tão catastrófico. Ah, e é glúten free!

Opções doces

Muitas vezes doces são deixados para o fim de uma refeição,  como uma sobremesa, ou algo até que se pode levar para casa. Mas a depender do horário e preferências do grupo, podem ser biscoitos, gelatinas ou balas gelatinosas, no início da aventura. Em ambientes mais frios, até fondue de frutas vale, apesar dos riscos de acidentes. Podem ser oferecidos ainda como entrada, enquanto os jogadores se aquecem.

RPG  e Culinária –  Regionalismos

Se você vai receber pessoas de outro local, ou mesmo vai visita Las em outro estado, essa pode ser uma forma de mostrar seu cuidado e atenção. Por exemplo, estando na Bahia, eu levaria uns abaras ou acarajés congelados, para visitar uns colegas do sul.

Batatas Fritas

Pensou em RPG e Culinária, em entrada, batata frita também vem logo a mente. Mas lembra dos guardanapos, e da tecnologia de hoje : air frier,  é uma forma de deixar um dos petiscos mais famosos também mais saudáveis. O grupo pode ainda se desafiar e tentar fazer uns Chips de cenouras, brócolis, & afins, uma opção saudável.

Ah, quero algo mais simples, mesmo que não tão saudável

Ok. Cozinha não é com você, você ainda luta para fritar um ovo ou consegue queimar sorvete, imagina pipoca. Parece até que foi um feitiço que te torna um possível desastre na cozinha só de olhar para a preparação de qualquer alimento. Vamos para os golpes sujos:

  1. Biscoitos salgados, de preferência que deixem pouco farelo, e sem “recheios”.
  2. Avoador, Peta, ou biscoitos de  polvilho, a depender da região do país, mas é tudo a mesma coisa.

Planejando a Refeição (ou a sessão de jogo)

Bom, se você planeja uma sessão de até duas horas, ou 2 horas e meia, apenas petiscos são suficientes.

Em nosso tópico de culinária e RPG, é claro, não podemos esquecer a hidratação, parece óbvio, mas especialmente mestres tendem a falar muito na sessão, e precisam se hidratar. Especialmente válido para regiões quentes.

Água, refrescos, água de côco, bebidas geladas, ajudam. Você pode utilizar aqueles copos com tampa e canudo, que ajudam a prevenir acidentes.

Caso você tenha uma sessão que vai passar disso (de 4 a 6 horas), uma pausa para refeição leve e hidratação até fora da mesa de jogo é uma estratégia para evitar acidentes de fichas de personagens com cheiro de café ou refrigerante, suco de maracujá ou manga…

Tá com mais vontade de beliscar alguma coisa ou de jogar RPG a essa altura do texto?

Bom, vou ficando por aqui. Espero ter atiçado sua vontade de jogar RPG mais do que de saciar sua fome, mas como diz o ditado: “no amor, na guerra, e no movimento RPG, vale tudo para conseguir seus objetivos“. Grande abraço, te desejo sucesso, lanches e risadas, seja com seu grupo, ou a sós. Comer pode ser um evento social, desde preparar a refeição até lavar os pratos depois.

E que tal experimentar algo diferente, como um podcast com este tema de culinária e RPG?

Capaz de algum mestre abordar este tema logo mais, com um RPG e Culinária parte 2 – o Churrasco… Se for você a fazer, me convida!


Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo PicPay, PIX ou também no Catarse. E com isso, torne-se um Patrono do Movimento RPG e tenha benefícios exclusivos! Ou então, apoie nossa revista digital, a Aetherica através deste link!

Dungeon24 – Explicando o desafio

Hoje vamos explicar como funciona o desafio Dungeon24 e como construir uma megadungeon em um ano, pensando em melhorar o processo criativo.

Em 2023, tivemos um desafio muito interessante, mas que eu não consegui ir muito longe, chamado dungeon23. Hoje, vamos falar sobre como esse desafio funciona, fazer ele em 2024, agora chamado de Dungeon24 e algumas dicas de como executar.

Mas antes: O que é uma MegaDungeon?

 Uma megadungeon é uma masmorra massiva que tem diversas camadas que são resolvidos uma atrás da outra. Muito comum em Dungeons and Dragons (quem diria que este jogo teria masmorras, né?) e outros jogos de fantasia medieval. Muitas vezes esta dungeon tem uma historia longa e complexa ou diferentes níveis construídos em diferentes períodos por diferentes grupos de pessoas. Diversos micro-biomas construídos em seu interior que habitam tipos diferentes de criaturas.

É um pouco complexo, talvez.

Exemplos de MegaDungeon

Alguns exemplos de Megadungeon são: As aventuras Ruins of Undermountain (AD&D), Castle of the Mad Archmage (OSR), Barrowmaze (OSR), Eyes of The Stone Thief (13ª Era).

Como no exemplo do mapa acima, o primeiro nível destes tipo de masmorra já são coisas massivas, então construir uma durante um ano inteiro pode ser um desafio hercúleo para alguns, mas vamos explicar melhor o processo por trás disto.

Fazer um pouquinho por dia, esse é o objetivo.

Como funciona o #Dungeon24?

Primeiramente, se você sabe inglês, é interessante ler o blog do Sean McCoy sobre a Dungeon23, mesmo sendo sobre o ano passado, funciona ainda muito bem para desenvolver esse desafio este ano.

Mas em resumo; Uma sala de masmorra por dia, todos os dias. Ou seja, 365 salas, um nível por mês, então teríamos 12 níveis. Toda semana seria uma pequena área de 7 salas.

Mas, nada disso precisa ser totalmente megalomaníaco, pegue um caderno e comece pequeno. Não quer fazer uma Megadungeon completamente interconectada? Faça 12 pequenas dungeons independentes entre si. O importante é escrever um pouco a cada dia.

Não precisa descrever com precisão todas as salas da dungeon, qual o cheiro das pedras ou a cor do musgo, as vezes menos é mais, pense em coisas divertidas mas simples. Em um dia que estiver mais inspirado, faça algo elaborado, mas não espere fazer todas as salas como algo mega complexo.

E não tenha vergonha de deixar uma sala vazia, em um dia ruim ou pouco inspirativo, escreva apenas “Sala Vazia” e está tudo bem.

Se masmorra não é com você, talvez uma cidade seja.

Outros tipos de desafios

“Ah, mas eu não jogo fantasia medieval, não gosto de masmorras”. Tudo bem, existe algo para você também.

Assim como existiu a dungeon23, existiram também outros desafios pensando em outras coisas; city23, hex23, vault23, itens23. Todos com a mesma ideia, fazer um pouco de algo massivo, uma vez por dia, todos os dias.

No city23, por exemplo, o desafio era criar um distrito ou rua da cidade por dia, coisas pequenas. Hex23 seria um hexágono de um hexcrawl por dia, etc…

E se eu cheguei atrasado?

Se hoje for, por exemplo, março de 2024 e você está lendo este texto agora, não se desespere.

Comece por hoje, comece pequeno, faça no seu ritmo. Não é uma corrida, ninguém está competindo para chegar antes de ninguém, todos queremos completar um objetivo; Fazer um megadungeon, então faça com calma e, caso consiga fazer mais de uma sala em um dia, faça e se sinta satisfeito. O objetivo maior é fazer um pouquinho por dia, então faça o que você estiver disposto no dia.

Mas não tenho material ou não sei por onde começar

Sem problema, meu amigo Mestre, a gente normalmente passa por isso.

Existem alguns métodos para se fazer dungeons de maneira aleatória que podem te ajudar. O jogo Four Against Darkness há um método de construção de dungeon usando dados. E também há varios assets para construção de dungeon e de descrições que você pode usar, no ano passado fizeram um compilado aqui (Está tudo em inglês, perdão).

E existe também o método D6 Five Room Dungeon Generator.

D6 Five Room Dungeon Generator

Neste método, você escolhe o layout da Dungeon ou define elas rolando um d12. Definida a dungeon, você rola 5d6 e depois deixa eles em uma linha. Após isto, põe eles no layout da Dungeon que você desenhou.

Cada sala que o dado representa, role outro d6 e adicione a palavra chave para a sala. Conforme a tabela abaixo

Tabela – D6 Five Room Dungeon Generator
d6
1
2
3
4
5
6
1 NPC Sentinela Atmosfera Explorar Segredo Separado
2 Puzzle Obstáculo Truque Contratempo Mecanismo Traição
3 Armadilha Interruptor Ambiente Temporizador Alvos Portão
4 Tesouro Armas Momento Narrativo Cura História Feitiços
5 Combate Chefão Furtividade Invocação Superado Ferimento
6 Interpretação Disputa Revelação Virada Escape Morte
Exemplo de Dungeon

Portanto, se eu rodo 5d6 e tiro; 4-5-5-6-5-1, eu coloco esses dados no layout da dungeon que eu pensei e depois rodo outros 5d6, que saem 3-3-6-3-5-6.

Sendo assim, eu tenho os valores das salas e dos contéudos, ficando algo mais ou menos assim;

Desvendando a masmorra

Na masmorra acima, o que cada uma das palavras chaves significam depende de como você decide isto. Mas é um inicio de planejamento, você pode desenvolver a área da Masmorra da semana usando esse método e desenvolver com mais calma com os dias.

O desenho acima foi feito no site Dungeon Scrawl que é uma das minhas recomendações.

Conclusão

Uma megadungeon é algo que vemos pouco em mesas no Brasil, é um tipo de masmorra talvez pesada para algumas mesas e que depende de muito investimento do grupo para passar e também para ser construida.

Mas, no caso deste desafio, como escritor é interessante desenvolver um pouquinho por dia, para me exercitar em desenvolvimento de regras e de aventuras.

Se você escreve para RPG também, considere fazer, exercite a sua criatividade e o seu desenvolvimento. Mesmo que você não jogue essa dungeon, você já vai ter passado por ela antes.

Prompt de Masmorra

Para te ajudar, segue um prompt, uma lista de temas para cada semana da Dungeon24 (Mas ainda dá dungeon23) para te auxiliar a ter um norte.

Um ótimo 2024 para nós, e uma ótima jornada.


 

Caso compre na loja da Jambô, use o nosso código mrpg10 para receber 10% de desconto!

Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo PadrimPicPayPIX ou também no Catarse!

Assim, seja um Patrono do Movimento RPG e tenha benefícios exclusivos como participar de mesas especiais em One Shots, de grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG.

Além disso, o MRPG tem uma revista! Conheça e apoie pelo link: Revista Aetherica.

Se liga na Área de Tormenta, o espaço especial dedicado apenas à Tormenta20 e o que remete a ele! E acompanhe também as outras sessões, por favor!


Texto e Imagem de Capa: Gustavo “AutoPeel” Estrela

Revisão: Isabel Comarella

Roteiro de Organização para RPG – Aprendiz de Mestre

Bem vindo ao nosso Roteiro de Organização, Aprendiz de Mestre. Aqui, falaremos sobre tópicos de auxílio para narradores, e esperamos ser úteis para mestres futuros e atuais.

Exemplo de Roteiro de Organização

1) Roteiro de organização

2) Sessão zero: que temas sensíveis NÃO abordar. Como sinalizar para mestre e demais jogadores um “sinal vermelho”.

3) Escolher a ambientação: fantasia medieval, fantasia urbana, terror, faixa etária ( livre, 12 +, 16+, 18 +)

4) Criando os personagens jogadores

5) Criando os NPCS 

6) Aventura Curta (One Shot) x Saga (Diversas aventuras interligadas)

7) Simular Combates antes de iniciar a aventura

8) Narrador único x Narração compartilhada

9) Fim da aventura. Por enquanto…

Por que (você quer) mestrar?

Sim, essa é uma pergunta importante.

Curiosidade? Aprender um sistema novo?Conhecer pessoas?

Aumentar suas habilidades sociais? Melhorar sua didática?

Se divertir?

Como atividade financeira?

Aumentar sua criatividade?

Você pode escolher uma das respostas acima, ou várias delas. Ou ainda ter outros motivos, ou classificar em ordem de importância para você.

Mas, um princípio básico. O Mestre é um líder, um árbitro na sua sessão de jogo. Então…

Você só pode liderar os outros, se você primeiro se liderar

É isso mesmo. Uma forma de testar um jogo, um ambiente, um sistema, é jogar solo. Testar você mesmo a experiência compartilhada que você quer oferecer. Você pode descobrir que aquilo não era bem o que você esperava vivenciar, ou pode modificar o que você não gosta. Leve isso em conta quando for preparar seu Roteiro de Organização para RPG.

Exemplo de jogos para você jogar solo, e fazer um “test drive”

1) 4AD (Four Against Darkness) – no Brasil pela Retropunk

2) Aventuras na Era Hiboriana  pela 101 Games

3) By The Sword – pela Nozes Game Studios

4) NoteQuest  – pela Coisinha Verde

E muitos outros…

Você também pode ser melhor ouvinte do que leitor. Pode ouvir PodCasts, como o Dicas de RPG ainda neste tópico, todos temos limites Inclusive o mestre. Inclusive você. Você pode não se sentir bem num determinado dia, ter tido uma desavença ou um revés, em casa, na família ou no trabalho. Se você não se sente em condições ideais, explique claramente isso aos jogadores, e remarque sua sessão. Você pode ser transparente, sem necessariamente expor intimidade, se você não quiser. Mas é melhor suspender uma sessão, do que ter uma experiência ruim.

Saiba dizer “Não”

É natural querer realizar suas fantasias nas sessões de RPG, no seu escapismo. MAS o seu direito termina, quando atrapalha o direito dos outros. Num rápido exemplo, minha esposa foi fantasiada de vidente num Halloween infantil. Com bola de Cristal e tudo. Sentou com sua bola de cristal, numa mesa, e as crianças vinham perguntar o que quisessem. Foi uma grande sucesso, fez uma fila. Perguntas desde “quantos filhos vou ter?” até “Quantos anos vou viver?”.

Entretanto, algumas crianças se empolgaram demais, fazendo perguntas complexas ou longas demais. Era uma brincadeira, mas atrapalhava as que ainda aguardavam. Foi necessário estabelecer um limite, embora de forma lúdica:  “Vejo no seu futuro que você tem outros compromissos, e precisa ir. Beijos no coração! ”

Tudo tem limite. Inclusive:  cansaço, ingesta alcoólica, e por incrível que pareça, tempo que não se toma banho, ou atrasos.

Por fim: Medo de Mestrar

O que é o medo? Medo é um sentimento saudável, é um instrumento de autopreservação. É natural e saudável ter medo. Tira você da zona de conforto, deixa você atento. No caso da mestragem de RPG, é um medo de fracasso social, de julgamento alheio. Mas não se deixe paralisar pelo medo, conviva com ele, torne o seu aliado. Aceite que não há fórmula para sucesso absoluto, e que nem sempre as coisas vão sair como você quer (ou espera).

Algumas sessões serão melhores do que outras. É parte intrínseca do jogo.

Obrigado por ter vindo até aqui. Desejo sucesso na sua carreira como mestre. Se você já é narrador há algum tempo, que sempre melhore. Se vai iniciar, idem, e que se divirta. A regra de ouro: que seja divertido para todos.

Até breve. Muitas aventuras! Aguardo seu comentário, fique a vontade para concordar ou discordar!


Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo PicPay, PIX ou também no Catarse. E com isso, torne-se um Patrono do Movimento RPG e tenha benefícios exclusivos! Ou então, apoie nossa revista digital, a Aetherica através deste link!

 

Do Interior para a Cidade! – Anime Fest SP 2023

No dia 24 de Setembro, tivemos a primeira edição do Anime Fest SP! O Anime Fest é um evento de anime e cultura pop que acontece em cidades do Interior de SP, como Americana e outras cidades. Veja como foi a nossa cobertura do evento!

Do Interior para a Cidade

Quando fiquei sabendo do evento, uma das coisas que mais me chamou atenção foi ser o primeiro evento na cidade, e por estar sendo feito em Santana, em um local um pouco afastado de onde normalmente é feito os eventos de anime da cidade e ser feito em uma escola com um espaço bastante interessante para ser feito.

Palco Anime Fest

O Palco Anime Fest era o ponto que normalmente tinha mais pessoas frequentando. Tocando músicas famosas de K Pop e com pessoas fazendo coreografias das músicas em conjunto. Além das pessoas dançando também tinham pessoas assistindo e jogando Just Dance.

Palco Fan Expo

Neste Palco, tiveram momentos de Karaoke livre para as pessoas cantarem suas músicas favoritas (E que eram ouvidas do outro lado do evento e eram muito boas) e diversas palestras com pessoas relevantes da cultura pop e dos animes, como a Moo Chan falando sobre dublagem de animes e Felipe Sieira do canal Chapéus de Palha falando sobre One Piece. Na área da cultura pop, tivemos uma conversa muito legal sobre o pensamento político no Mundo Pop com Load e o Canal Cronosfera, e a participação do Youtuber Rato Borrachudo.

Outros stands

Tivemos alguns stands de lojas parceiras do evento participando do evento.

AllOld Games

Um dos que mais me chamou a atenção, o AllOld Games é uma loja de retrogames que levou varios jogos clássicos muitos bem conversados e uma TVzinha de tubo rodando jogos de SNES, em que diversas pessoas diferentes tiveram a oportunidade de reviver a infância, ou viver uma infância diferente no caso de algumas crianças.

Coleção do Necromante

Uma das poucas lojas de RPG no local, a Coleção do Necromante estava vendendo dados, minis e o que mais me surpreendeu; Um kit de primeira aventura para jogadores iniciantes, com minis, dados e uma aventura introdutória. O pessoal do atendimento foi super atencioso – e paciente – com as minhas mil perguntas.

Arena de Games

A Arena de Games foi um dos pontos mais interessantes, porque estavam rolando torneios dos jogos exibidos. Além de um de League of Legends, tinha NarutoDemon Slayer, Street Fighter 6, Mortal Kombat Tekken. Teve um torneio de jogos de luta entre esses títulos aonde eu fui derrotado de maneira humilhante na primeira partida.

Artist Alley

Eu amo Artist Alley, e a da Anime Fest SP estava recheada de ótimos artistas. Compilei alguns dos quais eu consegui pegar o cartãozinho para vocês conhecerem com calma!

Galeria de Imagens

Conclusão

O Anime Fest SP foi um evento muito interessante. Alguns problemas menores, mas nada que incomodou, a vibe que passou foi de evento de anime do inicio dos anos 2000, em que era tudo próximo, os cosplayers estavam bastante criativos e tinha bastante criança com os pais conhecendo as coisas ou brincando de cosplay junto.

Para a primeira edição na capital, o evento me surpreendeu muito positivamente. Aguardo ansioso o próximo ano para ver como eles vai ter evoluído.


Assim, seja um Patrono do Movimento RPG e tenha benefícios exclusivos como participar de mesas especiais em One Shots, de grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG.

Além disso, o MRPG tem uma revista! Conheça e apoie pelo link: Revista Aetherica.

Texto e Arte da Capa: Gustavo “AutoPeel” Estrela

Revisão e Foto da Capa: Isabel Comarella

Sair da versão mobile