Elementos da Magia – Gênese Zero #50

No artigo anterior, quando exploramos Mitos Estranhos, discutimos como histórias fantásticas moldam a percepção coletiva de mundos cheios de mistérios. Agora, como uma progressão natural, é importante observar que essas narrativas frequentemente se conectam diretamente à magia e às suas manifestações. Afinal, a magia não é apenas uma força invisível, mas também um tecido vivo, moldado por elementos, fontes e consumíveis que afetam personagens, cenários e até sociedades inteiras.

Neste texto, vamos mergulhar no tema Elementos da Magia, compreendendo como diferentes aspectos podem influenciar histórias e campanhas. Para isso, abordaremos dez perspectivas que relacionam tipos de elementos mágicos, fontes de poder e consumíveis, sempre trazendo exemplos criativos para enriquecer suas mesas de RPG.

1. A diversidade dos elementos clássicos

Quando pensamos em magia, os elementos clássicos, fogo, água, ar e terra, surgem imediatamente. Eles funcionam como arquétipos e oferecem uma base sólida para qualquer sistema mágico. Em campanhas, pode-se imaginar magos do fogo que controlam a destruição, enquanto sacerdotes da água curam ou purificam. Além disso, a simples interação entre esses elementos já gera drama: um mago de fogo atravessando uma cidade costeira, por exemplo, cria tensão não só entre pessoas, mas também na paisagem simbólica do jogo.

2. Elementos incomuns e distorcidos

Embora os elementos clássicos sejam essenciais, elementos incomuns elevam a experiência narrativa. Imagine o “elemento da sombra”, capaz de consumir a luz, ou o “elemento do som”, que manipula vibrações invisíveis. Em uma campanha, personagens podem enfrentar inimigos que manipulam a gravidade ou até a memória. Assim, o mestre introduz uma camada extra de desafio, incentivando os jogadores a repensar estratégias além do esperado.

3. A fonte arcana como força vital

Toda magia precisa de uma origem. Em alguns mundos, essa fonte pode ser uma entidade divina, enquanto em outros é a própria energia latente do universo. Por exemplo, um mago pode puxar energia de linhas ley que cruzam a terra, mas cada feitiço lançado enfraquece o equilíbrio natural. Consequentemente, a magia não é gratuita: seu uso deixa cicatrizes visíveis no mundo, seja no ambiente ou na alma do conjurador.

4. O papel da fé como canal mágico

Nem toda magia é racional. Em muitas sociedades, a fé é o motor do impossível. Sacerdotes podem invocar milagres por devoção, mas a fonte desse poder não é clara: seria intervenção divina ou a força coletiva das crenças humanas? Em uma campanha, esse questionamento cria dilemas morais, se o poder vem da fé, o que acontece quando ela se esvai? Um clérigo que perde a crença pode ver sua magia simplesmente desaparecer, deixando-o vulnerável.

5. Consumíveis como limitadores de poder

Magia ilimitada frequentemente quebra o equilíbrio narrativo. Por isso, os consumíveis mágicos entram como mecanismos de controle. Cristais arcanos, poções ou pergaminhos são usados para sustentar feitiços poderosos. Imagine um guerreiro que precisa beber o sangue de uma fera mítica para ativar sua espada encantada. Nesse caso, a busca pelo consumível torna-se parte da aventura, transformando o recurso em motor narrativo.

6. O custo invisível da magia

Além dos consumíveis físicos, há consumíveis abstratos: a energia vital, a sanidade ou até memórias. Um mago pode lançar uma magia devastadora, mas esquecer para sempre o rosto de alguém amado. Esse tipo de custo adiciona camadas emocionais à narrativa, já que cada conjuração deixa marcas irreversíveis. Para o mestre, trata-se de uma ferramenta poderosa que reforça o peso das escolhas dos personagens.

7. Magia como pacto e dependência

Em certos mundos, a fonte mágica não é neutra, mas uma entidade consciente. Bruxos que firmam pactos com demônios ou espíritos acabam presos a contratos. O elemento aqui não é apenas fogo ou trevas, mas a própria relação de dependência. Por exemplo, um personagem pode invocar chamas infernais, mas sempre ao custo de realizar pequenos favores sombrios ao seu patrono. O dilema entre poder imediato e liberdade futura torna-se central para o drama.

8. A relação entre magia e tecnologia

Em alguns cenários, magia e tecnologia não se excluem, mas se fundem. Cristais arcanos alimentam máquinas, e pergaminhos encantados funcionam como manuais de operação. Em um navio voador, por exemplo, o motor pode ser movido por uma pedra elemental aprisionada. Esse tipo de junção permite histórias criativas onde heróis precisam equilibrar magia e engenhosidade, explorando tanto o maravilhoso quanto o lógico.

9. Magia instável e imprevisível

Nem toda magia é controlável. Fontes instáveis criam riscos imprevisíveis. Um feitiço de cura pode transformar feridas em escamas de dragão, ou um raio de destruição pode abrir portais indesejados. Essa instabilidade reforça o caráter perigoso da magia, lembrando aos jogadores que manipular forças além da compreensão nunca é isento de consequências. Em mesas de RPG, esses efeitos caóticos podem virar momentos memoráveis.

10. A magia como espelho cultural

Por fim, os elementos, fontes e consumíveis não existem isolados: eles refletem a cultura que os molda. Em uma civilização marítima, o elemento água pode ser o mais venerado, enquanto em terras desérticas o fogo assume papel central. Além disso, as fontes e consumíveis também se tornam símbolos. Um reino que venera pedras encantadas, por exemplo, pode transformar essas gemas em moeda, ligando a economia à própria magia. Dessa forma, a sociedade inteira é moldada pelo modo como percebe e utiliza o arcano.

Conclusão

Ao percebermos como elementos, fontes e consumíveis interagem, entendemos que a magia não é apenas uma ferramenta utilitária, mas uma linguagem cultural e narrativa. Em mundos de RPG, esses aspectos definem não só o que os personagens podem fazer, mas também como se relacionam com o próprio universo. Além disso, criam dilemas morais, limites de poder e símbolos sociais que enriquecem a história.

Assim, ao construir campanhas, mestres e jogadores podem explorar essas camadas para transformar a magia em algo muito mais profundo: não apenas uma lista de feitiços, mas um reflexo vivo de mitos, crenças e escolhas. A magia, afinal, é tão poderosa quanto o significado que damos a ela.

PARA MAIS CONTEUDO DO MESTRE BROTHER BLUE


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Ficha Domínio A Lenda de Ghanor Editável

Esta é a ficha de Domínio A Lenda de Ghanor, RPG da Jambo Editorar. A versão editável da ficha foi desenvolvida por Diemis Kist baseada na original.

Em A Lenda de Ghanor RPG, fomos introduzidos às regras de Domínio, onde os personagens podem conquistar e coordenar domínios próprios, cuidando de uma população (ou ganhando coisas dela) e administrando o território.


Clique aqui e baixe a ficha de
Domínio A Lenda de Ghanor

Encarnando Criaturas Paranormais Parte 1 – Biblioteca do Outro Lado

Sejam bem-vindos, Srs. Veríssimos! Na matéria de hoje veremos alguns detalhes que mostram como as terríveis ameaças de Ordem Paranormal se comportam e interagem com a Realidade, auxiliando suas interpretações, permitindo verdadeiramente a encarnar as criaturas paranormais do Outro Lado. Relembrando as Revelações das Entidades e entendendo Interpretações Avançadas das criaturas.

Rafael Lange (Cellbit), Felipe Della Corte, Pedro Coimbra (Pedrok), Silvia Sala, Dan Ramos, Guilherme Dei Svaldi e Rafael Dei Svaldi criaram o RPG de Mesa Ordem Paranormal e a Jambô Editora foi a responsável por publicá-lo.

Revelações das Entidades

Em Ordem Paranormal, os estudiosos dividiram o Outro Lado em cinco elementos: Sangue, Morte, Conhecimento, Energia e Medo. Portanto, as criaturas paranormais de cada elemento apresentam comportamentos correspondentes às suas respectivas entidades e possuem características próprias, que o livro Ordem Paranormal RPG descreve oficialmente, como mostrado um pouco mais abaixo. Ademais, pular essa recapitulação não é totalmente inviável para a compreensão das Interpretações Avançadas.

Sangue

A entidade dos sentimentos: fome, dor, amor, ódio, paixão, obsessão. O Sangue busca a intensidade e tudo que envolve sentir uma emoção extrema agrada essa entidade. O comportamento da entidade de Sangue parece ser devorar e consumir o máximo de carne e sangue disponível na Realidade, causando o máximo de dor da maneira mais intensa e extrema possível. Suas criaturas são bestiais, agressivas e nojentas, sendo em sua maioria cegas, mas com seus outros sentidos extremamente aguçados, especialmente o tato. A maioria, como o Zumbi de Sangue, são extremamente sensíveis à dor e possuem uma apurada percepção tátil. Elas literalmente enxergam através da dor. Isso faz com que sintam pequenas variações em correntes de ar, se orientando através de mudanças sutis.

Morte

A entidade da espiral do tempo. Ela busca os momentos vivenciados, distorcendo a percepção egoica da existência de cada indivíduo para seu agrado. O comportamento da entidade de Morte parece girar em torno de si mesma, buscando a aplicação de “energia potencial” dedicada a espirais. Todas as escolhas e momentos que que poderiam ter vivenciado, mas não existiram por causa da Morte, são denominados “energia potencial” ou “entropia”, e parecem ser o principal propósito da entidade. Suas criaturas são apáticas e sofisticadas, sempre demonstrando crueldade, frieza e indiferença, com movimentos que parecem inconstantes e anacrônicos. Feitas do Lodo da Morte, que atravessa as coisas e o tempo (estando presente em tudo ao mesmo tempo), conseguem perceber através do Lodo, o que faz com que percebam as coisas através da passagem do tempo. Coisas imunes à passagem do tempo fogem da percepção das criaturas de Morte.

Conhecimento

A entidade da consciência. Descobrir, decifrar, entender, aprender. Ter a própria percepção do Outro Lado e suas entidades agrada o elemento de Conhecimento. O comportamento da entidade de Conhecimento parece estar diretamente conectado com a ideia de descobrir, lembrar e registrar eventos e informações. Acontecimentos que foram uma grande origem de Medo marcados em textos, palavras ou sigilos são uma das principais fontes de invocação da entidade do Conhecimento. Suas criaturas são lógicas e racionais, apresentando alguma forma de consciência do que são e das ações que tomam, com motivações individuais entre si. Essas criaturas conseguem ver através das correntes que constituem a Realidade, usando o Conhecimento como ferramenta para interpretar essas conexões. Isso faz com que consigam ver coisas invisíveis ao olho nu.

Energia

A entidade do caos. Tudo que não pode ser controlado, o intangível, a anarquia. A mudança constante, o frio e o calor. Tudo que envolve o inesperado e a transformação agrada a entidade de Energia. A entidade de Energia, ao contrário das outras entidades, parece não seguir um padrão ou lógica específica. Seus objetivos parecem estar conectados apenas com o seu próprio entretenimento, a qualquer custo. Suas criaturas são caóticas e imprevisíveis, agindo muitas vezes de forma completamente irracional e aleatória. Elas são as únicas que precisam de luz para perceber seus arredores. A maioria dessas criaturas possui brilho próprio, o que faz com que consigam perceber seus arredores mesmo no escuro. Ainda assim, caso sua luz própria seja apagada, mesmo que temporariamente, eles estarão com um grande problema, pois não vão conseguir perceber nada à sua volta.

Medo

O elemento mais misterioso do Outro Lado e não pode ser descrito como as outras entidades. Todas as manifestações do Outro Lado dentro da Realidade são invocadas através do Medo. O comportamento ou objetivo por trás do Medo ainda é completamente desconhecido, e muitos acreditam que nem que existe. Entretanto, algumas criaturas associadas diretamente com o Medo podem transcender as “regras” de seus próprios elementos, e enfrentá-las envolve processos muito mais complexos e minuciosos do que simplesmente combater até serem destruídas. Criaturas de Medo sempre parecem estar associadas com enigmas e mistérios convolutos que podem ser decifrados.

Interpretações Avançadas

Após a rápida leitura acima (ou não), com as informações frescas na mente, iremos nos aprofundar nas interpretações das ameaças do Outro Lado, encarnado criaturas paranormais em prol de tornar as suas aventuras de Ordem Paranormal ainda mais detalhadas e vividas.

Dicas de Sangue

Deixe as ondas da brutalidade extrema levá-lo. Muitas pessoas podem achar as interpretações avançadas das Criaturas de Sangue muito óbvias e que não precisam se aprofundar nesse tópico, mas se negligenciarem essas interpretações, podem acabar por fazê-las de maneira amadora.

  1. Enxergando Pela Carne. Como a maioria das Criaturas de Sangue são cegas e possuem a Percepção Paranormal de “enxergar através da dor”, utilize isso ao máximo em Cenas de Furtividade para criar tensão, principalmente quando a ameaça for muito mais forte que os personagens.
  2. Verdadeiros Monstros. Com exceção de certos casos, Criaturas de Sangue são verdadeiras bestas irracionais, não sendo paradas por simples obstáculos. Elas vão quebrar portas e escalar paredes até chegarem nas suas presas.
  3. Fome Incontrolável. Criaturas de Sangue sempre buscam causar o máximo de dor possível em suas presas e sempre estão com fome, arrancando pedaços de membros em cada ataque com suas garras ou presas para devorar logo em seguida. Podendo até mesmo ignorar completamente o que está acontecendo ao ser redor apenas para devorar uma presa que acabou de cair no chão (vida ou morta).

Dicas de Morte

Desviar seu olhar da espiral é uma perda de tempo. Seguindo a lógica, a interpretação avançada das Criaturas de Morte seria buscar o máximo de fatalidades possível, mas as ameaças dessa entidade maléfica são mais complexas que se pode observar inicialmente.

  1. Enxergando Pelo Lodo. Se uma Criatura de Morte enxerga o mundo de forma anacrônica através do Lodo, então faça com que ele seja sinônimo de perigo. Se o grupo de personagens esteja investigando um caso com uma Criatura de Morte e caso interaja acidentalmente com o material, pisando nele ou ficando embaixo de onde ele está pingando, a ameaça saberá imediatamente a sua localização, mesmo a quilômetros de distância. Indo imediatamente ao seu encontro.
  2. Frieza Mortal. Em contraste com as criaturas na qual são opressoras, as Criaturas de Morte não têm “sentimentos” e são “sangue frio”. Com exceção da “benção” dos insetos que rastejam pela Terra, nada na Realidade interessa ou de fato têm valor para esses seres. Logo, a maioria das ação e eventos que ocorrem no mundo não os perturbam. Todavia, caso encontrem ou sofram efeitos relacionados a fraqueza da sua entidade, como fogo, eletricidade ou o próprio elemento de Energia, a estabilidade da seus comportamentos ou consciência podem ser fortemente abalados.
  3. Roubando o Potencial. Quando uma Criatura de Morte ataca uma existência viva na Realidade, ela não procura objetivamente o fim carnal daquele ser inferior. Tudo que a interessa é a “energia potencial” presente no alvo. Sua queda é mera consequência da sua própria fraqueza perante ao reivindicação do tempo que ainda não aconteceu, graças aos ataques ósseos ou ao contato com o Lodo preto da Morte.

Dicas de Conhecimento

Desobstrua sua mente, escute e se junte as vozes que gritam desesperadamente. Para alcançar os pré-requisitos necessários das interpretações avançadas das Criaturas de Conhecimento, você precisa primeiro reconhecer a verdade que carregam: “Eu sei o que eu sou”.

  1. Enxergando Pelas Correntes. Como todos as Criatura de Conhecimento enxergam diretamente as “informações do mundo”, o oculto não passa de letras minúsculas em uma folha, ao invés de palavras invisíveis para outros seres. Como consequência direta, lidar com essas ameaças podem ser ainda mais complexo e difícil do que com outras. Não a como esconder intenções ou ações naqueles que veem através de tudo.
  2. Inteligência Maligna. Em suma, as Criaturas de Conhecimento são as mais inteligentes entre as ameaças do Outro Lado, mas suas capacidades podem ir muito além. Sendo por muitas vezes originadas por mentes humanas corrompidas pelo Outro Lado, muitas informações importantes da Realidade podem ser lembras com as memórias residuais do seu antigo eu.
  3. Descobrir, Lembrar e Registrar. Criaturas de Conhecimento criadas ou invocadas com maior exposição paranormal não só reconhecem a sua própria existências e são cientes da ações que tomam, como definem objetivos e motivações para si. Que em muitos casos, podem estar relacionados com origens de Medo ou da própria entidade de Conhecimento na Realidade. Como se buscassem inconscientemente pela mesma resposta que nós, humanos, fazemos a tanto tempo: “Porque estamos aqui?”.

Dicas de Energia

O universo inteiro muda o tempo todo, ENTÃO DEIXA DE SER CHATO KKKKKKKSVGERG. Interpretação avançadas? Das Criaturas de Energia? APROVEITE A FESTA!!! “Motorista! Pode correr, que a 5° serie não tem medo de morrer!”. XD

  1. Enxergando Pelo Led. Lâmpadas ambulantes é sinônimo de Criaturas de Energia? Sim, acabei de confirmar aqui na TikTok, fonte autêntica, CONFIA. Então elas ficam cegas quando a luz delas apagam? Sim ;-;. WTF??? Agora que eu parei para pensar, como a gente faz isso? A gente joga água, pra dar curto circuito? Não seria melhor uma bateria? JÁ SEI, JOGA A TUA MÃE QUE DÁ CERTO! 🙂
  2. “Why So Serious?”. Criaturas de Energia é um nome muito ruim, o certo seria “PALHAÇOS DE LED”. Mentiroso. É suro, é jério. A maioria deles são uns comédia que brinca com qualquer coisa a qualquer momento. Quando jogar com uma Criat– Palhaço de Led, não se apegue as regras ou a seriedade da cena. O caos é inevitável, então você pode tirar os pés do chão de vez em quando.
  3. Qualquer Coisa. Você quer uma dica sobre a motivação dos palhaços? SEI LÁ, MANO, INVENTA QUALQUER COISA! ME DEIXA EM PAZ!

Dicas de Medo

Não se esqueça… nós não podemos compreender o Outro Lado. Em tese, a interpretação avançada das Criaturas de Medo consistiria na nossa concepção intrínseca, mas vaga, do Medo: o mistério e ao mesmo tempo a verdade por trás de tudo. Criaturas de Medo tomam ações enigmáticas vinculadas diretamente com o funcionamento do Outro Lado.

Portanto, em aventuras e contos associados diretamente com a entidade do Medo, os agentes da Ordem da Realidade não só podem como devem investigar a origem que desencadeou o início dessa história. Todavia, os personagens, e principalmente os jogadores, e ainda mais o narrador, deve compreender profundamente o fato de que, não importa o que os personagens consigam realizar, eles nunca irão desvendar todo o mistério por trás do Medo. 

E a única maneira de ter a capacidade de criar e contar uma história “indesvendável” do Medo é se você que lê essa publicação para narrar missões ainda mais marcantes no universo de Ordem Paranormal saber a verdade tudo sobre essa história. Ter plena consciência da solução e respostas de todos os mistérios do Outro Lado seria impossível… mas o Medo é impossível.


Caso você queira ler um pouco mais sobre os Elementos, clique aqui!


Bem, Srs. Veríssimos, terminamos a nossa reunião de hoje por aqui! Muito obrigado por lerem esta matéria até aqui e eu formalmente me despeço de todos vocês. Até uma próxima e nunca se esqueçam do nosso lema, Olhos Sempre Abertos!

Assinado por Comando Key.


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Adaptando de Clair Obscur para as suas mesas de Tormenta 20

Um conjunto de regras para trazer os combates de Cair Obscur para as suas mesas de Tormenta 20.

Clair Obscur Expedition 33, um dos jogos sucesso do ano!

Com sua história dramática e envolvente e carregada de tragédia pessoal. Os personagens muito bem desenvolvidos, com personalidades cativantes e relações interpessoais bem trabalhadas, carregam a motivação constante da narrativa. A mecânica de um RPG em turnos do jogo é agitada por dinâmicas que quererem comandos e atenção constante. E saber o momento correto de agir é a chave para o sucesso das batalhas.

Enfim, tudo isso com gráficos muito bem trabalhados e mapas extraordinariamente caleidoscópicos onde cada paisagem é única e, por assim dizer onírica. Não atoa todos que usufruem do jogo falam muito bem dele.

Hoje, entretanto, trouxemos algumas adaptações de regras. ferramentas para que possa renovar suas mesas de Tormenta 20 com a dinâmica de combate de Expedition 33.

Monstros não rodam ataque

Efetivamente, uma principais mecânicas de Clair Obscur é a dinâmica de jogo. O fato do jogador ter que acertar o momento preciso de dar o comando para que os personagens desviem dos ataques.

Portanto, para adaptar isso ao RPG, sempre que uma ameaça realiza um ataque contra os personagens ela não faz uma rolagem de ataque. Ao invés disso o personagem jogador é quem faz um teste de Defesa, que passa a ser a quarta perícia de proteção. Complementando Vontade, Reflexos e Constituição.

A perícia Defesa, ao contrário das demais, não possui um atributo relacionado a ela. Para balancear isso ela é baseada nos testes de nível, existentes, porém raramente usados no sistema. Além disso, todos os personagens são treinados em Defesa.

Portanto para fazer um teste de defesa o personagem rola: 1d20 + nível do personagem + bônus de treino* e compara o resultado com a CD dos ataques da ameaça, sofrendo o dano apenas se falhar no teste.

(*O bônus de treinamento é +2 do 1º ao 6º nível, +4 do 7º ao 14º nível e +6 do 15º nível em diante)

Armaduras, escudos e redução de dano

O bônus de Defesa, inicialmente é fornecidos por armaduras e escudos. Porém ele também podem vir de outras fontes.  Em qualquer dos casos, ele passa a ser somado na rolagem do teste de Defesa.

Habilidades ou magias que alterem o valor de defesa para um valor fixo, ao invés disso substituem o valor da rolagem do teste pelo valor em questão pela duração do efeito.

Redução de Dano não é alterada, continuando funcionando normalmente para mitigar o dano sofrido caso o personagem falhe no teste de defesa.

Elaborando a CD

Cada ameaça possui uma CD, uma classe de dificuldade, para definir quão difícil é os jogadores tentar desviar seus ataques.

Caso a ameaça possua alguma habilidade que tenha uma CD para ser resistida, use essa mesma dificuldade para os ataques. Do contrário você pode definir essa CD consultando nas tabelas encontradas no Manual de Criação de Ameaças do livro Ameaças de Arton na linha de respectivo ND.

Caso não possua esse livro, use a Classe de Dificuldade de testes de alguma outra ameaça de mesmo Nível de Desafio da que o grupo for enfrentar.

Esquivar ou contra-atacar

Existem duas formas de escapar dos ataques dos inimigos em Clair Obscur. A mais simples é a Esquiva, realizando o comando no momento correto você desvia do golpe evitando o dano. A outra é o Contra-ataque, onde além de se esquivar, evitando o dano, o personagem realiza um ataque contra o inimigo.

Para adaptar isso ao RPG de mesa temos uma nova mecânica, que é totalmente dependente da perícia Defesa que falamos acima, que são os Testes de Contra-ataque.

Testes de Contra-ataque

Toda vez que o personagem é alvo de um ataque, ele deve declarar se vai tentar um contra-ataque antes de rolar a perícia Defesa. A mestra então aumenta a dificuldade em +1 ou +2 por patamar da ameaça* como achar mais coerente pela cena, e pelo tipo de desafio proposto.

*(Os patamares são: iniciante, nível 4 ou menor; veterano, níveis 5 a 10; campeão níveis 11 a 16; lenda, níveis 17 a 20; e L+ que são ameaças épicas de níveis S ou S+.)

Se o jogador obtiver um sucesso ele pode usar uma reação para fazer um teste de Contra-ataque.

Um teste de contra-ataque é, em sua essência, uma rolagem de ataque, com algumas regras especiais:

  • O tipo de arma que o personagem estiver usando define o tipo de teste (luta ou pontaria), alcance do contra-ataque, e o dano causado caso ele consiga passar no teste.
  • O jogador não pode gastar PM neste ataque, mas o golpe ainda se beneficia de habilidades, poderes, itens ou magias que afetem os golpes de forma passiva/permanente.
  • Caso o personagem seja de uma classe conjuradora, ele pode optar por realizar um contra-ataque mágico. Nesse caso ele deve escolher uma magia que cause dano e que possa lançar no dia, o inimigo realiza o teste de resistência segundo a magia, e caso falhe, sofre 1 dado de dano para cada circulo de magia que o personagem possa lançar. O dado de dano e o tipo de dano são definidos pela magia escolhida, mas a ameaça não sofre nenhum efeito adicional que a magia causaria.

Equilibrando ameaças

É provável que com a nova mecânica de contra ataques os seus jogadores acabem atropelando os monstros sem sofrer um único dano e com uma velocidade gigantesca. Nesse caso recomendamos algumas sugestões para tentar mitigar isso:

Vida: aumente a vida da ameaça num valor de 10xND da ameaça.

RD: Dê as ameaças RD igual a sua ND, somando esse valor a qualquer Redução de Dano que ela já possua.

Ações adicionais. Para cada patamar acima do iniciante, as ameaças podem realizar uma ação padrão por rodada fora de seu turno, ao fim do turno de um jogador.

Ataque como reação. Após sofrer dano de um ataque de um personagem jogador, que não seja um contra-ataque, ela pode realizar um único ataque como reação. Ela pode fazer isso um número de vezes na rodada dependendo do seu patamar: iniciante 1, veterano 2, campeão 3, lenda 4 e L+ 5.

Clair Obscur para outros sistemas

Caso desejar saber mais sobre como adaptar o jogo para suas mesas de 3D&T temos dois artigos que vocês podem conferir, um apresentando as mecânicas básicas do jogo  e outro apresentando algumas mecânicas dos personagens do jogo, tudo adaptadas para 3D&T, vale a pena dar uma conferida.

Se já conhece o jogo mas quer assistir a uma gameplay diferente ou não queira jogar, mas gostaria de conhecer a história é possível assistir no canal do Ishiro_oninawa no YouTube onde ele platinou a história do jogo em uma serie de maratonas de 12 horas.


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Outros Deuses Menores e Mais Problemas Maiores – Área de Tormenta

No último financiamento coletivo Tormenta 25 anos. Tivemos um livro extra, o Guia de Deuses Menores. Nesse livro, somos introduzidos ao conceito de deuses menores. No Área de Tormenta de hoje, trazemos a parte dois de um texto anterior, Deuses Menores, Problemas Maiores, com mais alguns ganchos de aventura ligados aos deuses menores apresentados!

Disclaimer

Antes, para deixar claro: os ganchos feitos aqui NÃO são oficiais. O Movimento RPG não tem ligação com a Jambô Editora, e fãs criaram todos os ganchos deste material para outros fãs. Além disso, há spoilers dos romances de Tormenta, principalmente a Trilogia da Tormenta.

Outros Deuses Menores e Mais Problemas Maiores

Como explicamos no texto anterior, não é porque tem maior variância de poderes que deuses menores não vão ser problemas a aventureiros. Enquanto no texto anterior os ganchos abrangiam uma quantidade de divindades com status menor, neste texto vamos falar de deuses com Status Divino 3 a 4.

Deuses menores nesses patamares já tem seu culto reconhecido em reinos inteiros ou conhecidos fora de sua terra. Já tem alguma igreja ou culto organizado e representam conceitos e portfólios mais claros e abrangentes. Mas também incluem deuses criadores de raças inteiras, não criados por algum dos deuses maiores. Deuses criadores dos Hobgoblins estão presentes nessa lista, mas também deuses que tem seu culto compartilhado com a de outro deus maior, como uma divindade coligada, como o deus dos Machados ou o deus dos Escultores para os anões, também estão presentes aqui.

Jamais abandone a matilha.

Akok, deus dos Lobos

  • Adotado por Akok. Os aventureiros encontram um menino perdido dentro de uma floresta. Enquanto andam com ele buscando sua família, começam a ser perseguidos e atacados por uma alcatéia implacada de lobos. Os aventureiros não sabem, mas o menino foi adotado por aquela alcatéia.
  • Cães de Caça. Diversos cães de uma guarita de Deheon tem escapado de suas carrocinhas, ao encontrarem os cães, os aventureiros encontram eles em uma espécie de culto a Akok com outros lobos selvagens. Os próprios animais começaram um culto a Akok, como se fosse uma comunidade humana.
  • O Último Uivo. O próprio Akok aparece para os aventureiros, que pede auxílio para os jogadores resgatarem lobos de guarda dentro da Supremacia Purista, aonde Akok é mais fraco pelos cães serem vistos como armas, não como companheiros.
Espero que não a encontre em um dia entediada…

Anilatir, deusa da Inspiração

  • Abaixo a Opressão. Tex Scorpion Mako contrata os aventureiros para auxiliá-lo a derrubar uma célula cultista de Yasshara, a mando de sua amada, que tem corrompido uma aldeia nas fronteiras de Deheon.
  • Momento da Heroína. Anilatir aparece para os aventureiros, revelando um mapa para um covil de um dragão que morreu há muito tempo, para que consigam ir buscar os tesouros daquele dragão. O caminho é árduo, com armadilhas, encontros com monstros e células puristas e sszzaazitas. O covil do dragão fica em uma masmorra com mais desafios. Ao finalmente chegarem no covil, encontram novamente Anilatir, que revela ter arquitetado tudo, e agora chegou o desafio final: enfrentar o dragão, que ela mesmo invoca para enfrentar os aventureiros.
  • Momento da Vilã. Entediada em auxiliar, Anilatir resolve causar problemas. Ela move seus devotos para executar um ritual que fará um clone do maior herói caído de Arton: O Paladino de Arton. Cabe aos heróis impedir que um segundo Paladino corrompido seja feito.
Tá, talvez ela não seja assim…

Apis, deusa das Abelhas

  • Colmeias de Arton. Os aventureiros acabam esbarrando em uma das colmeias de Apis. Elas funcionam com masmorras gigantes, que não apenas produzem mel praticamente infinito, como também detém recompensas e itens oferecidos pelos seus devotos. Cada colmeia de Apis é única, mas explorá-la pode trazer atenção indesejada da deusa das Abelhas.

Ayllana, deusa das Sereias

  • Entrave Aquático. Nas repúblicas livres de Samburdia, no rio que atravessa Fross e Yukadar, diferentes cultos se julgam dignos de ter livre transação pelo rio, enquanto os demais devem pagar impostos pela travessia. O entrave acontece entre os devotos de Benthos, Marina, Nerelim, Oceano, Piscigeros e Tessalus. Os devotos de Ayllana dizem que as populações de sereias estavam naquela região desde sempre, portanto aquela região pertence a elas.
  • Enfrentar a Tempestade. Um Namasqall descontrolado tem destruído os lares de sereias residentes próximas a Khubar, preocupados, devotos de Ayllana pedem ajuda aos aventureiros para conterem o elemental enquanto eles executam um ritual para banir o elemental de volta ao Plano da Água.
  • Guerra Abaixo Mar. Com o sumiço de Oceano, a tensão entre o culto de  Ayllana e Tessalus aumentou mais ainda, se estiverem em alto mar, pode ser que acabem no meio de um embate entre as duas Igrejas enquanto buscam O Coração do Oceano.

Benthos, Dragão-Rei dos Mares

  • Chamado de Benthos. A Igreja de Khubar, voltada a Benthos, pede auxílio para derrotarem piratas que têm saqueado as ilhas de Khubar. Durante o confronto, se descobre que os ataques tem ocorrido por devotos de Kurur Lianth, que vão atrás dos clérigos que contrataram os aventureiros. Enquanto executam o ritual para impedir o ataque massivo dos piratas, os aventureiros devem segurar o avanço como podem.
  • Dragões Marinhos Revoltosos. Uma revoada de Dragões Marinhos pretendem tomar para si o culto de Benthos. Caçando aqueles que podem realizar o ritual que o invoca, um dos clérigos sobreviventes pede ajuda aos aventureiros para derrotar os dragões, apenas para descobrir que são dragões envolvidos com as Igrejas de Ayllana e Tessalus…
  • Feridas Atormentadas. O épico embate de Benthos contra o Dragão da Tormenta ainda ecoa pela mente do deus, que tem feito os mares de Khubar ficaram particularmente revoltosos. Temendo pelo bem estar de seu deus, a Igreja de Benthos pede ajuda aos aventureiros para que consigam a partitura da Canção de Beluhga, uma antiga música que a irmã cantava a Benthos, para que ele possa se acalmar.

Caerdellach, deus dos Unicórnios

  • Unicórnio Desaparecido. Os personagens resgatam um unicórnio capturado por uma célula Duyshidakk ou Purista. Esse unicórnio, assustado, deseja ajuda para voltar para o Refúgio dos Unicórnios.

Cette, deus dos Arqueiros

  • Deus Renascido. Após sua morte em Tamu-ra, alguns elfos afirmam ter visto a figura divina pedindo ajuda. Dizem que seu corpo deseja retornar, mas está sendo impedido pela Tormenta, enquanto outros deuses tentam auxiliá-lo. Mas os personagens ficam sabendo de um antigo ritual de Lenorienn que pode fazer a alma do deus escapar das queliceras aberrantes.
  • Templo Reconstruido. Em Lamnor, próximo a antiga Lenorienn, há um templo de Cette em ruínas que está sendo mantido por uma ínfima quantidade de elfos que desejam manter a arte da arquearia viva. E pedem ajuda para reconstruir o templo.
  • Arco da Tormenta. Um elfo corrompido pela Tormenta portando um arco e flecha movido pela matéria vermelha surge em Lamnor, os aventureiros são contratados para impedi-lo, para descobrir que estão enfrentando o deus dos Arqueiros, agora corrompido pela Tormenta. A igreja de Goharomm auxilia na luta contra ele.

Champar, deus dos Jogos

  • Champar Party. Os aventureiros acabam caindo em uma armadilha de um devoto de Champar. Uma dimensão paralela aonde devem participar de uma série de jogos e gincanas e coletar estrelas para sobreviver. Sim, é uma aventura baseada em Mario Party.
  • Hora do Duelo. Um antigo numeromante de Halak-Tur começou a invocar criaturas gigantesca usando cartas de um antigo carteado. Os aventureiros são convocados para auxiliar a recuperar essas cartas e impedir que caiam em mãos erradas.

Elrophin, deus da Vaidade

  • Feitos Vaidosos. Aleatoriamente, um devoto de Elrophin diferente aparece em cena e fala aos jogadores sobre um grande feito que tenha realizado. Como ter resgatado uma princesa, descoberto um tesouro perdido, matado um grande vilão necromante, etc… Quanto mais engajados os aventureiros estão com as histórias, mais verdadeiras elas parecem.
  • Rixa Vaidosa. Em algum momento, alguns dos jogadores pode falar que Elrophin não é tudo isso… Atraindo a raiva do deus menor (e seus devotos) atrás do grupo, exigindo que ele peça desculpas.

Goharom, deus dos Machados

  • Deus Renascido. Após sua morte em Tamu-ra, alguns anões afirmam ter visto a figura divina pedindo ajuda. Dizem que seu corpo deseja retornar, mas está sendo impedido pela Tormenta, enquanto outros deuses tentam auxilia-lo. Mas os personagens ficam sabendo de um antigo ritual de Doherimm que pode fazer a alma do deus escapar das queliceras aberrantes.
  • Templo Reconstruido. Em Zakharov, próximo de Yuvalin, há um templo de Goharom em ruínas que está sendo mantido por uma ínfima quantidade de anões que desejam manter a arte do machado viva. E pedem ajuda para reconstruir o templo.
  • Machado da Tormenta. Um anão corrompido pela Tormenta portando um machado controlado pela matéria vermelha surge em Arton Norte, os aventureiros são contratados para impedi-lo, para descobrir que estão enfrentando o deus dos Machados, agora corrompido pela Tormenta. A igreja de Cette auxilia na luta contra ele.

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Além disso, o MRPG tem uma revista! Conheça e apoie pelo link: Revista Aetherica.

Se liga na Área de Tormenta, o espaço especial dedicado apenas à Tormenta20 e o que remete a ele! E acompanhe também as outras sessões, por favor!


Texto e Capa:  Gustavo “AutoPeel” Estrela.
Revisão: Raquel Naiane.

Como o RPG Influenciou a Cultura Pop – Taverna do Anão Tagarela #181

Igor Detona, Jujubinha e João Paulo falam sobre Como o RPG Influenciou a Cultura Pop nessa taverna. Volte no tempo e entenda um pouco de quando e como a popularização do RPG modificou a forma que filmes, séries e desenhos são feitos. Desde referências em séries populares até um filme próprio de D&D.
A Taverna do Anão Tagarela é uma iniciativa do site Movimento RPG, que vai ao ar ao vivo na Twitch toda a segunda-feira e posteriormente é convertida em Podcast. Com isso, pedimos que todos, inclusive vocês ouvintes, participem e nos mandem suas sugestões de temas para que por fim levemos ao ar em forma de debate.

Portanto pegue um lápis e o verso de uma ficha de personagem e anote as dicas que nossos mestres vão passar.


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E-mail: contato@movimentorpg.com.br – Tem dúvidas sobre alguma coisa relacionado a RPG? Mande suas dúvidas para nosso e-mail.

Como o RPG Influenciou a Cultura Pop

‎Host: ‎‎Douglas Quadros
‎Participantes:‎ Igor Detona | Jujubinha | Douglas Quadros | Chikago
‎Arte da Capa:‎‎ ‎‎Raul Galli.‎

O Fim – Ecos do Movimento #002

Em “O Fim” você irá conhecer um jovem que apenas está buscando sua sobrevivência no fim do mundo. Mas será que apenas os zumbis são o perigo?

Caso queira ler o texto no site, clique no link a seguir:
https://movimentorpg.com.br/o-fim-historias-de-fogueira/


O Ecos do Movimento é um podcast mensal de contos curtos postado no último domingo de cada mês. Deixe seu feedback e ou mande seus contos para nossa analise e quem sabe ele pode ser publicado como um áudio drama.


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O Fim

Roteiro e Voz: Raquel Naiane.
Edição e Mixagem:
Senhor A.
Arte da Capa: Raul Galli.

Músicas: Music by from Pixabay

Quando Ninguém tem Objetivo – Aprendiz de Mestre

No último texto da coluna, falamos sobre o impacto narrativo de “Quando o Vilão Vira Aliado”, explorando como essa reviravolta pode enriquecer campanhas e abrir novos caminhos para os jogadores. No entanto, há situações em que o problema não está em um personagem específico, mas no grupo como um todo. Mestres muitas vezes se deparam com mesas em que os jogadores não possuem objetivo claro, e isso pode afetar diretamente o ritmo e a fluidez da campanha. Portanto, é essencial discutir estratégias criativas para lidar com grupos sem foco ou direção, ajudando-os a encontrar propósitos pessoais e coletivos, sem perder a imersão na narrativa.

Estabelecer um Chamado à Aventura Coletivo

Um recurso clássico é apresentar uma ameaça ou oportunidade que atinja todos os personagens igualmente. Por exemplo, uma cidade cercada por bandidos pode obrigar até o aventureiro mais distraído a agir. Esse tipo de objetivo comum cria unidade e estabelece um ponto de partida sólido, mesmo quando ninguém tem metas pessoais definidas.

Criar Conexões Pessoais com o Mundo

Personagens sem objetivos podem ser engajados por vínculos afetivos. Uma simples carta de um parente, pedindo ajuda, pode dar início a uma nova jornada. Da mesma forma, um amigo de infância envolvido em conspirações pode se tornar a faísca necessária para motivar o jogador a agir. Essa técnica mostra como as relações interpessoais podem guiar destinos dentro da trama.

Apresentar Consequências Visíveis da Inação

Quando os jogadores ficam indecisos, o mestre pode mostrar o que acontece se eles não se moverem. Talvez a aldeia próxima seja atacada, ou os inimigos fortaleçam suas defesas. Ao perceberem que a história não fica parada esperando por eles, os personagens sentem a urgência de agir. Assim, o jogo mantém o ritmo e evita longas pausas narrativas.

Recompensas Significativas e Personalizadas

Outro caminho é oferecer recompensas que dialoguem com o perfil de cada personagem. Um guerreiro pode receber a promessa de uma espada lendária, enquanto um mago pode ser atraído pelo acesso a uma biblioteca proibida. Esse direcionamento ajuda os jogadores a encontrar propósitos que se alinham ao estilo de seus heróis.

Utilizar Mistérios como Pontos de Engate

O desconhecido sempre desperta curiosidade. O mestre pode introduzir enigmas intrigantes, como uma torre que aparece apenas sob a luz da lua ou um artefato que reage à presença dos personagens. Esse tipo de estímulo atrai naturalmente a atenção e conduz os jogadores a um caminho narrativo mais definido.

Incentivar Objetivos de Grupo

Ainda que cada personagem tenha seus interesses, o mestre pode propor metas coletivas. Por exemplo, conseguir recursos para manter uma fortaleza ou conquistar a confiança de um reino vizinho. Esses objetivos partilhados reforçam a coesão do grupo e evitam que a narrativa se fragmente em muitas direções.

Dar Voz às Histórias Pessoais

Mesmo quando os jogadores não criam objetivos por conta própria, o mestre pode ajudá-los a desenvolver metas pessoais. Um personagem sem rumo pode receber um rival inesperado, uma dívida antiga ou até um segredo sombrio de seu passado. Esse detalhe narrativo desperta motivações individuais que se entrelaçam com o enredo principal.

Usar NPCs como Catalisadores

Os personagens não jogáveis podem desempenhar papel fundamental. Um líder carismático pode convocar os heróis para uma missão importante, enquanto um vilão astuto pode manipular o grupo a seguir um caminho conveniente. Quando bem trabalhados, os NPCs atuam como guias sutis que ajudam a manter a história em movimento.

Trabalhar com Marcos de Curto Prazo

Objetivos longos podem parecer distantes demais, especialmente para jogadores indecisos. Nesse caso, o mestre pode criar metas rápidas e alcançáveis: escoltar um mercador até a próxima vila, resgatar um refém ou coletar informações em uma taverna. Essas pequenas vitórias dão sensação de progresso imediato e ajudam a recuperar o ritmo da mesa.

Conversar Fora da Mesa

Por fim, é válido lembrar que nem sempre o problema é narrativo; às vezes, é comunicacional. Uma conversa franca fora da sessão pode esclarecer o que os jogadores esperam do jogo. Ao alinhar expectativas, o mestre entende se o grupo busca uma campanha épica, uma aventura descontraída ou apenas momentos de socialização. Essa troca evita frustrações e fortalece o propósito coletivo.

Conclusão

Quando nenhum personagem tem objetivo, a campanha pode perder intensidade, mas isso não significa que o jogo esteja condenado. Ao adotar estratégias criativas, desde o uso de recompensas personalizadas até o incentivo a metas coletivas, o mestre transforma a indecisão em oportunidades narrativas. Além disso, o diálogo direto com os jogadores garante clareza e engajamento. No fim, lidar com grupos sem foco é uma arte que exige paciência, flexibilidade e imaginação. Afinal, até a ausência de direção pode se tornar o ponto de partida para aventuras inesquecíveis.

PARA MAIS CONTEUDO DO MESTRE BROTHER BLUE

Colabore com seus jogadores em Mythwoven

E aí pessoal, tranquilos? Hoje falaremos sobre Mythwoven, um suplemento de RPG trazido pela Odyssey e escrita por Brett Moore que está em financiamento coletivo e que já atingiu a meta básica.

Mythwoven é um suplemento de construção de mundos que pode ser utilizado cooperativamente ou apenas pelo mestre. Ele é focado na criação e desenvolvimento de um povoado para servir como uma base para o grupo.

Como pode servir para múltiplos gêneros, o mestre, também pode utilizar o suplemento para a construção de alguma vila, cidade ou base lunar que será a próxima parada para o grupo. Entretanto as regras serão melhor aproveitadas se toda a experiência criativa for compartilhada forjando, assim, uma mais profunda conexão entre os jogadores e o mundo de seus personagens.


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Verdades & Segredos – Taverna do Anão Tagarela #180

Igor Detona, Jujubinha, Douglas Quadros e Chikago falam sobre Verdades & Segredos nessa taverna. Venha saber um pouco mais sobre esse íncrivel RPG narrativo, baseado em novela brasileiras, que usa cartas ao inves de dados. Entenda a versatilidade desse projeto para criar dramas inacreditáveis por meio da narrativa compartilhada, onde os personagens são os protagonistas da trama. E saiba mais sobre os bastidores e detalhes por trás do financiamento coletivo.
A Taverna do Anão Tagarela é uma iniciativa do site Movimento RPG, que vai ao ar ao vivo na Twitch toda a segunda-feira e posteriormente é convertida em Podcast. Com isso, pedimos que todos, inclusive vocês ouvintes, participem e nos mandem suas sugestões de temas para que por fim levemos ao ar em forma de debate.

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Verdades & Segredos

‎Host: ‎‎Douglas Quadros
‎Participantes:‎ Igor Detona | Jujubinha | Douglas Quadros | Chikago
‎Arte da Capa:‎‎ ‎‎Raul Galli.‎

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