Transforme Falhas – Aprendiz de Mestre

Depois de entendermos como reconstruir uma campanha Após o Desastre, surge um passo igualmente importante dentro da prática de mestrar: aprender a lidar com as falhas que acontecem durante o jogo. Afinal, mesmo quando a mesa está alinhada e o ritmo funciona bem, erros críticos, decisões ruins e derrotas inesperadas ainda fazem parte da experiência. No entanto, a forma como esses momentos são narrados define se eles vão gerar frustração ou se vão se transformar em cenas memoráveis.

Portanto, para transformar falhas, o mestre precisa saber utilizá-las como ferramenta narrativa. Em vez de ridicularizar personagens ou expor jogadores, é possível transformar esses momentos em oportunidades de drama, crescimento e aprofundamento da história. Assim, cada erro deixa de ser um tropeço e passa a ser um ponto de virada.

Em muitos sistemas de RPG, falhar é inevitável. Dados são rolados, decisões são tomadas sob pressão e nem sempre o resultado favorece os personagens. Ainda assim, o problema não está na falha em si, mas na forma como ela é apresentada. Quando uma falha vira piada constante ou humilhação, o envolvimento do jogador diminui. Por outro lado, quando ela é tratada com peso narrativo, a história ganha profundidade.

Nesse sentido, o objetivo não é proteger os personagens do erro, mas sim garantir que cada falha contribua para a narrativa de maneira significativa e respeitosa.

Descreva a falha como consequência, não como incompetência

Quando um personagem falha, a narrativa ganha muito mais força quando você enfatiza o contexto em vez de diminuir diretamente a capacidade dele. Em vez de dizer que o guerreiro “errou feio”, faz muito mais sentido mostrar que o adversário antecipou o movimento com precisão ou que o terreno, naquele momento, dificultou a ação de forma decisiva.

Dessa forma, o personagem continua sendo visto como competente, mesmo diante de um resultado negativo e, ao mesmo tempo, a história se aprofunda e mantém sua coerência.

Use o ambiente para justificar o resultado

O cenário pode, de maneira direta, enriquecer a falha e dar mais sentido ao que acontece em cena. Um arqueiro que erra o disparo, por exemplo, pode ser afetado por vento forte, iluminação precária ou até pelo movimento inesperado do alvo naquele instante. Dessa maneira, a falha se conecta ao mundo e deixa de parecer um erro isolado ou desconectado da narrativa.

Além disso, o ambiente passa a atuar ativamente na cena, contribuindo para o desenvolvimento da história e reforçando a sensação de um mundo vivo.

Transforme falhas em novas oportunidades

Uma falha não precisa encerrar uma ação; pelo contrário, ela pode abrir caminhos inesperados e interessantes. Quando o personagem tenta arrombar uma porta e falha, por exemplo, ele pode chamar a atenção de guardas próximos, o que imediatamente cria uma nova cena carregada de tensão.

Nesse contexto, o erro deixa de interromper o andamento e passa a impulsionar a história, permitindo que a narrativa siga em movimento em vez de travar.

Valorize o risco assumido pelo jogador

Quando um jogador toma uma decisão ousada, a falha não deve, em nenhum momento, apagar essa coragem. Pelo contrário, a narrativa se fortalece quando destaca a tentativa, mostrando com clareza que o personagem arriscou algo realmente importante naquele instante.

Dessa forma, o foco permanece na intenção por trás da ação e não apenas no resultado final, o que mantém o peso dramático e valoriza a escolha feita.

Evite humor que diminui o personagem

Embora o humor tenha seu espaço dentro da mesa, ele precisa ser usado com cuidado. Transformar toda falha em piada pode, com o tempo, quebrar o tom da campanha e afastar o jogador da experiência.

Por isso, o equilíbrio entre leveza e respeito deve ser mantido, garantindo que o humor complemente a narrativa em vez de enfraquecê-la.

Mostre consequências, não punições

Existe uma diferença clara entre consequência e punição. Enquanto a consequência surge naturalmente da narrativa, a punição costuma parecer arbitrária e desconectada. Se um personagem falha ao negociar, por exemplo, o preço pode aumentar ou a confiança pode diminuir.

Dessa maneira, o mundo reage de forma coerente e orgânica, sem transmitir a sensação de que o mestre está castigando o jogador.

Permita recuperação dentro da própria cena

Nem toda falha precisa ser definitiva. Em muitos casos, o personagem pode tentar se recuperar rapidamente dentro da própria situação. Um mago que perde o controle de um feitiço, por exemplo, pode redirecionar parte da energia, evitando um desastre maior.

Assim, a cena se mantém dinâmica, enquanto a frustração não se prolonga de forma desnecessária.

Conecte falhas ao desenvolvimento do personagem

Falhas podem, e devem, marcar o crescimento do personagem ao longo da campanha. Um erro cometido no início pode influenciar decisões futuras, criando um arco de aprendizado consistente e interessante.

Com isso, o erro deixa de ser isolado e passa a carregar significado contínuo dentro da narrativa.

Use falhas para revelar informações

Uma tentativa malsucedida não precisa resultar apenas em fracasso. Muitas vezes, ela pode revelar algo novo e relevante. Um teste social falho, por exemplo, pode expor uma mentira, um segredo ou até uma intenção oculta de um NPC.

Assim, mesmo sem sucesso direto, o jogador ainda recebe informação útil, o que mantém o engajamento ativo.

Dê peso emocional às derrotas importantes

Quando uma falha acontece em um momento crucial, ela precisa carregar impacto real e imediato. Uma derrota em combate, por exemplo, pode deixar marcas físicas e emocionais, além de transformar a maneira como o personagem passa a enxergar o mundo ao seu redor.

Nesse contexto, o drama ganha força, sustenta a narrativa e, ao mesmo tempo, constrói momentos verdadeiramente memoráveis dentro da campanha.

Conclusão

Falhas não encerram a narrativa; pelo contrário, elas sustentam uma parte essencial dela. Quando o mestre decide narrá-las com respeito, criatividade e intenção, ele transforma cada erro em uma oportunidade concreta de aprofundar a história e fortalecer a conexão com os personagens. Além disso, os jogadores passam a enxergar o risco como algo interessante e estimulante, em vez de tratá-lo como algo que precisa ser evitado a qualquer custo.

No fim das contas, campanhas memoráveis não surgem apenas de sucessos, mas também dos erros que moldam o caminho. E, quando o grupo trata essas falhas com o devido cuidado, elas deixam de gerar frustração e passam a marcar a mesa como alguns dos momentos mais intensos, envolventes e significativos da experiência.

PARA MAIS CONTEUDO DO MESTRE BROTHER BLUE


Caso compre nas lojas de algum de nossos parceiros aproveite nossos códigos promocionais:

Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo Pix ou através do Catarse.

Dessa forma, conheça nosso serviço, o Lendas de Cerração, e escolha qual é o melhor benefício para você. Inclusive sendo um Patrono do Movimento RPG com benefícios exclusivos, como participar de mesas especiais em One Shots, de grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG!

Ou então, apoie nossa revista digital, a Aetherica, através deste link! Ela também traz contos e novidades para você!

Wilderfeast RPG – Guia de Criação de Personagem

Feras e monstros vagueiam pela Terra Una, rugindo enquanto protegem seus filhotes e caçam para se alimentar. E você não é tão diferente deles. O banquete selvagem se aproxima, em Wilderfeast RPG.

Wilderfeast é um RPG sobre caçar, comer e se tornar monstros enquanto protege o mundo e os monstros dos quais você se alimenta, e está disponível no site da Capycat Games.

Já temos aqui no Movimento RPG vários artigos de nossos colegas falando sobre o assunto. Possuímos resenhas, artigos apresentando o mundo de Palanthen e o cenário de jogo, uma nova área para você desbravar em seus jogos dentre vários outros temas. Portanto hoje vamos focar no passo a passo da criação de personagens.

Antes de tudo, algumas regras

Estilos e Habilidades

Estilos são basicamente os atributos dos personagens, enquanto as Habilidades são o equivalente as perícias. Ao fazer um teste, você combina um Estilo com uma Habilidade para definir como sua rolagem será feita, quais e quantos dados vai usar e qual seu grau de sucesso.

Existem 4 estilos (Ligeiro, Poderoso, Preciso e Sagaz) e a quantidade de Níveis que você possui em cada um deles (que varia de 1 a 5) define quantos D6 você usará em rolagens de Testes com aquele Estilo.

Enquanto os Estilos definem a quantidade de dados no teste, as Habilidades lhe fornecem um bônus numérico (que varia de 0 a 3) a ser somado no teste que a utilizar.

Basicamente enquanto a Habilidade determina o que você pretende fazer, o Estilo diz como você pretende fazer.

A Habilidade Agarrar, por exemplo, serve para “segurar firme, agarrar criaturas ou objetos”, e você pode combiná-la com diversos estilos dependendo da forma como pretende conduzir a narrativa. Pode fazer um Agarrar Ligeiro se você for uma pessoa ágil e que pretende imobilizar a criatura antes que ela aja, ou um Agarrar Sagaz para usar seu conhecimento da anatomia e pressionar os pontos sensíveis do corpo.

Utensílios, Traços e Técnicas

Em Wilderfeast você joga com um feral um personagem que protege o mundo cuidando, defendendo e caçando feras selvagens e, ao se alimentar delas, adquire parte de suas características.

Uma ferramenta crucial para que seu personagem cumpra essa missão é seu Utensílio, um instrumento culinário feito de um metal especial chamado arkaicaço que você usa para cozinhar e para lutar. Esse Utensílio é mais do que um item, ele faz parte da identidade do seu personagem definindo seu estilo de combate e parte de sua própria personalidade.

O livro apresenta 6 opções diferentes (Barbante, Cutelo, Espeto, Luvas, Maçarico e Panela). E ao escolher uma delas, além de obter o item em si, você define os valores dos seus Estilos, e recebe um conjunto básico de Técnicas relacionadas a ele e algumas opções narrativas que funcionam como guias para a personalidade do seu feral.

Traços são qualidades que tornam ferais e criaturas únicos, definindo suas peculiaridades. Todo Traço tem um efeito mecânico explícito, mas é possível usá-los em outra situações desde que você explique como e de forma coerente com a narrativa.

Mas o que são as Técnicas? Elas são Traços especiais, em geral relacionadas ao seu Utensílio. Você já começa com algumas Técnicas Iniciantes e outras podem ser adquiridas ao decorrer da campanha.

Criando um Feral

Explicados essas regras básicas, vamos agora a um exemplo prático. Vamos criar um feral seguindo  o passo a passo orientado na página 40 do livro básico de Wilderfeast, explicando cada etapa e usando as tabelas disponíveis em cada uma delas.

O nosso conceito inicial do nosso personagem será um feral que cresceu em um clã de jangadeiros que viajava pelo litoral do continente e pescava no mar.

Passo 1 – O Utensílio

A primaria coisa que temos que escolher é o utensílio, pois ele determina muito de como será nosso personagem. Nosso feral vivia lidando com redes de pesca, caniços, e cordames de jangadas, então faz sentido que ele tenha mais afinidade com o Barbante.

Sua descrição completa se encontra na página 14, mas para esse personagem nossas escolhas serão:

Estilos: 3 Ligeiro, 2 Sagaz, 1 Poderoso e 1 Preciso.

Técnica Iniciante de Barbante:

Rédea Curta. (custo: 3 de vigor) Escolha entre puxar a si mesmo 1 Pernada em direção a uma criatura, ou puxar um parça 1 Pernada para mais perto de você.

Armadilha. (custo: 2 ações) Faça um teste de MANUFATURAR SAGAZ. Se passar na próxima vez em que uma criatura hostil se Mover em sua direção em vez disso, ela sofre [A] Dano à Parte e não pode se Mover até o início do seu próximo turno.

Essas duas técnicas servem bem para representar a experiencia com cordas do nosso personagem, respectivamente a pesca com caniços e molinetes e com o uso redes, tarrafas e outras artimanhas de pesca.

Por fim temos que escolher algo que somos, e algo que nos esforçamos para ser. Nosso personagem é flexível, e se esforça para ser sábio.

Passo 2 – Nossa Especialidade

Existem centenas de monstros e feras na Terra Una, as especialidades são categorizações que foram criadas para agrupar criaturas que compartilhem características em comum. Cada feral precisa escolher uma Especialidade, que representa quais tipos de monstros ele possui maior conhecimento sobre, e mais maestria em sua caça.

Aqui nossa escolha não tem como ser outra senão Peixeiro.

Cada especialidade possui uma lista de Traços, ao escolher uma ganhamos dois Traços, um que é da especialidade escolhida e um segundo que pode ser da mesma ou de outra. No nosso caso vamos escolher Choque Elétrico e Ecolocalização.

Choque Elétrico. (custo: 2 Ações) Faça um CHAMAR LIGEIRO. Se passar cada Criatura a até 1 Pernada sofre [A] de Dano e fica Atordoada.

Ecolocalização. (custo: 1 sucesso em CHAMAR) Uma criatura a sua escolha fica Exposta.

Ambos os Traços permitem aplicar condições nos nossos inimigos, o que consolida nossa função de debilitador (debuffer) do grupo.

Além disso, como toda origem nos ganhamos uma relação próxima com um monstro. Dentre as opções listadas vamos escolher o Comprido. Um varithan brincalhão que não come nada a menos que façamos uma brincadeira com a refeição.

Passo 3 – Origem

A construção da origem de um feral aborda três momentos de sua vida: sua Criação, sua Iniciação e a Ambição do feral. Cada uma delas constrói um pouco mais da identidade do personagem.

Criação

Ao Escolher a sua criação você não menciona sua história, mas um prato que marcou seu passado. Além desse prato de fornecer +1 em uma Habilidade relacionada, ele também fornecerá um Ingrediente Típico e um Tempero Típico, embora nesse primeiro momento eles sejam apenas narrativos. Você reabastece esses materiais durante o seus Recessos, as cenas em que o grupo decide descansar, e pode usá-los como base para seus pratos durante o preparo dos Banquetes.

Considerando o conceito do nosso personagem, o nosso prato será o Peixe Salgado. Afinal não adianta saber pescar se não soubermos preservar a comida. Esse prato nos dá +1 AGARRAR.

Os nossos ingrediente e tempero podem ser próximos da realidade ou algo mais fantástico. Nesse caso vamos dizer que o nosso Ingrediente Típico será o Atum-costeiro-gigante, uma espécie de atum de escamas esverdeadas que pode atingir até 6 quilos. E o nosso Tempero Típico será o próprio Sal da Enseada, quando a mare abaixa alguns recifes de corais ficam expostos e a evaporação faz com que esse sal se acumule e possa ser coletado.

Iniciação

Um banquete feral é um ritual místico que transforma quem o realiza, sua iniciação fala não sobre o prato em si, mas sobre as circunstancias que o levaram a realizar seu primeiro banquete e se transformar em um feral. Usando a tabela apresentada na página 29 do livro base de Wilderfeast vamos escolher a seguinte;

Com sua cria no colo. Depois de matar um monstro em frenesi, você jurou acolher e criar sua cria recém órfã. (+1 CHAMAR)

Esse monstro em frenesi era um varithan que estava atacando as jangadas do clã, e seu filhote é o Comprido, o monstro da relação próxima da nossa Especialidade. O nosso personagem o cria com carinho, e quando tem que fazer suas caçadas em terra firme ele deixa o Comprido aos cuidados do clã até que retorne.

A Ambição

Ferais são pessoas como quaisquer outras, com qualidades e defeitos. Aqui não falamos do passado, mas do futuro. A pergunta é sobre o prato que o seu feral mais deseja comer, o porque e o que está em seu caminho?

No nosso caso, vamos definir que o prato do nosso personagem se trata de um fruto do mar raro, um molusco que era comum na região, mas que acabou desaparecendo. Então, nosso objetivo é encontrar essa criatura, para comer esse prato mais uma vez e, se possível, cuidar par reintroduzi-lo de volta à costa onde vive o clã.

Assim como a Criação e a Iniciação, aqui ganhamos um bônus em uma nova Habilidade, e já que estamos em busca desse molusco raro, vamos escolher +1 PROCURAR.

Passo 4 – Conexão

Aqui você vai escolher um dos pratos de sua origem e um dos seus Parças, um dos outros ferais, personagem de seus amigos na mesa de jogo, converse com ele e juntos definam o vínculo que vocês compartilham entre si através desse prato.

Matilha e Toques Finais

A parte referente a matilha se refere ao estilo de mesa e temática do seu grupo de jogo, por ser uma decisão coletiva de todos os envolvidos na mesa não temos como elaborá-la neste artigo.

Por último, resta o nome, ou nomes, a partir da página 36 o livro apresenta uma série de exemplos e origens e formas como os nomes são escolhidos na Terra Una. Mas como criamos um personagem litorâneo, vamos escolher usar o método dos Nomes Sen, que são compostos de um nome do Clã. E um seguido de um nome infantil, dado pela família ao nascimento da criança, ou nome de adulto, escolhido pela pessoa ao atingir a maioridade.

Nosso personagem se chamará Piarã Mayha. Sendo o primeiro o nome do Clã de nômades jangadeiros pescadores ao qual pertence, e o segundo o nome de adulto que escolheu para após realizar sua primeira caçada, e seu primeiro banquete feral.


Espero que consigam aproveitar esse guia para criar seus próprios ferais.

Chamem seus amigos para a caçada, e divirtam-se, nos banquetes selvagens de Wilderfeast RPG.


Caso compre nas lojas de algum de nossos parceiros aproveite nossos códigos promocionais:

Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo Pix ou através do Catarse.

Dessa forma, conheça nosso serviço, o Lendas de Cerração, e escolha qual é o melhor benefício para você. Inclusive sendo um Patrono do Movimento RPG com benefícios exclusivos, como participar de mesas especiais em One Shots, de grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG!

Ou então, apoie nossa revista digital, a Aetherica, através deste link! Ela também traz contos e novidades para você!


Wilderfeast RPG- Guia de Criação de Personagens

Texto e capa: Maykon Martins.
Revisão: Raquel Naiane.

Justas e Torneios Medievais – Santos Escritos

Justas são disputas medievais antigas em que um cavaleiro avançava em carga contra outro cavaleiro, visando derrubá-lo de sua montaria ou quebrar sua lança.

Nesse caso, a justa era uma das hastiludes (um termo genérico para diversos jogos marciais da Idade Média, que significava “Jogo da Lança”), e hoje, no Santos Escritos, vamos trazer estes jogos de lança para A Lenda de Ghanor RPG.

Os Hastilude

Boa parte das hastilude são parte de um torneio. Que incluem melee, combate “mano a mano”, disputas de força e precisão e justas.

Na nossa idade média do mundo real, muitos consideravam os torneios como perseguidos de fama pelos cavaleiros e uma ameaça a ordem pública.

No entanto, era um show amado pelas massas e muitas vezes serviam para honrar coroações, casamentos, nascimentos ou conquistas recentes, mas também apenas para o entretenimento do público.

Combate de justa

Justas

O tipo mais famoso de hastilude é a justa, que é um esporte praticado por cavaleiros montados que cavalgavam uns contra os outros. Isso porque, visavam causar a maior quantidade de dano a armadura do alvo ou derrubá-lo do cavalo.

Com isso em mente, uma justa deve ser praticado por dois cavaleiros com armaduras pesadas, lança montada (ou lança de justa, se tiver acesso ao Heróis de Arton) e em cima de uma montaria. E normalmente dura três rodadas.

Em cada rodada, os dois cavaleiros devem fazer investidas montadas e testes de ataque contra o outro alvo, tentando causar dano ou derrubá-los. Sendo que os cavaleiros que sofrerem dano, devem fazer um teste de Cavalgar CD 10 + 2 para cada 10 pontos de dano que sofreu, se falhar, cai do cavalo.

Depois de três rodadas, o cavaleiro que tiver sofrido mais dano ou tiver caído de seu cavalo, perde a justa.

Melee

Melee (ou mêlée ou melée), era um “torneio de massa”, era um combate simulado aonde dois times (seja a pé ou a cavalo) se chocavam em formação. A ideia era quebrar a formação e derrotar a equipe adversária.

Na sua mesa de RPG, uma disputa de melee é um combate comum entre dois lados. Use as regras de Guerra (Revista Dragão Brasil especial Ghanor) ou um combate normal.

Pas d’armes

Pas d’armes eram disputas realizadas por cavaleiros próximos a pontes ou portões de cidade. Para que um cavaleiro possa passar, deve vencer uma disputa ou combate contra o cavaleiro desafiante.

O combate dura 5 rodadas. O cavaleiro que estiver com menos PV ou que chegar a 0 PV primeiro, perde a disputa e deve voltar no dia seguinte.

Cavaleiro praticando o Quintain

Quintain

Também usado como treinamento para justas, porém são um percurso de treino em que o cavaleiro deve acertar um alvo e desviar do objeto.

Pode ser feito como um treinamento, com o cavaleiro fazendo três testes de Força ou Destreza com CD 10 + metade do nível. Se passar, como um benefício do treino, recebem +1d6 de acerto que pode usar para somar em um dos testes da próxima justa que participar.

Tupinaire

Uma versão alternativa da justa, pois ao invés de durar três rodadas e finalizar com o cavaleiro que cair ou sofrer mais dano ao fim da contagem, o duelo segue até que um dos cavaleiro seja derrotado. No caso e em termos de regra, quando chegar a 30% da sua vida primeiro.

Use as mesmas regras das Justas, mas os dois cavaleiros causam dano ao acertarem o oponente, o cavaleiro que chegar primeiro na quantidade de vida que equivale a 30%, é derrotado.

Aplicando Torneios Medievais a sua mesa

Torneios medievais são uma ótima oportunidade de trazer um frescor de certa tranquilidade e esporte na sua mesa. E claro, um torneio pode ser patrocinado por um nobre para demonstrar suas riquezas, e pode dar um certo valor de PP para um dos cavaleiros aventureiros.

Ou um bom lugar para se iniciar um mistério, ou colocar um cavaleiro misterioso aparecendo para desafiar os competidores.

Se baseie em histórias clássicas de literatura medieval, ou até mesmo histórias de WWE e outros esportes que tem narrativas de vilões e mocinhos.


Caso compre nas lojas de algum de nossos parceiros aproveite nossos códigos promocionais

Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo Pix ou através do Catarse.

Dessa forma, conheça nosso serviço, o Lendas de Cerração, e escolha qual é o melhor benefício para você. Inclusive sendo um Patrono do Movimento RPG com benefícios exclusivos, assim como participar de mesas especiais em One Shots, de grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG!

Ou então, apoie nossa revista digital, a Aetherica, através deste link! Ela também traz contos e novidades para você!

Se liga na Área de Tormenta, o espaço especial dedicado apenas à Tormenta20 e o que remete a ele! E acompanhe também as outras sessões, por favor!


Texto e Capa:  Gustavo “AutoPeel” Estrela.
Revisão: Raquel Naiane.

Centavos Macabros – Taverna do Anão Tagarela #198

Douglas Quadros, Jujubinha e Ettore falam sobre Centavos Macabros nessa taverna. Venha saber um pouco mais sobre esse RPG de mistério e investigação, entenda suas semelhanças e diferenças com Sherlock Holmes RPG e conheça as características únicas desse sistema.

A Taverna do Anão Tagarela é uma iniciativa do site Movimento RPG, que vai ao ar ao vivo na Twitch toda a segunda-feira e posteriormente é convertida em Podcast. Com isso, pedimos que todos, inclusive vocês ouvintes, participem e nos mandem suas sugestões de temas para que por fim levemos ao ar em forma de debate.

Portanto pegue um lápis e o verso de uma ficha de personagem e anote as dicas que nossos mestres vão passar.


Links:

Conheça nosso Patronato
– Seja um Padrim do Movimento RPG
– Assine o Picpay e ajude o site


E-mail: contato@movimentorpg.com.br – Tem dúvidas sobre alguma coisa relacionado a RPG? Mande suas dúvidas para nosso e-mail.

Centavos Macabros

‎Host: Douglas Quadros.
‎Participantes:‎ Douglas Quadros | Jujubinha | Mateus Herpich | Gustavo Estrela
‎Arte da Capa:‎‎ ‎Raul Galli.‎

Os Bons Costumes – Resenha

Os Bons Costumes é um RPG de Horror Folclórico (ou Folk Horror) do Brasil pela Editora Nozes Game Studio. Idealizado pelo estúdio Rascunho, está sendo lançado, em 2026.

Ritualistas envolvidos na sua criação, até onde nossa investigação conseguiu apurar:

  • Escrito por: Fábio Campelo.
  • Revisão: Leonardo Dionizio e Alexander Santiago.
  • Edição: Nozes Game Studio.
  • Ilustração: Ajhart Studios, Rudez Studio, Yakubovicth, Katya, Kribbox Studio, Edignwn Graphic, Yermia Santiago.
  • Capa: Kim Holm.
  • Diagramação: Leonardo Dionizio.

Os Bons Costumes – Ficha Técnica

 

  • Editora original: Editora Nozes Game Studio;
  • Selo Rascunho: estúdio criativo, voltado ao desenvolvimento de RPGs acessíveis, padronizados e de fácil entrada, pensados tanto para quem está chegando ao hobby (fiquei na dúvida quanto a isto para este RPG específico) quanto para jogadores mais calejados que buscam novas experiências sem curvas de aprendizado excessivas.
  • P&B — 38 páginas;
  • Sistema Odisseia.

O que você precisa para jogar Os Bons Costumes (ou oBC, para os íntimos)

Você precisa de 2 dados de 6 faces e um dado com 12 faces (ou você pode usar um aplicativo de simulação de dados), papel e lápis. E o livro de regras, claro.

Sistema? O já citado Odisseia: Role 1d12, compare o resultado à dificuldade contra um número-alvo resultante da soma do atributo + proficiência + aptidão. Em casos específicos definidos pelo narrador, pode-se somar qualquer bônus à situação aplicável à RT (Rolagem de Tarefa).

O que você pode ser em “Os Bons Costumes”

Um humano “comum”, com um arquétipo básico:

  1. Armipotente;
  2. Sobrevivente;
  3. Artesão;
  4. Bilontra;
  5. Devoto;
  6. Erudito;
  7. Desportista;
  8. Gatuno.
  • Com 4 atributos básicos:

  1. Físico (FIS) = força física, resistência.
  2. Habilidade (HAB) = mobilidade, precisão.
  3. Poder (POD) = personalidade, espírito, vontade.
  4. Cognição (COG) = memória, inteligência.
  • Depois de definir atributos, escolha as proficiências como por exemplo: 

  1. Armas Corpo-a-corpo – Habilidade para combater utilizando armas brancas (lâminas, porretes, espetos, etc.).
  2. Ataque à Distância – Habilidade para combater utilizando armas de disparo ou armas de fogo (arcos, bestas, zarabatanas, armas de fogo, etc.).

Entre muitas outras…

E mais ainda, aptidões:
  1. Beligerancia;
  2. Empático;
  3. Especialista; e
  4. muitas outras.

Ainda tem vantagens:  generalista, hipermnesia (parece um palavrão, eu nem sabia que essa palavra existia), e muito mais.

O Tabu local e o jogo

Temos também bastante leitura para o mestre, aqui chamado de “Narrador”, com orientações e dicas sobre:

  1. Feitiços;
  2. Equipamentos;
  3. Regras de combate.

Temos um capítulo específico para o narrador, inclusive com 10 dicas, explicando as 2 opções de protagonismo, (Estrangeiros ou Nativos), oponentes,  (Animais ou humanoides)e até mesmo criaturas míticas.

Pontos fortes de Os Bons Costumes

Achei a criatividade de transformar filmes e livros de folk horror em RPG, simplesmente FENOMENAL. 

Achei ótimo os capítulos iniciais, que cuidam mais da ambientação, com exemplos imersivos, além de ter a leitura fácil e rápida.

As tabelas com as estatísticas de oponentes facilitam muito o trabalho.

Os “feitiços” são interessantes, muito voltados para a ambientação. São, em grande parte, rituais (ou talvez ritualísticos seja um termo melhor).

Entretanto, temos pontos fracos de Os Bons Costumes?

Eu discordo dos criadores do selo Rascunho quanto a ser acessível para iniciantes. Na verdade, este RPG me parece uma faca afiada para churrasco. Para quem sabe usar, vai fazer um ótimo churrasco.

Todavia, para quem não sabe, o risco de acidente consigo e com os outros, não é desprezível.

Os temas abordados requerem atenção, falando com segurança na sessão zero. E cuidado com gatilhos. Além de que acho essencial colocar um “não recomendável para menores de 16 anos”.

Um alerta para interromper a sessão com um sinal pré combinado, seria um ótimo acréscimo aqui. Eu chamaria o sinal de tabu.

Se você é iniciante no nosso querido hobby, tome cuidado.

Achei as regras para criação de personagens um tanto massivas, embora compensadas por agilidade nas rolagens de tarefa do jogo em si.

Finalmente, as ilustrações são boas, mas o fato de utilizar diversos artistas deixa as coisas um pouco estranhas, às vezes. Você tem de um lado uma ilustração com traços limpos, e por vezes, na mesma página, algo cheio de sombras e detalhes.

Também senti falta de uma aventura pronta.

Minha impressão pessoal

É um RPG com uma proposta original, em termos de preço, R$ 25,00 por um RPG físico completo de 38 páginas na pré-venda, (estamos em março de 2026), acho um ótimo negócio, desde que terror seja a sua praia. Mas, iniciantes, tenham cautela. Ah, por enquanto NÃO teremos PDF na compra. 

100% Do Brasil! pela Editora Nozes Game Studio. Clica na editora aí pra conhecer o RPG.

Claro, sinto falta de um modo Solo.

Mais uma vez, até breve, forasteiro, que sua curiosidade não te mate, como fez com o gato…

Temos outras resenhas, aqui no MovimentoRPG. Quer checar aqui? E nosso podcast, já conhece? Escuta aqui!


Caso compre nas lojas de algum de nossos parceiros aproveite nossos códigos promocionais

Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo Pix ou através do Catarse.

Dessa forma, conheça nosso serviço, o Lendas de Cerração, e escolha qual é o melhor benefício para você. Inclusive sendo um Patrono do Movimento RPG com benefícios exclusivos, assim como participar de mesas especiais em One Shots, de grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG!

Ou então, apoie nossa revista digital, a Aetherica, através deste link! Ela também traz contos e novidades para você!

Segurança e RPG – Aprendiz de Mestre

O RPG, ou role playing game é, como o próprio nome diz, um jogo de interpretação de papéis. As jogadoras interpretam personagens em uma história colaborativa, criando narrativas com base em regras e um cenário previamente definido. Seja pela mestra ou por terceiros, usando a imaginação, dados, mapas, livros, entre outros recursos.

RPG e seus papéis

Em um jogo de RPG existem muitas pessoas envolvidas. Primeiro temos a mestra, aquela que cria a história e ajuda a guiar as personagens pela aventura, nem sempre pelo caminho certo, é claro. 

Depois temos as jogadoras, ou como muitos chamam: as estrelas do jogo. São elas que dão vida aos personagens e fazem toda a história acontecer a partir das suas ações e decisões tomadas.

Os personagens criados pelas jogadoras costumam ter um background, ou seja, uma história de fundo, que conta sobre o seu passado, suas aventuras, sonhos, medos, desejos… Exatamente como jogadoras e mestra! 

Sim, cada pessoa da mesa tem uma história própria, com uma bagagem de experiências, conhecimentos, histórias vividas, medos e até alguns traumas. 

E cada um de nós é diferente do outro e uma experiência que para alguns é incrível, para outros pode ser um grande tormento! E é por isso que falar sobre Segurança no RPG é tão importante.

Segurança no RPG

Imagine que você está em uma mesa de RPG jogando seu sistema favorito, para fins de exemplo vamos usar Old Dragon! Você e seu grupo estão explorando uma mega dungeon, cheia de tesouros, monstros e segredos. 

A mestra então começa a narrar um encontro, vocês se preparam para uma possível batalha com um ciclope ou um ogro e de repente… a mestra coloca na mesa o animal que você mais teme. Pode ser qualquer um, uma cobra, uma aranha, até um pássaro. 

Você estava concentrada e agora está encarando na mesa uma miniatura do seu medo e por menor que seja aquela miniatura parece viva e parece olhar para você.


Para algumas pessoas a cena descrita acima é um verdadeiro filme de terror e não acontece apenas com fobias, mas também com traumas e situações preconceituosas, gerando um gatilho emocional. Mas espera, o que é um gatilho?

Gatilho

Um gatilho é um estímulo externo ou interno — como um cheiro, som, palavra, lugar ou pensamento — que desperta uma reação emocional ou comportamental intensa e automática em uma pessoa. Frequentemente associada a traumas, memórias passadas ou hábitos. Eles agem como “botões” que disparam sentimentos como raiva, medo, ansiedade ou alegria.

Tais gatilhos podem acontecer com qualquer pessoa, inclusive com a mestra, já que o gatilho em questão pode ser disparado por um jogador, ao inserir uma criatura ou situação desagradável. Tenho quase certeza que nenhum de nós quer passar por uma situação assim quando se dispõe a jogar um jogo, afinal o intuito é se divertir!

Então, para evitar que alguém acabe saindo da mesa por não se sentir bem nela, vamos falar sobre algumas ferramentas simples e que podem tornar a sua mesa muito mais saudável para todos os públicos.

A Sessão Zero

Antes de começar a história e dar vida aos personagens é importante realizar uma sessão zero, um momento de bate papo e troca de experiências e impressões entre mestra e jogadoras para falar sobre regras, ideias e principalmente limites. Essa conversa deve ser sem personagens, sem jogo rolando, apenas pessoas reais! 

A sessão zero é importante pois a base para as ferramentas de segurança é comunicação e confiança. É necessário um diálogo franco e respeitoso junto a uma cultura de confiança para elas funcionarem.

Como MJ, jogadora ou organizadora, você pode criar tal cultura ao deixar claro que cuidado e bem-estar de todos à mesa vêm antes do jogo ou da história. 

Isso pode ser feito ao ouvir efetivamente, oferecer acomodações e ferramentas de segurança, implementar ações quando necessário sem invadir (ninguém deve expor seus traumas como explicação), e checar ativamente se todos estão bem antes, durante e após um jogo.

Linhas e Véus

Vamos começar pela ferramenta mais fácil de ser implementada. Pegue papel e caneta (ou o celular, se estiver jogando online). Escreva “linha” de um lado e “véu” de outro. 

Linhas são limites sólidos, coisas que nem a mestra e nem as jogadoras querem encarar. Definir uma linha significa que aquele assunto não irá aparecer de forma alguma na mesa, são “limites intransponíveis” e ninguém pode cruzar essa linha.

  • Exemplos: Aranhas, Cobras, Abuso sexual…

Já o Véu significa algo que pode ser abordado na mesa, desde que seja “por baixo dos panos” ou em uma cena que escurece sem mostrar os detalhes do que acontece.

  • Exemplos: LGBTfobia, Ferir Animais, Sangue…

Tanto as linhas quanto os véus podem ser ajustados no decorrer do jogo.

Formulário de Consentimento

O formulário de consentimento pode ser criado pela mestra ou pode ser usado um modelo pronto da internet. Ele consiste em listar os diversos assuntos que podem surgir no RPG e que possam gerar algum gatilho. Classificando esses assuntos em 3 cores: vermelho, amarelo e verde, como um semáforo.

Todo assunto que for marcado como vermelho não deve ser abordado na mesa, assim como a linha. Já os marcados em amarelo, podem ser abordados, mas com atenção e cuidado, como o véu. Por fim, os assuntos marcados em verde são aqueles que a mesa concorda em abordar o assunto nas sessões.

Uma nota importante é que marcar o verde não significa defender o tema, e sim abordá-lo na mesa com o intuito de problematizá-lo.

Veja o exemplo abaixo:

PERGUNTA AMARELO VERMELHO VERDE
Aranhas
Demônios
Ferir Animais
Globos Oculares
Insetos
Nojeira
Ratos
Sangue

Além dessas duas existem várias outras ferramentas, cada uma com suas particularidades, as quais se adaptam a diferentes mesas e estilos de jogadoras e mestras. Independente da ferramenta escolhida, o importante é o cuidado com que determinados assuntos serão tratados e a preocupação das mestras e jogadoras para que todos possam se divertir.

É importante ressaltar que toda experiência pessoal deve ser tratada com seriedade, um medo ou um trauma não é brincadeira e nenhum dos assuntos deve ser abordado com zombaria. 

Lembre-se também que a ferramenta é como um contrato assinado entre todos na mesa e não pode ser desconsiderada. Quando alguém listar uma linha, véu ou marcar um assunto como vermelho ou amarelo, a pessoa não deve ser questionada e nem coagida a mudar sua lista. Todos os integrantes devem se sentir à vontade para estabelecer seus limites, isso sim é ter uma mesa segura e acolhedora.


Caso compre nas lojas de algum de nossos parceiros aproveite nossos códigos promocionais

Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo Pix ou através do Catarse.

Dessa forma, torne-se um Patrono do Movimento RPG e tenha benefícios exclusivos, como participar de mesas especiais em One Shots, de grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG!

Ou então, apoie nossa revista digital, a Aetherica, através deste link! Ela também traz contos e novidades para você!


Autor: Jessy.
Revisão: Raquel Naiane.

Morte Alternativa vs Desafiando a Morte em T20 – Dicas de RPG #195

Opa, aqui é Gustavo Estrela, o AutoPeel, e hoje vamos falar sobre diferentes formas de morrer em T20!
No livro Heróis de Arton, do sistema T20. Tem duas regras alternativas envolvendo a morte dos jogadores; Desafiando a Morte e Morte Alternativa. Hoje vamos analisar as duas, seus prós e contras, e o que você deve considerar quando usá-las no seu RPG!
… espero que eu tenha te ajudado de alguma forma, e agora eu passo o dado para o próximo mestre!

O Dicas de RPG é um podcast semanal no formato de pílula que todo domingo vai chegar no seu feed. Contudo precisamos da participação de vocês ouvintes para termos conteúdo para gravar. Ou seja, mande suas dúvidas que vamos respondê-las da melhor forma possível.

Portanto pegue um lápis e o verso de uma ficha de personagem e anote as dicas que nossos mestres vão passar.

Links:

– Conheça nosso Patronato
– Seja um Padrim do Movimento RPG
– Assine o Picpay e ajude o site
– Conheça mais Dicas clicando aqui.


E-mail: contato@movimentorpg.com.br – Tem dúvidas sobre alguma coisa relacionado a RPG? Mande suas dúvidas para nosso e-mail.

Morte Alternativa vs Desafiando a Morte em T20

Voz: Gustavo Estrela
Edição do Podcast: Senhor A
Arte da Capa: Raul Galli

Músicas: Music by from Pixabay

Ameaças de Skyfall para T20

Recentemente ficou disponível para compra o manual digital Skyfall RPG – O Mundo das Quedas. Um suplemento lançado pela Capycat Games, que diversos aspectos de Skyfall RPG para o sistema T20.

O suplemento é bastante completo, trazendo os pontos de catarse e as ancestralidades do jogo oficial de Skyfall, mas no arcabouço de regras de T20, mas nisso me veio um questionamento: como adaptar as Ameaças de Skyfall em T20?

Bem, é isso que vamos abordar hoje!

Opath e Arton tem monstros grandes esperando para serem derrotados!

Ameaças de Opath

Com o Ameaças de Arton, podemos ter alguma ideia melhor de como pegar monstros da 5e e do Skyfall (que usa algumas regras do mesmo), mas antes vamos entender com as Hierarquias e como elas equivalem em T20.

Hierarquias

Em Skyfall RPG, existem três tipos diferentes de Ameaças; Simples, Complexas Chefões.

Ameaças Simples x Ameaças Lacaios

A maneira como ameaças simples de Skyfall são descritas no livro, se aproximam muito mais de Capangas de T20, mas os capangas normalmente vem por habilidades de ameaças, então algumas (a sua escolha) podem ter habilidades que invocam esses tipos de ameaças. Um exemplo é a habilidade Servos do Dragão do Acólito de Kally (Ameaças, pág. 146).

Ameaças Complexas x Ameaças Solo e Especial

Ameaças Complexas são o mais próximo que uma ameaça “comum” de T20 seria, algumas podem até mesmo ser consideradas ameaças do tipo lacaio. Mas em sua esmagadora maioria serão SoloEspecial.

Ameaças Chefões x Ameaças Chefe Final

Ameaças Chefões e Ameaças Chefe Final provavelmente são as mais diferentes entre os dois RPG. Introduzido no Ameaças de Arton, os Chefões podem ser colocados em T20 de duas maneiras diferentes:

  • Como um tipo de Chefe Final, em que ele recebe os bônus de um Chefe Final normal e sua habilidade são as três iniciativas e se recuperar de uma condição ao final do turno (veja Skyfall RPG, pág. 441).
  • Criar um novo tipo de Chefe Final para cada Ameaça, em que ele não tem as habilidades diferentes do Chefão de Skyfall, mas um tipo diferente a sua escolha ou baseada em suas habilidades.
Centauro: Bruto e Cavalaria!

Arquétipos

Skyfall tem diferentes tipos de arquétipos que definem seus modos de lutar no campo de batalha. Não tem exatamente um equivalente, mas algumas coisas são sugestões;

Os Arquétipos Atirador, Bruto, Cavalaria e Líder normalmente serão Solo.

Arquétipos Coletivo normalmente são criaturas do tipo Enxame ou Bando, com um tipo equivalente ao seu papel.

Arquétipos Cavalaria, Defensor, Flanqueador e Sentinela serão ameaças Lacaio ou Especial.

Tipos

Os tipos de Skyfall são mais abrangentes, e alguns tem equivalências em T20. Normalmente os subtipos serão as ancestralidades das criaturas, mas as conversões são;

  • Animais. Feras;
  • Constructos. Constructos;
  • Espíritos. Celestiais, Elementais, Feéricos e Ínferos;
  • Humanoides. Gigantes e Humanoides;
  • Monstros. Dragões, Gosmas e Monstros;
  • Mortos-Vivos. Mortos-vivos. 

Criaturas do tipo planta normalmente vão entrar em algum tipo de criatura, como Humanoides ou Monstros, mas vão ter a habilidade Natureza Vegetal (Ameaças de Arton, pág. 17).

Tamanho

Os tamanhos de Skyfall e T20 são iguais, com exceção do nome do Imenso, que é equivalente a Colossal, mas o resto é igual.

Recarga

Skyfall e T20 tem dois tipos diferentes de uso de Recarga. A Recarga de Skyfall acontece quando o Mestre usa uma habilidade de recarga da Ameaça, e só pode usar novamente quando um jogador usa o ponto de catarse.

Em T20, as habilidades de Recarga só podem ser utilizadas novamente após cumprir alguma condição especifica, que podem ser usar uma ação especifica ou causar algum efeito.

Tá na hora de construir um monstro!

E quando vamos começar a converter?

Agora, mas o resto da ficha é um pouco mais complexo. Algumas habilidades das criaturas de Skyfall, mas outras precisam ser feitas do zero.

As perícias normalmente vão ser bem parecidas com seus equivalentes de outros sistemas D20, portanto a passagem é quase 1:1 com o que é explicado na Lista de Perícias de Skyfall RPG pág. 27. Mas vamos fazer uma ficha aqui como exemplo;

Tipos

Primeiro passo: verificamos seus tipos. Vemos que ele é um Monstro (quimera), Grande, Complexo (Bruto, Flanqueador).

Baseado nas informações de seu tipo, acredito que ele encaixa bem para ser um: Monstro, Grande, Solo.

Deslocamentos

Os deslocamento de Skyfall já são semelhantes ao de T20, sem maiores alterações.

Atributos

Como T20 não usa os valores de atributo, apenas os modificadores, pegamos apenas os valores do Bunyip, assim ele vira uma criatura com: FOR 4, DES 2, CON 3, INT -2, SAB 2, CAR -2.

Características e Perícias

Vida, RD e Resistências

Em Skyfall, o Bunyip tem 115 PV, RD 6 e é vulnerável a GÉLIDO e imune a ÁCIDO, ELÉTRICO e ÍGNEO. Além de ter Furtividade +3, Preparo Físico +3.

Para T20, a vida já está condizente com uma ameaça do seu ND, então não mexemos nela. Nem todas criatura em T20 terá redução de dano, mas no caso do Bunyip é interessante que tenha, mas vamos diminuir para 5, já que normalmente os bônus de redução de dano vem em múltiplos de 5 ou de 2, então para facilitar vamos deixar em RD 5.

Convertemos ele para uma criatura imune a dano ácido, eletricidade e fogo, vulnerável a frio. E nas perícias ele tem Furtividade +4, Atletismo +8.

Nesse caso estamos considerando que a ameaça é treinada em ambas as perícias, portanto Furtividade nos fazemos a conta como se fosse um personagem normal. Em T20 você não é obrigado a seguir a risca as regras de quanto de perícia uma criatura tem, portanto se achar que ela precisa ter um pouco mais, pode colocar que ela tem “habilidades escondidas” que somam mais nestes bônus.

Perícias

Para fins desta conversão, Furtividade +4 e Atletismo +8 está de bom tamanho.

Para as demais pericias, vamos ter um trabalho aqui baseado no que temos de informação da ficha até o momento: Iniciativa e Percepção nos fazemos o mesmo trabalho que com as demais perícias, imaginando o que a Ameaça seja treinada ou não. Considerando os status do Bunyip, eu diria que ele tem Iniciativa +4 e Percepção +4.

“Ué, eu jurava que a melhor perícia dele era Fortitude!”
Resistências

Fortitude, Luta, Pontaria, Reflexos, Vontade Vida são um pouco mais complexos, já que são as maiores variante das ameaças de T20. No geral, veja o mínimo que a ameaça pode ter e compare com as tabelas de ameaça que tem no livro básico (Tormenta20 JdA, pág. 323) ou no Ameaças pág. 382-384.

No caso do Bunyip, considerando o básico que ele deveria ter em todas essas perícias, deveria ser um total de; Fortitude +7, Luta +8, Reflexos +4 e Vontade +4 (Não há Pontaria porque ele não tem ataques à distância).

Comparando com a tabela do Ameaças para criaturas de seu ND, e entendendo a criatura, é interessante que Fortitude seja sua resistência mais forte, Reflexos sua média e Vontade a sua maior. Para aproximar a valores mais próximos, é interessante deixar como; Fortitude +17, Reflexos +9 e Vontade +6.

Não é uma regra escrita em pedra, mas após ter a média, baseado nos atributos, de quanto a criatura deveria ter em cada perícias de resistência, adicione +10 a que deveria ser a mais forte, +5 a que deveria ser a média e +2 a que deveria ser a fraca. Isso não vai funcionar em todos os cenários, mas é interessante para caso você queira adaptar rápido.

Defesa e Luta

Defesa, Luta Pontaria talvez sejam os mais discrepantes, já que normalmente é um valor que é pensado para acertar a Defesa dos aventureiros do mesmo nível que o ND da criatura. Considere seguir um valor mais próximo da tabela do que a criatura pode alcançar com seus valores de perícia base.

No caso de Defesa, seguir a media da tabela é um bom guia. No livro básico uma ameaça ND 5 normalmente tem 28 de Defesa, uma Ameaça Solo tem 24 de Defesa, vamos seguir com 24. Luta a média para o ND dele é 17, vamos manter o valor da tabela.

O dano médio da Bunyip é 14, para deixar algo mais próximo do dano médio que uma criatura de seu ND deveria ter, vamos aumentar o dano fixo para um pouco mais do que o dobro, ou seja, 2d10+7. Para o caso do dano de Arremessar ou Afogar, vamos somar o dano fixo dos ataques por causa da possibilidade dos dados de catarse.

Habilidades

Para as habilidades passivas no caso do Bunyip, o Bruto e Ataque Múltiplo nós podemos apenas adicionar na ficha sem descrevê-la, mas o efeito de Acerto do ataque é equivalente a habilidade Agarrar Aprimorado. Flanqueador vira Ataque Furtivo. Arremessar ou Afogar nós temos que alterar a maneira que é descrita para algo mais próximo do T20.

Ficha Finalizada

No fim, o Bunyip Afogador em T20 fica algo assim:

O Bunyip Afogador

Bunyip Afogador ND 5

Monstro, Grande, Solo
Iniciativa +4, Percepção +4
Defesa 24, Fort +17, Ref +9, Von +6, redução de dano 5, imune a ácido, eletricidade e fogo, vulnerável a frio.
Deslocamento 6m (4q), natação 15m (10q)
Corpo a Corpo Presas x2 +17 (2d10+7, 19)

Agarrar Aprimorado (Livre) veja Ameaças de Arton pág. 14 ou Tormenta20 JdA, pág. 228 (Bônus +19).
Arremessar ou Afogar
Se iniciar seu turno agarrando uma criatura, o Bunyip causa mais 3d6+7 pontos de dano de perfuração e arremessa a criatura em até 1d6 x 1,5m em uma direção a sua escolha.

Perícias. Atletismo +8, Furtividade +4
Tesouro Nenhum.


Caso compre nas lojas de algum de nossos parceiros aproveite nossos códigos promocionais:

Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo Pix ou através do Catarse.

Dessa forma, conheça nosso serviço, o Lendas de Cerração, e escolha qual é o melhor benefício para você. Inclusive sendo um Patrono do Movimento RPG com benefícios exclusivos, como participar de mesas especiais em One Shots, de grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG!

Ou então, apoie nossa revista digital, a Aetherica, através deste link! Ela também traz contos e novidades para você!

Além disso, o MRPG tem uma revista! Conheça e apoie pelo link: Revista Aetherica.

Se liga na Área de Tormenta, o espaço especial dedicado apenas à Tormenta20 e o que remete a ele! E acompanhe também as outras sessões, por favor!


Texto e Capa:  Gustavo “AutoPeel” Estrela.
Revisão: Raquel Naiane.

Parceria Retropunk & Jambô – Taverna do Anão Tagarela #197

Douglas Quadros, Jujubinha, Mateus Herpich e Gustavo Estrela falam sobre a Parceria Jambô e Retropunk nessa taverna. Venha saber do que se trata essa parceria entre as duas editoras, entenda um pouco mais sobre as mudanças internas que serão feitas e saiba como isso irá influenciar na experiência do consumidor dos produtos da Retropunk.

A Taverna do Anão Tagarela é uma iniciativa do site Movimento RPG, que vai ao ar ao vivo na Twitch toda a segunda-feira e posteriormente é convertida em Podcast. Com isso, pedimos que todos, inclusive vocês ouvintes, participem e nos mandem suas sugestões de temas para que por fim levemos ao ar em forma de debate.

Portanto pegue um lápis e o verso de uma ficha de personagem e anote as dicas que nossos mestres vão passar.


Links:

Conheça nosso Patronato
– Seja um Padrim do Movimento RPG
– Assine o Picpay e ajude o site


E-mail: contato@movimentorpg.com.br – Tem dúvidas sobre alguma coisa relacionado a RPG? Mande suas dúvidas para nosso e-mail.

Parceria Retropunk & Jambô

‎Host: Douglas Quadros.
‎Participantes:‎ Douglas Quadros | Jujubinha | Mateus Herpich | Gustavo Estrela
‎Arte da Capa:‎‎ ‎Raul Galli.‎

Black Troopers – Guia de Criação de Personagem

Neste RPG frenético de guerra espacial, sci-fi horror, ou ficção científica – a seu critério -, homo sapiens podem ser criados em 5 minutos, como soldados prontos para (e ansiosos pela) batalha! Trazido ao planeta Terra pela Editora Nozes Game Studio, recruta!

Se quiser ler nossa resenha sobre o RPG original, clica em Black Troopers – resenha. 

Mas agora, atenção ao treinamento, soldado! Isto pode salvar a sua bunda! Vamos pelo início, com nosso passo a passo:

Passo 1

Pegue um dado de 20 faces (ou D20, para os íntimos), ou use um app de simulação de dados.

Jogue o dado 3 vezes – acelerado! E olha na tabela de talentos. Digamos que os três resultados são: 3, 7 e 9. Isto nos leva aos 3 talentos: sapador, carniceiro, e blindado.

Passo 2

Escolha equipamentos para a missão! (Achou que íamos te mandar pra guerra desarmado? Nada disso!) Atenção para o kit básico de uma missão:

Arma principal, arma secundária, armadura, 5 cartuchos de munição, 3 itens de lista de equipamentos (sugestão: capacete especial, bota de salto, jetpack), um medicamento e um comunicador local (até 500 metros).

Passo 3 – Vem comigo!

Jogue um dado de 6 faces (ou 1d6), e some 10 pontos, para definir os pontos de vida, e para cada nível que o Trooper tiver, mais um dado de 6 faces é jogado. Fui claro como cristal, soldado?

Passo 4 – Acelerado, soldado!

Defina a matriz de ataque na tabela T2 do livro de regras, recruta! No seu caso, que acabou de chegar, seria nível zero! E a classe de armadura do alvo, é número que você precisa tirar num D20: A20, B19, C17, D15, E13! 

DEFINA a matriz de proteção, na tabela T3 do livro de regras, mais uma vez, como você é um novato cheirando a leite, seria nível zero! L14, B15, M16, E17, P18 – já percebeu que você precisa jogar um D20, certo?

Passo 5 – Hora de conferir armas e amadura!

Anote sua classe de armadura, e arsenal.

Black Trooper arsenal

Passo 6

Jogue um dado e escolha codinomes na tabela, ou escolha, e dê toques finais. Pronto!

Tudo certo para o seu alistamento, recruta! A grandeza e a glória te esperam, quando você quiser!

Pode vir para:

  • Editora original: Editora Nozes Game Studio;
  • P&B; Páginas: 80;
  • Formato: A5;
  • Capa: Couchê 250g;
  • Miolo: Offset 80g;
  • Sistema BXP.

Inspirado em livros, filmes e videogames, como Alien, o Oitavo Passageiro, Tropas Estelares, Doom, Quake, Duke Nuken, Dead Space, X-COM, etc.

Taxa de alistamento? Por este RPG completo, com bestiário incluído? Em 01/03/2026, você precisará pagar no livro FÍSICO R$64,90. Já com PDF INCLUSO! 

Mais uma vez, te vejo do outro lado, quando acordarmos do criosono, soldado! Como? Você é pacifista? Ninguém é perfeito, soldado, nem eu, inclusive, e também sou um pacifista convicto e contra a pena de morte. Mas se tiver de escolher entre a sua pele, e a de um Alien, prefiro salvar a sua carcaça, mil vezes, a deixar um Alien te matar. Entendido?

Agora, que Deus abençoe e ilumine você e seu pelotão, que sua escopeta sempre acerte o alvo, e que sua motoserra não seja necessária, mas lembre-se deste antigo ditado:

“É melhor escapar fedendo, do que morrer cheiroso!”

Espera, você também quer uma resenha completa? Se afirmativo, aguarde novas instruções no máximo até o próximo ciclo de translação completo.

Ah, a Editora Nozes deve lançar um suplemento com aventuras novas em breve. Atualizo esta postagem quando ocorrer. Até lá, é tudo…

Top Secret

Temos outras resenhas, aqui no MovimentoRPG. Quer checar aqui? E nosso podcast, já conhece? Escuta aqui!


Caso compre nas lojas de algum de nossos parceiros aproveite nossos códigos promocionais

Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo Pix ou através do Catarse.

Dessa forma, conheça nosso serviço, o Lendas de Cerração, e escolha qual é o melhor benefício para você. Inclusive sendo um Patrono do Movimento RPG com benefícios exclusivos, assim como participar de mesas especiais em One Shots, de grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG!

Ou então, apoie nossa revista digital, a Aetherica, através deste link! Ela também traz contos e novidades para você!

Sair da versão mobile