Brazil: Magia e Vapor – Resenha

Como filósofo e eterno apaixonado pelas narrativas que desafiam a nossa realidade, sempre acreditei que o RPG é a ferramenta suprema de empatia e exercício mental. E quando recebi em mãos (ou melhor, em PDF) o livro Brazil: Vapor & Magia, senti aquele arrepio de quem está prestes a descobrir um tesouro nacional.

Não estamos falando apenas de um jogo; estamos falando de uma carta de amor à nossa história, reescrita com a tinta do fantástico e o vapor das caldeiras. Preparem suas xícaras de café e ajustem seus óculos de proteção, porque vamos dissecar essa obra da Universo Simulado.

Brazil: Vapor & Magia – O Livro

Brazil: Vapor & Magia é uma obra idealizada e escrita pelo incansável Luiz Claudio Gonçalves, um nome que já carrega peso no cenário independente nacional. Publicado pela editora Universo Simulado, o livro chega com uma proposta visual e mecânica que grita identidade.

A direção de arte de Ingryd Sant’Ana e a diagramação de Paula Guimarães merecem destaque imediato. O livro foge do padrão “alta fantasia medieval” e mergulha numa estética de colagem, utilizando imagens de domínio público e acervos da Biblioteca Nacional misturadas a ilustrações originais.

Isso cria uma atmosfera de “documento histórico perdido” que é simplesmente deliciosa. É um livro feito por muitas mãos, com uma lista de apoiadores e colaboradores que mostra a força da comunidade em torno do projeto.

A Construção do Cenário e Estética

A proposta aqui é o que eu, na minha análise filosófica, chamaria de uma Ucronia Tropical. O livro nos transporta para um Império do Brazil (com “Z”, resgatando a grafia arcaica e estilosa) onde a tecnologia a vapor avançou muito além do que nossos livros de história contam, mas sem apagar a mística da nossa terra.

A estética é o “Tupinipunk“. Ou seja, esqueça a neblina de Londres: aqui o vapor se mistura com a umidade da Mata Atlântica. A construção de mundo é feita de forma inteligente: ela não ignora as chagas do nosso passado (como a questão colonial), mas as re-contextualiza num cenário de aventura e mistério.

A equipe autoral optou por um sistema de regras leve, focado na narrativa. E isso é brilhante porque democratiza o acesso. Você não precisa ser um matemático para jogar; precisa ser um contador de histórias.

A distribuição do conteúdo é fluida, intercalando regras, contos e descrições de cenário que servem como “ganchos” imediatos para aventuras. É um material que respira criatividade e convida o leitor a ser coautor desse universo.

Resumo dos Capítulos: A Anatomia da Obra

O livro organiza sua jornada de herói (ou anti-herói) em uma sequência lógica, começando pela ambientação, passando pela construção do personagem e regras, e terminando com o mundo e suas ameaças.

Introdução: Brado Forte Retumbante

Não é apenas um texto de “boas-vindas”. É um conto imersivo que estabelece o tom épico e dramático da Segunda Guerra de Independência.

  • O que encontramos: O relato de uma batalha desesperada contra a Inglaterra no Forte Copacabana, onde vemos a união de soldados, curupiras e sacis. É aqui que somos apresentados ao dirigível Vitória Régia e à figura imponente de Dom Pedro II lutando lado a lado com seu povo. Define o clima de “resistência e fantástico” do cenário.

Central do Brazil

O motor do sistema. Antes de criarmos o personagem, precisamos entender como o mundo funciona matematicamente.

  • O que encontramos: A explicação da Mecânica Básica do Sistema Vanguarda. Aprendemos que o jogo usa D20 para testes (somando Atributo + Proficiência) e D6 para outras funções. Aqui são definidos os graus de sucesso: “Algo deu Errado”, “Foi Quase”, “Sucesso”, “Bravíssimo” e “Crítico”. Também define os modos de jogo: Solo, Guiado ou Cooperativo.

Capítulo 1 – Brava Gente

A ontologia do seu personagem. Quem é você na fila do pão de queijo mecânico?

  • O que encontramos: O passo a passo da Criação do Braziliense. Define os quatro Atributos (Força, Destreza, Inteligência, Sabedoria – e derivados como Constituição e Carisma na distribuição) e o conceito de “Perfil Braziliense” (Estilo, Individualidade e Otimismo). É o capítulo onde você monta o esqueleto da sua ficha.

Capítulo 2 – Arquétipos e Especializações

Aqui definimos o “ofício” e o papel tático/narrativo.

  • O que encontramos: A divisão em três grandes Arquétipos (Combatente, Conjurador e Perito) e as Especializações que dão sabor ao jogo. Diferente de classes genéricas, aqui temos:

    • Babalorixá, Benzedor, Caapora, Capoeirista, Casca Grossa, Espião, Inventor, Ladrão, Malandro, Mecanicista, Pajé, Pistoleiro, Ogã e Santeiro. Cada um com mecânicas únicas, como o gingado do Capoeirista ou as engenhocas do Inventor.

Capítulo 3 – Encantados: Povos do Brazil

A biologia fantástica e social do cenário.

  • O que encontramos: A descrição detalhada das etnias jogáveis, chamadas de “Povos”.

    • Curupiras: Protetores das matas com pés invertidos.

    • Humanos: A versatilidade em pessoa.

    • Kupe-dyep: O povo-morcego do Roncador (vampiros brasileiros?).

    • Matuiu: Mestiços de humanos com curupiras.

    • Mekanitas: Seres artificiais movidos a vapor e magia (os robôs com alma).

    • Saci: Os travessos de uma perna só.

    • Zaori: Humanos com olhos mágicos que veem o invisível.

Capítulo 4 – As Regras do Brazil

O manual de instruções da realidade.

  • O que encontramos: O aprofundamento das regras. Explica os Turnos (Descrição e Ação), os tipos de Testes (Capacitação, Combate, Conjuração) e conceitos cruciais como “Ventura e Desventura” (consequências narrativas). Traz também as regras de Dano, Triunfo (pontos de herói) e Manobras.

Capítulo 5 – Equipamentos, Mecânica a Vapor

O shopping center do século XIX alternativo.

  • O que encontramos: A lista de compras para equipar seu personagem. Desde armas de fogo (garruchas, fuzis) e armaduras até os Protótipos e Engenhocas. O destaque vai para as regras de construção de Veículos (como o Cavalo de Aço e o Dirigível) e as Próteses Mecânicas, que permitem substituir membros perdidos por tecnologia a vapor.

Capítulo 6 – Magia: Mandinga à Braziliense

A metafísica e o sagrado.

  • O que encontramos: O sistema de magia, que foge do padrão “vanciano” (decorar magias). A magia aqui é ritualística e baseada em Efeitos (como Alarme, Cura, Bola de Fogo). O capítulo também apresenta regras para Rituais poderosos e dedica uma seção respeitosa aos Orixás (como Exu, Ogum, Oxóssi), tratando-os como forças regentes que concedem poderes aos seus filhos.

Capítulo 7 – Admirável Mundo Conhecido

A geografia e a história do cenário (Lore).

  • O que encontramos: A Biografia do Brazil, explicando a divergência histórica, a descoberta do “Carvão Brasis” e a “Pax Braziliense”. Detalha as faces do país (Rural, Urbano, Selvagem) e apresenta NPCs importantes como Dom Obá, Dona Sônia Krenak, André Rebouças e a vampira Condessa Holbachi. É onde entendemos a geopolítica da Guerra Fria a Vapor contra a Inglaterra.

Capítulo 8 – Organizações do Brazil

As facções e o jogo político.

  • O que encontramos: Grupos aos quais os personagens podem se aliar ou enfrentar. Destacam-se a Ordem do Cruzeiro do Sul (agentes imperiais, estilo MIB a vapor), a Academia de Ciência e Tecnologia, o Partido Republicano (os conspiradores) e os Quilombos Unidos.

Capítulo 9 – Aventuras Extraordinárias em Terras Brazilianas

O guia do Mestre (e do jogador solo).

  • O que encontramos: Ferramentas essenciais para conduzir o jogo. Traz o Narrador Simulado (oráculo para jogar sem mestre), o Gerador de Episódios (tabelas para criar aventuras rápidas baseadas em palavras-chave) e Roteiros prontos para cenários Naturais, Rurais e Urbanos. Também explica a evolução dos personagens por Temporadas.

Bestiário: O Mostruário das Exóticas Criaturas (Capítulo 10)

Onde o filho chora e a mãe não vê.

  • O que encontramos: As fichas e descrições dos monstros. Temos desde ameaças clássicas como o Boitatá (Flagelo), Cuca e Mula sem Cabeça, até ameaças tecnológicas como os Sabotage e monstros de Sucata. Inclui também regras para Mascotes.

Apêndices

Os extras e manifestos.

  • O que encontramos: Regras de conversão para D20, sistemas de magia alternativa, tabelas de mutações, resumo de suplementos e o inspirador Manifesto Antropofágico do RPG Nacional, que conclama os jogadores a valorizarem a cultura brasileira.

Considerações Finais

Brazil: Vapor & Magia acerta em cheio ao ser acessível. Ele é um livro “Faça Você Mesmo”. A arte, baseada em colagens e domínio público, inspira o leitor a criar seu próprio material. Dessa forma, o texto é leve, conversado, quase como um podcast em formato escrito.

Outro ponto fortíssimo é a versatilidade. O fato de suportar nativamente o modo Solo/Cooperativo (sem Mestre) coloca o jogo em paridade com tendências modernas do RPG mundial (como Ironsworn), mas com o nosso tempero. Dessa forma, ele respeita o tempo do jogador adulto moderno, que nem sempre consegue reunir 5 amigos numa sexta à noite.

Conclusão: O Veredito do Filósofo

Na minha visão — misturando aqui o massoterapeuta que busca o relaxamento e o filósofo que busca o sentido —, Brazil: Vapor & Magia é uma obra de empoderamento cultural.

Nós passamos décadas consumindo a fantasia europeia e a ficção científica norte-americana. O trabalho do Luiz Claudio e da Universo Simulado nos diz: “O nosso quintal também é mágico. A nossa história também dá um bom filme”.

O livro é um convite à imaginação. Ele não te entrega tudo pronto, ele te dá as ferramentas para que você seja o engenheiro desse vapor e o xamã dessa magia. Então, se você busca um sistema leve, uma estética maravilhosa e uma chance de reescrever a história do Brasil com mais aventura e fantasia, esse livro é obrigatório na sua estante digital ou física.

Minha nota? Um sucesso crítico rolando 6 no dado.


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Sinistros & Monstros – Guia de Criação de Personagem

Sinistros & Monstros é um RPG de terror e investigação, onde os jogadores interpretam adolescentes de uma cidade chamada Pacata do Sul, que tentam enfrentar uma estranha maldição, antes que fiquem velhos demais para enxergar os efeitos dela.

Todos os jogadores interpretam adolescentes chamados sinistros. O jogo sugere que façamos nosso personagem aleatoriamente, então é assim que faremos!

Boletim Escolar

No jogo, todas as informações do personagem ficam no Boletim Escolar dele, que é a sua ficha de personagem, e deve escolher:

  • Nome e Maturidade. Escolha um nome para o personagem e defina a idade mental dele como Infantil. O nome do nosso rapaz será Samuel.
  • Tipo. Indica quem o adolescente é na turma e o que o define como personagem, cada um começa com três títulos. Rolando os dados da tabela de tipos, vemos que Samuel é Nobre (4), Bacana (13) e Nerd (9).
  • Trama. Aquilo que torna o personagem único. Pode ser uma característica física ou algo que apenas ele faça no grupo. Isso é opcional, mas eu decidi escolher um para o Samuel, que no caso é Irmão Caçula, que ele tem que cuidar do irmão mais novo dele.
  • Treco. Alguma posse que o Sinistro tenha ao invés de dinheiro e outras posses. No caso de Samuel, ele tem uma Bicicleta com Marcha (14).

Com isso, você já é capaz de jogar suas aventuras aterrorizantes em Sinistros & Monstros!

No caso acima temos Samuel, um rapaz que nasceu em uma família abastada que mora próximo ao litoral de Pacata do Sul, vindo de outro estado para passar as férias.

Ele sempre teve acesso e disposição de todos os brinquedos e oportunidades que sempre quis, mas as coisas tem ficado cada vez mais estranhas quando ele e seu Irmão Caçula, Ibsen, tem visto criaturas sobrenaturais em seus pesadelos…

E nos vultos da casa! Samuel conhece outras crianças que também tem as mesmas visões, e normalmente consegue se movimentar rapidamente pela cidade com sua Bicicleta que ganhou de presente de natal.


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Texto e Arte da Capa: Gustavo “AutoPeel” Estrela.
Revisão: Raquel Naiane.

O Assalto Extraordinário ao Tesouro do Dragão – Resenha

Tranquilos pessoal? Hoje falaremos sobre o RPG O Assalto Extraordinário ao Tesouro do Dragão publicado pela Universo Simulado e que está em financiamento coletivo até dia 09/08/2025. Como o próprio jogo se apresenta, ele não é um RPG de alta fantasia mas sim de heist fantasy, ou seja, fantasias de golpes, assaltos e malandragem. Aqui, o golpe e malandragem continuam até mesmo quando os personagens estão contando sobre seus golpes, no melhor estilo de histórias de pescador.

Abertura

O livro se apresenta em quatro tomos. Porém, antes disso, o jogo faz sua Ode à Vadiagem e um conto sobre sorte com um divertido nome. Tudo para iniciar nossa ambientação neste mundo malandro. O jogo não se preocupa em seguir uma lógica linear e até aconselha os mais experientes a nem lerem todo o livro. Principalmente para quem já conhece o Sistema TTT, usado também em Sinistros e Monstros, Super TV Show e outros RPGs. O jogo usa cartas de baralho comum com dois coringas e naipes vermelhos valem 1 ponto e naipes pretos valem 0 pontos. E o objetivo aqui não é conseguir realizar façanhas, mas convencer os outros que você as fez. Assim, quantos mais pontos nas cartas você tiver, mais convincente será sua história. E, claro, como todo bom golpe, é necessário saber improvisar. Então improvise bem o que seu personagem fez ou não para dar o golpe, ou mesmo como ele conseguiu se safar depois de tentar um. O importante é conseguir convencer os demais. E para saber se uma história chegou ou não ao seu fim. Há modelos, organogramas e fluxogramas pelo livro. É só consultar rapidinho e voltar ao jogo, que pode ser moldado conforme a necessidade dos jogadores. Como padrão os golpes possuem 8 cenas, mas podem ter de 4 a 16.

Regras

Como o próprio livro diz: “É preciso conhecer as regras para saber burlar cada uma.” Então, além de explicar como funcionam as cartas e a formação das cenas para o golpe. Há, também, explicações sobre o que são e para que servem as fichas. O qual poderíamos dizer, de um outro modo, que se comportam como a vida do golpista. E isso pode ocorrer ao final das cenas, conforme o risco daquela cena específica. A qual segue uma tabela que corresponde o valor à carta virada. Entretanto, perder fichas não é exatamente como perder vida. Aqui violências, tiros e ferimentos fazem o golpista perder credibilidade com quem está ouvindo sua história. Além disso, fichas podem ser perdidas ao serem usadas para ativar trunfos e truques, que nada mais são que habilidades e poderes.

Finalizando

No Tomo 3 há alguns cenários do Reino dos Baralhos que podem ou não serem sorteados para que se passe a história do golpe. Tais baralhos servem como tabelas de outros RPGs e são usados, também, para determinar Elenco, Situações, os Dragões. Já o Tomo 4 funciona como um capítulo destinado ao mestre, ou Crupiê. Aqui explana-se modos de jogo e formas de lidar com variações dentro do jogo. E é isso pessoal. Quem quiser saber mais do jogo pode apoiar o financiamento coletivo que está no seus últimos dias e só falta bater duas metas extras.


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Vasectomia e RPG – Aprendiz de Mestre

Vasectomia e RPG – Aprendiz de Mestre. Historicamente, talvez de 95 a 99% das pessoas era fruto de gestações indesejadas. Até hoje, talvez você, seja. E agora?

Isto quer dizer que qualquer personagem jogador de RPGs de aventura medieval também era fruto de alguma gestação “acidental“.

Mesmo heróis em busca de redenção ou metidos em política, podem morrer, lutando contra maldições, tentando encontrar algum sentido para a própria existência — de onde viemos, para onde vamos? Por que nasci? 

Snoopy, vasectomia e RPG, o sentido da vida

Vasectomia e RPG — podem ser…

  1. Uma grande solução para sua ansiedade. Falo por experiência própria.
  2. Um plot de aventuras. Imagine duas situações: uma em que determinada população é obrigada a fazer vasectomia, em determinada idade. Outra, em que um grupo de pessoas quer fazer vasectomia, e não consegue.

Todavia, o que é vasectomia? E como fazer disso o centro de uma aventura de RPG?

Vasectomia

Vejamos.

  1. Vasectomia é a cirurgia de ESTERILIZAÇÃO masculina.
  2. Caso você esteja se perguntando, sim, eu fiz.
  3. É diferente de castração, que te tornaria um eunuco.
  4. NÃO tira sua libido, NEM diminui sua potência.
  5. Pode ser feita com anestesia local, leva no total 30 minutos (15 minutos de cada lado).
  6. Pode ser revertida, mas a taxa de sucesso é muito baixa
  7. Pode ser feita pelo SUS, embora tenha alguma burocracia.
  8. Pós operatório? Vai sentir dor e andar com pernas abertas uns dias. (Foram 3 dias, no meu caso).
  9. Lembre que há alguns espermatozoides viáveis ainda, então precisa fazer 10 ordenhas, e é recomendável um espermograma depois, por segurança.
  10. A tranquilidade que senti depois, ah, você nem imagina!

Embora eu já tenha citado alguns exemplos de aventuras com isso, vamos a algumas situações da cultura antiga e pop.

  1. Game of Thrones – havia um batalhão inteiro de guerreiros eunucos. 
  2. Na antiguidade, alguns garotos eram castrados, transformados em eunucos para servirem de seguranças no harém. Te sugiro fazer essa proposta pra alguns personagens jogadores. E esperar as risadas.
  3. Outros, eram castrados para manter a voz infantil e feminina, podendo cantar com vozes mais suaves.
  4. Ainda dentro do racional de gestação planejada, há um drama muito interessante, chamado “my sister’s keeper”, em que uma criança é gerada para ser compatível geneticamente com a irmã mais velha, que tem leucemia, e assim se tornar um banco de sangue e órgãos vivo. 

Porém, e uma leva de exemplos de Vasectomia e RPGs?

Olha que ideia legal: ao invés do clássico plot de viagem no tempo “voltar no tempo e matar os pais de fulano antes dele nascer” (como em Exterminador do Futuro) ou “você voltaria no tempo e mataria Hitler ainda bebê?”, que tal voltar no tempo e convencer os pais da criatura a fazer vasectomia? Não é muito menos sangrento? Achou pouco?  Então, aí vai mais:

1. “A Busca pelo Fim da Linhagem“: Os jogadores são médicos que precisam realizar uma vasectomia em um paciente importante para evitar que ele tenha mais filhos. No entanto, eles logo descobrem que o paciente é mais do que parece e que a vasectomia pode ter consequências inesperadas… Talvez ele não seja… humano?

2. “O Cirurgião Fantasma“: Em um hospital misterioso, um cirurgião desconhecido começa a realizar vasectomias sem consentimento em pacientes que estão dormindo. Os jogadores precisam descobrir a identidade do cirurgião e seus motivos antes que mais pessoas sejam afetadas.

3. “A Conspiração da Esterilidade“: Em um futuro distópico, o governo começa a implementar uma política de controle populacional que inclui vasectomias forçadas. Os jogadores precisam infiltrar-se no sistema de saúde e descobrir como parar a conspiração antes que seja tarde demais. (Cyberpunk?)

4. “O Preço da Paternidade“: Um homem rico oferece uma grande recompensa para qualquer médico que possa realizar uma reversão de vasectomia nele. No entanto, os jogadores logo descobrem que o homem tem um motivo oculto para querer ter mais filhos e que a cirurgia pode ter consequências… imprevistas! (talvez o Anticristo?).

Sugestões de RPG e vasectomia para as aventuras acima?

  1. Delta Green, pela Editora Retropunk
  2. Ordem Paranormal, Editora Jambo
  3. Cyberpunk RED, Editora Devir
  4. Urbana Bellica, pela Editora Nozes
  5. Herança de Cthulhu, pela Editora 101 games (olha nosso cupom, MRPG10)

    Herança de Cthulhu

  6. Achthung! Cthulhu, pela Editora New Order

    Achtung! Cthulhu

  7. Anomia, Editora Universo Simulado

    Anomia

Mas se você já tem filhos, e não deseja ter mais, o que está esperando, que não fez vasectomia ainda?

Pode me contar nos comentários. Ó, é muito mais rápido e menos arriscado que a ligadura de trompas pra mulherada. A recuperação também é rápida, em 3 dias tá de volta no trabalho. E vai dar pra namorar depois mais tranquilo e ainda economizar com preservativos! #vemprotimedevasectomizados!

Conversa com sua patroa/ parceira/ esposa/ companheira, e lembre-se da regra de ouro: a última palavra é sempre sua, desde que seja sempre “sim, senhora!”. 

Finalmente, voltemos a falar de RPG

Cansou deste tema? Se preferir, também falamos em outro post sobre escudos. E só clicar em Escudos e RPG.

Se preferir nos ouvir falando sobre este e outros temas, olha o podcast do dicas de RPG.

Até breve, a luta é contínua!


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Grandes RPGs e Pequenos Livros – Aprendiz de Mestre

Grandes RPGs e Pequenos Livros. Todo RPG precisa de 3 livros de 200 páginas pra jogar, tô certo? Ou tô errado? É possível ter um RPG completo, com grandes idéias, em poucas páginas? E portanto, mais barato? Venha, Aprendiz de Mestre!

Grandes RPGs em pequenos livros?

Sim, meus queridos  mestres e /ou jogadores de RPG, (também conhecidos como RPGistas — o que comem?Como vivem? Onde podemos encontrá-los? Em breve num outro post aqui mesmo, no Aprendiz de Mestre!).

Todavia, deixa te falar: cuidado com traições na mesa,  manter sessões saudáveis, e trazer jogadores e personagens novos durante a Campanha é muito importante.

Há diversos relatos de jogadores e mestres que precisam de livros enormes, dezenas de dados diferentes, mapas, miniaturas, maquetes, cartas, fichas de personagens…

Claro, você pode ter estes acessórios (ou “props”).

Mas muitos sistemas não precisam.

Entretanto, temos exemplos?

Opa. Preciso provar o que estou escrevendo.

Vamos ver:

  1. Mares do Sertão –, pela Caju Art Studio. Do Brasil! — Nordeste Brasileiro! Usa um baralho de cartas próprias.

    Mares do Sertão

  2. 4AD (Four Against Darkness) — exploração de masmorras, solo e cooperativo –( esgotado no Brasil )
  3. 4AD (Four Against Darkness) contra os grandes Antigos — expansão “Stand Alone” — (esgotado no Brasil )
  4. Blacktroopers — do Brasil! — Vamos descer o sarrafo em extra-terrestres! — pela Editora Nozes Game Studios

    Black Trooper RPG

  5. Herança de Cthullu — Editora 101 gamessobrevivência pós apocalíptica! Nacional!
  6. Anomia– Editora Universo Simulado — escolha o seu apocalipse… Nacional.
  7. Sinistros & Monstros — também da Editora Universo Simuladocrianças contra monstros! Do Brasil.
  8. Ducado Verona pela Editora Caleidoscópio. Super completo, com exploração de masmorras, modo silo. Ótimas idéias.
  9. Templos abandonados e criaturas rastejantes. Editora TLHP. Mais Dungeon Crawler nacional.
  10. Runa RPG, trazido ao Brasil pela Editora Indievisivel. Point Crawler Solo, inspirado em Dark Souls.
  11. Videogame de Papel, pela Editora Cantina dos Jogos 
  12. O Cordel do Reino do Sol Encantado, pela Editora New Order — em formato de Cordel, claro! Vem pro São João do Nordeste mítico!

Mas e se eu quiser algo “maior”?

Bom, maior nem sempre é melhor. Porém…

Que tal um kit introdutório compatível com D&D, com mapas,  grids de combate, dados, aventuras prontas? Dá pra ler e jogar numa tarde. Phantyr, pela Editora 101 games. 

Heróis e Hordas, também pela Editora 101 games, com sistema Solo 10, está pra ser encaminhado aos apoiadores enquanto escrevo este texto.

Tormenta, pela Editora Jambo, além de Ordem Paranormal, também pela Editora Jambo. Tem muito material.

Capa do livro Tormenta20 (Imagem: Divulgação)

Grandes RPGs e Pequenos Livros — tem algo modular? Que eu possa adaptar para outros sistemas?

 

A Editora Nozes tem muito material, como o Cartapacio de Monstros, um bestiário de fantasia para vários sistemas, e o By the Sword. A Editora Caramelo Jogos também tem bastante coisa “multi sistema“.

Vantagens de Grandes RPGs em pequenos livros?

Pois os melhores perfumes, e os venenos mais mortais, vem nos menores frascos…

  1. Preço! Menos folhas de papel, menos custo, melhor armazenamento.
  2. Portabilidade! Mais fácil de carregar pra eventos ou na casa de outras pessoas.
  3. De um modo geral, regras mais rápidas para aprender e jogar.
  4. Por conseguinte, menos tempo folheando ou conferindo tabelas. O jogo costuma ser mais ágil. 

Desvantagens em pequenos livros, mas grandes RPGs?

Bom, livros grandes e grandes escudos,  com miniaturas e tudo mais, costumam chamar mais atenção na mesa, em eventos e convenções.

A maioria dessas mesas seguem com D&D, Ordem Paranormal e Tormenta. Por outro lado, se David desistisse de desafiar Golias,  você nunca ouviria falar da respectiva lenda. Toda grande franquia de RPG, já foi algo pequeno e independente. Concorda, herói?

Finalmente, tamanho não é documento.

Espero ter te mostrado que você não precisa de livros caros e uma enorme biblioteca pra jogar RPG.

Há opções, boas, baratas e que ocupam pouco espaço e pouco tempo, nacionais e estrangeiras, mas nem por isso menos divertidas.

(Acha que eu sinto falta do D&D não vir mais para o Brasil? Ahaha hahahahah). Assim, se você não curte D&D, veja nossa coluna, “Tudo menos D&D” , e se você curte, em breve, teremos a coluna “Só D&D”.

(Aqui no movimento RPG, é assim. Ou você ganha, ou você também ganha!). 

Se preferir nos ouvir falando sobre este e outros temas, olha o podcast do dicas de RPG.

Até breve, pequeno(a)s ou grandes aventureira(o)s. 


 

 

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Circo e RPG – Aprendiz de Mestre

Circo e RPG, respeitável público! As artes circenses ainda vivem e sobrevivem! Pegue seu ingresso, sua pipoca, e atenção, o Show vai começar! Venha, Aprendiz de Mestre!

Tome cuidado com espetáculos de jogador contra jogador. 

Circo e RPG – tudo a ver?

Por incrível que pareça, os espetáculos circenses existem desde antes do tempo de Cristo, e mesmo as lutas de gladiadores, os animais ferozes e o Coliseu são sinais de atividades circenses desde muito tempo.

Pense bem.

Batalhas épicas simuladas? Circo tem? E RPG, tem ? Tem, sim Senhor!

Animais exóticos? Tem no RPG? E Até pouco tempo atrás, os circos tinham animais enjaulados para espetáculos e animais adestrados? Sim, senhora!

Claro, os maus-tratos ocorriam? Especialmente se o Circo ia mal das pernas financeiramente? Infelizmente, sim, então atualmente desconheço qualquer circo com espetáculo de animais.

Porém, tem mágico no Circo? E no RPG? Tem sim, criançada! 

No Circo tem música? Tem dança? E no RPG, tem? Claro, pessoal! 

Mas como um simples espetáculo de Circo pode influenciar tanto a cultura?

Livros, filmes, histórias em quadrinhos, pinturas, músicas e musicais, alguns exemplos?

  1. Os Saltimbancos,
  2. uma pirueta, 2 piruetas, bravo, bravo, …” Conhece a música? 
  3. Água para elefantes– filme de 2011 – drama
  4. Te lembrar que um certo super-herói, o Robin, o menino prodígio, era de origem circense.
  5. Dumbo, o elegante voador da Disney, era de circo, claro.
  6. Que tal terror e palhaços? Em It, de Stephen King, o monstro toma a forma de um palhaço aterrorizante. E ainda tem Palhaços Assassinos, de 1988…

Coulrofobia — o medo de palhaços

Será que algum RPG já abordou aventuras com temas circenses? Que tal um Brasileiro, para começar?

Anomia, RPG da Editora Universo Simulado, tem uma aventura de panfleto. Palhaços Assassinos do Espaço Sideral, inspirada no filme homônimo.

Palhaço Assassino

 

E internacional? Midnight Circus, pela editora White Wolf, para o World of Darkness. A premissa é que o Circo é controlado por criaturas sobrenaturais.

Midnight Circus

Todavia, temos mais um nacional — A Trupe— pela Editora Lampião Game Studio

A Trupe

 

Com isso, você pode pensar no palhaço assassino mais clássico: o “Curinga” , inimigo número 1 do Batman.

Circo e RPG. Idéias de Aventuras?

Certamente, vejamos algumas:

  1. O Circo Maldito: O circo é amaldiçoado por uma entidade sobrenatural.
  2. O Desaparecimento do Artista: Um artista do circo desaparece misteriosamente. Isso é mágica levada as últimas consequências! 
  3. O Espírito do Palhaço: Um palhaço morto retorna como fantasma. Será que quer nos matar de rir?
  4. O Assassinato sob a Lona: Um assassinato ocorre durante uma apresentação. A corda do trapézio se partiu por desgaste, ou foi sabotagem?
  5.  O Globo da Morte – minha apresentação favorita. Uma das motos perfura o globo, saindo descontrolada. Acidente , ou sabotagem?

Essas ideias oferecem uma variedade de cenários e desafios para suas aventuras de RPG de Circo. Boa diversão!

E como anda a sua fé no Circo?

Espetáculos circenses são parte da história da humanidade há muito tempo, e importantes até hoje. Eu penso seriamente numa aventura com os jogadores sendo aprisionados num circo. 

Alguem associa algo como “pague para entrar, reze para sair” ?

As artes circenses se reinventaram ao longo do tempo. Especialmente o  Cirque Du Soleil, com sua proposta inovadora de abolir os animais do espetáculo e uma visão mais artística do que simples entretenimento.

A Pandemia de COVID também foi uma dura prova, mas fui num espetáculo de circo ontem, olha só.

“E o palhaço, o que é? É ladrão de mulher? …”

 

Se preferir nos ouvir falando sobre este tema, olha o podcast do dicas de RPG.

Até breve, respeitável público. Até o próximo Aprendiz de Mestre!


 

 

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Humor e piadas no seu RPG- Aprendiz de Mestre

Bom humor! Humor e piadas no seu RPG. Vamos rir juntos, exploradores! Hahaha.

Vamos ver algumas técnicas para divertir os jogadores (e o mestre!). Mas lembremos primeiro, a regra número 1:

Segurança. Rir com as pessoas, não das pessoas.

Jamais, nunca, em tempo algum, sob nenhum pretexto, ridicularizar jogadores, mestres, ou qualquer grupo de pessoas seja por religião, cor da pele, deformidades.

Isso seria bullying. “Rir e ridicularizar é a primeira arma do Mal. ” – não me recordo a fonte, mas foi um personagem fictício de uma série antiga. Que continua valendo.

É importante ter um jogo saudável, do início ao fim.

Mas vamos a algumas técnicas para rir.

Rir de si mesmo

Risadas e RPG

Se você é o narrador (ou aventureiro) que sempre chega atrasado, faça disso uma característica jocosa .

Invente as desculpas mais absurdas. Quanto mais absurdo, melhor. Exemplo:

“Desculpem o meu octagesimo quarto atraso, é que vivo numa dimensão temporal cerca de 55 minutos diferente da de vocês ”

“Como assim, atrasado? Eu estou adiantado 6 dias e 22 horas para a sessão da próxima semana”

” Perdão, meus fãs me impediram de chegar a tempo. É cansativo escrever 100 autógrafos “.

Se você sempre esquece a ficha de personagem, a carteira, as chaves de casa, e só faltou esquecer a cabeça porque está grudada no pescoço, idem.

“Perdão por esquecer as chaves, os livros, os dados, o celular a carteira. Eu esqueci mais alguma coisa, mas agora não lembro o que era. “

Exagere. Minta.

Lembre que sessão de RPG é tudo faz de conta. É tudo mentira. É tudo simulação. Você pode assumir determinada característica para um personagem, e exagerar em demasiado, falando nisso com frequência. Pode ser algo simples, como, estar sempre com fome, ou mentir  ou ainda pedir desculpas de maneira insistente ou grandiloquente.

Exemplo:

“– Está com fome ? Ainda?

Sempre. Desde que consigo me lembrar. Aliás, quando vai sair alguma comida aqui?

— Mas é o casamento da rainha. Você acabou de comer 2 frangos, batatas, arroz, milho salada, e repetiu o prato.

— E cadê a sobremesa? Mas que raio de casamento é este? ”

Ou ainda, aquele advogado que chega na audiência e fala:

“–Sr meritíssimo, bom dia, Sr cliente, bom dia, sr jurado, bom dia, Sra escrivã , bom dia, nobre colega bom dia, querido advogado da outra parte, bom dia zelador…

O juiz interrompe: “Mas que tanto bom dia é esse, advogado? Está de brincadeira? ”

O advogado: “Está vendo, excelência? Só de dar bom dia, o senhor se irritou. Imagine alguém chamá-lo de estúpido, todos os dias, manhã e tarde, ao passar na frente da sua porta? …”

(Baseado em fatos reais da Bahia…)

Humor e piadas por repetição

Sim, repetir sempre a mesma coisa pode ser engraçado, embora às vezes um pouco irritante. Grandes humoristas chamam uma frase repetida com frequência de “bordão“, uma palavra ou frase assinatura de um personagem. Pra relembrar alguns grandes nomes nacionais (que você pode copiar na sua mesa, hein, psssiiit? )

Cacildes! – Mussum

Ó da poltrona! Pssiit! – Didi Mocó

Garotas lindas do meu Brasil varonil ! – Zé Bonitinho

Mas será que alguns RPGs têm uma temática mais voltada para humor e piadas?

Será? Mas será mesmo?

  1. Toon RPG–  Lançado pela Steve Jackson Games e publicado no Brasil pela Devir em 1996
  2. Paranóia, um RPG de mesa com a temática futurista de ficção científica. Originalmente criado por Greg Costikyan, Dan Gelber, e Eric Goldberg, foi publicado pela primeira vez em 1984 pela West End Game em suas três primeiras edições, e a partir de 2004 sendo publicado pela Editora Mongoose. No Brasil a segunda edição foi traduzida pela Devir, em 1995. (Há rumores que voltará para o Brasil, ainda este ano de 2024, por outra editora. Você está feliz cidadão? O computador quer te ver feliz …)
  3. Super TV Show – Os antigos heróis dos desenhos da TV invadem sua mesa de RPG em aventuras onde você tem a força. Em breve, (previsão de 09/05/2024) pela Universo Simulado, em financiamento coletivo pelo catarse.me
  4. 3D&T, voltado pra animes e coisas exageradas, é um sistema que funciona bem para humor, até caça fantasmas, imagina! Pela Editora Jambo

Em breve, para mais humor e piadas no seu RPG

Fique atento conosco, aqui temos piadas rápidas. E para todos os gostos. Provavelmente atualizarei este post em breve, e se vc prefere ouvir sobre humor, ao invés de ler a respeito, fica ligado no MRPG podcast, na taverna do anão tagarela, aqui, no movimentoRPG!

Até breve, e por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo PicPay, PIX ou também no Catarse. E com isso, torne-se um Patrono do Movimento RPG e tenha benefícios exclusivos! Ou então, apoie nossa revista digital, a Aetherica através deste link!

 

Esther Starling e o enigma da morte – Resenha

Hoje trazemos para resenha o livro-jogo “Esther Starling e o enigma da morte”. Recebemos ele do nosso parceiro Sebo do RPG, um sebo especializado na temática de RPG com diversos produtos de todas as épocas. Vale demais dar uma espiada no site! 

Neste livro nós interpretamos a Esther, uma jovem bruxa, que vai investigar uma mansão. Durante a narrativa vamos fazendo escolhas e definindo o desfecho da aventura. Fica aqui comigo nessa resenha que vou te tudo que você precisa sobre essa obra!

Ficha técnica

Esther Starling e o enigma da morte foi escrito por Luiz Claudio Gonçalves, principal autor da editora Universo Simulado. A editora lança conteúdos de RPG, livros-jogo e literatura. Suas obras saem, em geral, em financiamento coletivo via catarse e ficam disponíveis para venda no site da editora.

Luiz Claudio também escreveu “Thordezilhas Sabres & Caravelas”, “Thordezilhas Rum & Sangue”, “Thordezilhas: Oceano Desconhecido”, “Thordezilhas Crônicas da República do Café”, “Obscura”, “UD6”, “UD1”, “Sinistros & Monstros” e “Jardim da Besta”.

O livro-jogo de horror e investigação tem 183 páginas, com diversas possibilidades de como seguir e terminar a história. A edição é de boa qualidade, com uma capa bem “filme de terror” que já te coloca no clima. 

Como funciona a dinâmica do jogo

Este livro-jogo funciona dentro dos padrões normais desse tipo de games: você inicia a narrativa e o livro te apresenta decisões que vão para diferentes parágrafos. A partir daí você vai construindo a história com a Esther. 

Neste livro você define já no início alguns atributos e magias para a Esther possuir. Isso por si já modifica os caminhos que você poderá, ou não, tomar. O livro possui uma ficha, onde você registra todas essas informações.

Outra dinâmica interessante é que, em vários caminhos, você morre. Simples assim. E aí o jogo te dá algumas opções de “save” para não precisar retornar até o início. 

Análise sobre o livro

Em primeiro lugar, e mais importante, a história por si só é bastante envolvente e não consegui parar até o final. O clima de mistério e a necessidade de investigar e deduzir o que está acontecendo é bastante envolvente. Não apenas o livro-jogo é excelente enquanto literatura, mas também enquanto jogo, já que não é fácil achar uma saída. 

É difícil explicar sem dar spoiler, mas tem elementos muito reais na narrativa e esses detalhes geram uma camada a mais de apelo para o livro ser daqueles que te grudam!

Em segundo lugar a protagonista é um destaque, já que é uma mulher negra, bem brasileira e com uma personalidade bastante original e autêntica. Além disso, ela é autora e bruxa. Isso também ajuda a narrativa a ficar bem interessante.

Recomendo DEMAIS a leitura deste livro porque me diverti muito. Passei algumas horas fazendo e refazendo o jogo para fechar. 

Bônus!

Por coincidência (ou não), terminei a leitura a caminho de São Paulo para o Doff 2023! Lá eu conheci o Luiz Claudio e pude autografar a minha cópia. Além disso ele me deu de presente o livro “Jardim da Besta”. Este livro é o grande sucesso da Esther Starling e foi lançado recentemente pela Universo Simulado. Logo logo trago uma resenha dele também!

Esther Starling e o enigma da morte

Cobertura da Área Indie Alley – Diversão Offline 2023

A Área de Indie Alley no DOFF 2023 veio recheada de produtos excelentes e ideias fresquinhas para o publico! As editoras independentes brilharam no evento! Estava CHEIO de produtos novos e interessantes, este ano passando pela parte de Indie e conversando com eles, fiquei surpreso com a quantidade de desenvolvedores indies que chegaram com coisas novas e diferentes. Desde Sistemas que podem virar suplementos até jogos novos e mirabolantes, além de grandes iniciativas educacionais.

Jocandi Games

Primeiramente, no stand da Jocandi, eles estavam divulgando o novo jogo deles: Ref! – O Jogo das Referências, um jogo baseado na capacidade do ser humano de usar referências para fazer conexões entre coisas.

Yuzen

Ao lado da Jocandi, o jogo Yuzen: Essência do Mundo estava sendo exibido. Um jogo de tabuleiro baseado nos jogos de RPG do game designer, Guilherme Vasconcelos. Onde os jogadores têm cartas de personagens que devem cumprir os objetivos do mapa e enfrentar inimigos.
O Designer Guilherme Vasconcelos também tinha, em seu stand, um protótipo que ainda está em 30% de sua fase de criação de um jogo chamado Dungeon Crawler, um jogo de Steampunk com aspectos de fantasia medieval também, baseado também em decisões dos jogadores dentro do jogo e focado em história. Porém, não tiramos foto do protótipo, mas o projeto parecia bem promissor e interessante.

Jotun Raivoso

Enfim, no stand do Jotun Raivoso, havia livretos do sistema gratuito deles, o Sistema Delta, para diversos cenários baseados em história; Jornadas nas Estepes, Ilha Vermelha, Patifaria Medieval, Épico Persa.
Também havia na mesa o livro que eles lançaram baseado em jogos infantis, o Jogos de Campinho que além de brincadeiras para o ambiente de escola, também traz um RPG-solo interno para ser jogado baseado nas regras.
Além disso, no stand, também havia um prototipo da versão para o Sistema Delta de um RPG de Mecha, o Delta Mecha. Havia um pequeno battlemap com versões de tokens para representar os mechas e as naves.

Coisinha Verde

No stand da Coisinha Verde, havia o card game Card Goblins em que os jogadores tem turbas de goblins que devem lidar e enfrentar os demais jogadores.
No mesmo stand, tinha o Altaris RPG, um jogo pensado para qualquer numero de jogadores, inclusive tem regras para RPG Solo. Altaris RPG foi indicado ao prêmio Ludopedia como RPG – Designer Nacional por Voto Popular. 
Na mesma ideia de um sistema que independe de mestre, eles tinham o RPG-Solo para crianças Amigo Dragão.

Campfire Studio

Além disso no stand do Campfire, eles estavam publicando a segunda edição, revisada com feedback da comunidade, Infaernum um jogo, de acordo com os desenvolvedores, de “Durante o Apocalipse”.

O jogo é de licença aberta disponível para se adaptar a qualquer sistema ou cenário aonde você queira trazer o Apocalipse. O jogo foi indicado ao prêmio Ludopedia como RPG – Designer Nacional por Voto Popular.

Caleidoscopio

A editora Caleidoscópio estava com o livro As Chaves da Torre, com seu livro de Monstros e livro de arte disponível. As Chaves da Torre foi um dos RPGs mais votados nas categorias de Melhor Coesão de Regras, Melhor Arte, Melhor Livro Básico e Melhor Cenário.

Nat20 Games

A Nat20 Games trouxe a versão de tabuleiro de seu jogo desConfronto, que estava em venda no stand e que foi financiado ano passado (2022) no Catarse.
O jogo estava muito movimentado, com muitas pessoas querendo conhecer o jogo de tabuleiro, sendo um dos jogos mais disputados nos stands da Indie Alley. Assim, muitos jogadores estavam testando o jogo ao redor do stand.

Tria Editora

A Tria Editora tinha em seu stand o lançamento do Bestiário do Folclore Brasileiro, que saiu este ano, e Aventuras Lendárias – Jogo Épicos para 5ª Edição. Além das miniaturas que vieram junto com o Bestiário do Folclore Brasileiro.
Além disso estavam com o anúncio dos jogos Action Movie World, jogo que simula filmes e séries de ação, no sistema da licença Powered By The Apocalypse e Symbaroum, um jogo de fantasia sombria onde os jogadores se aventuras em uma terra ocupada pela vasta floresta Davokar em busca de tesouros, conhecimento e fama!
Assim, durante o stand, fizeram anúncios de novos jogos que vem aí pela editora, incluindo um lançamento completamente nacional. Todos os anúncios feitos exclusivamente no Diversão Offline.

Assim também, entre os anúncios exclusivos do DOFF, tem Punkapocalyptic, uma versão modificada de Shadow of The Demon Lord para um cenário de Pós-Apocalíptico bastante baseado em Mad Max. 

Hopefinder

Além disso, também anunciaram Hopefinder, um jogo de apocalipse zumbi moderno feito em cima das regras de Pathfinder Segunda Edição. A historia se passa depois de um apocalipse causado por um vírus suíno que dizimou a humanidade. Como normalmente os cenários no Brasil de Pathfinder não saem do Fantasia Medieval, ter um jogo de Apocalipse Zumbi para Pathfinder 2ª Edição é algo muito bom.

Distopia

Logo após anunciaram um cenário de Fantasia Espacial completamente próprio, Distopia, um cenário baseado em mundos de space opera fantástica com grandes nomes do design de RPG brasileiro, como Mestre PedroK, Thiago Rosa, Nadja Lírio (Experimento 237) e Afonso Tresdê.

Beyond The Wall

Logo após isso também que vão lançar o jogo Beyond The Wall, um retro-clone de Dungeons and Dragons focado em aventureiros que devem proteger sua vila de criaturas da floresta e seres feéricos.

Lancer RPG

Uma surpresa para os fãs de mecha: A Tria Editora vai trazer Lancer RPG aqui para o Brasil, RPG de robô gigante baseado em d20 que ficou bastante popular nos últimos anos no cenário brasileiro mesmo antes de chegar traduzido. Assim, jogadores que amam robôs gigantes, podem ter uma nova possibilidade para poder jogar.

Shadow of The Weird Wizard

Enfim, anunciaram o jogo Shadow of the Weird Wizard, caracterizado como “uma versão family-friendly de Shadow of the Demon Lord”, o jogo de Robert Schwalb traz uma terra de aventureiros que sairam do Velho País por algum motivo e param nas Borderlands

Secular Games

No stand da Secular Games, um dos pontos que mais chamou a atenção foi o jogo Goddess Save The Queen, um jogo de sistema próprio que se passa na decadência do Império Britanico.
Estavam com o Guia Rápido de Rebel R, jogo narrativo de fantasia espacial que foi financiado a pouco tempo no Catarse.
E também estavam com jogos baseados na licença Powered By The Apocalypse, sendo eles Dungeon World e o sistema que dá nome a licença, Apocalypse World.
Porém, algo curioso que tinha nos stands eram os jogos de sistema próprio baseado em gerenciamento de recursos, como Psi*Run e UED – Você é a resistência.

Áureos – Os Dançarinos da Lua

Enfim um dos mais curiosos é Áureos – Os Dançarinos da Lua, jogo baseado em cultura de capoeira e traz um Brasil Fantasiado aonde você interpreta um Áureo, um ex-escravo que, em um Brasil Colonial fantástico, recebe as bênçãos de seu Orixá para libertar seu povo da escravidão.

Universo Simulado

No stand da Universo Simulado trouxeram o jogo Thordezilhas RPG, baseado em aventuras de piratas. Um jogo completo com regras e cenário para você jogar em modalidade solo, cooperativos ou com narrador.
Trouxeram Sinistros & Monstros, sistema de horror e juventude em que os jogadores são adolescentes que podem ver monstros em sua cidade e devem lidar com os horrores da cidade antes que sejam velhos demais para se importar.

Conclusão

A área indie foi surpreendente esse ano, muitos jogos indie sendo produzidos e muitos recebendo prêmios! É incrível ver a comunidade tão junta em uma mesma missão que é divertir.

Se eu pudesse resumir o DOFF 2023 em uma palavra, seria “comunidade”.

Nunca antes o título Diversão Offline fez tanto sentido.

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