Aprenda isto, jovem buscador: toda magia nasce de uma fonte anterior às formas, anterior aos nomes e até mesmo anterior às ideias que usamos para explicar o mundo.
Nós, Despertos, chamamos essa força de Primórdio.
Entre nós do Coro Celestial, compreendemos o Primórdio como um reflexo do próprio sopro da criação, pois ela é a energia que o Uno derramou no cosmos para que todas as coisas pudessem existir.
Alguns a percebem como fogo sagrado, outros como o rugido da tempestade ou o brilho das estrelas. O que importa é: todos estão corretos, já que a energia primordial assume muitas faces.
Escute com atenção, pois aquilo que vou lhe ensinar não é apenas conhecimento.
É uma forma de perceber o mundo.
Sentir o sopro da criação
Antes de tocar o poder primordial, é preciso aprender a reconhecê-lo.
Feche os olhos quando estiver em um lugar antigo.
Uma igreja esquecida, o topo de uma colina varrida pelo vento, uma casa onde muitas vidas já passaram.
Se você ouvir com o espírito atento, perceberá que alguns lugares parecem vibrar de maneira diferente.
Essa vibração é a presença da energia primordial.
Ela também deixa marcas.
Quando um milagre ocorre, quando um ritual é realizado ou quando algo sobrenatural atravessa o véu do mundo, essa energia se agita.
Um olhar treinado percebe essas perturbações como quem observa ondulações na superfície de um lago.
O primeiro passo não é controlar o poder. É reconhecer que ele já está presente em toda parte.
Convocar a centelha
Quando sua percepção se torna clara, você descobre que essa energia não é apenas algo que existe no mundo.
Ela responde ao chamado da vontade desperta.
No início, as manifestações são pequenas.
Uma chama que surge sem combustível, uma luz que brilha entre suas mãos, um calor que percorre o ar ao seu redor.
Não pense nisso como fogo comum.
Não é eletricidade nem calor natural. É a própria energia da criação, revelando-se por um instante.
Entre nós do Coro Celestial, muitos veem essa centelha como um reflexo da chama divina.
Outros a sentem como um cântico silencioso que vibra no coração do mundo.
Seja qual for a forma que ela assume para você, lembre-se: essa centelha é a matéria-prima da magia.
Alimentar o sobrenatural
Com o tempo, você perceberá algo importante: muitas coisas além de você também dependem dessa energia.
Encantamentos, bênçãos, maldições e manifestações sobrenaturais não existem no vazio.
Todos eles são sustentados pelo fluxo do Primórdio.
Quando aprendemos a conduzir essa energia, podemos fortalecer certas manifestações ou enfraquecer outras.
Um milagre pode durar mais tempo quando é alimentado por essa força.
Uma criação sobrenatural pode perder estabilidade quando essa energia se dissipa.
Também existem seres que dependem profundamente desse poder.
Alguns são nascidos de símbolos, sonhos ou medos antigos.
Outros são reflexos de ideias tão fortes que ganharam forma própria.
Esses seres respiram a energia primordial como nós respiramos o ar.
Dar forma ao poder
Agora escute bem, pois aqui começa uma das revelações mais estranhas para um aprendiz.
A energia primordial não precisa permanecer invisível.
Quando o entendimento se aprofunda, essa força pode assumir forma.
Aquilo que era apenas poder bruto pode se tornar algo tangível, ainda que por pouco tempo.
Uma arma feita de pura energia pode surgir em suas mãos.
Uma criatura nascida de mito pode atravessar o limiar entre imaginação e realidade.
Um símbolo pode tornar-se presença concreta no mundo.
Mas não se engane: essas coisas raramente permanecem por muito tempo.
Elas são como faíscas de um grande fogo: intensas, reais, porém passageiras.
Esse é o momento em que muitos aprendizes percebem algo perturbador: a fronteira entre sonho e realidade é mais fina do que imaginávamos.
Compreender a fonte
Quando finalmente compreendemos o Primórdio em toda sua profundidade, percebemos algo que muda para sempre nossa visão da magia.
Toda manifestação sobrenatural, seja um espírito, um milagre, um símbolo que ganhou vida ou uma chama que surge do nada, depende dessa energia.
O Primórdio é o rio invisível que alimenta todos os milagres.
Entre os mestres do Coro Celestial, alguns dizem que essa força é o eco do primeiro ato da criação.
Outros afirmam que ela é o sopro contínuo do divino sustentando o cosmos.
Talvez ambas as coisas sejam verdadeiras.
O que importa para você, aprendiz, é compreender isto: quando manipula o Primórdio, você não está apenas lidando com energia.
Está tocando a própria chama que mantém o universo em movimento.
E quem aprende a ouvir essa chama descobre que o mundo inteiro,tempestades, estrelas, sonhos e milagres.
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Autor: Álvaro Bevevino.
Revisão: Raquel Naiane.
Capa: Raul Galli