Novelas e RPG – Tudo menos D&D #21

Um tema inusitado, a primeira vista. Mas então, temos 3 RPGs de novela para escolher, como numa reviravolta digna de folhetins. Avante, noveleiros e noveleiras! 

Aviso: eu detesto novelas, e com este tema, tive ajuda de pessoas muito mais noveleiras do que eu. Enfim, novelas das 06h, das 07h, das 08h, ou Vale a Pena Ver de Novo, e ainda tem “Malhação” (Cruz Credo! – longo suspiro).

Pegue sua pipoca e refrigerante. Considere que estamos com mais um sucesso de audiência!

Sucessos Nacionais

 

Comecemos com Verdades e Segredos, RPG de novelas brasileiras, pela nossa Editora Movimento.

Verdades & Segredos

Está em financiamento coletivo pelo catarse, neste momento, em março de 2026, você pode acessar o Fast Play. E ainda tem aventura pronta gratuita, no site. Clique em “Verdades & Segredos” pra tu ver uma coisa!

“Tô certo, ou tô errado?”

Sabe, entre as novelas nacionais de maior sucesso, tanto no Brasil, quanto no exterior, temos Escrava Isaura, que aborda inclusive o tema de Escravidão. E Roque Santeiro (esta última assisti na infância, e, admito que gostava muito, embora não entendesse tudo. Ah, também tinha uma paixonite na personagem garota de programa Tancinha, interpretada por Cláudia Raia).

Porém, voltando aos dias mais atuais, em Verdades & Segredos, a aventura pronta se passa numa estação espacial condenada a ser engolida por um buraco de minhoca, olha só.

A mecânica de Verdades & Segredos utiliza um baralho comum, e os personagens são arquétipos. Tem uma resenha aqui, no movimento RPG. Clica em “Verdades & Segredos – Resenha” para entender melhor.

Pasión de las Pasiones

Enquanto temos nosso RPG Verdades e Segredos, novelas mexicanas são orgulhosamente representadas por “Pasión de las Pasiones“, pela Jambô Editora. “Oh, señor de La Fuente, como pode amá-la?”.

Claro, estes folhetins seguem a regra de que alguém é de uma família rica, e se apaixona por alguém de família pobre, e/ou vice versa. Assim como em Pasión de Las Pasiones, sem surpresas, até aí.

A graça, e previsibilidade, é que há um(a) rival na questão, como um(a) ex-namorado(a), perfazendo um triângulo amoroso conturbado, e alinhamento de demais personagens contra ou favor do relacionamento de classes sociais diferentes.

Doramas

Bom, Novelas e RPGs também vivem de tramas do outro lado do mundo, como os “Doramas”. Neste caso, orgulhosamente representadas pelo financiamento coletivo de “Dorama“, da Editora 101 Games, que já teve meta base batida, e também pode ser experimentada em solo, ou modo cooperativo. Sim, teledramas asiáticos, e dos mais variados tipos. Com dados personalizados e tudo.

Não sei se você concorda comigo, mas Game of Thrones (Guerra dos tronos) também me faz pensar em novela. Dramas e intrigas familiares, close no rosto dos protagonistas, diálogos relativamente longos, todavia, é claro que, associado com fantasia e mortes eventuais de personagens por quem você se interessa.

Também, há pelo menos um teledrama, uma minissérie com um “quê” de novelesco, “Downtown Abbey” em que uma mansão (praticamente um castelo), é mantida por dezenas de empregados, de variados escalões e níveis de educação, para uma família e sua funcionalidade.

Desde a primeira temporada, a mansão representa um bastião de resistência a revolução industrial e ascensão da classe burguesa, com humor e competência. Mas se eu assisto? Não, senhor. Aqui me utilizei da minha consultora para assuntos novelísticos, a patroa.

Novelas e Nosso Jogo de RPG

Não sou a pessoa melhor indicada para o tema, visto que de um modo geral, detesto novela, mas posso tolerar alguns capítulos, e eventualmente dar umas risadas. Também admito que algumas vilãs, e vilões, são memoráveis (Olá, Odete Roitmann – como era bom te odiar), mais que os mocinhos ou mocinhas, com algumas honrosas exceções, como Sassá Mutema e Beija flor. Vamos a exemplos para nossas aventuras:

  1. O grupo de heróis encontra na estrada uma caravana, e a filha do chefe da caravana se apaixona perdidamente por um dos heróis, fugindo do pai (controlador? tirânico?) para se casar em segredo. E se o herói quer ou não se casar com a mocinha, talvez seja irrelevante, diante de tamanha sanha casamenteira. Preparem-se para serem perseguidos.
  2. Os heróis são abordados por um vilão apaixonado (Cigano Igor, é você? – “Eu te amo, Dara!”), que deseja matar o mocinho que roubou o coração de sua prometida desde a infância.
  3. Os aventureiros são abordados por um comerciante numa estrada, que pergunta o preço para levarem sua filha “pura” em segurança para outra cidade. Pois um mocinho parece estar perseguindo-a, e seu casamento já está marcado com um pretendente de outra família. É casamento arranjado que chama?

Até breve, noveleiros e noveleiras. Que possam curtir suas novelas onde e quANdo quiserem, e também jogar e interpretÁ-las como um rpg! uni-vos!

Temos outras resenhas, aqui no Movimento RPG. Quer checar aqui? E nosso podcast, já conhece? Escuta aqui!


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Escravidão e RPG

Escravidão e RPG. Um tema espinhoso, com muitas armadilhas e monstros no caminho. É preciso ter cuidado. Mas chame seu grupo, pegue sua espada ou livro de feitiços, tochas e armadura. Vamos enfrentar essa chaga do Brasil, e da Humanidade.

Aviso: este tema pode conter gatilhos. Mas precisamos quebrar grilhões. Não há outra forma de fazer, se não encarando. Considere que estamos com um começo no caos.

Escravidão e RPG

Mas existem, ainda hoje, RPGs que tocam neste assunto? Sim. O que é muito diferente de defender escravidão. 

Vamos a um exemplo de um RPG brasileiro: Aventuras da Era Hiboriana, da Editora 101 games.

Também, há pelo menos um anime que aborda esta questão de forma NÃO panfletária: “The Rise of the Hero Shield”, na Netflix. E já fala disso no final do primeiro episódio, o famoso episódio piloto.

Sabe, novelas de época brasileiras costumam abordar também a escravidão, inclusive, uma das mais famosas da teledramaturgia brasileira, ESCRAVA ISAURA. E adivinha quem está lançando um financiamento coletivo de um RPG de Novelas Brasileiras? Editora Movimento, do grupo do movimento RPG.

Que tal, então, apoiar Verdades e Segredos, e ainda jogar uma aventura novelesca contra a escravidão?

Por outro lado, se você já jogou como um gladiador, então já jogou como uma pessoa escravizada. Então, se você já “lutou” contra um gladiador, você já lutou contra alguém que foi escravizado. Pois gladiadores, na Roma antiga eram, em sua grande maioria, escravizados.

Com poucas exceções como criminosos, ou endividados, além de pessoas livres procurando uma forma de ganhar dinheiro mais rápido. E o Coliseu, era uma arena de luta prioritariamente para escravizados.

Prefere um RPG viking? Vikings faziam dos prisioneiros de guerra, escravizavam pessoas. Podemos começar uma aventura com os heróis prisioneiros, como remadores em uma galera (embarcação) viking.

Ah, Conan, o bárbaro, o cimeiro, já foi mantido escravizado, tanto nos filmes, como nos quadrinhos. Que forma melhor de conhecer Conan do que como um “irmão de correntes”, e planejar uma fuga ousada com o cimeiro de bronze?

Entretanto, você pode pensar:

Mas ainda existe Escravidão no Brasil? Já não tivemos a abolição da escravatura?

Ainda existem CONDIÇÕES DE TRABALHO ANÁLOGAS A ESCRAVIDÃO, sim, infelizmente. É só pesquisar na internet. E avisos para ter cuidado com tráfico de pessoas ainda são exibidos regularmente nas rodoviárias país afora, inclusive de Salvador, 24 horas por dia, onde reside este humilde escriba. Só pra te dar ideia da dimensão do problema.

Mas como você pode abordar escravidão numa sessão de RPG?

  1. Você precisa deixar claro que escravidão é abominável;
  2. Perguntar aos jogadores se isso é um gatilho (o que é diferente de ser um tabu);
  3. Não permita que personagens jogadores sejam pró-escravagismo;
  4. Lembre que no Brasil, racismo é crime inafiançável;
  5. Admito que pra mim, personagens jogadores ex-escravizados são os favoritos. São os que vão lutar contra escravidão, e pela libertação dos outros, com mais fúria e veemência, de um modo geral;
  6. Resumindo, se houver escravidão no seu jogo de RPG, assuma imediatamente que você deve acabar com ela. 

O que você pode lembrar sobre escravidão na cultura geral e pop?

  1. Que no Brasil foi abolida pela princesa Isabel, pela lei Áurea, em 13/05/1888 (que tal uma aventura de viagem no tempo, para garantir que a lei seja escrita, assinada, e promulgada?);
  2. Que um dos maiores autores da cultura pop era racista – HP Lovecraft -, e que já existem obras que abordam o que havia de bom na sua criação artística, mas combatendo os pensamentos escravagistas (olá, aventuras de RPGs de In to the Madness, da Editora Nozes e de Herança de Cthulhu, da Editora 101 games);
  3. Monteiro Lobato, um dos maiores escritores de nossa história, com frases como “um país se faz com homens e livros”, também era pró – escravagista, mas que sua família já pediu desculpas publicamente, e está autorizando modificar a obra original para tirar o “ranço” escravagista;
  4. Que na Roma Antiga, com grandes pensadores, filósofos e sistema jurídico, a escravidão fazia parte da sociedade;
  5. Que mesmo a igreja católica assumia que negros não tinham alma. Claro, também já se retrataram por isso.

Escravidão e nosso jogo de RPG

Não tenho a menor pretensão de esgotar o tema, mas posso reafirmar que  meu (e espero também que seu) compromisso seja utilizar a escravidão sempre como vilã, desprezível e inaceitável. 

Além do que, existem muitas mulheres na civilização oriental que são tratadas como objetos, e portanto, escravizadas. Podem ser trocadas por mercadorias ou animais, não votam, não podem aprender a ler ou escrever, e são enterradas, mas sem registro póstumo de que um dia existiram. Apagadas da História.

A cultura indiana, com seu sistema de castas, (em teoria extinto, mas na prática, ainda persiste), com os  “intocáveis”. Hum, idéias de aventuras vindo…

  1. Grupo de heróis encontra na estrada uma caravana escravagista. Muito bem armada e com muita segurança para o dia, mas talvez um ataque noturno possa ser bem sucedido em libertar os prisioneiros, depois?
  2. Os heróis foram sedados, e acordam numa praça, acorrentados, onde estão sendo leiloados como gladiadores. 
  3. Os aventureiros são abordados por um comerciante numa estrada, que pergunta o preço de um deles, pois gostou de sua estrutura óssea e muscular.

O que é racismo estrutural?

Segundo o autor do livro “Racismo Estrutural”, o advogado, filósofo e professor universitário Silvio Almeida, explica que este fenômeno constitui a estrutura da sociedade, o que inclui as relações políticas, jurídicas e econômicas.

Isto é, o racismo é estrutural e estruturante também às relações sociais e, portanto, à formação do(a) sujeito(a). Nesse sentido, indivíduos(as) são constrangidos(as) cotidianamente na própria dinâmica que vivem devido à sua raça.

Enquanto eu, pessoalmente, tenho uma definição diferente. Veja, sendo médico, eu tive talvez 5% colegas pretas na minha turma de graduação (certo que também haviam colegas pardo(a)s, verdade). De mais de 200 alunos.

Uma destas colegas, preta, fez 3 residências, e atualmente me acompanha como médica psiquiatra.

Eu a convidei para seguir minha carreira como escritor, e para meu deleite, ela aceitou. O que significa que ela vai ler este texto.

Será que ela tem capacidade para tal? Não. Outros ou outras, certamente, têm a mesma capacidade ou mais, contudo, não tiveram acesso. Não tiveram chance.

E te garanto que ela experimentou racismo estrutural de uma forma e de uma perspectiva muito diferente da minha. Abordaremos este assunto em futuro post.

Agradecimentos

Este texto é um pouco diferente dos meus anteriores, pois estive afastado um período e finalmente retornando ao MRPG, com esta coluna que considero a mais desafiadora para minhas capacidades.

Agradeço também a Helama, por suas críticas a este texto, e lembrança que Star Wars também aborda escravidão.

Eu quero agradecer, claro, aos amigos (inclusive do MRPG) e familiares que me apoiaram durante uma grave crise de depressão, mas principalmente, e a quem dedico este texto, a dra. Ive Querino.

Ive, sei que ainda estou longe de retribuir todo o carinho, atenção, esforço, acolhimento, paciência, disponibilidade e talento que você colocou a minha disposição.  Mas como diz a música, “Eye of the Tiger”:

I’m back to my feet, // Just a man and his Will to survive…”

Mas considere como o início de meu longo caminho de redenção.

Até breve, aventureiros e aventureiras. Que possam combater a escravidão onde quer e quando quer que a encontrem.

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Mega Man 2 para 3DeT Victory

Mega Man, conhecido como Japão como Rockman é um jogo de plataforma e ficção cientifica, que teve seu primeiro jogo lançado dia 17 de dezembro de 1987, para o Nintendo Entertainment System (NES, ou Nintendinho para os íntimos).

Mesmo tendo diversas franquias com protagonistas diferentes, o Mega Man clássico ou original ainda é um dos mais queridos pelas pessoas. Nessa matéria, vamos fazer a continuação de uma das primeiras matérias do Dentro da Arca, adaptando os Robot Masters do jogo Mega Man 2.

Em 3DeT Victory, ser a Ferro e Fogo ainda é comum

Mega Man 2 segue a mesma premissa do Mega Man 1, mas agora Dr. Willy construiu ele mesmo seus próprios robôs para tentar dominar a terra.

O Herói Remasterizado

Mega Man no jogo teve algumas pequenas mudanças, que para refletir, refazemos a ficha dele.

Ele é puro aço

DLN. 001 – Mega Man 23N

P3, H3, R3, PA 3, PM 25, PV 25.
Arquétipo: Constructo.
Kit: Super Robô de Combate (Sistema de Cópia de Arma, Reconhecer Colega Robô, Camuflagem Humanoide).
Perícias: Influência, Luta, Máquinas (Identificar fraquezas).
Vantagens: Ágil, Base (Laboratório do Dr. Light), Rush (Ajudante – Montaria), Artefato 3 (Itens de Transporte), Imune (Abiótico, Doenças, Resiliente, Sem Mente), Grimório 1, Inimigo 2 (Constructo), +Mana, +Vida.
Desvantagens: Bateria, Sem Vida, 1ª e 2ª Leis de Asimov.
Técnica: Mega Buster (Disparo de Energia).

Itens de Transporte (Artefato 3)

Os itens de transporte são itens concedidos pelo Dr. Light em Mega Man 2 para servir para o propósito que o Rush vira a servir.

Em 3DeT Victory, os Itens de Transporte contam como um Artefato 3 (Ou seja, de 30 XP) com a característica Auspicioso.

Voo – Item 01
Aceleração – Item 02Grimório 1 (Super-Movimento) – Item 03

DWN – Os Robot Masters, agora feitos por Dr. Willy!

Em Mega Man 2, os chefões foram feitos pelo próprio vilão, Dr. Willy, por isso tem o código DWN. Vamos conhecer eles!

DWN. 009 Metal Man 18N

P2, H4, R1, PA 2, PM 30, PV 15.
Arquétipo: Constructo.
Kit: DPS (Estilo de Combate – Ranged -, Ataque Gratuito, Último Recurso).
Perícias: Luta (Ranged), Esporte.
Vantagens: Aceleração, Ágil, Alcance 1, Ataque Especial (Poderoso, Preciso), Defesa Especial (Esquiva), Imune (Abiótico, Doenças, Resiliente e Sem Mente), Grimório 2, +Mana e +Vida.
Desvantagens: Código do Combate, Vulnerável (Corte, Pancada), Sem Vida e Bateria.
Técnicas: Golpes (Rápido, Finta), Metal Blade.

Metal Blade

Requisito. Constructo, Tipo de dano (Corte), Habilidade 2.
Alcance. Longe.
Custo. 2 PM por lâmina.
Duração. Instantâneo.

Você arremessa um número de serras de metal em alvos Longe ou Perto, limitado pela sua Habilidade. Faça um ataque com H+2 para cada lâmina. Se estiver usando uma camisa marrom, você pode lançar uma lâmina a mais sem gastar PM.

DWN. 010 Air Man 25N

P3, H1, R2, PA 3, PM 25, PV 30.
Arquétipo: Constructo.
Kit: Elementalista (Ambiente Elemental [Ar], Elemento Primordial, Moldar Essência).
Perícias: Esporte (Base Jumping), Luta, Máquinas (Aviões).
Vantagens: Alcance 1, Ataque Especial (Múltiplo, Penetrante), Forte, Imune (Abiótico, Doenças, Resiliente e Sem Mente), Grimório 4, Magia, +Mana 2, Punição 1 (Lento), +Vida 2 e Voo.
Desvantagens: Ambiente (Céu), Fraqueza (Madeira), Vulnerável (Impacto e Corte), Sem Vida e Bateria.
Técnicas: Dobrar Elemental (Vento), Super-Movimento, Rajada de Vento (Golpe Púrpura) e Air Shooter.

Air Shooter

Requisito. Constructo, Tipo de Dano (Corte), Habilidade 2.
Alcance. Alvos Perto, Longe e Muito Longe.
Custo. 2 PM por tornado.
Duração. Instantânea.

Você usa uma ação padrão para criar vários pequenos tornados que avançam contra um alvo. O alvo tem que passar em um teste de Habilidade (meta 6) para desviar do tornado, que causa dano igual ao seu Poder.

Para cada tornado invocado, você pode aumentar a dificuldade da meta em +2 ou atacar mais um alvo no alcance. Caso esteja usando uma camisa azul, o custo de cada tornado diminui em -1 PM.

DWN. 011 Bubble Man 18N

P2, H2, R1, PA 2, PM 20, PV 15.
Arquétipo: Constructo.
Perícias: Esporte (Natação), Luta.
Vantagens: Ágil, Alcance 1, Arena (Água), Ataque Especial (Poderoso), Desgaste, Imune (Abiótico, Anfíbio, Doenças, Resiliente e Sem Mente), Grimório 2, Maestria (Esporte), +Mana 1 e +Vida 1.
Desvantagens: Ambiente (Aquático), Vulnerável (Psíquico, Corte), Sem Vida e  Bateria.
Técnicas: Super-Movimento, Bubble Lead.

Bubble Lead

Requisito. Constructo, Tipo de Dano (Ácido), Poder 2.
Alcance. Longe.
Custo. 3 PM.
Duração. Instantânea.

Você faz um ataque contra um alvo Longe ou menor com P+2. Se o alvo fazer um teste de Defesa com Habilidade (seja por uso de Defesa Especial ou outra habilidade), você soma novamente o seu Poder no teste de ataque.

Caso o alvo tiver a vantagem Xenobiologia, Inculto, estiver sob efeito de Ilusão ou qualquer tipo de bônus por Magia, o seu ataque tem Ganho e soma seu Poder mais uma vez. E se você estiver usando uma camisa cinza, você soma seu Poder mais uma vez no ataque e gasta -1 PM para lançar a bolha.

DWN. 012 Quick Man 23N

P2, H5, R1, PA 2, PM 30, PV 15.
Arquétipo: Constructo.
Perícias: Esporte (Corrida), Luta.
Vantagens: Aceleração, Ágil, Ataque Especial (Distante, Preciso), Defesa Especial (Esquiva), Grimório 3, Imune (Abiótico, Doenças, Resiliente e Sem Mente), Invisível 1, Maestria (Esporte), +Mana 1, Teleporte, +Vida 1.
Desvantagens: Frágil, Maldição (Caso Quick Man sofra qualquer efeito que deixe ele lento, completamente parado ou que pare o tempo, ele recebe +2 a mais de dano e tem Perda em todos os ataques nessa condição), Vulnerável (Pancada e Cósmico), Sem Vida, Bateria.
Técnicas: Golpes (Rápido, Finta), Super-Movimento, Combo, Quick Boomerang.

Quick Boomerang

Requisito. Constructo, Tipo de Dano (Corte), Habilidade 3.
Alcance. Longe.
Custo. 2 PM.
Duração. Instantânea.

Quando faz um ataque, você pode gastar 2 PM para atacar com um boomerang em um alvo Longe. Caso o ataque acerte, ele retorna causando o mesmo dano.

Se você estiver usando uma camisa vermelha você pode gastar +2 PM para lançar dois boomerangs, fazendo dois ataques que, se acertarem, causam seus danos duas vezes.

DWN. 013 Crash Man 20N

P3, H2, R4, PA 2, PM 20, PV 40.
Arquétipo: Constructo..
Perícias: Luta, Escavar (especialização)
Vantagens: Ataque Especial (Área, Choque), Defesa Especial (Blindada, Robusta), Forte, Imune (Abiótico, Doenças, Resiliente e Sem Mente), Grimório 1, +Mana 1, +Vida 2, Vigoroso.
Desvantagens: Código do Combate, Vulnerável (Ar, Corte), Bateria, Sem Vida.
Técnicas: Crash Bomber.

Crash Bomber

Requisito. Constructo, Tipo de Dano (Pancada), Resistência 3.
Alcance. Longe.
Custo. 3 PM.
Duração. Instantânea ou no próximo turno, veja abaixo.

Você dispara uma bomba nos seus ataques. Quando faz um ataque, pode gastar 3 PM para aumentar o alcance dele para Longe e colocar uma bomba no alvo se acertar ao invés de causar dano.

Personagens com bombas presas no corpo podem tentar tirar com um teste de Habilidade ou Resistência (Meta 9 + Poder). Você pode ativar ela com um movimento para causar dano no alvo igual a sua Resistência no alvo e nos inimigos Perto dele.

A bomba causa o dobro de dano contra estruturas e ignora qualquer resistência a dano. Se você estiver usando uma roupa laranja, você causa dano igual a sua Resistência+2.

DWN. 014 Flash Man 22N

P3, H2, R2, PA 3, PM 20, PV 20.
Arquétipo: Constructo.
Perícias: Luta, Mística.
Vantagens: Alcance 1, Ataque Especial (Potente 2), Defesa Especial (Tenaz 2), Grimório 1, Imune (Abiótico, Doenças, Resiliente e Sem Mente), Invisível 1, Irresistível, Magia, +Mana 1, Paralisia, +Vida 1.
Desvantagens: Atrapalhado, Vulnerável (Corte e Pancada), Bateria, Sem Vida.
Técnicas: Time Stopper, Rajada de Golpes.

Time Stopper

Requisito. Constructo, Tipo de Dano (Cósmico), Habilidade 2.
Alcance. Fora de Alcance.
Custo. 5 PM.
Duração. 1 rodada.

Você para o tempo por um curto período de tempo, no seu próximo turno, você tem uma ação a mais, inimigos durante esse período são considerados indefesos. Se você estiver vestindo uma camisa púrpura, essa técnica custa -1 PM.

DWN. 015 Heat Man 16N

P3, H3, R2, PA 3, PM 15, PV 20.
Arquétipo: Constructo.
Perícias: Luta.
Vantagens: Ataque Especial (Distante, Múltiplo), Ataque Especial (Investida, Potente 2), Desgaste, Grimório 1, Imune (Abiótico, Doenças, Resiliente e Sem Mente), +Vida.
Desvantagens: Fúria, Bateria, Sem Vida, Vúlneravel (Ácido, Frio).
Técnicas: Atomic Fire.

Atomic Fire

Requisito. Constructo, Tipo de Dano (Fogo), Poder 2.
Alcance. Longe.
Custo. 3 PM.
Duração. Instantâneo.

Você dispara três chamas em alvos Longe. Cada alvo deve fazer um teste de Habilidade (Meta 6 + Poder). Se falhar, recebe 1d de dano de fogo. Se você estiver com uma camisa vermelha, o dano aumenta para 2D.

DWN. 016 Wood Man 16N

P1, H2, R4, PA 1, PM 20, PV 30.
Arquétipo: Constructo.
Perícias: Animais, Luta.
Vantagens: Ataque Especial (Área, Choque), Defesa Especial (Blindada, Robusta), Grimório 2, Imune (Abiótico, Doenças, Resiliente e Sem Mente), +Mana 1, +Vida 1.
Desvantagens: Ambiente (Floresta), Código do Protetor da Floresta (Wood Man não pode atacar animais ou criaturas da floresta.), Vulnerável (Fogo, Corte).
Técnicas: Dobrar Elementos (Folhas), Leaf Shield.

Leaf Shield

Requisito. Constructo, Tipo de Dano (Corte ou Pancada), Resistência 2.
Alcance. Pessoal.
Custo. 3 PM.
Duração. Instantâneo.

Você cria um escudo de folhas ao redor do seu corpo que te protege contra ataques, você ganha R+2 em seus testes de Defesa até receber um acerto crítico, dano de Corte ou de Fogo.

Se tiver usando uma camisa verde, você pode gastar 1 PM para lança o seu escudo contra um alvo Longe, como se tivesse a vantagem Ataque Especial (Distante, Choque).

Chefes do Castelo de Willy

Mecha Dragon 29Ki

P3, H2, R4, PA 5, PM 20, PV 30.
Arquétipo: Constructo.
Perícias: Esporte (Voo Acrobático), Luta.
Vantagens: +Ação 1, Alcance 1, Ataque Especial (Área, Poderoso, Perigoso), Desgaste, Forte, Grimório 2, Imune (Abiótico, Doenças, Resiliente e Sem Mente), Irresistível, Invulnerável (Ar, Ácido, Cósmico, Terra, Perfuração), +Mana 1, +Vida 1, Vigoroso, Voo.
Desvantagens: Atrapalhado, Bateria, Sem Vida, Fraqueza 2 (Cabeça), Vulnerável (Fogo, Corte).
Técnicas: Disparo de Energia, Golpes (Derrubar, Forte).

Picopico-kun 20N

P4, H2, R1, PA 4, PM 40, PV 45.
Arquétipo: Constructo.
Perícia: Luta.
Vantagens: Aceleração, Acumulador, Ágil, Ataque Especial (Investida, Potente 1), Imune (Abiótico, Doenças, Resiliente e Sem Mente), Habilidade de Chefão (A cada 5 PV que Picopico-Kun perde, ele recebe +1 em Habilidade e ganha +1 vez a vantagem Ataque Especial Potente), +Vida 4, +Mana 3.
Desvantagens: Bateria, Sem Vida, Vulnerável (Ácido, Corte), Fúria.

Guts Tank 20Su

P4, H2, R6, PA 4, PM 30, PV 30.
Arquétipo: Constructo.
Perícia: Luta.
Vantagens: Mets (Ajudante – Lutador), Ataque Especial (Choque, Investida, Perigoso), Forte, Imune (Abiótico, Doenças, Resiliente e Sem Mente), +Mana II.
Desvantagens: Bateria, Sem Vida, Atrapalhado, Monstruoso, Vúlneravel (Corte, Cósmico).

Willy Machine 2 24Ki

P7, H– (4 do Dr. Willy), R4, PA 7, PM – (30 do Dr. Wily), PV 40.
Perícia: Luta, Máquinas.
Vantagens: Alcance I, Ataque Especial (Área, Penetrante), Defesa Especial (Esquiva), Forte, Grimório II, Inimigo II (Constructo), +Vida II, Voo.
Desvantagens: Vulnerável (Fogo, Pancada), Ponto Fraco (Vidro aberto para acertar o Willy).
Técnicas: Disparo de Energia, Consertar.

Alien 28Ki

P4, H4, R4, PA 4, PM 20, PV 40.
Arquétipo: Alien.
Perícias: Luta, Máquinas, Mística.
Vantagens: Talento (Gênio), Grimório VI, Magia, Invulnerável (Corte, Vento, Cósmico, Pancada, Fogo, Mágico, Perfuração), +Vida II, Xenobiologia (Magia).
Desvantagens: Inculto, Vulnerável (Ácido, Frio).

Nova Vantagem

Habilidade de Chefe 2pts

Você tem uma habilidade única, algo especifico que precisa de algo acontecer para ativar um efeito secundário (tipo uma Maldição reversa). Essa é uma vantagem exclusiva para NPC, você jogador pode até chorar para ter algo do tipo, mas ai vai do seu mestre. Até lá, boa sorte.


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3DeT Victory ainda não está disponível para compra, é possível que, após a postagem deste material, algumas regras tenham sido alteradas, faremos uma nova versão caso seja o caso! E fique por dentro da coluna Dentro da Arca para mais contéudos de 3DeT Victory!

Se está aqui, mas prefere Tormenta20 e A Lenda de Ghanor, se liga na Área de Tormenta, o espaço especial dedicado apenas à Tormenta20 e o que remete a ele! E acompanhe também as outras sessões, por favor!

Texto e Arte da Capa: Gustavo “AutoPeel” Estrela
Revisão: Raquel Naiane. 

Savage Worlds – Guia de Criação de Personagem

Desde sua primeira edição em 2003, Savage Worlds, lançado no Brasil pela Editora Retropunk, acolheu qualquer cenário que você possa imaginar, desde investigações policiais e thrillers de operações especiais, a exploração de masmorras, space opera e horror. Ele é considerado um ótimo sistema para customizar como quiser e adaptar ao seu mundo.

Como Criar Sua Personagem

Antes de criar sua ficha o primeiro passo é saber em qual cenário a mesa será jogada. Será um mundo moderno, pós apocalíptico ou medieval? Ou quem sabe um cyberpunk? Essa informação a ajudará a tomar as melhores decisões para a sua personagem e para a sua diversão. Antes de mais nada, pegue essa informação com sua mestra.

Conceito

De posse da informação sobre o mundo é hora de pensar no conceito. O conceito da personagem é, em geral, uma frase que a define. Pode ser uma policial em busca de vingança, ou uma forasteira tentando sobreviver em um ambiente hostil. Essa primeira frase ajuda a pensar em todo o restante.

Raças

As raças disponíveis na mesa irão depender do cenário. Esse ponto também é importante que seja conversado com a mestra para saber se alguma raça não será aceita ou mesmo se alguma foi criada especialmente para o cenário (sim, o sistema de Savage Worlds possui opções de criação de raça!).

Vamos listar as principais raças disponíveis, bem como suas características.

  • Anão

Os anões são baixos, robustos e resistentes. Vivem em cavernas e montanhas altas. Considerados uma raça orgulhosa e com uma inclinação a conflitos. Convivem constantemente com orcs e goblins. Geralmente vivem mais de 200 anos.

  • Androide

Criados por tecnologia avançada, os androides simulam humanos em muitos aspectos e geralmente podem se passar por eles quando desejado. Possuem inteligência artificial completa, personalidades individuais, peculiares e emoções distintas.

  • Aquariano

Vindos das profundezas do oceano. São fortes e resistentes debaixo de água, mas geralmente vulneráveis ao ar livre.

  • Aviano

São humanoides com asas. Tendem a ser leves devido ao osso oco. Podem possuir penas, coriáceos ou escamas.

  • Elfos

Altos e esguios, com orelhas pontudas e olhos profundos. Nascem graciosos, independentemente de onde venham. A maioria vive 300 anos.

  • Meio-Elfos

Uma combinação entre a graça dos elfos e a adaptabilidade dos humanos. Vivem no limiar entre a aceitação e rejeição de seus familiares. Podem viver cerca de 100 anos.

  • Humanos

São versáteis e adaptáveis, por isso, na maioria dos cenários recebem uma vantagem gratuita à sua escolha.

  • Pequeninos

Baixos e ágeis, com cabelos ondulados. São considerados otimistas e entusiásticos, ou astutos e ardilosos (ou mesmo uma combinação de tudo isso).

  • Rakashanos

São grandes felinos humanoides. Podem ter as colorações de um tigre, a pele dos leopardos ou a aparência de um siamês. Possuem presas e garras afiadas e uma natureza cruel ao lidar com sua caça.

  • Sáurios

Homens-lagarto. Geralmente vindos de selvas escaldantes ou desertos.

Complicações

As complicações são falhas, desvantagens ou segredos extraídos da história da personagem. Nessa etapa você pode adquirir 4 pontos de Complicações. As Complicações Maiores valem 2 pontos e as Menores valem 1 ponto. Qualquer combinação de Complicações pode ser feita, desde que somem 4 pontos ao final.

As Complicações ajudam a definir sua personagem e interpretá-la. Também garante pontos adicionais que podem ser usados para melhorar Perícias ou Atributos.

Com 2 pontos você pode: Aumentar um atributo em um tipo de dado ou Escolher uma Vantagem.

Com 1 ponto você pode: Ganhar outro ponto de perícia ou Ganhar dinheiro adicional igual ao dobro dos seus recursos iniciais (geralmente são $500).

Atributos

O sistema de Savage World possui 5 atributos: Agilidade, Astúcia, Espírito, Força e Vigor. Toda personagem começa com d4 nesses atributos. Na criação da ficha você recebe 5 pontos para aumentar seus atributos, cada ponto aumenta um tipo de dado.

Exemplo: Se você gastar 1 ponto em Agilidade, Astúcia e Vigor e 2 pontos em Força, sua personagem terá d6 para as rolagens de Agilidade, Astúcia e Vigor, d8 para as rolagens de Força e d4 para as rolagens de Espírito.

Perícias

As perícias são habilidades aprendidas. O sistema tem cinco perícias que são consideradas como básicas, essas são habilidades “inatas” que a maioria das aventureiras adultas possui. Portanto, a menos que sua raça diga o contrário , sua personagem começa com d4 em cada uma das cinco perícias básicas. São elas: Atletismo, Conhecimento Geral, Perceber, Persuadir e Furtividade.

Depois de marcar as perícias básicas você tem 12 pontos para aumentá-las ou adquirir novas perícias. Assim como nos atributos, cada tipo de dado custa 1 ponto, sendo o d4 o dado inicial. Aqui vale um ponto de atenção, cada perícia é associada a um atributo. A perícia precisa ser igual ou menor que esse atributo. Caso o tipo de dado exceda o atributo o custo será de 2 pontos para cada tipo de dado.

O valor máximo das perícias é d12.

Características Derivadas

Movimentação: O quão rápido sua personagem se move em situações táticas, como combates, por exemplo. A movimentação padrão é 6.

Aparar: É a dificuldade para atingir sua heroína em combate corpo a corpo. É determinada da seguinte forma: Metade da sua perícia Lutar + 2 + bônus por escudos ou certas armas. Caso a personagem não tenha Lutar, o valor padrão é 2.

Exemplo: Sua perícia Lutar é d6 e você possui bônus +3 pelo seu escudo anti choque. Seu aparar será 8 (d6/2+2+3).

Tamanho: O tamanho padrão da heroína é 0 a menos que modificado por habilidades raciais, vantagens ou complicações.

Resistência: Determina o limiar de dano da sua personagem. Assim, rolagens de dano que igualem ou superem esse valor causam efeitos nocivos.

Vantagens

A lista de vantagens é comum na maioria dos cenários e está agrupada por categorias, sendo elas:

Antecedente – Vantagens inatas, geralmente aprendidas através de familiares ou hereditárias.

Combate – Criadas para ajudar sua heroína a causar danos terríveis.

Liderança – Concedem bônus a aliadas, tornando-as mais eficientes, confiáveis ou resistentes.

Poder – São a chave para acessar todo o potencial das personagens com Antecedentes Arcanos.

Profissionais – Essas vantagens refletem anos de prática ou experiência em uma atividade ou ofício.

Sociais – Ajudam você a levar as pessoas ao redor a fazerem o que você deseja.

Estranhas – Vantagens levemente sobrenaturais em sua origem e geralmente apropriadas apenas a cenários com tais elementos.

Lendárias – Vantagens específicas para determinados mundos, embora algumas possam se encaixar em qualquer lugar.

Equipamentos

Na maioria dos cenários sua personagem inicia com $500 em fundos para compra de equipamentos iniciais. Os equipamentos disponíveis irão variar de cenário para cenário.

Histórico

Toda personagem merece um histórico, uma experiência ou história que conte ao mundo de onde ela vem, o que estava fazendo e por que se encontra ali naquele momento. Pergunte a si mesma, quais são os objetivos da sua personagem? Onde ela vive? Ela tem família? Amigos? Uma história trágica que movimente toda a sua sede e desejo de vingança? Quais características ela pode ter para melhorar ainda mais o jogo? Converse com as outras jogadoras, com sua mestra e solte sua imaginação.

Nomeie Sua Personagem

Uma das etapas mais importantes. Reúna tudo o que sabe sobre sua personagem e escolha um nome digno para sua heroína.

Bom jogo!


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Texto: Jessy Costa
Revisão: Raquel Naiane.

Chuck Norris – Mutantes e Malfeitores 3° Edição

Faleceu hoje, dia 20 de março de 2026, o ator, produtor e mestre de artes marciais Carlos Ray Norris, mundialmente conhecido como Chuck Norris. Aos 86 anos, o ícone dos filmes de ação deixa um legado que transcende o cinema e a televisão, tendo-se tornado um verdadeiro fenómeno cultural e digital. Como escritor, filósofo e narrador, observo que poucas figuras públicas conseguiram habitar o imaginário coletivo com tanta força, oscilando entre o homem real e o mito quase insuperável.

Neste artigo prestamos a nossa homenagem a esta figura incontornável, relembrando a sua trajetória e, claro, transpondo o seu legado para os dados e para as fichas de Mutantes & Malfeitores 3ª Edição.

O Homem por Trás do Mito: Uma Biografia de Disciplina

Antes de dominar os cinemas, Carlos Ray Norris construiu uma vida pautada pela disciplina militar e marcial. Dessa forma, a sua jornada começou na Força Aérea dos Estados Unidos. Então, durante o seu destacamento na Coreia do Sul, no final da década de 1950, Norris descobriu e começou a treinar a arte marcial Tang Soo Do.

Esta experiência foi o catalisador para uma carreira desportiva brilhante. Por isso, ao regressar aos Estados Unidos, Norris não só se tornou um competidor temido, como alcançou o feito impressionante de ser hexacampeão mundial invicto de karatê na categoria de peso-médio.

Com isso, a sua dedicação profunda à biomecânica e à filosofia do combate levou-o a fundar a sua própria arte marcial, o Chun Kuk Do (hoje conhecido como Chuck Norris System), demonstrando uma busca incessante pela excelência física e tática — algo que eu, enquanto massoterapeuta e estudioso do corpo humano, admiro profundamente.

A Jornada no Cinema e na Televisão

A transição dos tatames para o cinema ocorreu na década de 1970, e não poderia ter sido mais emblemática. Em O Voo do Dragão (1972), Chuck Norris protagonizou, ao lado de Bruce Lee, uma das lutas mais antológicas da história da sétima arte, gravada no Coliseu de Roma. Este embate estabeleceu a sua imagem como um lutador formidável e abriu portas para uma carreira prolífica nos anos 80.

Filmes como Braddock: O Super Comando (onde interpretava um veterano que se tornava um exército de um homem só) consolidaram o seu estatuto de herói de ação implacável. No entanto, foi na televisão, com a série Walker, Texas Ranger (1993-2001), que ele definiu a figura do justiceiro moralmente inabalável, resolvendo conflitos com retidão e, inevitavelmente, com o seu famoso pontapé circular.

O Fenômeno dos “Fatos Indubitáveis”

Na virada do milénio, com a expansão da internet, Chuck Norris deixou de ser apenas um ator para se transformar num simulacro cultural.

O surgimento do meme dos “Fatos sobre Chuck Norris” elevou-o a um patamar de quase onipotência humorística. Frases como “Chuck Norris não dorme, ele espera” ou “Chuck Norris contou até ao infinito… duas vezes” criaram um arquétipo de masculinidade e poder tão exagerado que se tornou uma linguagem universal na rede.

Sendo assim, ele tornou-se a personificação de uma força invencível, um conceito que nós, jogadores de RPG, conhecemos muito bem quando lidamos com entidades de níveis de poder absolutos nas nossas campanhas.

Chuck Norris em Mutantes & Malfeitores 3ª Edição

Para celebrar esta vida dupla — o lutador disciplinado e a entidade invencível da internet —, criei duas versões de fichas utilizando as regras de Mutantes & Malfeitores 3ª Edição. Podem usá-las nas mesas de jogo, quer seja para uma campanha urbana realista ou para um desafio épico de proporções cósmicas.

CARLOS RAY NORRIS (A Vida Real)

O mestre marcial militar. Ideal para campanhas de nível de rua, focado em tática, condicionamento humano e combate técnico.

Nível de Poder: 8.

Habilidades: Força 3, Vigor 4, Agilidade 4, Destreza 3, Luta 10, Intelecto 1, Prontidão 4, Presença 3.

Defesas: Esquiva 10, Aparar 12, Fortitude 8, Resistência 8 (Sendo 4 do Vigor e 4 de Rolamento Defensivo), Vontade 8.

Perícias: Acrobacia 4 (+8), Atletismo 8 (+11), Combate Corpo-a-Corpo: Desarmado 2 (+12), Especialidade: Artes Marciais 10 (+11), Especialidade: Táticas Militares 6 (+7), Intimidação 6 (+9), Intuição 8 (+12), Percepção 6 (+10).

Vantagens (Arsenal Tático): Ação em Movimento, Agarrar Aprimorado, Agarrar Rápido, Ataque Acurado, Ataque Defensivo, Ataque Dominó 2, Ataque Poderoso, Avaliação, Bloqueio Aprimorado, Crítico Aprimorado (Desarmado), Derrubar Aprimorado, Desarmar Aprimorado, Iniciativa Aprimorada, Rolamento Defensivo 4, Tolerância.

Técnicas Marciais (Poderes):
  • Chun Kuk Do: Dano 2 (Baseado na Força. Total: Dano 5 Desarmado). Representa os anos de treino intenso para quebrar a resistência do oponente.

CHUCK NORRIS (O Meme / Os “Fatos”)

A lenda da internet. Uma entidade para campanhas onde o poder escala para o absoluto.

Nível de Poder: 20

Habilidades: Força 15, Vigor 15, Agilidade 10, Destreza 10, Luta 20, Intelecto 5, Prontidão 15, Presença 15.

Defesas: Esquiva 20, Aparar 25, Fortitude 20, Resistência 20, Vontade 20.

Perícias: Atletismo 10 (+25), Intimidação 15 (+30), Intuição 10 (+25), Percepção 10 (+25).

Vantagens: Ação em Movimento, Ataque Poderoso, Ataque Imprudente, Derrubar Aprimorado, Destemido, Duro de Matar, Esforço Supremo (Resistência), Iniciativa Aprimorada 4.

Poderes (O Mito Encarnado):
  • O Pontapé Circular (Dano Corpo-a-Corpo): Dano 5, Baseado em Força (Total 20), com Multiataque 20 e Penetrante 20.

  • Senhor das Regras (Controle da Sorte): Controle da Sorte 3 (Obrigatório aos inimigos refazerem jogadas e anula as complicações impostas pelo mestre).

  • Barba Indestrutível (Proteção): Proteção 5, com Resistência Impenetrável 20.

  • A Lenda Nunca Morre: Imortalidade 5, Imunidade 10 (Envelhecimento, Doenças e Suporte Vital), Regeneração 10.

A sua presença física despede-se hoje, mas no mundo das ideias, e através dos nossos dados, o seu legado continuará a ser rolado. Descanse em paz, Mestre.


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Texto e capa: Eduardo Filhote.

O Canto do Abismo – Conto – Lobisomem O Apocalipse 5° Edição

A Wyrm é ardilosa. Quando você corta a cabeça do mal externo, percebe que o veneno já foi absorvido pelas suas próprias veias. É o clássico aviso de Nietzsche: ‘Quando você olha muito tempo para um abismo, o abismo olha de volta para você.’ Mas o que Nietzsche não sabia é que, no Mundo das Trevas, o abismo tem dentes, memórias e uma fome insaciável por heróis que acreditam já ter vencido. É a mesma descida aterradora que vemos quando Cloud cai no Lifestream em Final Fantasy VII, ou a transição para o mundo de pesadelos em Silent Hill. A paisagem muda porque a mente do observador ruiu.

O que trago agora não é uma crônica de garras rasgando carne ou de Fúria cega vencendo a corrupção. O que trago é o Canto do Abismo, o segundo ato da tragédia da matilha que ousou se autodenominar os Filhos da Capivara. Escutem com atenção o som da terra cedendo… e preparem-se para a queda.

O Canto do Abismo

(A fogueira não apenas crepita; ela parece engolir a própria luz, criando uma redoma de sombras ao redor de todos. Os olhos de Alma de Dois Mundos se reviram para trás, mostrando apenas a esclera branca. As veias do pescoço saltam, e a boca se abre para deixar escapar uma voz que soa como o vento uivando por uma fenda de pura estagnação. O espírito, o guardião das memórias que ninguém quer guardar, toma a palavra mais uma vez.)

“Aproximem-se, filhotes, pois a história não terminou quando a luz fria de Ñe’ãngá Mano vacilou. Vocês acham que derrotar um monstro purifica a terra corrompida? Como guerreiros, a Nação Garou frequentemente confunde o alívio amargo da sobrevivência com a glória da vitória.

Lembrem-se do cenário logo após a batalha: a matilha estava de joelhos na lama tóxica, arfando. Os músculos tremiam não apenas pelo esforço físico, mas pela profunda exaustão espiritual. O pelo de Eterna Tormenta estava empastado com o sangue negro da Wyrm e o barro ferruginoso, pesado como uma armadura de chumbo. Noite Perdida mal conseguia manter a coesão de sua forma, sua Gnose tão drenada pelo toque de Ñe’ãngá Mano que a própria Fúria — o fogo sagrado de Gaia — parecia apenas uma brasa moribunda sob a chuva fria. Eles respiravam com dificuldade, inalando o cheiro de ozônio morto, enxofre e decomposição.

Anhangá, o Juiz pálido, havia partido levando seu silêncio punitivo, mas o peso de seu olhar de brasa ainda queimava a nuca dos Garous. Foi então que a Guia dos Perdidos, aquela entidade melancólica feita de trapos e lama seca que os trouxera até ali, materializou-se à margem da cratera. Ela não comemorou. Ela sequer os olhou nos olhos. Apontando para as rachaduras no solo instável, sussurrou com uma voz que soava como pedras se chocando no leito de um rio seco:

‘Vocês pararam a batida do coração negro… mas a caixa torácica da terra ainda está aberta, e os vermes já entraram. Cuidado onde pisam, lobos… a gravidade da culpa é implacável.’

(A fogueira agora parece exalar um frio que penetra os ossos. As sombras ao redor de Alma de Dois Mundos se alongam, distorcendo as feições do jovem Galliard até que ele pareça muito mais velho, carcomido pelo tempo. A voz do espírito retoma a narrativa, arrastada e pesada, como pedras rolando no fundo de um abismo escuro.)

O Abismo da Alma – A Queda

“Após a batalha extenuante na escuridão absoluta da Zona Morta, onde a luz natural não penetra e as estrelas de Gaia são apenas um mito distante, a matilha estava exausta e suas almas em farrapos. Vocês devem entender, filhotes, que a Zona Morta não te destrói apenas com monstros como a Apu’apopo Mano ou o Coração das Almas Mortas. Ela te mata com a paisagem. Ela te consome pela geografia do desespero.

Foi então que cometeram o erro que a lama, com a paciência infinita da entropia, aguardava. Uma decisão errada. Um cálculo mal feito em uma mente anuviada pela perda de Gnose. O solo de Mariana, compactado por toneladas de rejeitos de minério e sangue espiritual, é uma ilusão de solidez da Tecelã misturada com a podridão da Wyrm. Um passo em falso de uma pata pesada. A crosta cedeu sob eles com um estalo seco, não como pedra quebrando, mas como o som de uma espinha dorsal se partindo ao meio.

Eles despencaram por um desfiladeiro escancarado na própria Película, rumo ao que parecia ser a morte certa. Enquanto caíam, a Guia dos Perdidos permaneceu na borda do precipício. Ela não estendeu a mão feita de trapos e lama. Apenas olhou para baixo com seus olhos vazios, e sua voz ecoou na mente deles durante a queda: ‘A terra que vocês falharam em proteger agora os engole. Boa noite, lobos de vidro e carne.’

Mas, filhotes, na Umbra Profunda que se sobrepôs àquele lugar, a gravidade não é física; ela é puramente existencial. Quando o chão sumiu, o desespero de bater no fundo foi substituído por um terror muito pior: a queda contínua. O mergulho não quebrou seus ossos, pois o impacto físico nunca veio; ele quebrou suas mentes. A Fúria, que costuma ser o escudo de um Garou, foi arrancada deles como um manto inútil no meio de um furacão.

Eles foram tragados por um sono pesado, letárgico, uma suspensão da realidade que os imergiu em um mar escuro de amnésia forçada. Um coma espiritual os arrebatou, forçando-os a fechar os olhos para o mundo físico corrompido, apenas para abri-los no único lugar mais escuro, sufocante e perigoso que a lama em Mariana: os recantos mais profundos, inexplorados e vergonhosos de suas próprias almas.”

(Alma de Dois Mundos abaixa a cabeça por um instante, como se sentisse a vertigem daquela mesma queda, antes de erguer o olhar novamente, com a esclera branca brilhando à meia-luz. As sombras ao redor da fogueira parecem se estilhaçar, como se o próprio ar fosse feito de espelhos quebrados. Alma de Dois Mundos ergue as mãos, tateando um espaço invisível, enquanto a voz do espírito ressoa, não mais de fora para dentro, mas ecoando diretamente nas mentes de quem ousa escutar.)

O Elo Mais Fraco – O Despertar no Vazio

“Quando os olhos de Eterna Tormenta e Noite Perdida finalmente se abriram, o baque seco contra o fundo do abismo não veio. O mundo físico, com seu cheiro ocre de ferro e morte, simplesmente não estava lá. Não havia céu, não havia chão. Eles despertaram em um não-lugar, um vazio branco e estéril. Aquele vazio não era ausência; era um espelho cruel que refletia a fragmentação de suas próprias mentes.

Eterna Tormenta, sempre a âncora de Fúria da matilha, tentou uivar. O som morreu em sua garganta, abafado por uma pressão invisível. A sensação tátil era aterradora: o pelo parecia dormente, e o vínculo espiritual da matilha — aquele fio invisível que une os Garou — estava mudo. Eles precisavam desesperadamente encontrar seus aliados perdidos naquele labirinto onírico, onde memórias flutuavam como ilhas despedaçadas em um mar de nada.

Foi caminhando por essa desolação interior, tropeçando em ecos de seus próprios fracassos, que uma voz sibilou da neblina. Não era um Maldito da Pentex, nem uma aberração da Zona Morta. Era um eco do próprio Vazio, moldando-se com a voz de antigos heróis caídos:

‘Vocês rasgam a carne do mundo para salvá-lo e o chamam de Justiça. A Endron rasga a montanha por minério e o chama de Progresso. Digam-me, lobos: para a Terra que sangra, qual é a diferença entre a garra e a escavadeira?’

As palavras bateram com a força de um martelo de prata. Ali, uma verdade aterradora se revelou, desconstruindo tudo o que a Nação Garou lhes ensinara: os lobisomens, os supostos heróis incorruptíveis de Gaia, podem ser, de fato, o elo mais fraco da corrente da vida.

Nós nos orgulhamos de nossas garras. Nós cultuamos a nossa Fúria. Mas, eu pergunto: o que é o poder sem a ética? É a arrogância do homem desprovida de responsabilidade. Muitas vezes, essa mesma Fúria que cega a nossa razão nos torna tão caóticos e destrutivos quanto a Tecelã Louca que ajudou a pavimentar o desastre de Mariana. A nossa fúria cega não purifica; ela apenas muda o autor da destruição.

Naquele vazio, enquanto tateavam em busca de seus irmãos de matilha, Eterna Tormenta e Noite Perdida entenderam o mais duro dos dogmas: a arrogância da Nação Garou, com seus dogmas inflexíveis e sua sede de sangue sagrado, não era tão diferente da arrogância corporativa da Pentex. Ambas as forças acreditavam ter o direito divino de decidir o destino do mundo, passando por cima da dor dos mais fracos.

Sem suas garras físicas, sem o conforto de um inimigo para culpar, os Garou perceberam que eram apenas monstros caçando monstros em um mundo já quebrado pelas mãos de ambos.”

(Alma de Dois Mundos abaixa as mãos, a esclera branca de seus olhos brilhando com uma tristeza resignada. A fogueira volta a aquecer, mas o frio existencial daquela revelação permanece suspenso no ar da noite. As chamas da fogueira agora perdem o tom alaranjado e assumem um brilho prateado, frio e melancólico. Alma de Dois Mundos ergue o rosto para o céu noturno, os olhos brancos refletindo uma lua que apenas ele consegue ver. Suas mãos tremem levemente, não de frio, mas pelo peso das memórias alheias. A voz do espírito ressoa, suave e cortante como vidro.

O Tribunal das Memórias – A Meia-Lua na Alvorada

“Vocês, Garou, são ensinados desde filhotes a resolver os problemas com os dentes. Quando a Wyrm se manifesta, vocês a rasgam. Mas como você arranca a garganta de um arrependimento? A jornada pelos abismos internos exigia respostas que a violência pura simplesmente não podia dar.

Cada membro dos Filhos da Capivara foi forçado a caminhar por um corredor de espelhos feito de lama e sombras, confrontando o fantasma de seus próprios fracassos. Tentaram usar a Fúria no início, claro. Eterna Tormenta desferiu golpes contra o ar enevoado, apenas para ver suas garras atravessarem as miragens e rasgarem sua própria alma. Era inútil. O mergulho, que parecia uma punição cruel do abismo, transformou-se em um purgatório absolutamente necessário de autoconhecimento. A dor, aqui, era pedagógica.

Ali, na desolação daquele labirinto onírico, uma única luz rompeu a escuridão absoluta. Uma luz pálida, com o formato de uma meia-lua na alvorada. Não era um feitiço aleatório; era a Lei do Retorno. Era o reflexo direto do sacrifício que haviam feito no Mar de Mortos, quando doaram sua preciosa Gnose para restaurar Jaci. A deusa, mesmo fraca no mundo físico, enviou um eco de sua luz para dentro deles. Um lembrete de que, mesmo no fundo do poço, a compaixão que você espalha é a corda que te puxa de volta.

Sob aquela luz reveladora, as poças de barro no chão onírico tornaram-se telas. Eles viram seus pecados mais íntimos refletidos na lama. Viram os rostos dos inocentes que não salvaram, os humanos que consideraram ‘danos colaterais’ em suas cruzadas sagradas. Do fundo de uma dessas poças, uma figura distorcida, com o rosto de um civil que deixaram para trás, emergiu até a cintura, agarrando as pernas de Noite Perdida. A voz da aparição borbulhava com rejeitos tóxicos:

‘Você não me salvou porque eu era fraco. Você me deixou morrer porque minha vida não valia a sua Glória. Quem é o verdadeiro monstro aqui, lobo?’

Foi um golpe devastador na psique da matilha. Eles sentiram a vergonha sufocar a Fúria. Viram o ódio irracional que tantas vezes deixaram assumir o controle, justificando a barbárie em nome de Gaia. Para saírem dali, precisariam aceitar a mais dura das verdades: o lobisomem peca por soberba. Eles acreditam ser os juízes intocáveis do Apocalipse, quando muitas vezes são os carrascos.

A luz de Jaci não estava lá para julgá-los, mas para mostrar a ferida. A cura do mundo exterior, aquele purgatório de Mariana que aguardava o retorno deles, exigia, antes de tudo, a cauterização da ferida interna. E o fogo para essa cauterização não era a Fúria. Era o perdão.”

(A luz prateada do fogo diminui, voltando lentamente a um tom quente. Alma de Dois Mundos abaixa a cabeça, respirando de forma compassada, como quem acaba de sobreviver a um ataque de pânico. As chamas da fogueira agora não crepitam; elas murmuram. O fogo se abaixa, condensando-se em um único ponto brilhante e denso, como um coração que se recusa a parar de bater mesmo esmagado. Alma de Dois Mundos cai de joelhos perante a roda, os ombros curvados sob um peso invisível que ameaça estilhaçar sua espinha. Quando a voz do espírito emerge, ela soa não como um eco distante, mas como o sussurro inescapável de um juiz ao pé do ouvido.)

A Provação da Liderança – A Coroa de Espinhos e o Pedido de Perdão

“Vocês, jovens Garou, esperam que o clímax dessa queda seja um épico embate de garras ensanguentadas, não é? Estão condicionados a crer que todo abismo esconde um monstro final no fundo. Mas o clímax desse mergulho não foi uma batalha contra hordas de Tetekãs. Foi o tribunal silencioso de uma alma que precisava assumir o peso de uma coroa de espinhos, forjada pela arrogância de nossa própria espécie.

No centro daquele vazio, o abismo não mandou garras; ele exigiu respostas. A liderança, como os Filhos da Capivara aprenderam da forma mais amarga, não poderia mais ser baseada na dominância bruta, no rosnado mais alto que subjuga os mais fracos. Se você lidera apenas pelo medo e pela força, você não é um Alfa de Gaia; você é apenas um gerente júnior da Pentex com pelos. A verdadeira liderança é a capacidade aterradora de carregar o fardo das falhas coletivas sem permitir que a sua mente se quebre.

Eterna Tormenta foi testada pelo próprio abismo e provou-se digna. Das poças de barro onírico, ergueu-se um altar distorcido, e a voz sem rosto da Umbra Profunda fez sua exigência final: ‘Para governar sobre a lama, você deve primeiro engoli-la. Você aceita o peso dos que falharam antes de você?’

Para consolidar seu papel de Alfa, ela precisou ir contra todo o instinto predatório de um lobisomem. Ela precisou reivindicar não apenas a dor de sua matilha, mas aceitar os pecados e as omissões de toda a raça Garou. Como líder, ela dobrou os joelhos, não em submissão à Wyrm, mas em uma reverência dolorosa à Terra. Ela compreendeu que existir é, fundamentalmente, responsabilizar-se pelo outro.

Ela viu que a verdadeira força não é gritar mais alto que os Malditos. Não é a Fúria de um Ahroun em frenesi varrendo o campo de batalha. A verdadeira força é ter a resiliência inabalável de olhar para o chão devastado de Mariana e pedir perdão à Terra.

Eterna Tormenta uivou. Mas não foi um uivo de desafio. Foi um lamento de luto profundo, um pedido de desculpas rasgado que reverberou pelos confins daquele purgatório mental. Ao aceitar a culpa coletiva, ela quebrou as correntes do orgulho. Os Filhos da Capivara não queriam apenas destruir a corrupção física; eles buscaram redimir os pecados estruturais e a inércia que levaram o mundo à beira do colapso ecológico e espiritual.”

(Alma de Dois Mundos respira fundo, erguendo a cabeça lentamente. O peso invisível parece dissipar-se no ar frio da noite. Seus olhos perdem o branco sobrenatural, voltando ao normal, marejados, mas incrivelmente focados. Ele massageia os ombros e sorri de canto, com a sabedoria de quem analisou o abismo. A luz prateada do fogo onírico começa a pulsar em um ritmo lento, como um coração recém-nascido tentando encontrar seu compasso. O corpo de Alma de Dois Mundos estremece intensamente, os músculos retesados lutando contra a transição de mundos. A voz do espírito ressoa pela última vez, perdendo a estridência e ganhando a textura de um sussurro de despedida, o som da chuva finalmente

O Renascimento no Barro – A Sabedoria do Luto

“Com a alma julgada, a coroa de espinhos assumida e a culpa coletiva aceita, o tecido da Umbra Profunda começou a se alterar. O desfiladeiro, que até então era um túmulo existencial esmagador, deixou de ser um abismo mortal para se tornar um útero de transformação. A lama onírica ao redor deles perdeu a densidade tóxica e ganhou o calor de um casulo alquímico. A matilha precisou ser decomposta em seus medos para poder renascer.

A escalada de volta à realidade não foi feita com saltos de predadores imbatíveis. Foi uma subida dolorosa, pata ante pata, mão sobre mão. Quando Eterna Tormenta escorregava, Noite Perdida cravava as garras na rocha espiritual e a puxava para cima. O fio de prata que une a matilha, antes rompido pela arrogância, foi reatado com a linha grossa da vulnerabilidade compartilhada. Eles escalaram de volta à superfície não mais como guerreiros arrogantes e donos da verdade, mas como sobreviventes marcados pela sabedoria irreparável do luto.

O despertar definitivo os ejetou do coma espiritual com a violência de um pulmão puxando o primeiro sopro de ar. Eles abriram os olhos físicos e o mundo não havia mudado: o purgatório de lama e silêncio de Mariana continuava lá. O cheiro de ferro e morte ainda empesteava o ar, e a Zona Morta continuava sendo um monumento à ganância da Pentex. Mas, filhotes, eles haviam mudado.

Eles não viam mais apenas inimigos para rasgar; eles viam feridas para curar. Ao abrirem os olhos, as retinas dos Filhos da Capivara estavam calibradas para ver além da neblina tóxica. Eles enxergavam as correntes de dor que prendiam aquele lugar, e agora, purificados pelo próprio abismo, finalmente tinham a clareza espiritual para tentar desfazê-las.”

(A fogueira reacende subitamente em um estrondo surdo, as chamas alaranjadas e quentes dissipando instantaneamente a fumaça cinzenta e o frio fantasmagórico. O corpo de Alma de Dois Mundos relaxa de uma só vez. Ele respira fundo, sugando o ar noturno com desespero, cambaleando levemente antes de se sentar de forma pesada, exausto. O peso ancestral deixa seus ombros, escorrendo para a terra. Ele pisca, limpa o suor da testa e olha para os filhotes, não mais como um espírito ancestral, mas inteiramente como um contador de histórias, com aquele brilho analítico e apaixonado de sempre no olhar.)


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Justas e Torneios Medievais – Santos Escritos

Justas são disputas medievais antigas em que um cavaleiro avançava em carga contra outro cavaleiro, visando derrubá-lo de sua montaria ou quebrar sua lança.

Nesse caso, a justa era uma das hastiludes (um termo genérico para diversos jogos marciais da Idade Média, que significava “Jogo da Lança”), e hoje, no Santos Escritos, vamos trazer estes jogos de lança para A Lenda de Ghanor RPG.

Os Hastilude

Boa parte das hastilude são parte de um torneio. Que incluem melee, combate “mano a mano”, disputas de força e precisão e justas.

Na nossa idade média do mundo real, muitos consideravam os torneios como perseguidos de fama pelos cavaleiros e uma ameaça a ordem pública.

No entanto, era um show amado pelas massas e muitas vezes serviam para honrar coroações, casamentos, nascimentos ou conquistas recentes, mas também apenas para o entretenimento do público.

Combate de justa

Justas

O tipo mais famoso de hastilude é a justa, que é um esporte praticado por cavaleiros montados que cavalgavam uns contra os outros. Isso porque, visavam causar a maior quantidade de dano a armadura do alvo ou derrubá-lo do cavalo.

Com isso em mente, uma justa deve ser praticado por dois cavaleiros com armaduras pesadas, lança montada (ou lança de justa, se tiver acesso ao Heróis de Arton) e em cima de uma montaria. E normalmente dura três rodadas.

Em cada rodada, os dois cavaleiros devem fazer investidas montadas e testes de ataque contra o outro alvo, tentando causar dano ou derrubá-los. Sendo que os cavaleiros que sofrerem dano, devem fazer um teste de Cavalgar CD 10 + 2 para cada 10 pontos de dano que sofreu, se falhar, cai do cavalo.

Depois de três rodadas, o cavaleiro que tiver sofrido mais dano ou tiver caído de seu cavalo, perde a justa.

Melee

Melee (ou mêlée ou melée), era um “torneio de massa”, era um combate simulado aonde dois times (seja a pé ou a cavalo) se chocavam em formação. A ideia era quebrar a formação e derrotar a equipe adversária.

Na sua mesa de RPG, uma disputa de melee é um combate comum entre dois lados. Use as regras de Guerra (Revista Dragão Brasil especial Ghanor) ou um combate normal.

Pas d’armes

Pas d’armes eram disputas realizadas por cavaleiros próximos a pontes ou portões de cidade. Para que um cavaleiro possa passar, deve vencer uma disputa ou combate contra o cavaleiro desafiante.

O combate dura 5 rodadas. O cavaleiro que estiver com menos PV ou que chegar a 0 PV primeiro, perde a disputa e deve voltar no dia seguinte.

Cavaleiro praticando o Quintain

Quintain

Também usado como treinamento para justas, porém são um percurso de treino em que o cavaleiro deve acertar um alvo e desviar do objeto.

Pode ser feito como um treinamento, com o cavaleiro fazendo três testes de Força ou Destreza com CD 10 + metade do nível. Se passar, como um benefício do treino, recebem +1d6 de acerto que pode usar para somar em um dos testes da próxima justa que participar.

Tupinaire

Uma versão alternativa da justa, pois ao invés de durar três rodadas e finalizar com o cavaleiro que cair ou sofrer mais dano ao fim da contagem, o duelo segue até que um dos cavaleiro seja derrotado. No caso e em termos de regra, quando chegar a 30% da sua vida primeiro.

Use as mesmas regras das Justas, mas os dois cavaleiros causam dano ao acertarem o oponente, o cavaleiro que chegar primeiro na quantidade de vida que equivale a 30%, é derrotado.

Aplicando Torneios Medievais a sua mesa

Torneios medievais são uma ótima oportunidade de trazer um frescor de certa tranquilidade e esporte na sua mesa. E claro, um torneio pode ser patrocinado por um nobre para demonstrar suas riquezas, e pode dar um certo valor de PP para um dos cavaleiros aventureiros.

Ou um bom lugar para se iniciar um mistério, ou colocar um cavaleiro misterioso aparecendo para desafiar os competidores.

Se baseie em histórias clássicas de literatura medieval, ou até mesmo histórias de WWE e outros esportes que tem narrativas de vilões e mocinhos.


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Texto e Capa:  Gustavo “AutoPeel” Estrela.
Revisão: Raquel Naiane.

Os Bons Costumes – Resenha

Os Bons Costumes é um RPG de Horror Folclórico (ou Folk Horror) do Brasil pela Editora Nozes Game Studio. Idealizado pelo estúdio Rascunho, está sendo lançado, em 2026.

Ritualistas envolvidos na sua criação, até onde nossa investigação conseguiu apurar:

  • Escrito por: Fábio Campelo.
  • Revisão: Leonardo Dionizio e Alexander Santiago.
  • Edição: Nozes Game Studio.
  • Ilustração: Ajhart Studios, Rudez Studio, Yakubovicth, Katya, Kribbox Studio, Edignwn Graphic, Yermia Santiago.
  • Capa: Kim Holm.
  • Diagramação: Leonardo Dionizio.

Os Bons Costumes – Ficha Técnica

 

  • Editora original: Editora Nozes Game Studio;
  • Selo Rascunho: estúdio criativo, voltado ao desenvolvimento de RPGs acessíveis, padronizados e de fácil entrada, pensados tanto para quem está chegando ao hobby (fiquei na dúvida quanto a isto para este RPG específico) quanto para jogadores mais calejados que buscam novas experiências sem curvas de aprendizado excessivas.
  • P&B — 38 páginas;
  • Sistema Odisseia.

O que você precisa para jogar Os Bons Costumes (ou oBC, para os íntimos)

Você precisa de 2 dados de 6 faces e um dado com 12 faces (ou você pode usar um aplicativo de simulação de dados), papel e lápis. E o livro de regras, claro.

Sistema? O já citado Odisseia: Role 1d12, compare o resultado à dificuldade contra um número-alvo resultante da soma do atributo + proficiência + aptidão. Em casos específicos definidos pelo narrador, pode-se somar qualquer bônus à situação aplicável à RT (Rolagem de Tarefa).

O que você pode ser em “Os Bons Costumes”

Um humano “comum”, com um arquétipo básico:

  1. Armipotente;
  2. Sobrevivente;
  3. Artesão;
  4. Bilontra;
  5. Devoto;
  6. Erudito;
  7. Desportista;
  8. Gatuno.
  • Com 4 atributos básicos:

  1. Físico (FIS) = força física, resistência.
  2. Habilidade (HAB) = mobilidade, precisão.
  3. Poder (POD) = personalidade, espírito, vontade.
  4. Cognição (COG) = memória, inteligência.
  • Depois de definir atributos, escolha as proficiências como por exemplo: 

  1. Armas Corpo-a-corpo – Habilidade para combater utilizando armas brancas (lâminas, porretes, espetos, etc.).
  2. Ataque à Distância – Habilidade para combater utilizando armas de disparo ou armas de fogo (arcos, bestas, zarabatanas, armas de fogo, etc.).

Entre muitas outras…

E mais ainda, aptidões:
  1. Beligerancia;
  2. Empático;
  3. Especialista; e
  4. muitas outras.

Ainda tem vantagens:  generalista, hipermnesia (parece um palavrão, eu nem sabia que essa palavra existia), e muito mais.

O Tabu local e o jogo

Temos também bastante leitura para o mestre, aqui chamado de “Narrador”, com orientações e dicas sobre:

  1. Feitiços;
  2. Equipamentos;
  3. Regras de combate.

Temos um capítulo específico para o narrador, inclusive com 10 dicas, explicando as 2 opções de protagonismo, (Estrangeiros ou Nativos), oponentes,  (Animais ou humanoides)e até mesmo criaturas míticas.

Pontos fortes de Os Bons Costumes

Achei a criatividade de transformar filmes e livros de folk horror em RPG, simplesmente FENOMENAL. 

Achei ótimo os capítulos iniciais, que cuidam mais da ambientação, com exemplos imersivos, além de ter a leitura fácil e rápida.

As tabelas com as estatísticas de oponentes facilitam muito o trabalho.

Os “feitiços” são interessantes, muito voltados para a ambientação. São, em grande parte, rituais (ou talvez ritualísticos seja um termo melhor).

Entretanto, temos pontos fracos de Os Bons Costumes?

Eu discordo dos criadores do selo Rascunho quanto a ser acessível para iniciantes. Na verdade, este RPG me parece uma faca afiada para churrasco. Para quem sabe usar, vai fazer um ótimo churrasco.

Todavia, para quem não sabe, o risco de acidente consigo e com os outros, não é desprezível.

Os temas abordados requerem atenção, falando com segurança na sessão zero. E cuidado com gatilhos. Além de que acho essencial colocar um “não recomendável para menores de 16 anos”.

Um alerta para interromper a sessão com um sinal pré combinado, seria um ótimo acréscimo aqui. Eu chamaria o sinal de tabu.

Se você é iniciante no nosso querido hobby, tome cuidado.

Achei as regras para criação de personagens um tanto massivas, embora compensadas por agilidade nas rolagens de tarefa do jogo em si.

Finalmente, as ilustrações são boas, mas o fato de utilizar diversos artistas deixa as coisas um pouco estranhas, às vezes. Você tem de um lado uma ilustração com traços limpos, e por vezes, na mesma página, algo cheio de sombras e detalhes.

Também senti falta de uma aventura pronta.

Minha impressão pessoal

É um RPG com uma proposta original, em termos de preço, R$ 25,00 por um RPG físico completo de 38 páginas na pré-venda, (estamos em março de 2026), acho um ótimo negócio, desde que terror seja a sua praia. Mas, iniciantes, tenham cautela. Ah, por enquanto NÃO teremos PDF na compra. 

100% Do Brasil! pela Editora Nozes Game Studio. Clica na editora aí pra conhecer o RPG.

Claro, sinto falta de um modo Solo.

Mais uma vez, até breve, forasteiro, que sua curiosidade não te mate, como fez com o gato…

Temos outras resenhas, aqui no MovimentoRPG. Quer checar aqui? E nosso podcast, já conhece? Escuta aqui!


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Ameaças de Skyfall para T20

Recentemente ficou disponível para compra o manual digital Skyfall RPG – O Mundo das Quedas. Um suplemento lançado pela Capycat Games, que diversos aspectos de Skyfall RPG para o sistema T20.

O suplemento é bastante completo, trazendo os pontos de catarse e as ancestralidades do jogo oficial de Skyfall, mas no arcabouço de regras de T20, mas nisso me veio um questionamento: como adaptar as Ameaças de Skyfall em T20?

Bem, é isso que vamos abordar hoje!

Opath e Arton tem monstros grandes esperando para serem derrotados!

Ameaças de Opath

Com o Ameaças de Arton, podemos ter alguma ideia melhor de como pegar monstros da 5e e do Skyfall (que usa algumas regras do mesmo), mas antes vamos entender com as Hierarquias e como elas equivalem em T20.

Hierarquias

Em Skyfall RPG, existem três tipos diferentes de Ameaças; Simples, Complexas Chefões.

Ameaças Simples x Ameaças Lacaios

A maneira como ameaças simples de Skyfall são descritas no livro, se aproximam muito mais de Capangas de T20, mas os capangas normalmente vem por habilidades de ameaças, então algumas (a sua escolha) podem ter habilidades que invocam esses tipos de ameaças. Um exemplo é a habilidade Servos do Dragão do Acólito de Kally (Ameaças, pág. 146).

Ameaças Complexas x Ameaças Solo e Especial

Ameaças Complexas são o mais próximo que uma ameaça “comum” de T20 seria, algumas podem até mesmo ser consideradas ameaças do tipo lacaio. Mas em sua esmagadora maioria serão SoloEspecial.

Ameaças Chefões x Ameaças Chefe Final

Ameaças Chefões e Ameaças Chefe Final provavelmente são as mais diferentes entre os dois RPG. Introduzido no Ameaças de Arton, os Chefões podem ser colocados em T20 de duas maneiras diferentes:

  • Como um tipo de Chefe Final, em que ele recebe os bônus de um Chefe Final normal e sua habilidade são as três iniciativas e se recuperar de uma condição ao final do turno (veja Skyfall RPG, pág. 441).
  • Criar um novo tipo de Chefe Final para cada Ameaça, em que ele não tem as habilidades diferentes do Chefão de Skyfall, mas um tipo diferente a sua escolha ou baseada em suas habilidades.
Centauro: Bruto e Cavalaria!

Arquétipos

Skyfall tem diferentes tipos de arquétipos que definem seus modos de lutar no campo de batalha. Não tem exatamente um equivalente, mas algumas coisas são sugestões;

Os Arquétipos Atirador, Bruto, Cavalaria e Líder normalmente serão Solo.

Arquétipos Coletivo normalmente são criaturas do tipo Enxame ou Bando, com um tipo equivalente ao seu papel.

Arquétipos Cavalaria, Defensor, Flanqueador e Sentinela serão ameaças Lacaio ou Especial.

Tipos

Os tipos de Skyfall são mais abrangentes, e alguns tem equivalências em T20. Normalmente os subtipos serão as ancestralidades das criaturas, mas as conversões são;

  • Animais. Feras;
  • Constructos. Constructos;
  • Espíritos. Celestiais, Elementais, Feéricos e Ínferos;
  • Humanoides. Gigantes e Humanoides;
  • Monstros. Dragões, Gosmas e Monstros;
  • Mortos-Vivos. Mortos-vivos. 

Criaturas do tipo planta normalmente vão entrar em algum tipo de criatura, como Humanoides ou Monstros, mas vão ter a habilidade Natureza Vegetal (Ameaças de Arton, pág. 17).

Tamanho

Os tamanhos de Skyfall e T20 são iguais, com exceção do nome do Imenso, que é equivalente a Colossal, mas o resto é igual.

Recarga

Skyfall e T20 tem dois tipos diferentes de uso de Recarga. A Recarga de Skyfall acontece quando o Mestre usa uma habilidade de recarga da Ameaça, e só pode usar novamente quando um jogador usa o ponto de catarse.

Em T20, as habilidades de Recarga só podem ser utilizadas novamente após cumprir alguma condição especifica, que podem ser usar uma ação especifica ou causar algum efeito.

Tá na hora de construir um monstro!

E quando vamos começar a converter?

Agora, mas o resto da ficha é um pouco mais complexo. Algumas habilidades das criaturas de Skyfall, mas outras precisam ser feitas do zero.

As perícias normalmente vão ser bem parecidas com seus equivalentes de outros sistemas D20, portanto a passagem é quase 1:1 com o que é explicado na Lista de Perícias de Skyfall RPG pág. 27. Mas vamos fazer uma ficha aqui como exemplo;

Tipos

Primeiro passo: verificamos seus tipos. Vemos que ele é um Monstro (quimera), Grande, Complexo (Bruto, Flanqueador).

Baseado nas informações de seu tipo, acredito que ele encaixa bem para ser um: Monstro, Grande, Solo.

Deslocamentos

Os deslocamento de Skyfall já são semelhantes ao de T20, sem maiores alterações.

Atributos

Como T20 não usa os valores de atributo, apenas os modificadores, pegamos apenas os valores do Bunyip, assim ele vira uma criatura com: FOR 4, DES 2, CON 3, INT -2, SAB 2, CAR -2.

Características e Perícias

Vida, RD e Resistências

Em Skyfall, o Bunyip tem 115 PV, RD 6 e é vulnerável a GÉLIDO e imune a ÁCIDO, ELÉTRICO e ÍGNEO. Além de ter Furtividade +3, Preparo Físico +3.

Para T20, a vida já está condizente com uma ameaça do seu ND, então não mexemos nela. Nem todas criatura em T20 terá redução de dano, mas no caso do Bunyip é interessante que tenha, mas vamos diminuir para 5, já que normalmente os bônus de redução de dano vem em múltiplos de 5 ou de 2, então para facilitar vamos deixar em RD 5.

Convertemos ele para uma criatura imune a dano ácido, eletricidade e fogo, vulnerável a frio. E nas perícias ele tem Furtividade +4, Atletismo +8.

Nesse caso estamos considerando que a ameaça é treinada em ambas as perícias, portanto Furtividade nos fazemos a conta como se fosse um personagem normal. Em T20 você não é obrigado a seguir a risca as regras de quanto de perícia uma criatura tem, portanto se achar que ela precisa ter um pouco mais, pode colocar que ela tem “habilidades escondidas” que somam mais nestes bônus.

Perícias

Para fins desta conversão, Furtividade +4 e Atletismo +8 está de bom tamanho.

Para as demais pericias, vamos ter um trabalho aqui baseado no que temos de informação da ficha até o momento: Iniciativa e Percepção nos fazemos o mesmo trabalho que com as demais perícias, imaginando o que a Ameaça seja treinada ou não. Considerando os status do Bunyip, eu diria que ele tem Iniciativa +4 e Percepção +4.

“Ué, eu jurava que a melhor perícia dele era Fortitude!”
Resistências

Fortitude, Luta, Pontaria, Reflexos, Vontade Vida são um pouco mais complexos, já que são as maiores variante das ameaças de T20. No geral, veja o mínimo que a ameaça pode ter e compare com as tabelas de ameaça que tem no livro básico (Tormenta20 JdA, pág. 323) ou no Ameaças pág. 382-384.

No caso do Bunyip, considerando o básico que ele deveria ter em todas essas perícias, deveria ser um total de; Fortitude +7, Luta +8, Reflexos +4 e Vontade +4 (Não há Pontaria porque ele não tem ataques à distância).

Comparando com a tabela do Ameaças para criaturas de seu ND, e entendendo a criatura, é interessante que Fortitude seja sua resistência mais forte, Reflexos sua média e Vontade a sua maior. Para aproximar a valores mais próximos, é interessante deixar como; Fortitude +17, Reflexos +9 e Vontade +6.

Não é uma regra escrita em pedra, mas após ter a média, baseado nos atributos, de quanto a criatura deveria ter em cada perícias de resistência, adicione +10 a que deveria ser a mais forte, +5 a que deveria ser a média e +2 a que deveria ser a fraca. Isso não vai funcionar em todos os cenários, mas é interessante para caso você queira adaptar rápido.

Defesa e Luta

Defesa, Luta Pontaria talvez sejam os mais discrepantes, já que normalmente é um valor que é pensado para acertar a Defesa dos aventureiros do mesmo nível que o ND da criatura. Considere seguir um valor mais próximo da tabela do que a criatura pode alcançar com seus valores de perícia base.

No caso de Defesa, seguir a media da tabela é um bom guia. No livro básico uma ameaça ND 5 normalmente tem 28 de Defesa, uma Ameaça Solo tem 24 de Defesa, vamos seguir com 24. Luta a média para o ND dele é 17, vamos manter o valor da tabela.

O dano médio da Bunyip é 14, para deixar algo mais próximo do dano médio que uma criatura de seu ND deveria ter, vamos aumentar o dano fixo para um pouco mais do que o dobro, ou seja, 2d10+7. Para o caso do dano de Arremessar ou Afogar, vamos somar o dano fixo dos ataques por causa da possibilidade dos dados de catarse.

Habilidades

Para as habilidades passivas no caso do Bunyip, o Bruto e Ataque Múltiplo nós podemos apenas adicionar na ficha sem descrevê-la, mas o efeito de Acerto do ataque é equivalente a habilidade Agarrar Aprimorado. Flanqueador vira Ataque Furtivo. Arremessar ou Afogar nós temos que alterar a maneira que é descrita para algo mais próximo do T20.

Ficha Finalizada

No fim, o Bunyip Afogador em T20 fica algo assim:

O Bunyip Afogador

Bunyip Afogador ND 5

Monstro, Grande, Solo
Iniciativa +4, Percepção +4
Defesa 24, Fort +17, Ref +9, Von +6, redução de dano 5, imune a ácido, eletricidade e fogo, vulnerável a frio.
Deslocamento 6m (4q), natação 15m (10q)
Corpo a Corpo Presas x2 +17 (2d10+7, 19)

Agarrar Aprimorado (Livre) veja Ameaças de Arton pág. 14 ou Tormenta20 JdA, pág. 228 (Bônus +19).
Arremessar ou Afogar
Se iniciar seu turno agarrando uma criatura, o Bunyip causa mais 3d6+7 pontos de dano de perfuração e arremessa a criatura em até 1d6 x 1,5m em uma direção a sua escolha.

Perícias. Atletismo +8, Furtividade +4
Tesouro Nenhum.


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Texto e Capa:  Gustavo “AutoPeel” Estrela.
Revisão: Raquel Naiane.

Black Troopers – Guia de Criação de Personagem

Neste RPG frenético de guerra espacial, sci-fi horror, ou ficção científica – a seu critério -, homo sapiens podem ser criados em 5 minutos, como soldados prontos para (e ansiosos pela) batalha! Trazido ao planeta Terra pela Editora Nozes Game Studio, recruta!

Atenção ao treinamento, soldado! Isto pode salvar a sua bunda! Vamos pelo início, com nosso passo a passo:

Passo 1

Pegue um dado de 20 faces (ou D20, para os íntimos), ou use um app de simulação de dados.

Jogue o dado 3 vezes – acelerado! E olha na tabela de talentos. Digamos que os três resultados são: 3, 7 e 9. Isto nos leva aos 3 talentos: sapador, carniceiro, e blindado.

Passo 2

Escolha equipamentos para a missão! (Achou que íamos te mandar pra guerra desarmado? Nada disso!) Atenção para o kit básico de uma missão:

Arma principal, arma secundária, armadura, 5 cartuchos de munição, 3 itens de lista de equipamentos (sugestão: capacete especial, bota de salto, jetpack), um medicamento e um comunicador local (até 500 metros).

Passo 3 – Vem comigo!

Jogue um dado de 6 faces (ou 1d6), e some 10 pontos, para definir os pontos de vida, e para cada nível que o Trooper tiver, mais um dado de 6 faces é jogado. Fui claro como cristal, soldado?

Passo 4 – Acelerado, soldado!

Defina a matriz de ataque na tabela T2 do livro de regras, recruta! No seu caso, que acabou de chegar, seria nível zero! E a classe de armadura do alvo, é número que você precisa tirar num D20: A20, B19, C17, D15, E13! 

DEFINA a matriz de proteção, na tabela T3 do livro de regras, mais uma vez, como você é um novato cheirando a leite, seria nível zero! L14, B15, M16, E17, P18 – já percebeu que você precisa jogar um D20, certo?

Passo 5 – Hora de conferir armas e amadura!

Anote sua classe de armadura, e arsenal.

Black Trooper arsenal

Passo 6

Jogue um dado e escolha codinomes na tabela, ou escolha, e dê toques finais. Pronto!

Tudo certo para o seu alistamento, recruta! A grandeza e a glória te esperam, quando você quiser!

Pode vir para:

  • Editora original: Editora Nozes Game Studio;
  • P&B; Páginas: 80;
  • Formato: A5;
  • Capa: Couchê 250g;
  • Miolo: Offset 80g;
  • Sistema BXP.

Inspirado em livros, filmes e videogames, como Alien, o Oitavo Passageiro, Tropas Estelares, Doom, Quake, Duke Nuken, Dead Space, X-COM, etc.

Taxa de alistamento? Por este RPG completo, com bestiário incluído? Em 01/03/2026, você precisará pagar no livro FÍSICO R$64,90. Já com PDF INCLUSO! 

Mais uma vez, te vejo do outro lado, quando acordarmos do criosono, soldado! Como? Você é pacifista? Ninguém é perfeito, soldado, nem eu, inclusive, e também sou um pacifista convicto e contra a pena de morte. Mas se tiver de escolher entre a sua pele, e a de um Alien, prefiro salvar a sua carcaça, mil vezes, a deixar um Alien te matar. Entendido?

Agora, que Deus abençoe e ilumine você e seu pelotão, que sua escopeta sempre acerte o alvo, e que sua motoserra não seja necessária, mas lembre-se deste antigo ditado:

“É melhor escapar fedendo, do que morrer cheiroso!”

Espera, você também quer uma resenha completa? Se afirmativo, aguarde novas instruções no máximo até o próximo ciclo de translação completo.

Ah, a Editora Nozes deve lançar um suplemento com aventuras novas em breve. Atualizo esta postagem quando ocorrer. Até lá, é tudo…

Top Secret

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