O Mundo de Dragon Age RPG

Resumir um mundo tão extenso como o de Dragon Age é um desafio e tanto. Como muitos outros universos de fantasia, Thedas (o continente no qual este cenário se passa) conta com cavaleiros medievais, criaturas terríveis, e maravilhas mágicas. A questão é que, através da construção histórica do mundo, o qual não para de crescer com cada subsequente jogo ou mídia secundária (HQs, livros, animações, etc), novas informações vão surgindo e, desta forma, tal expansão se torna contínua.

Mesmo assim, hoje, vamos introduzir este universo maravilhoso, o qual mistura de forma incrível intrigas políticas com grandes segredos mágicos e diversos aspectos de fantasia sombria!

As Raças de Thedas

Como disse, o mundo em si no qual a série se passa é chamado de Thedas, e, apesar de este nome se referir a apenas um de vários continentes, ele é o único sobre o qual realmente sabemos informações concretas. Portanto, eu vou focar nele, e nas quatro raças que o permeiam.

Humanos

Começando com os humanos, a famosa raça “genérica”, a qual praticamente todos os mundos de fantasia tem (por razões óbvias). Em Dragon Age, os humanos são agora a raça mais numerosa do mundo, contando com diversas nações, tribos, e facções pelo continente. Dentre os reinos humanos, encontram-se o Império de Tevinter e o Império de Orlais, assim como os reinos de Ferelden, Nevarra, Antiva, Anderfels, e Rivânia. Além disso, existem também as tribos Avvar e Chasind, ambas as quais vivem em áreas próximas a Ferelden.

Por causa deste grande número de culturas, fica especialmente difícil resumir os humanos de Dragon Age, uma vez que cada grupo tem seus próprios costumes, história, e práticas específicas. Ainda assim, há um ponto que une praticamente todas as nacionalidades que acabei de mencionar: A Chantria de Andraste.

Com exceção das tribos Avvar e Chasind, que contém suas próprias religiões, os humanos no geral seguem a religião do Criador, chamada também de A Chantria. Baseada fortemente na Igreja Católica do mundo real, a Chantria venera uma divindade única chamada de O Criador, assim como sua esposa, uma mulher chamada Andraste a qual viveu como uma mortal há mais de mil anos atrás, e a qual popularizou a religião.

Até mesmo o Império de Tevinter, que perseguiu Andraste e chegou a queima-la na fogueira, eventualmente se converteu para a religião, formando assim a Chantria Imperial, mesmo que com algumas diferenças da Chantria existente em Orlais.

Elfos

Apesar de serem os humanos a espécie dominante durante o período atual do mundo, isso nem sempre foi assim. Há milhares de anos atrás, antes mesmo dos humanos aparecerem em Thedas, eram os elfos quem dominavam tudo.

O Império de Elvhenan se expandiu talvez até mais que o de Tevinter, em uma era tão diferente, que, naquela época, os elfos eram imortais. Seres eternos tão versados na magia que criaram maravilhas as quais os humanos sequer são capazes de imaginar.

Mesmo assim, os humanos acabaram por causar a queda de Elvhenan. Segundo os elfos, a chegada dos humanos os infectou, roubando deles sua imortalidade e fazendo-os começar a envelhecer. Como se não fosse o suficiente, os humanos de Tevinter ainda invadiram terras élficas, destruindo a capital flutuante de Arlathan e escravizando os elfos.

Foi apenas quando Andraste veio, que os elfos finalmente conseguiram sua liberdade. Para recompensá-los, Andraste lhes concedeu os Vales, para que servisse como uma nova grande nação élfica. E, por um tempo, foi exatamente isso. Os Vales eram uma casa para os elfos, onde podiam finalmente voltar a venerar os Evanuris, o panteão de deuses que conta com Elgar’Nan, Mythal, Dirthamen, Falon’Din, June, Sylaise, Andruil, Ghilan’nain, e Fen’Harel.

Para o azar dos elfos, porém, os Vales não ficariam muito tempo desta forma. Centenas de anos após a morte de Andraste, seus seguidores começaram a enviar sacerdotes para converter os elfos, os quais não aceitaram. Quando as tensões já não podiam aumentar mais, a Chantria enviou uma Marcha Exaltada contra os elfos, chamando todos os fiéis para acabar com os hereges de orelha pontuda. Com sua derrota, os elfos se dividiram em dois grupos:

Os Elfos da Cidade, que aceitaram o domínio humano e vivem como cidadãos de segunda classe em cidades humanas; e os Elfos Dalishianos (Valeanos), os quais se recusam a aceitar as crenças humanas, e vagam pela terra, nômades, buscando preservar o pouco que ainda sabem de sua antiga cultura.

Anões

A terceira grande raça do mundo de Dragon Age são os anões. Guerreiros honrados, historiadores precisos, e, por mais estranho que pareça, contrabandistas sagazes. Assim como os elfos, os anões uma vez tiveram um império poderosíssimo, o qual se alastrava pelo subterrâneo de todo o mundo. Com as grandes Estradas Profundas, era possível alcançar qualquer ponto de Thedas, e talvez até mais além.

Agora, por outro lado, restam apenas duas grandes cidades anãs. Kal’hirol, a qual sabemos muito pouco sobre, e Orzammar, a nova grande capital.

Os anões de Orzammar vivem em uma sociedade dividida por castas, o que quer dizer que a vida de um anão é decidida para sempre durante seu nascimento, dependendo da casta do pai ou da mãe da criança. Caso seja um garoto, a casta segue aquela de seu pai, enquanto se for uma garota, a casta segue a da mãe. Existem, no total, sete castas:

  • Nobre, contando com os descendentes das maiores casas dos anões;
  • Guerreira, que defende Orzammar contra todos os perigos;
  • Ferreira, uma das profissões mais respeitadas pelos anões de Thedas;
  • Artesã, a qual engloba praticamente todas as outras formas de produção, fora a Ferraria;
  • Mineradora, responsável, principalmente, pelo comércio de Lyrium, o mineral mágico encontrado abaixo da terra;
  • Mercadora, a qual, pelo espaço limitado de Orzammar, é extremamente competitiva;
  • Servil, que contém todos aqueles que trabalham para membros das outras castas;

E, finalmente, existem os Sem-Castas, anões considerados como o pior dos piores, marcados para sempre como hereges contra a Rocha, a religião central dos anões. Aos olhos dos mais conservadores, aqueles Sem-Casta nem mesmo são considerados pessoas, fazendo com que sofram diversos desrespeitos e violências, uma vez que não tem direitos perante a lei Anã.

Uma última coisa a se mencionar sobre os anões, é que, caso um membro desta raça deixe Orzammar e vá para a superfície, este anão automaticamente se torna um sem-casta, uma vez que decidiram abandonar a Rocha.

Qunari

Humanos, elfos e anões são todas raças bem famosas para qualquer fã de fantasia. Eles existem em praticamente todos os universos, mesmo tendo suas particularidades que os diferenciam entre si. Agora, em Dragon Age, existe uma raça que é única para este cenário: os gigantes chifrudos conhecidos como os Qunari.

O próprio nome Qunari não se refere, tecnicamente, a raça em si, mas sim para qualquer seguidor da filosofia Qun. Acreditando que tudo e todos tem um lugar específico no mundo, e que ninguém nunca poderá mudar a natureza do lugar ao qual pertence. Por conta disso, seguidores do Qun não tem nome, mas sim uma definição de sua ocupação. Por exemplo, em Dragon Age Origins, temos o companheiro Sten, mas este não é o seu nome, e sim uma denominação de soldado membro da vanguarda do exército. Tanto que, em Dragon Age 2, conhecemos e enfrentamos dezenas de outros Stens.

O mais interessante sobre os Qunaris, porém, está no avanço tecnológico que eles trazem para o mundo. Seus navios, conhecidos como Couraçados, são muito maiores que o normal, e contém canhões de Gaatlok, uma substância especial similar ao que conhecemos como pólvora. O conhecimento Qunari com tal substância é tão avançado, que em algumas das HQs mais recentes, podemos, inclusive, vê-los usando, literalmente, lançadores de mísseis.

A Magia de Dragon Age

Saindo um pouco das quatro raças, é importante também falarmos sobre a magia do mundo de Dragon Age. Como qualquer cenário de fantasia que se prese, existem indivíduos especiais que conseguem conjurar grandes efeitos sobrenaturais, os quais podem ser usados para combate, cura, ou até mesmo imbuídos em itens especiais.

Em Thedas, os magos são pessoas capazes de controlar as energias do Imaterial (o reino dos espíritos e dos sonhos), para assim conjurarem magias. Tais pessoas nascem com tal habilidade, mas ainda precisam estudar e aprender como controlar seus poderes, uma vez que magos estão constantemente sob a ameaça de possessão demoníaca.

Por causa disso, magos são levados para torres chamados de Círculos de Magi, onde são ensinados e vigiados pelos Templários, guerreiros sagrados que conseguem dissipar efeitos mágicos.
Enquanto isso pode até ajudar os magos, o mundo de Dragon Age foca muito no sofrimento destes conjuradores, que ficam a mercê de Templários, os quais, muitas vezes, abusam de seu poder para se aproveitarem daqueles que deveriam proteger.

Proles das Trevas e Guardiões Cinzentos

Vamos ser sinceros. Não dá pra falar de Dragon Age sem ao menos mencionar os Guardiões Cinzentos, a companhia de especialistas focados em vigiar e enfrentar as terríveis Proles das Trevas, versões corrompidas das raças mortais de Thedas.

Desde milhares de anos atrás, as Proles vagam pelas Estradas Profundas, procurando pelos Deuses Antigos para então os corromper com sua doença da Praga e assim os transformarem em Arquidemônios. Quando isso acontece, começam as Podridões, eventos cataclísmicos nos quais as Proles sobem para a superfície e tentam destruir tudo e todos. Apenas os Guardiões Cinzentos são capazes de enfrenta-los, mas, como tais eventos ocorrem apenas uma vez a cada centenas de anos, é comum que seus esforços sejam esquecidos, e seus avisos ignorados.

Mas e os Dragões?

Mas, no fim das contas, e os dragões? O jogo se chama, literalmente, Era do Dragão, mas, pra ser sincero, eles não estão realmente muito presentes no cenário. Até poucas décadas antes dos jogos da série, as criaturas se encontravam extintas no mundo, até que ressurgiram misteriosamente. Foi este retorno repentino dos Dragões, aliás, que inspirou a nona era deste mundo, dando assim nome não apenas aos próximos cem anos, mas também, aos jogos em si.

Considerações e Despedidas

Existem muitas informações que eu não mencionei aqui, até porque, se for para entrar em detalhes, esse texto se tornará uma verdadeira dissertação. No futuro, eu ainda escreverei de forma mais focada sobre cada um destes temas, além de vários outros. Por enquanto, porém, ficaremos por aqui.

Aqui quem vos falou foi o Guardião Cinzento, e lembrem-se:
Na Paz, Vigilância
Na Guerra, Vitória
Na Morte, Sacrifício
E
Na Mesa, RPG


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Texto: Guardião Cinzento

Revisão e Notas: Edu Filhote

Arte da Capa: Juaum Artwork

Kaguya-Sama: Love is War – Quimera de Aventuras

Kaguya-Sama: Love Is War é um mangá/anime sobre o campo de batalha que é o amor. Muito popular durante o tempo que esteve ao ar, teve sua terceira temporada e um filme lançados no final de 2022. E os fãs são muito apegados aos personagens carismáticos e pela história muito bem escrita.

Kaguya-Sama: Love is War

Escrito por Aka Akasaka como um mangá em 2015 e adaptado para anime em 2019, Kaguya-Sama: Love is War se passa na escola de elite Academia Shuchiin. Aonde o presidente do conselho estudantil, Miyuki Shirogane, e a vice-presidente do conselho, Kaguya Shinomiya, apesar de gostarem muito um dos outro, são muito orgulhosos para confessar seu amor. Acreditando que, caso confessem seus sentimentos, vão ser os primeiros a “perder” em seus relacionamentos. Mas tentam esquemas para fazer com que o outro confesse seus sentimentos ou pelo menos indicar qualquer tipo de afeição. A historia gira em torno de três personagens principais, mas outros são adicionados ao elenco com o tempo.

Personagens Principais

Kaguya-Sama: Love is War é uma comédia romântica. Portanto, seu humor está ao redor dos personagens, dessa forma segue abaixo um resumo dos três principais.

Kaguya Shinomiya

Título da história, Kaguya é herdeira do conglomerado Shinomiya. Apesar de seu enorme talento, facilidade em se desenvolver nas mais diversas áreas e os recursos de sua família, Kaguya tem zero tato social. O que muita vezes faz com que ela entenda errado alguns conceitos básicos da sociedade por ter vivido em uma bola de influência da sua família por bastante tempo. Como sempre teve tudo na vida, ela acredita que caso se confesse ao presidente Shirogane, ela não estaria condizendo a sua família, mas ainda gosta o bastante para tentar convencê-lo a se declarar para ela.

Miyuki Shirogane

Miyuki Shirogane não é herdeiro de nada. Como um aluno muito esforçado, conquistou o posto de presidente do conselho estudantil pela sua performance como estudante. Ele trabalha em meio período além de estudar e das responsabilidades do conselho e é praticamente um dono de casa. Aonde mora com seu pai e irmã. Ele acredita que, caso confesse seu amor a Kaguya, não terá seu respeito por ser alguém da “alta sociedade” e deve conquista-la para ser merecedor do seu amor.

Chika Fujiwara

A secretaria Chika Fujiwara é uma forma do caos dentre os embates entre o presidente Shirogane e a vice-presidente Kaguya. Normalmente ela age como uma variável fora de cogitação quando os dois estão tramando seus esquemas para fazer com que o outro confesse. Ela é extremamente animada e apegada aos seus dois amigos, mas não percebe os esquemas que os dois realizam um contra o outro.

Minha Opinião Pessoal (Contém spoilers menores)

Kaguya-Sama: Love is War veio como um presente pra mim. Depois de ler um livro que me deixou muito pensativo e meio pra baixo, estava procurando uma comédia romântica para me deixar pra cima. E além de Horimiya (Que quem sabe pode aparecer por aqui algum dia) eu encontrei Kaguya-Sama.

O anime é extremamente engraçado, bem animado, bem produzido e com uma trilha sonora inacreditável. O começo da anime foca no núcleo central de Shirogane x Kaguya x Chika. Mas a partir da segunda temporada novos personagens são introduzidos que são tão ou até mais interessantes que os protagonistas do anime. Porem que não roubam a cena da história principal, mas auxiliam ela a ser muito melhor do que poderia ser.

Todas as temporadas me atingiram emocionalmente em algum modo, mas a catarse de emoções que é a última temporada é algo que fez o meu ano de 2022 mais especial, de várias maneiras.

É uma história leve, porém profunda. “Boba”, mas muito complexa. Pode não ser um dos melhores animes já feitos, mas é um dos melhores animes para mim.

Enquanto escrevo essa opinião, não vi o filme que saiu no fim de Dezembro. Mas apenas o trailer já me deixou emocionado, então estou muito animado para ver e para a quarta (e última, possivelmente) temporada que está especulada.

Quimera de Aventuras

Agora, como fazer um gancho de aventura de uma historia dessa para o RPG? Bem, tem varias maneiras.

Cenários de Fantasia

Em cenários de Fantasia, como Forgotten Realms, Arton ou coisas do tipo. A aventura pode ser tanto uma aventura de nível baixo, em que os aventureiros são contratados por qualquer um dos dois lados para auxiliar em algum esquema para arrancar uma confissão do outro.

Kaguya Shinomiya pode ser traduzida como uma nobre do reinado, que contrata aventureiros para implantar pistas que levem aventureiro chamado Shirogane para que faça algo romântico para ela. Ou podem ser contratados pelo aventureiro Shirogane para tornar impossível que a nobre não confesse o seu amor por ele.

Notem que, como os dois são extremamente orgulhosos, porém ingênuos ou inseguros, os pedidos podem ser coisas simples; Shirogane pode contratar os aventureiros para auxiliarem ele a ter alguma desculpa para que Shinomiya envie uma carta para ele antes dele enviar alguma para ela. (Baseado no episódio 2 da temporada 1).

As aventuras não precisam necessariamente ser realizados aos dois, mas os aventureiros podem ter o relacionamento… Complicado deles como plano de fundo de uma aventura. Assim como no Episodio 4 da temporada 1 um intercambio cultural com uma escola francesa ocorre, os aventureiros podem ser contratados para auxiliar com um dilema diplomático com outro reino, aonde o aventureiro e a nobre vão, e no meio dos dilemas diplomáticos eles também tem que lidar com seus sentimentos.

Outra possibilidade é eles não serem contratados pelo nobre e nem pelo aventureiro, mas pela empregada da nobre, que representaria Chika e que pediria ajuda para realizar algo que envolve a nobre e o aventureiro, mas que acabaria frustrando ou ficando no meio de um plano de um dos dois.

Basicamente, a história dos dois pode ser tanto um ponto focal, quando um plano de fundo de uma aventura maior.

Outros Cenários

Em outros cenários, como horror ou cyberpunk, os personagens ficam muito mais próximos de suas contrapartes; Uma jovem rica e um rapaz esforçado tentando fazer o outro confessar o seu amor.

Em cenários Cyberpunk pode ser um líder de gangue com uma CEO de uma multinacional, em horror pode ser uma dona de conglomerado econômico com um líder sindical caso sejam mais maduros, ou até mesmo representantes de sala de uma mesma escola em cenários de Kids on Bikes. O divertido de usar essa dinâmica é montar quais os problemas e esquemas que cada um dos dois pode tentar para impressionar o outro.

Player x NPC

Caso seus jogadores se sintam confortáveis em serem um dos pontos focais disto, também é algo que é possível se colocar; Um bardo do grupo que se apaixonou por uma nobre que também gosta dele, mas que quer ouvir uma confissão. Um guerreiro que se apaixonou por um fazendeiro, mas tem receio de seu estilo de vida cheio de viagens atrapalhe o estilo de vida pacato. Desenvolver uma historia de amor entre dois personagens orgulhosos pode ser extremamente curioso e divertido, principalmente se os seus jogadores criarem planos mirabolantes para arrancar uma confissão do outro lado, ou serem alvo do esquema.


O Movimento RPG agora tem uma super novidade. Temos nosso próprio clube do livro, A Ordem da Quimera (acesse por esse link), nesse mês lemos o livro O Último Ancestral do autor Alê Santos. Para participar é muito fácil, acesse o link anterior e lá entre em contado direto com a Lorde Isabel Comarella (Bell Comarella#0272). Aproveite e faça parte nosso servidor no Discord.
O Último Ancestral

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Revisão e Montagem da Capa: Isabel Comarella

Introdução ao Combate – The Witcher TRPG #01

O combate em The Witcher TRPG pode vir a ser complexo para Mestres iniciantes, mas aqui não precisa ser. Faremos o possível para explicar de forma direta e simples, ao mesmo tempo em que abranjaremos todos os tópicos principais, por isso nomeamos de Introdução ao Combate! Importante ressaltar que este material deve ser usado em conjunto com o livro do sistema para se obter um melhor entendimento.

Rodadas e Ações

Rodada é o tempo necessário para que todos as partes envolvidas no combate realizem seu Turno. Dessa forma um turno é composto por uma ou mais Ações. Portanto, você considerada uma Ação (vide p. 151):

  • Atacar;
  • Iniciar Combate Verbal;
  • Lançar Feitiço;
  • Usar uma Habilidade ou Fazer Algo;
  • Pegar ou Sacar um Item ou Arma.

Adicionalmente a uma Ação, o jogador também tem o direito de Movimentar-se a uma distância em metros equivalente à sua VELOCIDADE (Não confundir com CORRER).

Há também Ações que levam um tempo maior para serem realizadas e por isso são consideras Ações de Rodada Completa, o qual o jogador opta por sacrificar de sua Movimentação para realizá-las. Então, são consideradas Ações de Rodada Completa (vide p. 151):

  • Esquiva Eficaz;
  • Mirar;
  • Realizar uma Ação de Recuperação.

Além da Movimentação e da Ação, o jogador também pode realizar apenas uma Ação Extra (vide p. 151) em seu turno, a um custo de -3 pontos ESTAMINA. Tal ação pode ser qualquer uma das já listadas EXCETO AÇÔES DE RODADA COMPLETA. Inclusive, caso o jogador opte por realizar uma Ação de Rodada Completa, não poderá fazer uso de uma Ação Extra. Além do custo de Estamina, você sofre uma penalidade de -3 a qualquer teste associado à Ação.

Todos agem conforme a ordem da Iniciativa.

Iniciativa

Iniciativa determina quem age primeiro em uma situação de combate (p. 151).

A fórmula é:

 1d10 + REFLEXO

Em caso de empate, as partes devem rolar a Iniciativa novamente somente para decidir a ordem, mas sempre se usa o valor da primeira rolagem. Após o término de uma Rodada, a ordem da Iniciativa permanece a mesma, não sendo necessário rolar a Iniciativa novamente.

Além disso, jogadores podem anunciar uma Saque Rápido (vide p. 154) no início da Rodada, garantindo-lhe um bônus de +3 em sua Inciativa, mas também uma penalidade de -3 em seu Ataque (apenas naquela Rodada). Aqueles que anunciam um Saque Rápido devem obrigatoriamente realizar uma ação de Ataque. Saque Rápido anula bônus proveniente da Ação Mirar, mas pode ser usado para sacar ou empunhar armas juntamente à Ação de Ataque.

Por fim, o jogador também pode Segurar Ação (vide p. 153), permitindo-o pular na frente de qualquer Iniciativa menor que a sua, sem penalidades ou bônus, desde que esta não tenha ainda sido anunciada. Segurar Ação é valido apenas para aquela Rodada e não pode ser transferida para a próxima.

Tipos de Ataques

Para simplificar, o sistema abrange cinco tipos de ataques: Desarmado, À Curta Distância, À Longa Distância, Mágico, Montado e Verbal. O que segue visa resumir cada um deles:

Curta Distância

Os Ataques à Curta Distância são provavelmente a forma de combate mais proeminente no mundo de Witcher. Para realizar um Ataque à Curta Distância de qualquer tipo, rola-se:

1d10 + Reflexo + Perícia Apropriada (ex.: Curta Distância, Lâminas Pequenas, Cajado/Lança, Esgrima) + Modificador(es).

Em um Ataque à Curta Distância, o jogador precisa fazer a escolha entre um Ataque Rápido ou Forte (p. 153). Ataques Rápido permite ao jogador realizar dois ataques em sequência sem queimar uma Ação Extra, enquanto o Ataque Forte dobra o dano infringindo, mas a uma penalidade de -3 em seu Ataque. Se assim o desejar, existe a possibilidade de  substituir o Ataque Rápido ou Forte por um Ataque Especial (vide p. 163 para uma descrição de cada um).

Se você como Mestre quiser complicar as coisas, aqui vai uma regra caseira. Embora a princípio qualquer arma à Curta Distância possa performar ambos os Ataques Rápidos e Fortes, gosto de limitar o uso de Ataques Rápidos exclusivamente a armas de Uma Mão e forte para as de Duas Mãos. Isso implica em maior diversidade ao grupo e recompensa mais aqueles jogares que prezam pela estratégia no combate.

 À Longa Distância

 Qualquer coisa disparada ou arremessada é considerada um Ataque à Longa Distância. A fórmula do Ataque à Longa Distância é:

1d10 + Destreza + Perícia Apropriada (ex.: Arco e Flecha, Besta, Atletismo) + Modificador de Distância + Outros Modificador(es).

Se você estiver usando um arco, uma besta ou arremessando algo, saiba que cada abordagem tem suas próprias características. Bestas, por exemplo, levam 1 Ação para recarregar além de atirar (vide p. 164).

Ao fazer um Ataque à Distância, o jogador também deve aplicar o Modificador de Alcance correspondente (vide as tabelas na p. 164 para os valores). O jogador pode gastar um turno inteiro para Mirar, o que lhe concede +1 ao seu Ataque (limitado a +3). O jogador pode usar Esquiva, Reposição e Bloqueio como meio de Defesa para Ataques à Distância, mas só pode Aparar arremessos com uma penalidade de -5 (há exceções como em caso de Witchers).

Se o jogador errar o disparo ou arremesso, ou seja, rolar um Ataque à Longa Distância < à Defesa do alvo, deve-se rolar 1d10 para saber em que direção o projétil foi (vide p. 163 para as localizações), e então tolar 1d6 para saber o quão longe foi. Você pode acidentalmente acertar até mesmo um aliado dependendo da sua posição.

 Ataques Mágicos

 A magia no mundo de Witcher não é tão complicada quanto aparenta (começa na p. 99). É dividida em 5 categorias principais:

  • Feitiços;
  • Sinais;
  • Inovações;
  • Rituais e
  • Hexes (Maldições).

Feitiços (vide p. 101-107) são exclusivos da Profissão de Mago, assim como Invocações (p. 109-113) são da Profissão Sacerdote. Ambas as profissões podem fazer uso de Rituais (p. 116-119) e Maldições (p. 120-121), mas apenas Witchers podem lançar Sinais (p. 114-115) – e nada mais. Outras profissões e a Raça Anão são incapazes de conjurar magias de qualquer natureza.

A fórmula básica para ataques mágicos é:

1d10 + Vontade + Perícia Apropriada (ex.: Lançar Feitiço, Criar Maldição, Criar Ritual  + Outros Modificador(es).

Todo usuário de magia possui um Vigor superior a 0. Este Vigor determina o quanto o conjurador pode manipular o Caos sem danificar a si mesmo. Ou seja, se o jogador conjurar uma magia cujo Custo de ESTAMINA seja =< a seu Vigor, ele não sofre ônus. O jogador pode optar por esforçar-se além de sua capacidade mágica (Vigor). No entanto, para cada 1 ponto de ESTAMINA que ultrapasse seu Vigor, deve-se gastar 5 Pontos de Vida e sofrer um efeito de azar elemental apropriado (vide p. 166).

É possível fazer uso de cajados e amuletos para diminuir o custo de ESTAMINA de uma magia (limitado a 1). Tal item precisar estar em mãos e seus efeitos não são cumulativos (p.167). O usuário de magia também deve tomar cuidado com os efeitos do dimerítio (p. 167). No início, toda a magia deve ser lançada usando palavras faladas e gestos com as mãos (p. 167).

Ataques Desarmados

O Ataque Desarmado ou Brigar é a forma mais primitiva de combate. A fórmula é:

1d10 + Reflexo + Brigar + Outros Modificador(es).

Ao brigar, você pode fazer movimentos básicos como Socar e Chutar, mas também movimentos mais complexos como Empurrar, Investir, Desarmar, Agarrar, Estrangular, Arremessar e Imobilizar (vide p. 163).

Ataques Desarmados sempre causam Dano Não-letal (p. 153). Devido à natureza direta com que Brigar é descrito nas regras do sistema, é extremamente necessário estabelecer algumas regras caseiras. Por exemplo, não parece lógico que socos e chutes danifiquem armaduras, principalmente as de ferro puro, nem ser capaz de aparar uma lâmina sem se machucar. Casos como esse ficarão inteiramente a critério do GM com base na situação imposta (regra que na verdade é válida para todo o jogo). 

Ataques Montado

Seja ao cavalgar ou dirigir, o jogador deve fazer um Teste de Controle sempre que tentar uma manobra (vide p. 169):

1d10 + Reflexo + Perícia Apropriada (ex.: Cavalgar/Velejar) + Mod. de Controle + Outros Modificador(es).

Quem falhar no teste, deve-se rolar 1d10 e consultar a tabela nas páginas 169 e 170 para determinar a consequência.

Para atacar, o jogador deve sempre realizar uma Teste de Controle. Qualquer ataque pode ser realizado quando Montado, alguns, no entanto possuem limitações. À exemplo, todos os Ataques Corpo a Corpo são considerados Investidas (vide p. 163). No entanto, além do Cálculo de Dano padrão, adiciona-se também um modificador de d6s com base na distância percorrida/2, limitado a 5 (ex.: 30m = 30/2 = 15 = 5d6)

Se a arma for o próprio animal ou veículo, usa-se a Perícia Cavalgar ou Velejar. Para este tipo de investida, o Dano Padrão seguirá a tabela da p. 171. Neste caso, o Dano Extra de acordo com a distância deverá ser multiplicado de acordo com o tamanho do alvo (vide tabela p. 171). Nota-se que o dano é causado tanto ao alvo quanto ao animal/veículo.

A Defesa

Depois de um Ataque, é o turno do oponente, no qual ele só pode executar uma das quatro de Ações de Defesa (p. 164):

  • Esquivar (Esquivar/Escapar);
  • Reposicionar (Atletismo);
  • Bloquear (Arma ou Brigar) e
  • Aparar (Arma ou Brigar).

Cada combatente tem direito a apenas 1 Ação de Defesa durante a Rodada. Caso seja obrigado a realizar mais de uma Ação de Defesa, deve-se descontar 1 de ESTAMINA para cada Ação de Defesa executada. Se o alvo não tiver como se defender, a dificuldade padrão será 10. Se o Ataque for > que a Defesa do alvo, o Dano deve ser aplicado. Cada Feitiço, Invocação e Sinal tem uma defesa específica em sua descrição.

Essa foi a primeira parte dessa Introdução ao Combate em The Witcher, na próxima matéria falaremos sobre:

  • Determinando a Localização;
  • O Dano;
  • Crítico e Vacilos;
  • Cura, Estabilização e Morte;
  • Combate Verbal;
  • Mais sobre o Combate;


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O Último Ancestral

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Introdução ao Combate – The Witcher TRPG #01

Montagem da Capa e Revisão: Isabel Comarella

Trem-Bala – Quimera de Aventuras

Nesta Quimera de Aventuras vamos falar sobre Trem-Bala. Não, esse texto não é sobre ter todas as pessoas do mundo pra si, vamos falar sobre o filme de 2022 estrelado pelo lindíssimo Brad Pitt e dirigido por David Leitch.

Trem-Bala

Recheado de participações especiais de peso e coadjuvantes que roubam a cena, já deixo a dica se você gosta de uma boa comédia de ação onde se deve dar uma polida na sua Suspensão de Descrença e aproveitar as coincidências divertidas do filme.

Joaninha

Brad Pitt interpreta um assassino azarado, talvez o mais azarado de todos e leva o codinome de Joaninha – Lady Bug em inglês e isso deixa tudo mais engraçado a meu ver – e que tem uma missão “simples” entrar em um Trem-Bala no Japão e roubar uma mala. Mas o X da questão é que outros assassinos bem mais perigosos que ele também estão neste trem ou em direção a ele intercalando seus destinos de maneira bastante violenta.

Quimera de Aventuras

Bom, trazendo o assunto ao RPG, Trem-Bala possui características bem interessantes que servem de inspiração para uma sessão de jogo.

O Humor

O humor do filme se apoia principalmente em duas bases. Situações inusitadas/surpreendentes e personagens bem desenvolvidos. Não existem piadas, propriamente ditas, mas quase tudo é envolto a uma aura engraçada que contrasta com as mortes e momentos de tensão. Como narrador, mesmo em uma aventura curta, estimular que os personagens tenham uma personalidade e historia a ser explorada ajuda nessa construção de atmosfera, mesmo que não seja a de humor, ter um conjunto forte de informações beneficia a aventura de todos.

A Ação

David Leitch não é brincadeira, Deadpool 2, Atômica e Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw estão em sua conta. Você como narrador não precisa ser um diretor de cinema para deixar a ação mais interessante em seus jogos. Mas ver que um ataque não é apenas uma rolagem de dados ajuda bastante. Pensar em como é um personagem e como ele poderia agredir alguém pode auxiliar. Um artista marcial baixinho e rápido, por mais que role o dado uma vez para atacar, pode descrever aquela ação como uma sequência de golpes rápidos e se utilizando das experiências de sistemas PbTA, uma cena pode ser narrada em conjunto para que, mesmo em um revés, um personagem continue interessante e não fique a mercê de um jogador azarado.

O Roteiro

Em um filme é bem mais fácil fazer com que as coisas saiam como o planejado, é obvio. No jogo, mesmo o roteiro sendo algo importante, o desapego a ele é uma ferramenta mais importante ainda. Tradicionalmente em um jogo, são pelo menos quatro cabeças fervilhando de ideias e más intenções, deixe isso funcionar a seu favor, narrador. Abuse das ações de seus jogadores para moldar o curso de ação e entenda que coincidências podem acontecer, o importante é não deixar a peteca cair e manter o jogo fluindo de acordo com o gosto de todos.

Bom, é isso…


O Movimento RPG agora tem uma super novidade. Temos nosso próprio clube do livro, A Ordem da Quimera (acesse por esse link), nesse mês estamos com o livro O Último Ancestral do autor Alê Santos, que parcipara consoco do encontro no dia 28/02. Para participar é muito fácil, acesse o link anterior e lá entre em contado direto com a Lorde Isabel Comarella (Bell Comarella#0272). Aproveite e faça parte nosso servidor no Discord.
O Último Ancestral

E se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo  PadrimPicPayPIX, e no Catarse!

Assim, seja um Patrono do Movimento RPG e tenha benefícios exclusivos como participar de mesas especiais em One Shots, de grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG.

Além disso, o MRPG tem uma revista! Conheça e apoie pelo link: Revista Aetherica.


Trem-Bala – Quimera de Aventuras

 

Adeus Lobo Borges! Seja bem recebido pelo Panteão!

Hoje pela manhã o perfil no Twitter do JMTrevisan com imenso pesar anunciou o falecimento de Lobo Borges. A Jambô Editora, prestou sua homenagem dizendo:

Hoje um herói parte para viver aventuras em outro plano. @LoboBorges foi um dos principais artistas de #Tormenta20, ilustrador de muitos livros e cocriador do mangá Ledd. A visão dele foi uma das responsáveis pela nova cara de Tormenta.

Lobo Borges

Ele era um dos grandes nomes do HQ brasileiro. Ele nasceu em Recife no dia 29 de março de 1987, mesmo sendo formado em física, sempre se dedicou ao estudo de design e suas ilustrações ganharam muito prestigio. Suas principais obras incluem Drikka | Guia dos Quadrinhos, Golinda | Guia dos Quadrinhos, Ledd | Guia dos Quadrinhos. Além de criação da capa do novo Tormenta 20.

Nós do Movimento RPG lamentamos sua partida. Todos nós éramos – na verdade continuaremos sendo –  grandes admiradores das suas artes que inspiraram muitos de nós! Nossos sentimentos aos familiares e amigos próximos, preferimos pensar que ele não se foi, e que apenas não irá envelhecer!


O Movimento RPG agora tem uma super novidade. Temos nosso próprio Clube do Livro, A Ordem da Quimera(acesse por esse link). E em Fevereiro estaremos com o livro O Último Ancestral do autor Alê Santos, que participará conosco do encontro no dia 28/02. Para participar é muito fácil, acesse o link anterior e lá entre em contado direto com a Lorde Isabel Comarella (Bell Comarella#0272). Aproveite e faça parte nosso servidor no Discord.
O Último Ancestral

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CDR – Centro de Detenção e Ressocialização – No Catarse

CDR – Centro de Detenção e Ressocialização é o primeiro jogo de RPG de mesa do mundo que aborda a temática sobre presídios. Neste jogo de interpretação de papéis, os  jogadoras vão se colocar no papel de presidiários brasileiros, experimentando diariamente a opressão do sistema carcerário.

A autora Naomi Maratea traz também inúmeras referências a grandes nomes e obras da arte como Racionais MC’s, Sabotage, Carandiru e Cidade de Deus, a proposta do jogo é sair da bolha do RPG de mesa e propor reflexões que conversem com a maior parcela da população brasileira: a quebrada. Portanto o sistema não se trata apenas da abordagem da violência vivenciada nos presídios, o RPG CDR possui uma carga dramática maior, pois lidar com medos, traumas, culpas, impulsos e a luta pela sobrevivência pode se tornar muito mais mortal que um briga física. Sendo assim, as jogadas de dados serão menos frequentes do que estamos acostumados, sua interpretação, será sua principal arma. Dessa forma o sistema CDR pode ser uma ótima entrada para novos jogadores, pois serão já iniciados na fora motriz do RPG, a INTERPRETAÃO

Componentes do projeto

O projeto pode ser encontrado no Catarse, acessando por aqui. Existirão chaves e marcadores de ficha feitos em impressão 3D, esses recursos estarão relacionadas às mecânicas do jogo, além do livro físico, do PDF e do acesso às metas extras.

O livro será no formato A5, com 40 páginas, colorido, com papel couché fosco, com capa em papel cartão 300g com acabamento em refile e enobrecida com verniz UV Total e Vinco. Essa informação está sujeita a mudanças, mas não diferirá demais.

Recompensas:

Visitante: Para R$ 10 ou mais
Seu Vulgo no Livro: Para R$ 20 ou mais
Bicho Feroz: Para R$ 30 ou mais
Malandro é Forte: Para R$ 45 ou mais
Aqui é Facção: Para R$ 50 ou mais
Vamos apoiar o Projeto!

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CDR – Centro de Detenção e Ressocialização – No Catarse

Nova Dragão RPG – No Apoia.Se

Nova Dragão RPG é um sistema em produção que busca entreter e agradar a todas as idades. Utilizando um sistema de regras baseado no Cypher System, criado pelo autor Monte Cook. O sistema já é popular no Brasil, graças a títulos como Numenera e The Strange, lançados pela Editora New Order. Este livro, no entanto, oferece algo novo, mais “nosso”, e promete muitas coisas boas.

Não é mais um D&D

Em Nova Dragão RPG, você encontrará uma estética de jogo de Fantasia Medieval, incluindo guerreiros, magos, bruxos, elfos, anões, florestas, montanhas e orcs. O que torna este livro único é o conjunto de regras baseado no sistema Cypher System. Ele tem características notáveis, como: tempo de preparação curto, focado na história; conjunto de regras robusto, adaptável a qualquer gênero; características significativas e sistemas de habilidades e magias baseados em reservas pessoais; ressignificação dos pontos de vida e adaptabilidade de habilidades no momento de uso. A sensação de jogar é como D&D deveria ser, com audácia, emoção e liberdade, sem a sensação de limitação.

O que o Projeto Oferece?

Este projeto tem como objetivo lançar um Livro de Regras e um Livro de Cenário.

O Livro de Regras contém tudo o que é necessário para jogar, incluindo tipos de personagens, instruções para criação de campanhas, fontes de inspiração, aventuras prontas, entre outros. O livro passa por testes constantes com jogadores reais, com o objetivo de melhorar o conteúdo.

Já o Livro de Campanha possui um cenário rico e detalhado, com conteúdo cada vez mais aprofundado graças a colaboração da equipe. Os fundos da campanha serão utilizados para ilustrar o livro, tornando-o mais interessante os jogadores.

O produto será disponibilizado em formato de Atualizações Mensais, com várias páginas em um único arquivo PDF, ilustrado e diagramado com todos os elementos desenvolvidos até o momento. Quanto mais o projeto avançar, mais perto estará do lançamento do Livro Completo. O livro será fácil de ensinar aos seus amigos, mas também suportará jogadores que procuram personalização e poder.

Ao apoiar agora, você já pode baixar a Atualização de Fevereiro, com mais de 60 páginas de conteúdo, o suficiente para jogar por muito tempo. E ainda mais, apoie hoje mesmo e já receba uma atualização contendo:

  • Regras Gerais;
  • Combate com Miniaturas;
  • Regras para Construção de Personagem;
  • 4 Raças;
  • 4 Tipos;
  • 14 Descritores;
  • 9 Focos até o Grau 2;
  • Armas e Armaduras Básicas;
  • 4 Itens Mágicos;
  • 1 Artefato;
  • 2 Criaturas;
  • 1 Personagem do Mestre;
  • Um pouco do cenário Terra de Dragões;
  • 1 Semente de Aventura;
  • Planilha de Personagem em Branco.

Galeria de Fotos


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Nova Dragão RPG – No Apoia.Se

Sangue e Glória – Quimera de Aventuras

Nesta Quimera de Aventuras vamos falar sobre o conto Sangue e Glória, escrito pelo grandioso mago Thul Zandull.  O conto encontra-se aqui no site dividido em 11 partes, hoje vamos usar a Parte 5 do conto.

Sangue e Glória (Parte 5)

O grupo de Orcs estava no território dos Kobods, para adentrar em seu lar e recuperar o que havia restado. A recompensa deles seria as riquezas que lá encontrassem. Ao adentrar no covil dos kobolds, enfrentaram as aranhas que o tomaram dos seus donos anteriores. E com uma boa estratégia, conseguiram derrotar a Aranha Gigante que dominava o ambiente naquele momento. Porem Gorac, o líder do grupo,  foi ferido e ficou de fora da batalha, cabendo a Mira, sua companheira, pegar a espada Benção dos Lideres, que passou pelas mãos de cada antecessor de Gorac e finalizar o combate.

Quimera de Aventuras

Nesta sessão colocamos algumas ideias de uso para aventuras de RPG. Entretanto fique ciente que para isto, teremos que dar alguns spoilers da obra. Leia por sua conta em risco.

Benção dos Lideres

A  espada, já passou pelas mãos de 5 grandes lideres Orcs, antecessores de Gorac, que apesar de ter em seu histórico muitas batalhas, precisa ainda conquistar muito mais para de fato ser tão grande quanto seus antepassados. Na sua aventura, poderá levar o primeiro líder orc da linhagem de Gorac para a honra de possuir essa arma. Banothi, o Banidor, teve apoio de outros lideres de vários povos, na luta contra a guerra que queria os expurgar do seu mundo. O Banidor, usou sua força e ímpeto para sacrificar-se nas trincheiras de defesa, impedindo de os Autarcas conquistassem mais de suas terras. Ele sozinho derrotou muitos soldados, além de grandes campeões inimigos. E seu sacrifício não foi em vão, permitiu que outros grupos desestabilizassem o ataque, e virassem o final da batalha para poderem manter-se em seu territórios e culturas.

Coleção Dungeons&Dragons
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Sangue e Glória – Quimera de Aventuras

VI Prêmio LeBlanc – Premiação em RPG

A votação popular do VI Prêmio LeBlanc está em andamento. Este é um prêmio brasileiro que reconhece produções nacionais em quadrinhos, animação, literatura fantástica e games.  A primeira fase da votação ocorre de 1 de fevereiro a 28 de fevereiro de 2023, incluindo uma novidade: uma premiação exclusiva para RPGs.

O que é a Premeiação LeBlanc?

O LeBlanc homenageia o artista haitiano André LeBlanc, radicado no Brasil, e sua influência no campo de design para animação e ilustração. As informações e regras para votação estão disponíveis no site oficial.

O Prêmio LeBlanc é uma premiação criada em 2018 para reconhecer produções nacionais em quadrinhos, animação, literatura fantástica e games. É organizado pela Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro em parceria com a Universidade Veiga de Almeida, as mesmas instituições responsáveis pela Semana Internacional de Quadrinhos.

A votação para o prêmio ocorre em duas etapas. Primeiro, é realizada uma votação popular para definir os três finalistas de cada categoria, e posteriormente, um júri técnico escolhe o vencedor. Qualquer obra lançada entre 1 de janeiro e 31 de dezembro do ano anterior ao prêmio pode ser indicada, desde que seja relevante à categoria.

Motivos para se Engajar

As premiações são importantes porque elas incentivam a dedicação e trabalho duro. Elas também nos ajudam a reconhecer o esforço de outras pessoas e nos motivam a alcançar nossos objetivos. Além disso, premiações também nos ajudam a reconhecer e comemorar as conquistas que fazemos juntos.

Portanto apesar de sabermos que pode ser trabalhoso indicar um voto nesse quesito, é importante para nossa comunidade. Ainda mais que nesse ano é a estreia da categoria na Premiação, então vamos representar bem nossa comunidade!

Segue um guia de como já chegar preparado para a sua votação:

  • Acesse o site oficial, e em Cédulas entre na categoria Votos para Games;
  • Em seguida siga essas orientações:
  • Apenas games e RPGs lançados no ano de 2022 serão aceitas na votação.
  • Será contabilizado apenas um voto por e-mail. Caso sejam encontrados vários votos com o mesmo e-mail, apenas o mais recente será registrado.
  • Por favor, redija da maneira mais completa possível o título escolhido.
  • Não use aspas na hora de preencher seu voto.
  • Atenção com a categoria certa. Votos na categoria errada não serão contabilizados.
  • Caso não saiba em quem votar em alguma categoria, deixe o espaço em BRANCO.

Bom voto, e muito obrigada.


O Movimento RPG agora tem uma super novidade. Temos nosso próprio Clube do Livro, A Ordem da Quimera(acesse por esse link). E em Fevereiro estaremos com o livro O Último Ancestral do autor Alê Santos, que participará conosco do encontro no dia 28/02. Para participar é muito fácil, acesse o link anterior e lá entre em contado direto com a Lorde Isabel Comarella (Bell Comarella#0272). Aproveite e faça parte nosso servidor no Discord.
O Último Ancestral

 

 

 


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 VI Prêmio LeBlanc – Premiação em RPG

 

 

Itens Mágicos em Tormenta20 e A Lenda de Ghanor RPG

Itens mágicos são uma das coisas mais icônicas do RPG, são almejados por jogadores, desde os iniciantes que querem um item poderoso em suas mãos, até os veteranos, que querem mais versatilidade em seus personagens. Há diversas abordagens diferentes aos itens mágicos, desde sistemas onde eles fazem coisas simples, como adicionar +1 em testes de ataque e rolagens de dano, até outros sistemas em que eles têm efeitos malucos, como uma bolsa em que cabem mais coisas do que você pode carregar normalmente.

Um diferencial dos itens mágicos de Tormenta20 em relação aos demais sistemas, é a dificuldade de se acessar esses itens, pelo menos em teoria. As regras de Tormenta20 estabelecem que tanto a manufatura quanto a posse de um item mágico seja algo que demanda bastante tempo e recurso dos jogadores.

Neste post, vou explicar quais são os tipos de Itens Mágicos em Tormenta20 e A Lenda de Ghanor RPG, como funcionam e dicas de como introduzi-los em suas campanhas.

O que são itens mágicos?

Apesar de Tormenta20 e A Lenda de Ghanor RPG serem jogos compatíveis e com regras muitos próximas um do outro, itens mágicos funcionam de maneiras próprias em cada um dos sistemas. Aqui irei focar apenas em itens mágicos permanentes, talvez futuramente eu aborde itens mágicos de uso único, como Poções e Pergaminhos, que funcionam de maneira igual nos dois jogos.

Em Tormenta20, os itens mágicos são um pouco mais comuns, e são divididos em dois tipos diferentes: itens encantados e itens específicos.

Itens encantados são itens mágicos sem nome próprio, muitas vezes personalizados, que são itens mundanos com características mágicas que adicionam bônus maiores que as modificações, que podemos abordar em um futuro próximo.

Um jogador poderia, por exemplo, fabricar uma Espada Longa magnífica veloz, que teria as mesmas características de uma espada longa comum, porém com um bônus de +4 em testes de ataque e rolagens de dano. Além disso, a arma concede ao portador o poder Ataque Extra, do Guerreiro, para ataques que a utilizem, permitindo que o jogador gaste 2 PM após uma ação agredir para fazer um ataque adicional com
ela (Ou 1 PM, caso o jogador já seja um Guerreiro que já tenha Ataque Extra).

Porém, a capacidade de se fabricar um item mágico é limitada à classe Inventor, e mesmo eles precisam ser de patamares mais altos para serem capazes de produzir este tipo de item. Um personagem precisa de pelo menos 9 níveis na classe Inventor para começar a fabricar itens mágicos. Outro detalhe é que os itens mágicos são limitados a apenas três encantos, e fabricá-los sacrifica a mana do fabricante, então para que um Inventor faça um item mágico, ele deve ficar sem 1 PM por encanto que o item possui, tornando a fabricação de um item mágico não apenas algo penoso financeiramente, mas um recurso essencial é utilizado.

Itens específicos funcionam diferente, são especiais, normalmente mais poderosos que um item fabricado apenas com encantos e possuem nomes que indicam sua funcionalidade. Um dos exemplos é a Azagaia dos Relâmpagos.

A Azagaia dos Relâmpagos é uma arma mágica que, quando arremessada, se transforma em um Relâmpago que causa 8d6 pontos de dano elétrico em todos os alvos em uma linha com alcance médio, e então retorna a sua mão no fim do turno.

Mesmo os itens específicos, normalmente são itens com encantos, mas que tem uma habilidade adicional junto a eles. No exemplo acima a Azagaia dos Relâmpagos tem todas as características de uma Azagaia, até o momento que é arremessada.

Um outro item, a Besta Explosiva, tem em sua descrição na página 337 de Tormenta20 Jogo do Ano, que ela é uma besta pesada formidável. Além da habilidade adicional, ela tem todas as características de uma besta pesada, e concede +2 em testes de ataque e rolagens de dano da arma.

Por outro lado, em A Lenda de Ghanor RPG, itens mágicos são apenas itens específicos. Também são divididos entre itens menores, médios e maiores, mas diferente de sua contraparte artoniana, em que toda arma e armadura mágica específica é um item mágico maior, em A Lenda de Ghanor RPG algumas armas são consideradas itens menores e médios. A própria Azagaia dos Relâmpagos e a Besta Explosiva, usados como exemplo anterior, são itens mágicos maiores em Tormenta20, mas são tratados de maneira diferente em A Lenda de Ghanor RPG. A Azagaia dos Relâmpagos em Ghanor é um item mágico menor e a Besta Explosiva é um item mágico maior. Os dois têm as mesmas características em ambos os jogos, com exceção da Besta Explosiva que não tem o bônus em testes de ataque e rolagens de dano vindos do encanto formidável, porque esse encanto não existe no jogo.

Não é possível fazer um item mágico personalizado em A Lenda de Ghanor RPG, as regras não abrem espaço para se fabricar itens encantados ou itens específicos, mas jogadores que quiserem adicionar um sabor mágico aos seus equipamentos tem uma saída. Na página 93 de A Lenda de Ghanor RPG há o poder Ouvir o Arcanium. Esse poder, que permite a um personagem com Sabedoria 2 e o poder Mestre Armeiro ou Mestre Artesão a capacidade de fabricar um item superior que contém uma magia. Assim podemos dizer que o único tipo de Encanto que há em A Lenda de Ghanor RPG é o encanto Conjuradora, que guarda uma magia dentro de um item, permitindo que quem esteja utilizando o item possa lançar a magia presente dentro do item.

Como se encontrar itens mágicos?

As diferenças de mecânica entre os dois jogos não é algo acidental. As regras refletem o funcionamento dos cenários em que são baseados.

Em Arton, o cenário de Tormenta20, existem mais opções para quem quer fabricar itens mágicos e seus poderes vem de quem os produz, normalmente aventureiros aposentados que construíram aquilo como uma obra-prima ou armeiros experientes que resolveram construir algo de grande valor são as origens destes itens mágicos fabricados. Assim, encontrar ou comprar um destes itens ainda é um acontecimento raro, e certamente caro.

Na descrição de cidades na página 271 do Tormenta20 Jogo do Ano, em que estão os tipos de comunidades, a única referência que se faz a venda de itens mágicos é em metrópoles, onde são encontrados itens mágicos em leilões por preços até maiores do que os presentes no livro.

Em Ghanor, os itens mágicos não são feitos a partir da essência de seus fabricantes, mas do legado que as armas carregam. Por mais que também possam ser encontrados em leilões em metrópoles, é nítida a maior escassez de itens mágicos no cenário de Ghanor comparado a Arton. Ghanor é um cenário mais focado em
combates de exércitos e batalha diplomática, um item mágico pode ser o principal motivo de um nobre ter um feudo completamente protegido, ou a herança que se passa de geração em geração de uma família que tem apenas aquele item como objeto de valor da família.

Como usar itens mágicos na sua mesa?

A origem do vilão que coleciona itens mágicos

Por mais que os dois livros enxerguem itens mágicos de maneiras diferentes, os livros conversarem entre si levanta a questão de como o mestre deve utilizar estes itens tão poderosos em sua mesa.

E a resposta correta é: a maneira que se encaixar melhor para a sua campanha.

Nem todas as mesas do sistema Tormenta20 se passam em Arton ou em Ghanor. Muitos mestres criam cenários próprios, em que talvez os itens mágicos sejam algo mais abundante ou mais escasso.

Algo que os dois livros concordam, porém, é que itens mágicos são recompensas do esforço dos aventureiros em suas missões. Um item mágico obtido “de graça” é algo que facilmente se torna banal, e, portanto, perde o valor.

Mas um item mágico recebido após uma missão sofrida para recuperar ele das mãos de um vilão no topo de uma montanha, ou encontrado depois de andares e mais andares de masmorra, após um desafio complexo que exigiu o máximo dos jogadores, traz mais valor ao item.

Assim como em Ghanor os itens mágicos trazem um legado por trás da mecânica deles, os itens mágicos das campanhas no sistema Tormenta20 devem ser uma recompensa ao legado de ações dos jogadores.

Talvez seja interessante um charlatão em um vilarejo próximo a uma cidade dizer que vende itens mágicos, mas que na verdade são versões falsificadas e, ao ser pressionado, ele revela que conhece o verdadeiro paradeiro do item.

Talvez, em um leilão em uma grande cidade, nobres estejam fazendo de tudo para arrematar um item mágico, e os aventureiros são contratados para conseguir aquele item. Itens Mágicos são, além de artifícios mecânicos, ganchos de aventura. O tesouro final após um desafio sofrível. Banalizar a conquista de um item mágico tira todo o seu fascínio, a aura de mistério e de objeto grandioso. Transforma a magia que o faz especial em algo rotineiro e casual.

Sugestões de Ganchos de Aventura

Uma sugestão que eu considero interessante, é utilizar como base para se entregar um item mágico para os jogadores é adicionar uma missão secundária a campanha principal que envolve recuperar ou obter um item mágico quando eles alcançarem o patamar de nível em que itens mágicos costumam aparecer mais.
O patamar ideal para isto seria próximo ao fim do Veterano. Entre os níveis 9 e 10, neste nível, os inventores já podem fabricar seus próprios itens mágicos e eles já podem ser encontrados (com dificuldade) em rolagens de tesouro.

Ao introduzir itens mágicos na sua campanha, até mesmo a própria visão de realidade dos personagens dos jogadores muda. Incentive seus jogadores a interpretar como esses personagens, que estão acostumados com itens mundanos ou no máximo aprimorados, se sentem próximos ou utilizando objetos de poder acima do que eles normalmente têm. Até esse momento, a ferramenta era isto, uma ferramenta na mão dos personagens, mas o que esses aventureiros sentem quando um objeto mais poderoso que o normal se apresenta a eles, algo que não respeita as leis comuns? Vou indicar alguns ganchos de aventura possíveis com itens específicos e itens mais personalizados.

O Rei dos Relâmpagos

Há boatos que tempestades tem ocorrido mesmo quando não se há chuva, isso tem impedido que mercadores naveguem para vender sua mercadores para outros lugares, todos que tentam sair para descobrir o que acontece, tem seus barcos destruídos pelos trovões espontâneos, e os aventureiros são contratados para descobrir o que tem acontecido com os barcos que tentam navegar.

Os aventureiros descobrem que os barcos estão sendo atacados por um Capitão Pirata que se chama de Capitão Trovoada, o Rei dos Relâmpagos. Ele é uma criatura completamente caricata, mas ele tem em suas mãos uma Azagaia dos Relâmpagos, que o torna definitivamente um adversário perigoso. Os aventureiros devem perseguir o Capitão Trovoada em alto mar e recuperarem a Azagaia dos Relâmpagos para que os mercadores possam voltar a vender seus itens em paz.

Capitão Trovoada ND 9

O Capitão Trovoada antes era conhecido pelo nomes comum de “Jonas”. Jonas, um dia, tropeçou em um caranguejo no meio da praia, e viu um sinal de escavação debaixo do caranguejo. Depois de cavar, encontrou um báu que tinha uma Azagaia simples, com uma marca de raio nela. Quando jogou ela fora, quase ficou surdo ao ouvir o som do relâmpago em que a Azagaia se transformou, e então, sua vida mudou.
Jonas mudou seu nome para Capitão Trovoada, utilizando de medo, arrumou uma tripulação e impediu que mercadores aos arredores vendam e transportem seus produtos sem pagar imposto a ele.

Capitão Trovoada é um homem comum, com uma ferramenta muito maior do que ele, se não fosse a Azagaia dos Relâmpagos na mão, provavelmente Jonas seria apenas um homem patético. O que aconteceria se a Azagaia fosse tirada dele?

Humanoide (humano), Médio
Iniciativa +13, Percepção +14
Defesa 31, Fort +13, Ref +24, Von +9
Pontos de Vida: 367
Deslocamento: 12m (10q)
Corpo a Corpo: Espada Longa +20 (2d6+19, 19)
A Distância: Azagaia +26 (2d6+24) e Azagaia dos Relâmpagos (Veja Abaixo)

Azagaia dos Relâmpagos (Padrão) – O Capitão Trovoada tem um item mágico que lhe concedeu sua alcunha: a Azagaia dos Relâmpagos, esse item parece uma azagaia comum para olhos não treinados, mas um teste de Misticismo, Óficio (Armeiro) ou outros óficios relacionados para Identificar Item, revelam a verdadeira natureza do item. O Capitão Trovoada pode usar uma ação padrão para arremessar a Azagaia dos Relâmpagos e ela vira um Relâmpago. Causando 8d6+2 pontos de dano eletrico em todos os alvos em uma linha em alcance médio. Um teste de Reflexos CD 28 diminui o dano pela metade. Ao fim do trajeto, o relâmpago volta a ser uma azagaia e volta para a mão do Capitão Trovoada no fim do turno.

Capitão dos Relâmpagos – Quando arremessa a Azagaia dos Relâmpagos, se o primeiro alvo falhar no teste de Reflexos, o Capitão Trovoada pode redirecionar a Azagaia para outra direção, a Azagaia percorre toda direção até o fim do seu deslocamento e depois retorna para a mão do Capitão Trovoada normalmente. O Capitão Trovoada só pode redirecionar a Azagaia uma vez por arremesso.

Reflexo Relâmpago – Quando o Capitão Trovoada faz um teste de Acrobacia para se equilibrar ou um teste de Reflexos para receber metade do dano de um efeito, ele joga dois dados e escolhe o melhor resultado.

Covardia – Enquanto está com a Azagaia dos Relâmpagos, O Capitão Trovoada é um homem corajoso e destemido. Porém sem ela, ele se torna um homem covarde e fraco. Caso o Capitão Trovoada seja desarmado ou a Azagaia dos Relâmpagos seja destruída, o Capitão Trovoada fica apavorado e perde as habilidades Azagaia dos Relâmpagos, Capitão dos Relâmpagos e Reflexo Relâmpago.

For 2 Des 5 Con 3 Int 1 Sab 0 Car -2
Perícias – Intimidação +16, Acrobacia +20, Atletismo +17, Pilotagem +19, Intuição +15
Equipamento – Azagaia dos Relâmpagos, espada longa certeira cruel, couro batido ajustado polido
Tesouro – Normal

Machado Defeituoso

Ao chegarem em um vilarejo, os aventureiros encontram um ferreiro completamente irritado com uma de suas armas. Ele apresenta um machado de batalha, que à primeira vista parece comum, até que o ferreiro mostra o detalhe; O machado não tem fio! Por mais que ele afie o machado, ele não consegue perfurar madeira, apenas causa cortes superficiais, e então ele pede auxílio dos aventureiros para que ajudem ele a descobrir o que há de errado com seu machado.

Caso os aventureiros perguntem para o ferreiro, ele construiu o machado em um dia muito atípico, em que estava frustrado. Sua filha estava virando uma mulher e quer começar a cortar lenha para trazer retorno a família, acontece que este machado é um presente de aniversário para ela e por isso tem que ser perfeito. Caso os aventureiros sugiram fazer outro machado, ele irá negar, dizendo que já trabalhou com tanto esmero naquele machado que precisava ser aquele. Jogadores com Ofício (Armeiro) que passem em uma CD 25 vão notar que há algo diferente e mágico no machado. Se perguntarem ao ferreiro, ele dirá que nunca lançou uma magia sequer. Um segundo teste bem-sucedido ou um teste de Misticismo CD 25 fará os jogadores notarem que, de fato, o machado é mágico. Se trata de um machado de batalha piedoso, caso os jogadores fiquem confusos quanto a como aquele machado foi feito em um vilarejo qualquer no meio do nada, permita que conjecturem, porém testes de perícias baseadas em Inteligência (como Nobreza, Conhecimento e o próprio Ofício) permite que os jogadores cheguem a conclusão que o item foi feito de uma maneira completamente atípica; Foi um item mágico criado de maneira espontânea, pela simples vontade de um pai de proteger sua filha de se machucar gravemente.

Os jogadores podem decidir o curso de ação que desejam fazer com o machado, mas caso contem para o armeiro, ele dirá que não entende como pode ter construído algo assim, mas se é algo de valor, ele cobrará 1/3 do preço comum do machado (T$ 6000). Ele não sabe quanto vale aquele objeto, e os jogadores podem simplesmente pagar o valor oferecido, o valor justo, ou resolver de outra maneira.

Campeão dos Campeões

Um novo torneio nas arenas começou! Seja por iniciativa própria, ou contratados por um nobre figurão, vão até esse torneio para participar. Além dos desafiantes inusitados, a recompensa do torneio não é algo comum, parece até mesmo algo mágico. Mas todos os lutadores estão sedentos pelo prêmio e estão dispostos a qualquer coisa para conquistar o prêmio final, o cinto do campeão.

Faça um torneio de mata-mata (literalmente ou não) caso seus jogadores se interessem a participar, ou coloque outra recompensa importante para o grupo além do cinto do campeão para os jogadores. E adversários que jogam sujo, que joguem areia nos olhos dos outros, que descumpram alguma regra pré-estabelecida na Arena ou que simplesmente utilizem meios escusos para terem vantagem na arena.

Esses combates podem ser tanto Perigos Complexos quanto duelos entre os jogadores e um desafio. Fique à vontade para definir o que achar melhor para isto.

No fim, o importante é que valorizemos as conquistas dos jogadores. Um item mágico não deve ser apenas um objeto mecânico para colaborar com um combo, mas um artifício de roteiro para marcar as conquistas dos jogadores.

Caso queira começar a introduzir itens mágicos na sua campanha, independente do jogo, as páginas que falam sobre esses equipamentos estão nas páginas 333 de Tormenta20 Jogo do Ano e na página 277 de A Lenda de Ghanor RPG.


Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo PadrimPicPayPIX ou também no Catarse!

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Além disso, o MRPG tem uma revista! Conheça e apoie pelo link: Revista Aetherica.

Se liga na Área de Tormenta, o espaço especial dedicado apenas à Tormenta20 e o que remete a ele! E acompanhe também as outras sessões, por favor!

Texto: Gustavo “AutoPeel” Estrela

Revisão: Edu Filhote

Arte da Capa: Juaum Artwork

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