Heart, a Cidade Abaixo – Resenha

Heart, a Cidade Abaixo, pode parecer para alguns apenas mais um sistema de RPG focado em exploração de dungeons, mas é muito mais do que isso. Ele está sendo trazido pela Editora New Order ao Brasil e ainda está em financiamento coletivo no Catarse até dia 26/10/2026. Clique aqui para adquirir o seu!

Lendo o cenário, me veio à mente uma dezena de possibilidades. A quantidade de aventuras que podem ser criadas…

Primeiro, preciso te dizer do que se trata o cenário.

Cenário

A cidade de Pináculo, que já teve seus dias de glória, é a joia do império dos elfir — que também podem ser chamados de altos elfos. Antes deles, ela era controlada pelos drows, que a perderam depois de um cerco que matou milhares. Após dominar, os elfir usam os drows e humanos como mercenários para lutar contra os gnolls. O interessante é que essa parte inteira tem a ver com o cenário do sistema Spire RPG, da editora Rowan, Rook and Decard, mesma editora que publicou Heart.

Logo abaixo de Pináculo, temos a Cidade Abaixo, onde vivem os pobres e excluídos. Seria como a periferia de grandes cidades. E, ainda mais abaixo, temos o Coração.

O que seria isso?

Trata-se de um labirinto pulsante logo abaixo da cidade. Cada grupo que o explora muda totalmente a sua estrutura. Em um momento o grupo está em uma caverna de pedra, com o chão coberto por uma fina camada de névoa e, em outro, em um local com paredes feitas de carne, pulsando a cada passo deles. Como o livro mesmo diz: “as possibilidades são infinitas”. 

O curioso é que os personagens, nesse jogo, não se chamam exploradores, ou qualquer outro nome padrão, mas sim de entranhadores. O que faz muito sentido, visto que eles exploram as entranhas de um labirinto que muda constantemente.

E esses entranhadores vivem indo e voltando do Coração. Com isso, não foi estranho surgir um povoado chamado de Detricto, onde as pessoas param antes de seguir, planejando sua exploração pelas entranhas. E, por estar longe de Pináculo, o comércio ilegal cresce, além também da resistência dos drows, que sonham em recuperar a sua cidade.

O Povo

E, claro, além dos drows, existem outros povos habitando o Coração e seus arredores, tais como: humanos, elfir (ou altos elfos, como preferir) e gnolls. 

Os humanos são um povo sem um rei claro, vindo de Reinos Orientais distantes. A reputação deles é de serem curiosos exploradores, pegando ferramentas e armas antigas, fazendo engenharia reversa nelas. Isso faz com que os humanos sejam uma espécie de artífices. 

Os elfir lembram muito o que vemos em cenários de fantasia medieval. Eles são altos, bonitos e graciosos. Parecem ser perfeitos, mas apenas ficam na aparência. Eles são um povo opressor, com um grande império que fez os drows terem que entregar a própria cidade. Aqueles que moram em Pináculo usam máscaras para esconder o seu rosto dos que consideram inferiores. 

Por último, temos os gnolls. Uma raça humanoide que possui uma cabeça de hiena e que vive ao sul. Eles estão em constante guerra territorial com os elfir. Por conta disso, eles não são bem-vindos na cidade de Pináculo, tendo que ficar na Cidade Abaixo e no Coração.

Um fato curioso é que, embora exista muito ódio entre os povos nas cidades acima, abaixo da superfície, existe uma convivência pacífica. Isso ocorre porque, não importa quem você seja, o Coração não vai distinguir. Dessa forma, não é estranho ver pessoas de diferentes ancestralidades no mesmo grupo.

Entranhadores

Uma coisa que gostei bastante foi o nome dado àqueles que exploram o Coração. Entranhadores é exatamente como o nome sugere: pessoas que entram fundo nas entranhas do Coração e do desconhecido. E, claro, cada uma delas possui uma classe, além de um motivo — ou um chamado —  para estar fazendo isso. Vamos começar com uma rápida descrição das classes:

  • Alpiarça: Essa é uma das mais interessantes — e bizarras. São ocultistas que entregaram os próprios corpos a abelhas, transformando o hospedeiro em uma colmeia. 
  • Bruxuleante: Carregam uma doença sanguínea que lhes concede a capacidade de conjurar uma magia visceral. 
  • Carnífice: Um caçador que consome a carne de tudo o que caça para ganhar poder.
  • Escarlato: Um clérigo de uma deusa esquecida, que teve sua alma arrastada para o fundo do poço, o que resultou em sua alma agora pertencer à divindade que venera.
  • Herege: Um devoto da Lua Abaixo, uma estranha deusa que lhe permite realizar certos milagres.
  • Mortívago: São quase mortos-vivos. Eles encararam a morte de frente e saíram com vida. Com isso, conseguem usar seu espírito para invadir outros corpos.
  • Narcomago: Viciados em poder dado por uma entidade de outro plano. Vivem vidas de viciados, buscando sempre a próxima dose.
  • Sabujo: O mais simples de todos. Trata-se de um policial mercenário que está preso às origens amaldiçoadas do seu regimento.
  • Vermissário: Um viajante que caminha usando uma pesada armadura. Ele usa uma rede ferroviária amaldiçoada — a Vermisiana. Uma tecnologia experimental que apenas aqueles que caminham sobre ela têm o conhecimento.

Chamados

Essa é a cereja do bolo. O chamado nada mais é do que o motivo pelo qual um entranhador escolhe ir para o Coração. Algo que o mantém ali quando qualquer um já teria ido embora.

A maior parte dos chamados é composta por Marcos, que são eventos, situações, desafios ou algum objetivo que o personagem precisa vivenciar para que avance e fique mais forte. E isso deixa o jogo bem interessante, pois sai da situação onde o jogador precisa de pontos de experiência específicos para subir de nível. 

Cada chamado é composto por uma habilidade principal que é adquirida ao escolhê-la. E seus Marcos são divididos entre níveis Menores, Maiores ou Zenite. E, ao alcançá-los, o jogador escolhe um novo avanço para a classe.

O interessante é que os jogadores vão precisar dizer para o mestre quais são os seus Marcos, e este por sua vez, vai colocar no mundo de Heart. E, claro, os jogadores têm a liberdade de conversar com o mestre, e assim ajudar na introdução desses Marcos. Lembrando que cada jogador só pode ter dois Marcos ativos ao mesmo tempo por sessão, e não dá para ativar mais de um Marco por cena.

Existe um total de 5 chamados:

  1. Aventura: Entediado com a vida cotidiana, você busca por uma vida mais arriscada, buscando perigo e emoção.
  2. Cardicanto: Por anos você sonha com muitos mistérios, que o conduziram ao labirinto amaldiçoado da Cidade Abaixo em busca de verdades.
  3. Iluminação: Você quer realizar um feito impossível e tem a certeza de que no Coração você vai conseguir o conhecimento — ou apenas os fragmentos dele — para conseguir realizá-lo. 
  4. Forçado: Você não quer estar no Coração, mas você está sendo chantageado ou coagido a isso pelos seus senhores, tentando seguir suas ordens da melhor maneira possível.
  5. Penitente: Você faz parte de uma ordem religiosa, até que os decepcionou de alguma forma, fazendo outros pagarem por um erro que você mesmo cometeu. Agora você busca expiação dos seus pecados.

Heart, a Cidade Abaixo, é um cenário rico, buscando dar ao jogador mais liberdade na criação e desenvolvimento do seu personagem.

Lembrando: ele atualmente está em financiamento coletivo pela Editora New Order, através do Catarse. O financiamento vai estar no ar até o dia 26 de outubro de 2026. Se você ainda não adquiriu, recomendo demais. Não perca essa oportunidade!


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Belregard – Resenha

 

Poucos RPGs nacionais conseguem transmitir uma identidade tão própria quanto Belregard: um dos mais marcantes cenários de fantasia medieval sombria já produzidos no Brasil.

Publicado por Jefferson Neves e Rafão Araújo e atualmente disponibilizado pela New Order Editora, o jogo convida o leitor a abandonar a fantasia heroica tradicional para mergulhar em um mundo de horror, fanatismo religioso, intrigas políticas, decadência social e dilemas morais, onde cada vitória cobra um preço.

Entre impérios em ruínas, mistérios teológicos e uma corrupção que habita o coração da humanidade, Belregard constrói uma experiência singular que merece a atenção tanto de fãs de fantasia quanto de quem procura um RPG capaz de surpreender em cenário e regras.

Belregard

O cenário de Belregard parte de uma pergunta inquietante: e se Deus estivesse morto? Sem que a maioria da população saiba, o Criador foi derrotado pela Sombra Viva, o Inimigo primordial, deixando o mundo entregue a uma lenta agonia espiritual.

Enquanto a Igreja do Tribunal do Supremo Ofício continua pregando a fé e oferecendo esperança, antigas castelanias disputam poder sobre os escombros do extinto Império de Virka, em uma realidade marcada por guerras, fome, doenças, ignorância e violência.

Nesse mundo derrotado, a verdadeira ameaça não são apenas monstros ou exércitos, mas a corrupção que seduz homens e mulheres a cada escolha, transformando Belregard em uma fantasia medieval de horror psicológico e existencial, muito mais próxima de um drama histórico brutal do que de uma aventura épica convencional.

Narrativa e Ambientação

Grande parte da originalidade de Belregard está em conceitos que unem narrativa e ambientação de forma inseparável.

A Bravura representa a centelha extraordinária que permite aos personagens desafiar seus próprios limites, mas esse poder caminha lado a lado com a Corrupção, reflexo da influência constante da Sombra Viva e da tentação de alcançar objetivos por meios cada vez mais sombrios.

Aqueles que sobrevivem às provações e despertam esse potencial tornam-se Arautos, indivíduos marcados por experiências sobrenaturais que passam a ocupar um papel central na luta (provavelmente perdida) contra o Inimigo.

Já os Ventres Negros figuram entre os elementos mais perturbadores do cenário: rupturas na realidade que aproximam o mundo do domínio da Sombra, servindo como focos de horrores, cultos e manifestações sobrenaturais que lembram constantemente que a própria criação está apodrecendo por dentro.

Regras

Também nas regras, Belregard procura fugir dos padrões da fantasia medieval tradicional. Sua proposta privilegia investigação, sobrevivência, viagens perigosas, conflitos políticos, dramas familiares e horror psicológico tanto quanto o combate, incentivando campanhas em que uma negociação na corte pode ser tão decisiva quanto uma batalha.

A primeira edição utilizava uma adaptação do sistema Crônicas, enquanto a segunda evolui para o sistema próprio Cave Cane, criado para reforçar a atmosfera do cenário.

Entre seus diferenciais estão a mecânica de Corrupção como parte ativa da experiência de jogo, na qual o narrador oferece tentações em troca de vantagens mecânicas, além de uma estrutura pensada para diferentes estilos de campanha, baixa magia, protagonismo de pessoas comuns e um mundo onde conhecimento, fé e medo possuem tanto peso quanto espadas e armaduras.

Conclusão

Mais do que um RPG sobre derrotar monstros, Belregard é uma experiência sobre enfrentar o desespero, resistir à corrupção e descobrir até onde alguém consegue preservar sua humanidade quando a esperança parece ter abandonado o mundo.

Essa combinação entre cosmologia ousada, atmosfera opressiva, conceitos narrativos originais e regras voltadas para histórias densas faz do jogo uma das produções mais autorais do RPG brasileiro contemporâneo.

Se você procura uma fantasia medieval cruel, decadente e profundamente diferente dos cenários tradicionais, vale conhecer Belregard, disponível pela New Order Editora, e descobrir por conta própria por que, nesse mundo, sobreviver pode ser um feito muito mais heroico do que vencer qualquer batalha.


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A Terra das 12 Luas – Lunatar RPG – Resenha

Hoje vamos conhecer o sistema de Lunatar RPG e como a narrativa de alta fantasia sombria e as luas do mundo impactam as regras de jogo do sistema.

Nesse playtest, que está disponível gratuitamente no site da Editora New Order, somos apresentados brevemente a Vésper. O principal continente do mundo de Lunatar, e à guerra eterna entre a Luz e a Escuridão. 

O Sol a mantém afugentada durante o dia. Mas durante a noite são as Origens, o equivalente em Lunatar às “raças” e “espécies” (ou legados…) de outros sistemas, que precisam ajudar as doze luas do mundo a combater o avanço da Escuridão, e de sua corrupção.

Regras

Um novo dado

Além dos dados convencionais usados no set clássico de dados de rpg (D4, D6, D8, D10, D12 e D20), Lunatar estreia um novo dado nas suas mesas: o D16. Mas na falta de um desses, você pode simplesmente jogar o D20 e caso um resultado seja maior que 16 refazer a rolagem. 

Dados que escalam

Um dos grandes destaque da mecânica de Lunatar é seu sistema de escala de dados.

A maioria dos sistemas usam um único tipo ou um conjunto de dados para realizar seus testes. Alguns usam D20, outros D6, alguns usam 2D10 ou a combinação de 2 dados diferentes. Em Lunatar, no entanto, você vai usar diferentes tipos de dado, que vão variar de acordo com a sua Graduação em uma Aptidão. Ou seja, o quão bem seu personagem é treinado nela.

Pense na escala de dados como uma régua, onde o menor valor é o D4 (graduação 0) e o maior valor é o D20 (graduação 6). Quanto maior a Graduação de um personagem em determinada Aptidão, maior o dado que ele usará naquele teste. 

Entretanto, Lunatar possui um sistema de limite de dados por Nível de personagem. Até o 4º nível, os personagens têm como maior dado o D12 (4 Graduações) em suas jogadas. A partir 5º nível o personagem consegue acessar a Graduação 5 em alguma Aptidão, tendo o D16 como o maior dado possível. E no 9º nível, o D20, ao alcançar 6 Graduações.

Existem, contudo, algumas circunstâncias especiais e mecânicas que podem eventualmente superar esse limite.

Explicando testes

Ao fazer os testes você visa atingir um NA, um número alvo, para obter o sucesso.

Então se, por um exemplo, você entra em um combate e quer acertar um inimigo com um porrete. O mestre então vai determinar o NA, um valor da tabela do sistema de acordo com a dificuldade.

Suponhamos que nesse caso o mestre estabeleça o NA como 15, pois apesar de o inimigo não ser tão ágil ele está usando uma boa armadura. Mas seu personagem é um gladiador vindo das arenas de uma cidade distante possuindo graduação 2 em Ataque. Isso significa que você vai rolar seu Ataque com 1d8 (o dado da segunda graduação, sendo que o D4 é a graduação 0).

Além do dado, seu personagem vai adicionar na rolagem alguns bônus numéricos que podem variar de acordo com o seu nível, seu valor da Característica que está sendo usada e outras variáveis que podem ocorrer. 

Trunfos e Fardos – Cada rolagem pode ser única

Muitas coisas podem ocorrer durante um impasse ou uma luta. Essas variáveis podem ser tanto internas e inerentes aos personagens, quanto externas, como relacionadas ao ambiente, inimigos e outros fatores. E elas são refletidas no jogo através da mecânica de Trunfos e Fardos.

Lunatar possui uma lista de 21 Aptidões que englobam perícias, ataques corpo a corpo, à distância e até ataques mágicos. Sempre que você supera o NA do teste você consegue o chamado Impulso. Você pode gastar diferentes quantidades de Impulsos para adicionar diferentes efeitos a uma rolagem.

Esses efeitos podem variar bastante a depender da Aptidão em questão, mas o mais comum deles é receber o Trunfo. Cada Trunfo usado em uma rolagem, limitado ao máximo de 2 ao mesmo tempo, permite aumentar o dado que você está usando.

Exemplo: Se você faz um teste usando o D6, e usa dois Trunfos na rolagem você a realiza com o D8. Claro, além dos demais bônus que você soma normalmente.

Por outro lado, quando você falha em atingir o NA de um teste você acumula Recuos, que podem ter efeitos negativos no personagem e até mesmo reduzir o dado usado nas próximas rolagens.

Mapas em hexágonos

Ao contrário de outros sistemas que recomendam grids quadriculados, aqui a recomendação é usar malhas hexagonais para os mapas táticos. Uma mudança ousada, de certa forma, e que abre uma flexibilidade maior para o posicionamento tático dentro das lutas e facilita a simulação de áreas circulares (esferas, cilindros, cones) em combates.

Um personagem pode ter até 6 outros adjacentes a ele, o que impacta bastante, principalmente as estratégias de campo, principalmente ao considerar as dinâmicas das regras de combate apresentadas no sistema.

12 Luas – O caos cósmico que apadrinha os personagens

Outro grande diferencial mecânico de Lunatar, que amarra o sistema à narrativa, é a presença das luas. 

Enquanto o Sol impera durante o dia, mantendo a Escuridão afastada, quando ele sai do firmamento, a Escuridão espalha sua corrupção durante a noite. e a única barreira em seu caminho são as doze luas que vagam pelo céu de Lunatar. Dizem que elas são doze fragmentos da arquiteta, a deusa mãe que criou o mundo.

Para combater a Escuridão, no entanto, as luas abençoam indivíduos que nascem sob sua luz, lhes concedendo habilidades especiais. 

O ciclo de cada lua, contudo, é instável e imprevisível, podendo durar algumas horas, dias ou até mesmo anos.

Ao criar personagens em Lunatar você escolherá uma das doze luas para ser a lua que estava no céu no dia do seu nascimento. Ao preparar uma sessão de jogo, o mestre deverá sortear quantas e quais das luas estarão no céu, e caso uma delas seja a lua que você escolheu ao montar a ficha de seu personagem, ele poderá usar algumas habilidades especiais das quais falaremos mais no nosso futuro Guia de Criação de Personagens para Lunatar.

Magias Modulares

A conjuração das magias se dá através da Formulação. Ao formular uma magia você combina uma Forma, uma Palavra e uma ou mais Ampliações – esta última, embora opcional, é responsável por deixar suas magias cada vez mais potentes -, cada uma delas tendo um gasto de Pontos de Magia que, quando somados, determinam o custo final da magia. 

Cada classe capaz de conjurar magias possui uma lista para essas três “peças” que você pode combinar para formular as suas magias da forma que mais se adeque a situação em que seu personagem se encontra, além de algumas variações de regras inerentes a cada classe distinta.

Exemplo: Para formular um raio de fogo, um Místico combinaria Linha (a Forma) com Elemento (a Palavra) escolhendo Fogo como o tipo de dano elemental. Ele gastaria as ações necessárias e faria o teste de ataque mágico aplicando quaisquer bônus e habilidades aplicáveis que possua, e gastando os Pontos de Magia (PM) necessários, com base na forma e palavra escolhidos. Neste caso, o Raio de fogo custaria 4PM: 3 pela Forma (Linha) e 1 pela Palavra (Elemento – fogo).

É isso… por enquanto

Em breve retornaremos com mais conteúdo sobre Lunatar. Até lá, acessem o playtest disponível no site da Editora New Order, conheçam o sistema e se preparem para as aventuras no mundo de Vésper.

Caso queiram conhecer um outro sistema nacional, também podem acessar nossos artigos sobre o Verdades e Segredos, o nosso RPG sobre novelas brasileiras, onde você pode viver o seu próprio drama.

Tome um banho de lua, abraços, e nos vemos em breve!


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A Terra das 12 Luas

Texto: Maykon Martins.
Revisão: Raquel Naiane.

Pathfinder 2: Arquivo Oculto – Taverna do Anão Tagarela #214

Gustavo Estrela e Tarostar falam sobre Pathfinder 2: Arquivo Oculto nessa taverna. Entenda como funcionam as sociedades secretas e as lendas locais nas campanhas e como você pode aplicar essas novas regras e classes nas suas mesas, desde a utilização do imaginário coletivo para dar vida a monstros até mestrar um verdadeiro desafio em looping temporal.

A Taverna do Anão Tagarela é uma iniciativa do site Movimento RPG, que vai ao ar ao vivo na Twitch toda a segunda-feira e posteriormente é convertida em Podcast. Com isso, pedimos que todos, inclusive vocês ouvintes, participem e nos mandem suas sugestões de temas para que por fim levemos ao ar em forma de debate.

Portanto pegue um lápis e o verso de uma ficha de personagem e anote as dicas que nossos mestres vão passar.


Links:

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E-mail: contato@movimentorpg.com.br – Tem dúvidas sobre alguma coisa relacionado a RPG? Mande suas dúvidas para nosso e-mail.

Pathfinder 2: Arquivo Oculto

‎Host: ‎‎‎Douglas Quadros.
‎Participantes:‎‎ ‎‎‎ Douglas Quadros | Gustavo Estrela |Tarostar
‎Arte da Capa:‎‎ ‎‎Raul Galli.‎

Vampiros de Energon para Night’s Black Agents

Quando os agentes descobrem que o Energon não é apenas a energia que alimenta máquinas alienígenas, mas uma força vital capaz de conectar seres vivos, tecnologia e consciências artificiais, uma nova conspiração surge nas sombras: os transformers vampiros Strigons para Night’s Black Agents.

O RPG de espionagem, horror e investigação sobrenatural, disponibilizado no Brasil pela New Order Editora, ganha uma releitura onde os caçadores de vampiros não perseguem apenas criaturas da noite, mas uma antiga raça de predadores cibernéticos infiltrada no avanço tecnológico da Humanidade.

Nesta proposta, os jogadores precisam desvendar uma ameaça que mistura o terror dos vampiros com a grandiosidade dos robôs transformáveis. Confira a resenha de Night’s Black Agents e acompanhe também os outros artigos inspirados neste RPG para descobrir novas possibilidades de conspiração e aventura.

Strigons, os transformers vampíricos

Uma das características mais interessantes de Night’s Black Agents é transformar os vampiros em ameaças muito mais complexas do que simples criaturas sedentas por sangue.

O jogo convida mestres e jogadores a criarem espécies inteiras, organizações secretas e planos de dominação capazes de atravessar gerações. Seguindo essa proposta, surgem os Strigons: cybertronianos corrompidos que abandonaram qualquer código de honra para se tornarem predadores de energia, informação e vida.

Inspirados por vampiros do universo de Transformers como Draculus, Nightstrike e Blood, os Strigons enxergam tanto humanos quanto máquinas como fontes de alimentação para sua eterna busca por energon. Eles não apenas caçam indivíduos: eles manipulam sociedades inteiras, infiltrando-se nos caminhos que levaram a Humanidade da industrialização aos eletrônicos modernos, da robótica à inteligência artificial.

A verdadeira ameaça dos Strigons, porém, não está apenas em suas formas metálicas ou em seu poder de transformação. Assim como a Falange da Marvel, eles criam uma rede de seres humanos tecnopossuídos: pessoas alteradas por tecnologia alienígena, conectadas a uma inteligência coletiva e transformadas em instrumentos da conspiração.

Esses Humanos tecnopossuídos continuam sendo humanos e jamais se tornam Strigons, pois apenas cybertronianos podem sofrer a transformação completa em vampiros mecânicos. Ainda assim, eles são peças fundamentais do plano, servindo como pesquisadores, executivos, engenheiros, políticos e operadores infiltrados que aceleram a dependência tecnológica da sociedade.

Cada novo sistema de inteligência artificial, cada avanço da robótica e cada evolução das redes digitais pode representar mais uma etapa de uma estratégia milenar para transformar o planeta em uma gigantesca fonte de energon.

Strigon

Habilidades Gerais: Aberração 14, Corpo a Corpo 12, Vitalidade 12, Atletismo 8, Armas Brancas 10, Tiro 8
Limiar de Acerto: 5.

Modificadores:

Percepção: +2.
Furtividade: +2.
Dano: +1 (garras retráteis, presas), +2 (lâminas corporais, ataques elétricos).

Armadura: -2 (carapaça tecnorgânica); contra armas de fogo comuns tem dano reduzido pela metade; armas perfurantes militares causam dano normal; armas energéticas ou EMP recebem bônus.

Poderes Gratuitos: Exaurir (exaurir bioeletricidade e Energon), Mudança de Forma (Virar Bicho; Imitar Forma: geralmente rabecões, automóveis elétricos silenciosos, Lockheed RQ-170 Sentinels, maquinário pesado de fábricas escuras etc.), Percepção (Sentidos Bestiais, Visão Infravermelha, Visão Noturna), Regeneração (regeneração total ou parcial imediata ou no começo da rodada seguinte).

Outros Poderes: Exaurir (exaurir eletricidade e combustível fóssil), Movimento (Velocidade Vampírica), Possessão (computadores, drones, sistemas industriais, veículos).

Exícios: EMP intenso, isótopos raros.

Obstruções: ambientes sem tecnologia, sistemas analógicos.

Compulsões: acumular tecnologia (especialmente protótipos, máquinas raras e IA avançada).

Temores: silêncio digital (áreas sem sinais eletrônicos causam ansiedade e vulnerabilidade).

Necessidades: bioeletricidade, neuroeletricidade, Energon.

Conspiração Strigon em Níveis

Nível 1 — Humanos servis aos Strigons

Cientistas, engenheiros, executivos de empesas de tecnologia, hackers.

Nível 2 — Tecnopossuídos

Humanos manipulados com tecnologia strigon.

Nível 3 — Strigons fracos

Drones-vampiros e máquinas de caça.

Nível 4 — Strigons medianos

Infiltradores da tecnologia humana.

Nível 5 — Contemporâneos de Draculus

Strigons antigos da época de Draculus: entidades poderosas que iniciaram a invasão vindos de Cybertron.

Considerações Gerais

Enfrentar os Strigons em uma campanha de Night’s Black Agents significa colocar os jogadores diante de uma conspiração onde espionagem, horror e ficção científica se encontram. Talvez os agentes precisem trabalhar ao lado de Autobots para impedir que uma guerra antiga alcance a Terra, enquanto investigam quais instituições humanas já foram comprometidas pelos Humanos tecnopossuídos.

A pergunta deixa de ser apenas “onde estão os vampiros?” e passa a ser: “quanto da nossa civilização já pertence a eles?”. Prepare seus arquivos secretos, reúna sua equipe e aceite o desafio de caçar os Strigons. E depois desta aventura, confira também os outros artigos inspirados em Night’s Black Agents, explorando novas ameaças, ideias e conspirações para suas mesas de RPG.


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A carta de Cavaleiro em Assimilação RPG

Vamos de curiosidade: você sabia que muitos baralhos do passado tinham a figura do Cavaleiro (C) em adição às já conhecidas figuras de Valete, Dama e Rei? No tarô mais comum, esta carta foi mantida, e nos baralhos latinos (espanhol e italiano), pode-se encontrar o Caballo/Cavallo substituindo a Dama.

Vamos então dar nossa contribuição para enriquecer o incrível Assimilação RPG, disponível pela New Order Editora. Antes de ver nossas sugestões abaixo, não deixe de ler nossas duas resenhas sobre este RPG clicando aqui e aqui.

Para quem já leu as regras, já sabe que este RPG utiliza dados de resultados descritivos em vez de numéricos, sendo eles um inseto (que aqui usaremos o emoji de 🐞) que representa os sucessos; já o cervo (🦌) representa a Assimilação como forma de obter sucesso de maneiras alternativas; por fim, o predador (aqui usaremos 👹) representa a pressão de algo que não deu certo mas que pode ser revertido com o uso de capacidades sobrenaturais.

Ainda nas regras, há momentos de verificação de como a Assimilação ocorre, verificando a soma de 🐞, 🦌 e 👹, que determinação respectivamente a Assimilação Evolutiva (quase que inteiramente positiva), Assimilação Adaptativa (geralmente modificações corporais que ainda garantem benefícios acompanhados de deformações) e Assimilação Inoportuna (simplesmente degenerações físicas e mentais – 10 pontos acumulados de Assimilação Inoportuna desativam o personagem do jogador e o tornam NPC, totalmente sob controle de seu simbionte); ainda há a Assimilação Singular, ligada ao ambiente e não aos resultados de jogadas de dado. Os efeitos são descobertos sacando cartas de um baralho comum de 52 cartas, cada carta indicando qual o efeito.

Como já temos todos os efeitos de 1 a 10 e mais as figuras de Valete, Dama e Rei para os três tipos de Assimilação, que tal pensar efeitos para as cartas de Cavaleiro de Copas (Evolutiva), Cavaleiro de Ouros (Adaptativa), Cavaleiro de Espadas (Inoportuna) e Cavaleiro de Paus (Singular)?

Assimilação Mnemônica (C♥)

🐞: Ao observar um indivíduo realizar ao mínimo 5 ações bem-sucedida com um Conhecimento ou Prática com Nível mínimo 3, o Infectado deve fazer um teste de Sagacidade: em caso de sucesso, o Infectado adiciona para si +1 Nível no mesmo Conhecimento/Prática (até um máximo de 3).

🐞🐞: Ao observar um indivíduo realizar ao mínimo 4 ações bem-sucedida com um Conhecimento ou Prática com Nível mínimo 3, o Infectado deve fazer um teste de Sagacidade: em caso de sucesso, o Infectado adiciona para si +1 Nível no mesmo Conhecimento/Prática (até um máximo de 3).

🐞🐞🐞: Igual ao nível 🐞🐞, mas pode reduzir em 1 o mínimo de ações bem-sucedidas a observar OU Nível mínimo do indivíduo observado.

🐞🐞🐞🐞: Igual ao nível 🐞🐞, mas pode reduzir em 2 o mínimo de ações bem-sucedidas a observar OU Nível mínimo do indivíduo observado OU em 1 em ambas as modificações. Com a adição de +1 Nível, pode chegar a um máximo de 4.

🐞🐞🐞🐞🐞: Igual ao nível 🐞🐞, mas pode reduzir em 3 o mínimo de ações bem-sucedidas a observar OU Nível mínimo do indivíduo observado OU em uma combinação de 2/1 para as modificações. Com a adição de +1 Nível, pode chegar a um máximo de 5.

🐞🐞🐞🐞🐞🐞: Igual ao nível 🐞🐞, mas pode reduzir em 4 o mínimo de ações bem-sucedidas a observar OU Nível mínimo do indivíduo observado, OU em 2 em ambas as modificações OU em uma combinação de 3/1 para as modificações. Com a adição de +1 Nível, pode chegar a um máximo de 6.

Assimilação Abissal (C♦)

🦌: A pele perde parte da pigmentação natural e ganha uma textura seca e aveludada, enquanto os olhos desenvolvem reflexos opacos e a pessoa passa a preferir ambientes silenciosos e escuros sem perceber imediatamente essa mudança de hábito. Adicione +1 ponto em Percepção em ambientes silenciosos e escuros.

🦌🦌: As articulações tornam-se mais flexíveis e os movimentos mais cautelosos e econômicos, acompanhados de unhas espessas e dentes ligeiramente translúcidos que se desgastam e regeneram de maneira incomum. Pode utilizar a habilidade “Letal” ou a característica “Esquiva Precisa” pelo custo de 1 ponto de Determinação.

🦌🦌🦌: A musculatura afina em algumas regiões e se adensa em outras de modo irregular, enquanto pequenos órgãos sensoriais subcutâneos surgem ao longo do pescoço, coluna ou braços, reagindo a vibrações e correntes de ar quase imperceptíveis. Adicione +1 ponto em Reação e Percepção em qualquer ambiente, e pode utilizar a habilidade “Resiliente” pelo custo de 1 ponto de Determinação.

🦌🦌🦌🦌: A estrutura óssea começa a reorganizar discretamente o formato do corpo, alongando dedos, comprimindo certas cavidades internas e alterando o padrão respiratório e circulatório para funcionar melhor em ambientes confinados e pobres em estímulos. Adicione +1 ponto em Potência e cada 🦌 pode ser convertido em 🐞 em Práticas Esportivas.

🦌🦌🦌🦌🦌: Tecidos internos assumem coloração pálida e fibrosa, o metabolismo se torna extremamente lento fora de situações de esforço e adquire um comportamento mais distante de impulsos sociais humanos comuns. Durante a Etapa de Recuperação, recupera metade dos Pontos de Determinação que iria recuperar. Pode utilizar Pontos de Saúde como 🐞 cumulativos.

🦌🦌🦌🦌🦌🦌: Os sistemas sensoriais espalham-se por todo o corpo, permitindo perceber vibrações e presenças próximas mesmo sem enxergá-las diretamente, enquanto a pele assume aspecto mineralizado. Adicione +1 ponto em Percepção e Reação. Sempre que converter 🦌 em 🐞, pode ignorar uma Condição ou Penalidade até o final da cena. Uma vez por sessão, ao ser reduzido a 0 Pontos de Saúde, pode gastar qualquer quantidade de 🐞 para permanecer ativo pela mesma quantidade de rodadas.

Assimilação Vestigial (C♠)

👹: Pequenos grupos musculares deixam de responder plenamente ao esforço fino, tornando certos gestos mais rígidos e econômicos. Transforma um 🐞 em um 🦌 em todos os testes de Potência.

👹👹: Partes da dentição, das unhas e dos pelos passam a crescer de maneira reduzida e simplificada, como se o organismo considerasse esses elementos menos necessários. A habilidade “Nutritivo” não tem efeito sobre o Infectado.

👹👹👹: Alguns órgãos sensoriais perdem alcance e refinamento perceptivo, enquanto tecidos internos assumem padrões celulares mais simples e menos especializados. Recebe -1 em Percepção – caso já tenha este instinto com valor 1, então acumula o efeito de sempre adicionar 👹 a qualquer teste de Percepção.

👹👹👹👹: A distribuição de nervos, músculos e vasos torna-se mais compacta e redundante, reduzindo versatilidade corporal em favor de funções básicas e persistentes. Perde 1 ponto em uma Prática.

👹👹👹👹👹: A estrutura histológica inteira converge para um estado biológico mais primitivo e limitado, no qual múltiplos sistemas antes distintos passam a operar de forma fundida, lenta e pouco adaptável. Seu cálculo de Pontos de Saúde passa a ser Potência/Resolução +1 em vez de +2.

👹👹👹👹👹👹: O organismo abandona funções consideradas secundárias, preservando apenas respostas biológicas elementares de sobrevivência. Estruturas redundantes desaparecem e a capacidade de adaptação torna-se extremamente limitada. Sempre que gastar um Ponto de Determinação para ativar uma habilidade, deve adicionar um 👹 ao teste associado. Caso a habilidade não exija teste, sofre -1 em Reação até o início do próximo turno.

Assimilação Vulcânica (C♣)

🐞🦌 – Lagarto-da-Lava

O corpo torna-se resistente e econômico como um sobrevivente de campos de lava, fumarolas, cinzas, rochas ígneas expostas, fontes termais e atividade geotérmica, equilibrando instintos de caça e adaptação em ambientes com estes elementos. Recebe +1 em Potência. Além disso, desenvolve a característica Durável.

🦌👹 – Amakí-do-Havaí

A fisiologia oscila entre adaptação e desgaste, refletindo a instabilidade dos ambientes vulcânicos, concedendo capacidades superiores em certos contextos enquanto impõe limitações imprevisíveis. Recebe +1 em Percepção mas passa a adicionar 👹 a todos os testes de Sagacidade. Além disso, obtém a característica Visão Aguçada.

🐞👹 – Samambaia-do-Campo

O Infectado assume um padrão de sobrevivência primária e persistente, prosperando em terrenos devastados e pobres, com grande especialização em adaptação ambiental. Recebe -1 em Influência e desenvolve a característica de artefato Eficiente ao utilizar 1 Ponto de Determinação.


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Minha Primeira Experiência no DOFF – Diversão Offline 2026

Bom dia, boa tarde e boa noite! Espero que estejam todos bem! Neste post irei abordar sobre o mais badalado evento de RPG e jogos de tabuleiro que aconteceu nesse final de semana (11 e 12 de julho), e como foi minha primeira experiência estando no DOFF em 2026.

O que falar desse primeiro Diversão Offline que participei? Muita coisa! Então, para começar: apareceu muita gente!

Evento “estranho, com gente esquisita…”

Me senti em casa! Muitas pessoas indo e vindo. Gente comprando bugigangas, conversando aleatoriedades, discutindo negócios, fantasias e cosplays, uma galera de óculos, filas para todos os lados e em todos os estandes, e sim, sempre envolvendo RPG!

Claro que sabemos que o DOFF não é só isso. E tive essa certeza quando me deparei com a equipe reencontrando pessoas conhecidas, amigos de outros DOFF’s e eventos diversos, que vinham falar com a gente e eram apresentadas a mim, comentando sobre as novidades.

Mas também, de uma forma calorosa, quando vi o rosto daquelas pessoas que eu só via pela tela do celular ou do computador, e, mesmo que por uns instantes, conseguia me conectar com elas. É nesse momento, senhoras e senhores, que entendi que o DOFF não é só RPG.

Um pouco de história

O evento já vem crescendo há tempos. Nasceu em 2015, no Rio de Janeiro, e começou reunindo empresas do mercado de jogos de tabuleiro. Logo se transformou em um lugar onde todos poderiam falar a mesma língua. Em 2018, expandiu para São Paulo, caminhando devagar, mas sem parar, passou a abraçar o RPG e jogos no geral, tendo dois dias de evento para conseguir abranger todo o sucesso que vinha fazendo.

Então, o local em que estavam não era mais suficiente para comportar tamanha magnitude, e o Expo Center Norte se tornou o lugar do evento desde o ano passado. Isso permitiu que mais parcerias ocorressem, mais pessoas expusessem suas artes, mais itens nerdísticos chegassem à casa das pessoas, e, principalmente, mais conexões surgissem.

DOFF não é só RPG

Essas conexões me mostraram que o evento não é um evento qualquer, é um lugar onde conheci muitas pessoas incríveis.

Vi Influencers que, mesmo sem estar a trabalho, não se importavam em parar para tirar fotos e conversar com seus fãs. Mestres que, mesmo após horas narrando e mostrando a novas pessoas sobre um universo totalmente novo, continuavam se dedicando (até sem voz) para dar a melhor experiência para aqueles que estavam em sua mesa. E jogadores que se dedicaram a entender o jogo que foi colocado em sua frente e curtir a experiência como um todo.

Também notei muitas famílias, com crianças, inclusive – e em boa quantidade -, que encontraram no evento um lugar seguro para levar quem amam para se divertir. Eles sabiam que lá encontrariam pessoas com paciência e carinho para ensinar seus filhos (e que iriam se divertir com os pequenos). E, pessoas com mais idade também, o que me mostrou que RPG, é sim, para todos!

A CapyCat foi mestra em deixar os pequenos confortáveis no jogo

Percebi ainda, um aumento no número de mulheres que marcaram presença no evento. Felizmente, estamos ocupando cada vez mais lugares, mas ver isso presencialmente em um lugar que possui um tema, que antes, era totalmente dominado por homens, foi incrível!

Seja como artistas, como cosplays, participantes das editoras na correria do evento, e jogadoras, desde as novatas até as experientes. Inclusive, muitas narradoras, com mesas lotadas e com tema “só para mulheres” (que não consegui jogar por não ter vaga). Nós estávamos lá marcando presença em peso, como as maravilhosas Juniperpg (@juniperpg_), a Rubi (@coragemnarrada) e a Bella Farias (@thedragonesa)!

O DOFF também é inclusão, representatividade e conexão!

Quem você pode encontrar no DOFF

Agora, falando de uma parte importante e que também já comentei um pouco: pessoas.

Claro que tivemos a presença de inúmeros criadores de conteúdos. Aqueles mais focados em RPG e jogos de tabuleiro que estavam com estandes e venda de produtos, como também, aqueles que apenas foram narrar ou apareceram por lá para ver como estava o evento. Entre eles, além dos que já foram mencionados, podemos citar:

  • Rafael Studart (@dequemeavez): estava como apresentador oficial do DOFF, fazendo entrevistas na sala de imprensa reservada, andando pelo evento para falar com as pessoas, e claro, apresentando tudo ao vivo pelo YouTube, com posts nas redes sociais em interações com o público;
  • Inúmeros dubladores: Sérgio Stern (@sergiosternoficial), Felipe Grinnan (@felipegrinnan), Miriam Ficher (@miriamficher), Aline Guioli (@alineguioli);
  • Criadores de conteúdo focados em RPG, jogos de tabuleiro e mesas de RPG: Felipe Miyata (@felipemiyata), Dados Caricatos (@dadoscaricatos), Fracasso Extremo (@fracassoextremo), Pauta Fria (@pauta_fria), Maré Geek (@mare.geek), Nadja Lírio (@nadja_lirio);
  • Os Embaixadores do DOFF: Marcos Teixeira (@umbardomedisse), Fabrício (@aftermatchbg), Yuri (@cadeodado), Diogo Braga (@didibraguinha), Letícia (@leticinios), André (@narradoresnarrados), Nerdsbonde (@nerdsbonde), Nicholas (@nickbgg), Sérgio Cantú (@sergio_cantu), Eric (@turnobgames), Gilsmy Boscolo (@prof.ludico);
  • Pessoas que talvez você não saiba que são fãs de RPG e jogos de tabuleiro: Tranks e Malu (@tranquillini e @_malusc), Luiza Netto (@luizanetto97), Leonardo Ramos (@reolamos) e André Dea (@andredea).

E sim, esses foram somente alguns dos nomes de quem vi por lá ou de quem eu soube que passou por lá. E, se você tem interesse em, quem sabe, esbarrar com essa galera alguma hora, já começa a se programar para ir no DOFF no próximo ano.

O que fazer no DOFF

Além de você conseguir encontrar com as pessoas das quais é fã, rever amigos e fazer parcerias, o DOFF também apresenta uma série de atividades para fazer e coisas para ver.

Como o evento aconteceu no Expo Center Norte e o lugar é muito grande, tinha muita coisa para fazer! A começar pelo mapa do evento:

Mapa do DOFF 2026

Como deu para notar, inúmeros lugares para visitar. A começar dos estandes das editoras com jogos de tabuleiro, de cartas ou que envolvem o corpo. Com regras fáceis ou mais complexas, mas sempre com muita diversão! Com livros de RPG nacionais, traduzidos, grandes, pequenos, cheio regras, com muita ou pouca lore de mundo, e aventuras prontas. Para todos os gostos!

Além disso, muita arte! Vários artistas independentes compartilhando barracas de vendas, com pinturas, fanarts, bottons, chaveiros, pins, muito material feito com impressora 3D, cerâmica, aquarela, metal, entre outros.

Alguns lugares para explorar

Pudemos encontrar esses artistas tanto no Distrito do Comércio, como também no Indie Alley, onde conhecemos 30 artistas independentes buscando conquistar o público com seus jogos, artes e carisma!

Indie Alley contando com 30 artistas independentes
Lojinhas e mais lojinhas

No Paint Alley tivemos a possibilidade de pintar nossas próprias miniaturas. Tendo uma variedade de tintas e pincéis com pontas pequenas que mostram a dificuldade de seguir nessa área (precisando ter muito cuidado e uma mão leve para não errar nos detalhes).

Na Arena RPG, que foi organizada pelo Tavernando (@jogue.tavernando), pudemos acessar o site deles através da leitura do QR Code. Dessa forma, podíamos nos cadastrar para as mesas que estariam disponíveis no evento, conhecendo o narrador, uma sinopse da aventura e qual sistema usaria. Mas elas estavam sempre cheias, então se quiser jogar, precisa ficar de olho no site!

“As histórias nascem aqui!”

A Área Catarse de Protótipos estava totalmente dedicada a novas invenções que irão fazer muito sucesso, e a qual poderíamos testar. Na Loja DOFF poderíamos comprar camisetas, pegar nossa credencial do evento, comprar ursinhos e bugigangas maneiras do evento.

E muito mais!

Tudo isso, sem contar ainda a Praça de Alimentação cheia de comidinhas gostosas. E como falado antes, o DOFF tem se tornado cada vez mais um local seguro para todas as pessoas, contando com um Feudo da Família com jogos exclusivos para pais e filhos. Também tinha disponível a Sala Neurodivergente, sendo um local para abraçar pessoas que precisassem de um espaço acolhedor e calmo para respirar durante o evento.

Dando uma volta você também poderia encontrar um local exclusivo para você fazer uma Tatuagem Pequena (famosos flashes). Uma Escape Room assustadora para tentar escapar, um espaço para Simular Lutas e Combates (com segurança, claro). Também tinha um espaço dedicado a Hasbro Games, com muitos mais jogos para jogar.

Tudo com segurança, claro
Cinco minutinhos sem perder a amizade? Bó?

E não posso deixar de citar o Palco do evento, com palestras, conversas e brincadeiras entre criadores e autores (nacionais e internacionais). Com variedade de temas e horários diversos, para todos terem interesse de ir pelo menos em uma. E muito mais!

Ou seja, no DOFF você não fica entediado. Se não quiser sentar em alguma mesa para jogar algo, tudo bem (mesmo que eu ache que você vai estar desperdiçando uma boa oportunidade). Mas no evento tem outras atividades para você se distrair e ter muitos momentos de lazer e diversão!

Editoras parceiras que você pode encontrar

E entre tantas editoras e empresas que estavam presentes, irei citar, com mais carinho, aquelas que são parceiras do Movimento RPG. Vamos por ondem alfabética, para facilitar:

CapyCat Games

Idealizado pelo Pedro Coimbra (vulgo, Mestre Pedrok), tem em seu portfólio RPGs como Wilderfeast RPG e Skyfall RPG, além de jogos de mesa como Cat Catch e Escola de Dragões. Estavam no DOFF com algumas novidades, entre elas Wonderland Rebellion RPG.

Esse RPG vem com uma proposta totalmente nova e diferente onde a Alice nunca chegou ao País das Maravilhas, a Rainha de Copas está dominando tudo, e os jogadores precisam ser os heróis (já que a heroína original não apareceu). Com combates feitos em um cenário 2D de plataformas, a ideia promete revolucionar o cenário de jogos de mesa.

Confesso que amei a galera com capa!
A CapyCat arrasou no quesito “jogos de família”

Jambô Editora + Retropunk Editora

Nesse ano, a Jambô Editora fez parceria com a Editora Retropunk, dividindo o estande e atraindo mais pessoas para passar pelo local.

A Jambô foi idealizada pelo Guilherme Dei Svaldi, junto ao Rafael Dei Svaldi e o Leonel Caldela, tendo em seu portfólio grandes nomes do RPG como Tormenta20 e Ordem Paranormal.

Sua grande novidade (que já estava em financiamento coletivo há um tempo) é o primeiro jogo de tabuleiro da Editora, Tormenta: Expedição Escarlate. E o MRPG participou da conversa com o Leonel Caldela e a Karen Soarele sobre essa novidade, e em breve vai ter um texto aqui no site.

Já a Retropunk foi idealizada pelo Guilherme Moraes, tendo em seu portfólio RPGs como Fallout RPG e Deadlands. Trouxeram lançamentos como Delta Green – Arqint e Duna RPG – Ferramentas de Mestre para o DOFF.

Com muita gente!
Esse painel estava lindo demais!

Luz Negra Editora

Idealizada pelo Diego Bassinelo e pelo Stefano Pelletti, tem em seu portfólio RPGs como Infaernum e Melodia Perdida. Trouxeram para o DOFF seus produtos do financiamento coletivo, para a galera pegar em mãos e sentir a energia do que está por vir, como Tenebra e Catedral dos Ímpios.

Esses são RPGs que fogem da pegada tradicional, onde  Tenebra (rebele-se no fim do mundo) é um RPG pós-pós (sim) apocalíptico (COM UMA ARTE INCRÍVEL), e Catedral dos Ímpios é um suplemente de BREU RPG.

O estande mais tenebroso que você vai ver
OLHA QUE COISA LINDA!

New Order Editora

Idealizada pelo Anésio Vargas e pelo Alexandre Seba, tem em seu portfólio RPGs como Chamado de Cthulhu e Pathfinder 2. Trouxeram para o evento seu novo sistema: Lunatar (em breve vai sair matéria aqui no site falando sobre, já que nós jogamos), um RPG que explora a corrupção de um mundo repleto de criaturas e animais conscientes chamados de faunis.

Além disso, para o evento, eles também fizeram dois Meet & Greet. Um com o Rakin (@rakin) e a equipe de arte de Assimilação RPG. E outro com o mestre GG (@ggtonho) e os jogadores da campanha Presas Expostas. Com possibilidade de autógrafos, fotos, e posters exclusivos.

A galera estava em peso no estande
O painel estava lindo dos dois lados

Nozes Game Studio

Idealizada pelo Jonas Picholaro, tem em seu portfólio RPGs como Urbana Bellica e As 7 Baladas do Oeste. Trouxe para o evento algumas novidades, como o financiamento coletivo de Cairn (segunda edição), que está simplesmente lindo!

A campanha no Catarse de Cairn conta com o Guia do Jogador, o Guia do Guardião e uma Aventura Introdutória desse mundo. Além do Escudo do Guardião e alguns acessórios, como um kit de dados e um bloco de fichas de personagens personalizado.

Que coisa mais graciosa
Quanto material para ler!

Old Dragon Editora

Idealizada por Antônio Sá (atual CEO da Buró Brasil), pelo Guilherme Mir e pelo Julio Monteiro, tem em seu portfólio RPGs como Cenário de Campanha: ARKHI e o Módulo de Aventura: A Última Caravana do Outono. Trouxeram para o DOFF os lançamentos do Guia de Campanha: URBANA, e o Módulo de Aventura: A Pirâmide do culto a Zillavok.

O tempo todo tinham pessoas jogando
Os narradores se preparando para o final de semana cheio de aventuras!

Vale a pena?

SIM! COM CERTEZA!

Como meu primeiro evento eu posso dizer: quero voltar ano que vem!

O evento reúne uma energia e uma sensação de pertencimento única, que só esse tipo de evento pode conceder. Eu estava o tempo todo radiante de estar presente, andando de um lado para o outro (me perdendo um pouco), e a cada esquina, mesmo já tendo passado pelo local, parecia que algo novo surgia.

Se você procura um lugar onde vai poder fazer novos amigos e contatos, conhecer pessoas diferentes e conversar sobre seu hobby (ou trabalho) favorito, como jogos de tabuleiro e RPG, o DOFF é o lugar ideal para você ir. E se nunca teve a experiência, eu recomendo. Se organize e vá ano que vem, tenho certeza que você irá gostar!

E ainda faltou coisa nessa foto!

No entanto, se prepare! Você irá andar muito, então não leve peso na mochila e vá com um tênis confortável, leve comidinhas para beliscar e água para se hidratar. Com amigos é mais gostoso, mas não deixe de sair da sua zona de conforto e conversar com as pessoas por lá!

Vá com dinheiro preparado, porque eu te garanto que você vai querer comprar tudo que vir pela frente (só não comprei mais coisas, pois o dinheiro acabou e o cartão de crédito estava sem limite).

E o mais importante: esteja pronto para se divertir, pois o evento é feito para aproveitar!

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Luminares como personagens em Epifania RPG

Entre Primordiais despertando em corpos mortais, Sombrios vindos da silenciosa Matéria Escura e Caóticos nascidos da expansão impossível da Energia Escura, os Luminares sempre estiveram ocultos nas margens da criação: entidades feitas de energia pura, fluxo, transmissão e brilho cósmico, cuja existência parecia apenas uma lacuna esquecida na própria estrutura do universo.

Agora, porém, ecos dessa verdade começam a surgir, revelando uma nova forma de experimentar os conflitos e mistérios de Epifania RPG – Deuses entre Nós, lançado pela New Order. Se quiser compreender melhor este cenário e descobrir o que realmente habita por trás da realidade, confira a resenha, explore o guia de construção de personagem e aproveite também o playtest para entrar imediatamente neste universo de horrores cósmicos, divindades aprisionadas e segredos além da compreensão humana.

Ao longo da história humana, os Luminares foram percebidos apenas em relances: vultos impossivelmente rápidos, vozes em sonhos febris, silhuetas feitas de brilho, calor ou eletricidade, quase sempre efêmeras demais para serem plenamente compreendidas pelos sentidos mortais. Em diferentes culturas receberam incontáveis nomes (anjos, daimons, gênios, espíritos celestes, arautos solares, mensageiros divinos) pois pareciam existir como entidades de pura passagem, movendo-se com a velocidade e a fluidez da energia que os compunha.

Diferente dos Sombrios e dos Caóticos, os Luminares sempre demonstraram profunda afinidade com os seres da Matéria, já que a própria energia naturalmente interage, atravessa e transforma o mundo material. Por isso, desde as eras mais antigas do Multiverso, tornaram-se ligados aos panteões dos Primordiais, surgindo como servos dos deuses, intérpretes de profecias, guias espirituais, oráculos errantes e intermediários entre a existência mundana e as vontades incompreensíveis do divino.

CONDIÇÕES PARA JOGAR COM LUMINARES

  • Aspectos: Um Luminar pode transferir até 2 pontos de Corpo para Mente e vice-versa, gastando 1 ponto de Poder. Os pontos transferidos são considerados permanentes até que sejam novamente transferidos com o uso do Poder.
  • Paixões: Suas mentes operam na efemeridade, fluidez e mutação constante. Um Luminar já inicia com 2 Paixões, sem ganhar 1 ponto pela segunda Paixão. E ele pode ter um máximo de 4 Paixões, ganhando 1 ponto para cada Paixão além das duas iniciais. A cada aventura, uma Paixão precisa ser substituída por uma nova – e na aventura seguinte, esta Paixão nova não pode ser modificada, exigindo que alguma outra seja substituída.
  • Domínio Primário: Obrigatoriamente, Luminares precisam ter uma manifestação energética como Domínio Primário (exemplos: fogo/calor, eletromagnetismo, luz/fótons, energia psiônica, ectoplasma, radiação atômica/nuclear, energia cinética…). A exceção é a Energia Escura, que não podem ter como Domínio (nem Primário, nem Secundário).
  • Afinidades: Devido à natureza energética dos Luminares, eles não compreendem a existência humana com total facilidade. Por esta razão, Artes, Ciências Humanas e Manipulação são proibidas a eles.
  • Dádivas: Novamente por serem de uma essência diferente da humana, os Luminares não podem nunca possuir a Dádiva da Empatia, mas no lugar dela, podem acessar a Dádiva chamada Fulgor. Além disso, a Projeção funciona da forma inversa, já que os Luminares são essencialmente energia psíquica consciente manifestada através da energia material.
    • FULGOR: Embora não seja capaz de sentir ou influenciar os pensamentos e vontade de seres sencientes, o Luminar consegue usar sua própria energia para afetar a experiência sensorial dos indivíduos à volta, de maneira a encantar, paralisar, extasiar, arrebatar, fascinar, e até mesmo gerar sobrecargas sensoriais temporárias (cegar temporariamente, gerar um zumbido perene por certo período, criar histeria coletiva etc.). Patamar Desperto: uma criatura por ponto de Poder, fascinação sutil em até uma pequena multidão; Patamar Ascendente: quantidade de pessoas igual ao Espírito x2 por ponto de Poder, paralisia/êxtase em uma grande multidão; Patamar Divino: quantidade de pessoas igual a Espírito x10 por ponto de Poder, sobrecarga sensorial temporária em multidões.
    • PROJEÇÃO: Sendo o Luminar já um ser psíquico manifestado em energias do mundo material, a Projeção na verdade atua de forma inversa, dando a ele a capacidade de possuir um corpo de maneira a interagir com o Plano Físico. Patamar Desperto: consegue projetar durante uma cena sua consciência para um cadáver em estado conservado ou um animal – com as limitações sensoriais, comunicativas e locomotivas do corpo possuído; Patamar Ascendente: consegue projetar sempre que quiser e por quanto tempo quiser sua consciência para um corpo humano específico (tornando o Luminar uma espécie de “anjo da guarda”, “agatodaimon” ou “qareen” deste indivíduo); Patamar Divino: consegue reunir matéria da natureza à volta e criar seu próprio corpo físico em uma mescla de matéria orgânica e inorgânica.

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Recursões inspiradas em Sailor Moon para The Strange

Usagi Tsukino completa mais um aniversário no Dia da Sailor Moon, celebrado em 30 de junho, e não existe ocasião melhor para homenageá-la usando as possibilidades infinitas de The Strange, RPG disponível no Brasil pela New Order Editora.

Veja abaixo seis Recursões inspiradas no universo de Sailor Moon, cada uma baseada em um tipo diferente de realidade do jogo, indo do realismo absoluto até mundos literalmente feitos de mangá. E se quiser conhecer melhor o sistema antes de mergulhar nessas ideias, confira também nossa resenha do jogo (clique aqui) e nosso guia de criação de personagem (clique aqui).

Física Padrão: Distrito Juban

Distrito Juban é uma versão perfeitamente realista de Tóquio no fim dos anos 1990, sem qualquer elemento sobrenatural ou tecnologia impossível. O “clima Sailor Moon” existe apenas na estética e na cultura local: adolescentes obcecados por astrologia, clubes escolares inspirados em constelações, cafés temáticos lunares, grupos de cosplay que se encontram em fliperamas e uma moda urbana extremamente influenciada por brilho, joias e simbolismo planetário. Há boatos sobre gangues femininas com nomes de planetas, romances melodramáticos em escolas tradicionais e uma estranha tendência de coincidências envolvendo eclipses, mas tudo possui explicações plausíveis. É uma recursão onde a sensação de estar em Sailor Moon existe apenas como linguagem visual, comportamento social e atmosfera emocional – um mundo completamente normal usando uma “skin” de anime shoujo noventista.

Ciência Louca: Projeto Silver Millennium

Nesse mundo, o Reino da Lua foi um megaprojeto espacial transumanista criado por uma civilização do Sistema Solar no século XXIII. As “transformações mágicas” são armaduras biomecânicas quânticas ativadas por DNA ancestral e alimentadas por partículas emocionais chamadas Lacrima. Gatos falantes são IAs infiltradas em corpos orgânicos, varinhas mágicas são dispositivos gravitacionais miniaturizados e o poder do amor é cientificamente mensurável. O problema é que os cientistas descobriram que vilões surgem espontaneamente quando certos níveis de drama narrativo caem demais, então escolas produzem triângulos amorosos artificialmente para impedir o colapso da realidade.

Magia: O Reino das Onze Luas

Aqui, o universo inteiro funciona segundo astrologia cerimonial. Cada emoção humana alimenta constelações vivas, e toda pessoa nasce ligada a uma “Casa Planetária”. Transformações de Sailor são rituais sagrados realizados por dança, maquiagem, juramentos e coreografias simbólicas; errar a pose pode invocar entidades lunares perigosíssimas. O mundo normal praticamente não existe: ruas mudam de lugar conforme fases da lua, espelhos são portais diplomáticos e romances proibidos podem literalmente amaldiçoar planetas inteiros. O detalhe mais estranho é que burocratas mágicos determinam compatibilidade amorosa usando oráculos auditados oficialmente.

Física Subpadrão: Império da Lua de Ferro

O Império da Lua de Ferro parece um mundo de fantasia inspirado em Sailor Moon, mas submetido às limitações brutais da Física Subpadrão. Nenhuma tecnologia além de mecanismos simples funciona corretamente: pólvora não explode, eletricidade artificial falha instantaneamente, rádios emitem apenas estática e máquinas complexas simplesmente “esquecem” como operar. O resultado é uma civilização estética e culturalmente semelhante a um reino mágico lunar, mas sustentada apenas por metalurgia rudimentar, navegação astronômica, cavalaria e iluminação por fogo ou cristais naturais. Vestidos elaborados escondem armaduras de bronze, mensageiros substituem telecomunicações e observatórios astrológicos são mais importantes do que laboratórios científicos. Curiosamente, objetos associados à beleza, emoção, símbolos planetários e juramentos românticos parecem funcionar melhor do que ferramentas práticas, como se a própria realidade favorecesse narrativas melodramáticas acima do progresso tecnológico.

Psionismo: Mar de Cristal Interior

Nessa recursão, planetas não existem fisicamente: eles são arquétipos psíquicos orbitando a consciência coletiva da humanidade. As Sailors são médiuns capazes de navegar por oceanos mentais compartilhados, combatendo traumas transformados em entidades astrais. Transformações ocorrem quando memórias ressoam em frequência emocional perfeita. Vilões não roubam energia: eles sequestram conceitos como esperança, nostalgia ou desejo romântico. A sociedade inteira vive em cidades silenciosas porque pensamentos muito intensos podem ganhar forma física instantaneamente. Discussões adolescentes podem gerar kaijus emocionais.

Exótica: Mangá Prisma

Mangá Prisma é uma recursão literalmente composta por páginas de mangá. Céus possuem retículas, sombras são hachuradas à mão e explosões emocionais fazem quadros inteiros se estilhaçarem visualmente. O tempo só avança quando páginas são “viradas” por forças invisíveis da realidade; em momentos dramáticos, uma única cena pode durar dias inteiros porque ninguém ainda chegou ao próximo quadro. Habitantes têm enorme dificuldade em compreender cores – muitos acreditam que “vermelho”, “azul” ou “dourado” sejam conceitos filosóficos abstratos. Sons aparecem escritos fisicamente no ar através de onomatopeias gigantes, pensamentos surgem em balões visíveis e personagens secundários desaparecem quando deixam de receber destaque narrativo. As Sailors desse mundo são consideradas entidades quase divinas porque conseguem ocasionalmente romper as margens dos quadros e enxergar o “espaço em branco” entre páginas, lugar onde vivem criaturas feitas de rascunhos, páginas rejeitadas e finais nunca publicados.


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Sangue e RPG – Aprendiz de Mestre

Sangue e RPG têm uma forte ligação, pois este líquido vermelho que corre em nossos corpos possui uma forte, porém antiga, mitologia e muito simbolismo.

Desde a frase:

“TOMAI, TODOS, E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS, PARA A REMISSÃO DOS PECADOS.”

Frase tão poderosa que está presente na Santa Comunhão, o ponto alto da missa católica.

Nossa vida é feita de micro decisões diárias, e algumas mais significativas, como se vou doar ou não sangue.

Desde Vampiro, A Máscara

Venha comigo, neófito. O mais famoso RPG de horror (pessoal) de todos os tempos, torna o sangue um elemento central desde o “Nascimento” de um vampiro (seu personagem jogador, sim), onde via de regra, após o sangue ser sugado, ele é “devolvido”. E a formação de uma relação de “vassalagem” entre vampiros se dá por um ritual de “Laço de Sangue“. Também nas novas edições do RPG de Vampiro, a Máscara, (pela editora Asmodee no Brasil),  os personagens jogadores são mais frágeis, por terem “sangue ralo“.

Vampiros, Festim de Sangue

Mas nem só de vampiros vive o RPG

Pense também na expressão “sangue azul“. Caso você não saiba, embora todos nós tenhamos sangue vermelho, “sangue azul” se refere a pessoas de origem “nobre“, ou seja, a suposta “elite da nobreza e realeza“.

Isto também ajuda a pensar em intrigas familiares, pois são “sangue do mesmo sangue“. Um bom exemplo são as reviravoltas de “Guerra dos Tronos”, do filme Gladiador, e até novelas da brasileiras. Olha a oportunidade para Verdades & Segredos, da Editora Movimento, na telenovela VAMP (sim, neófito, a união de vampiros e telenovelas!). 

Além das ligações diretas de vampirismo, linhagens sanguíneas…

Exemplos para suas aventuras

1. Sacrifício de Sangue

Os heróis devem localizar e interromper um sacrifício onde o sangue de um(a) inocente deve ser derramado para despertar um antigo mal. O tempo está correndo.

2. O retorno do Sangue

Um grupo de piratas amotinados fez a tolice de roubar um tesouro amaldiçoado. Eles agora vivem como desgraçados, sentem sede e fome, porém não há líquido que lhes sacie a sede, ou comida que satisfaça seus apetites, mas não morrem. Assassinaram um dos seus companheiros, sem ter acesso, assim, ao sangue do falecido, pois é necessário retornar até a última peça de ouro, e pelo menos uma gota do sangue de cada bucaneiro envolvido no saque. Contudo, há boatos que o sangue do filho do corsário morto serviria…

3. O Sangue ou a Vida – Parte I

Numa atmosfera mais contemporânea, um dilema ético toma conta do plantão de emergência. Um dos companheiros da polícia precisa receber sangue O negativo, entretanto ele não aceita a transfusão por motivos religiosos (ele é testemunha de Jeová). Deverão os colegas convencê-lo, ou mesmo forçá-lo a aceitar?

4. O Sangue ou a Vida – Parte  II 

Num grande hospital, para onde os heróis levam um dos colegas após um confronto armado, num mundo pós apocalíptico, precisa receber hemotransfusão, e a única pessoa de sangue compatível se recusa a doar, por questões religiosas (ela é testemunha de Jeová). Deveriam os heróis convencê-lo ou forçá-lo a doar?

5. O Roubo de Sangue

O banco de Sangue da cidade vem sendo roubado. Quem (ou o quê) estaria roubando sangue? E com que propósito? Enquanto se investiga, os níveis de sangue estão perigosamente baixos.

6. Combate por Sangue

Terroristas estariam preparando uma bomba para ser detonada justamente no hemocentro da cidade, no dia de campanha a doação de sangue. Os heróis precisam encontrar e desarmar a bomba.

Contra balançando, que RPGs serviriam para os exemplos de aventura e sangue acima?

No sacrifício de sangue, e no O Retorno do Sangue, podemos ter tanto RPGs clássicos de espada e feitiçaria:

Ideias para aventuras – Bárbaros da Lemúria
  1. By the Sword, da Nozes Game Studio;
  2. For the Quest, da Editora 101 games;
  3. Bárbaros da Lemúria, no Brasil pela Nozes Game Studio;
  4. Tormenta, pela Editora Jambô;
  5. D&D 5ª edição, ou qualquer das edições, pela Asmodee.

Enquanto o Sangue ou a vida, o Roubo de Sangue, e Combate por Sangue, já trazem dilemas éticos, que em princípio, não seriam bem resolvidos somente com espadas e lanças, e assim uma toada de RPGs mais modernos e investigativos, com pontas de terror, talvez? Como:

  1. In to the Madness, da Nozes Game Studio;
  2. Os Bons Costumes, da Nozes Game Studio;
  3. Vaesen, no Brasil pela Editora Retropunk;
  4. Delta Green, no Brasil pela Editora Retropunk;
  5. Night’s Black Agents, no Brasil pela Editora New Order;
  6. Lobisomem, o Apocalipse, pela Editora Asmodee;
  7. Vampiro, a Máscara, pela Editora Asmodee.
  8. Ordem Paranormal, pela Editora Jambo

De uma forma ou de outra, que a imaginação continue fluindo nas suas mesas de RPG como sangue no seu coração.

Te desejo excelentes partidas de RPG, e lembre que uma única doação de sangue pode salvar até 4 vidas.

Infelizmente, não posso realizar este ato tão nobre, pois tive hepatite. Mas espero te lembrar que talvez você até possa criar eventos de RPG para estimular doação de sangue. O grupo Jedi da Bahia já fez algo assim.

Até a próxima, Sangue Bom!

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